segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 15:00 - Restaurante Eliz

Suzi limpava as mesas que finalmente estavam sem pessoas nem uma. E se preparava para a noite que sabia que iria ser difícil. De repente Eduardo chega com o olho roxo já com um curativo e do lado Riti e Angel.
- Ou Eduardo, Riti. E ai? O que o médico falou?
- Falou que ele precisa descansar. - Diz Riti nervosa. - Mas nem com folga da delegacia e com um olho roxo não para.
- Riti, a Yomiko precisa de mim.
- Eu sei. Eu sei. - Diz ela nervosa e se virando para Angel.
- Senhora Riti. As louças e as casas já estão arrumadas.
Suzi olha surpresa. Riti responde:
- Ótimo Angel. Muito obrigada. Porque você não dá uma ajudazinha a Suzi. Aposto que ela vai adorar.
Suzi sorrindo vê a elegante e muito alta mulher arrumar o restaurante.
- Uai Riti. Não me contou que tinha contratado uma empregada.
- Não é uma empregada. - Diz Riti rindo e se sentando numa cadeira do lado do balcão.-  É um robô. O Jim que arrumou com um amigo dele na faculdade de Ciências.
Suzi se senta também vendo que não precisava fazer muita coisa com Angel ali.
- Mas como é que é isso? O cara deu de graça para o Jim?
- Não menina. O cara morreu e deixou para o Jim de herança. Pra falar a verdade isso é o que acha os policias. Na verdade ela matou o cara e quis ficar com o Jim. O cientista tinha dado uma doida e colocou uns chipes loucos na robo. Mas nós cuidamos disso. Agora é uma fiel empregada. Faz tudo que eu mando.
- Mais que história mais doida, em? - Fala Suzi rindo.
Eduardo volta da cozinha falando.
- Suzi, e os refrigerantes? Não chegaram?
De repente um caminhão estaciona na calçada. E logo um sujeito, negro baixo e com um lindo sorriso branco aparece carregando três caixas de refrigerante.
- É aqui que é essa entrega?
- Sim. - Diz Suzi se levantando e apontando para os fundos da cozinha. - Coloque ai.
Ele rapidamente coloca e corre até Suzi com uma prancheta.
- Assine aqui.
- Estão atrasados. Pedi tem mais de três horas o refrigerante.- Fala Suzi seria.
- Desculpe moça. Problemas na direção. Se a distribuidora fosse minha, isso não aconteceria. - Diz o rapaz rindo.
Riti olha estranhando o rapaz. E ele começa a explicar:
- É que quem cuida da distribuidora são um casal de irmãos. Eles brigam muito. E é muito complicado.
Suzi sorrindo assina o documento e devolve a caneta para ele.
- Desejo sorte pra vocês.
Ele sai aos pulos e sai. Logo entra Sergio aos pulos. Suzi estranhando a pressa pergunta a Sergio:
- Sergio como foi a escola?
- Foi uma bagunça Suzi. Trocarão a diretora. E ela é mais uma louca estressada.
Ele vai para sair, mas Suzi o segura.
- E a Danielly e o Arthur gostarão do dia de aula.
- Não sei Suzi. A Danielly nem fala com agente. O Arthur... - Sergio abaixa a cabeça triste.
- O que foi? - Pergunta Suzi desconfiada.
- Suzi, sabe aonde o Arthur levaria alguém para impressiona-la?
- Não sei Sergio. Porque? - Fala Suzi surpreendida com a pergunta.
- Nada não. - Sergio sai apressado de volta para sua casa. Riti que escutava a conversa bebendo um dos refrigerantes se aproxima com um sorriso.
- As crianças estão cada vez mais confusas.
- Confusas de mais. - Fala Suzi estranhando. De repente Sergio sai correndo pedalando em uma bicicleta. Suzi tenta até sair correndo atrás dele. Só que Sergio sai muito apressado.
- Tem alguma historia ai.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 14:30 - Casarão Carol

