segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
8 de março de 2025 - sabado - 21:30
Diana dirige seu carro pelas ruas Oculam. Ela limpava as lagrimas tentando imaginar o que iria dizer a sua filha para a perdoar. Ela entra na rua Eliz. E para diante a casa de Eduardo. Teria que ser forte. Iria ter que ser como sua mãe. Isso não era muito dificil. Ela limpa as lagrimas novamente e sai do carro. E se surpriende com Eduardo saindo do quarto. Eduardo também estava paralisado. Diana fica paralisada. Não contava com isso. Queria o perdão de sua filha. Mas e de Eduardo? A mancha roxa no olho ainda dava para se perceber.
Diana se aproxima. Eduardo segura a maçaneta da porta ainda paralisado. Ela fingindo não perceber o medo no rosto de Eduardo fala:
- Eduardo. Minha filha está em casa.
Eduardo afasta da porta como se ela literalmente estivesse com qualquer arma na mão.
- Está na cozinha. - Diana vai para entrar quando Eduardo fala a surpriendendo mais ainda. - Vou comprar alguns ovos. A senhora vai ficar para o jantar?
Ele a tinha perdoado? Não. Para Eduardo, ele não tinha que a perdoar.
- Não sei. - Diz Diana deixando algumas lagrimas cair.
- Ela vai gostar da sua visita. - Diz Eduardo com um belo sorriso. Fazendo aquela visita doer muito mais.
Eduardo sai e deixa Diana entrar na casa. Ela entra e vê a sala simples arrumada já do jeito da filha. Riti estava na cozinha, Diana podia ouvir a voz da filha cantarolando uma música e batendo as panelas. Riti sai da cozinha distraida.
- Desistiu dos ovos amor.... - Riti vê que é sua mãe e segura firme a frigideira que estava na sua mão.- Mamãe.
- Oi Riti. - Diz Diana esboçando um pequeno sorriso entre as lagrimas.
- O que quer? - Fala Riti demonstrando toda sua raiva na voz.
- Fui ver sua avó hoje.
- Você foi o que?
- Ela está otima. Diz que quer ver vocês.
Riti imprecionada se aproxima e fala:
- Você está dizendo que foi ver a vovó? A sua mãe?
Diana em uma mistura de tristesa e um sorriso em meio ao choro recentido diz:
- Porque é tão dificil de acreditar?
- Porque você é fria. Nunca perdoa ninguém. Você nunca deu carinho pra gente. Seu carinho sempre foi a proteção obsseciva. Você nunca amou ninguém.
- Eu mudei! - Diz Diana caindo no sofá chorando. - Não quero ficar como a minha mãe. Sozinha sendo amiga de um bando de velhos.
- Então veio por medo de ficar sozinha?
- Não. Foi porque eu descobri que eu amo você. Eu amo meus filhos. E não aguentaria ficar longe de você Riti, nem por um dia.
Riti segura as lagrimas que começam a cair também.
- Eu não vou voltar para casa mãe.
- Você não vai ser feliz aqui! - Diz Diana se aproximando da filha e alizando os forros do sofá. - Você pode fazer de conta. Mas o Eduardo nunca vai te dar o que você está acostumada.
- Ele vai me dar algo que eu não estou acostumada. Ele me ama.
- Ele não te ama.
- Como você pode saber? - Grita Riti aos berros. - Você viveu a vida toda com um homem que não te ama.
- Porque o Eduardo te olha como seu pai me olhava. Por isso que eu sei. Ele não te ama Riti acredite em mim. O tempo vai passar Riti e você vai perceber que ele não te beija mais como antes, não te toca mais. Um dia ele vai lhe trazer rosas. Você vai achar que ele está querendo recomeçar as coisas. Mas não via ser. Vai ser culpa! Riti! Acredite em mim! Isso vai acontecer!
- Isso aconteceu com você mãe! Meu marido não vai ter outra! Porque eu não sou você! Pare de tentar fazer de conta que eu vou refazer seus passos! Eu não vou! O Eduardo é um rapaz decente. Ele me ama. E nunca vai me deixar. - Riti cai no sofá também.
Diana abraça a filha, as duas deitadas no sofá chorando.
- Pode continuar vivendo em seu conto de fadas minha filha. Eu vou te apoiar. E vou fazer de conta que sou uma boa sogra, que acredita no genro. Como você faz de conta que é uma esposa dedicada e amorosa. Mas você sabe que acabou fazendo a mesma coisa que eu. Está saindo de casa correndo e se entregou para o primeiro estranho que teve chance. Para fugir de mim. Eu não vou falar para você voltar. Eu vou ver você dizer: "Você estava certa mamãe" E eu vou te abraçar como agora. Eu sempre estarei de braços abertos para você filha.
As ficarão ali no sofá chorando por uma grande tempo. Riti chorava por ver sua verdade revelada. E por se ver que era verdadeiramente a propria mãe.
Elas só sairão daquele abraço quando Eduardo chegou com os ovos. As duas esticarão a cabeça para cima do sofá. Eduardo viu as lagrimas e elas abraçadas. Tinham se reconcilhado. E de repente Diana abre um grande sorriso e fala:
- E ai Eduardo? Demorou com esses ovos em?
Riti se levanta alegre e fala:
- Eduardo você prepara a mesa. Nós vamos comer a moda lá de casa. Você vai gostar. - E as duas juntas vão para cozinha com os ovos. Deixando Eduardo sem entender a maior especialidade das mulheres da família Frias, a facilidade de esconder o que sentiam de verdade.
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