Carol olha para o lado na cama. Alceu estava ali do seu lado dormindo. Tinha finalmente conseguido tudo que queria. Continuar rica, ter um bom homem do seu lado. Mas ainda lhe faltava algo. Ela se levanta da cama e se olha no espelho. Ainda tinha algo que consumia seu coração, algo que a sufocava, algo que... queria vingança.
Como poderia se vingar do mau que Joe fez? Que mau que ele fez? Estava sendo feliz longe dela. Porque? Porque depois de todo mau que ele fez para Carol ele podia ser feliz?
- Carol? Algum problema? - Pergunta Alceu da cama acordando.
Carol se vira rindo e pegando um vestido no guarda-roupa.
- Não. Nenhum. Estava só pensando, que vou pedir para Alma fazer algo especial para agente hoje.
Alceu se levanta da cama e abraça Carol.
- Você sabe que ela não é sua empregada. Ela é sua enfermeira. Mas se quiser vou procurar hoje uma boa cozinheira e uma faxineira.
Alceu beija Carol e a ajuda e fechar a blusa.
- Faça isso. Não sei como vou viver sem a Adelia aqui comigo. Ela era de muita confiança.
Ela sai deixando Alceu sozinho no quarto. Ele deita cama e logo Alma aparece. Ela o vê apenas com o lençol cobrindo parte das costas e pula nele o beijando.
- Você conseguiu Alceu. Você conseguiu. Ela é sua.
Alceu se vira assustado e falando.
- Você está louca. Ela acabou de sair daqui. Se voltar e pegar agente. Estamos perdidos.
- Larga de ser bobo. - Diz ela beijando ele. - Ela está lá em baixo preparando um lanche. Acho que ela nunca entrou numa cozinha.
- Então vai ajuda-la. Temos que ser sentrados nos nossos planos.
- Mas como vamos nos livrar dos filhos dela?
- Não se preocupe. Eu já tenho um plano. Agora vai.
Alma desse as escadas e encontra Carol  na cozinha.
- Precisa de ajuda senhora Carol?
Carol se vira rindo.
- Como faz para sair café dessa maquina idiota?
Alma corre até o armario apanha um pote e tira de lá uma xicara de pó de café.
- É porque não tem café ai ainda. Você precisa colocar o pó de café ai primeiro.
A campainha toca e Carol fala rindo para Alma.
- Você cuida disso. Eu vou atender a porta.
Ao abrir a porta uma surpresa. Walter está na porta.
- Bom dia Walter.
- Boa tarde não é? - Diz Walter rindo.- Eu tenho dois assuntos para tratar aqui senhora Carol. Um é sobre essa intimação para você ir ao juiz para declarar o que aconteceu a mansão naquele incendio.
- Oras, o que aconteceu? O que aconteceu foi minha empregada enlouqueceu, me prendeu no soton com alguns empregados e tacou fogo querendo nos matar. O que quase conseguiu.
- Veremos isso no tribunal senhora Carol. A segunda coisa é com o seu médico, Dr. Alceu. Ele está morando aqui agora não é?
- O que você quer com o Alceu? - Pergunta Carol olhando firme para Walter e abrindo mais a porta. Alceu aparece a porta também.
- O que o senhor deseja?
- Poderia conversar com o senhor a sos?
Carol olha para Alceu, e preocupado ele olha para Alma que estava na cozinha. Alceu sai para fora e fecha a porta.
- O que o senhor quer?
- Nunca existiu uma Faculdade Oledasep. Lá tem exite faculdade. Lá não existe nada. Onde o senhor fez faculdade de medicina Dr. Alceu.
- Na época que eu fiz tinha. Ouve um incêndio.
- Isso foi a vinte anos. Quantos anos o senhor tem? Não deve ter nem cara de trinta. - Fala Walter nervoso.
- Aqui está minha identidade. Tenho 45 anos. E obrigado por me achar com cara de tão novo. - Alceu mostra a identidade. E Walter olha nervoso. Sem duvida era um documento falso.
- Os documentos e historicos sem duvida se perderam no incêndio não é?
- Infelizmente a revolta dos estudantes um ano depois que eu sai não deixou muita coisa para o senhor olhar. Mas se quiser.
- Eu vou averiguar. Enquanto isso não saia de Oculam.
Walter sai nervoso e Alceu entra de novo no casarão.
- O que ele queria? - Pergunta Carol apavorada.
- Coisas do serviço. Infelizmente não temos o controle da vida e da morte, como muitos pensam. E quando uma pessoa morre. Seus parentes querem logo me prossessar.- Carol abraça Alceu aliviada. Mas Alma que terminava de passar o café não se sentia tão calma assim.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 14:10 - Colegio Oculam

- Senhor Cristian. Você não vai achar o sujeito das frases que estão no quadro na garganta da Suzana. - Diz Manildy, a professora de português olhando para o casalzinho que entrelaçados se beijavam sem nem notar a professora.
Suzana envergonhada empurra Cristian. Mas  o sinal toca e Suzana sai apressada na frente. Cristiny puxa o irmão falando.
- Eu te avisei.
- Porque não larga do meu pé menina.
Cristiny olha os materiais e vê que esqueceu o caderno. Ela corre até a sala sendo empurrada pelos outros na direção contraria. Mas ela consegue logo que os corredores esvaziam e corre até a sala. E lá encontra um homem. Uns quarenta anos, já calvo e com um olhar atento e serio.
- Bom tarde mocinha.
- Eu esqueci meu livro. - Diz Cristiny recuperando o folego e pegando seus materiais. E indo para sair.
- Eu sou o professor de Biologia. Renato Showen Daniells  - Ela se vira com um sorriso. - Só pra constar.
Cristiny respira fundo e fala:
- Meu nome é Cristiny. Serei sua aluna?
- Sim. - Diz ele se sentando na cadeira dos professores. Cristiny se aproxima envergonhada.
- Mas você não vai embora? Não está na hora?
Renato sorri e fala para ela.
- Tenho uma pilha de caderno para corrigir. E gosto dessa sala.
- Porque? - Ela pergunta se sentando em uma cadeira.
- Porque foi aqui que eu estudei quando criança. Nessa sala. Na verdade na cadeira em que você está sentando.
De repente Cristian aparece na porta com Suzana.
- Cristiny! Vamos!
Cristiny se levanta constrangida e se despede do professor.
- Tchau professor. Te vejo amanha?
- Talvez. - Diz ele rindo.
- Vamos logo menina. - Cristiny ri e sai com o casalzinho.
Cristiny estranha e pergunta:
- Vocês não viram cadê a Danielly?
- Não. Não vi. - Diz Cristian saindo do colegio.
Longe dali sentada na mureta do colegio Danielly esperava o maximo de tempo possivel para ir para casa. Tinha passado o dia todo na praça. Não queria mais ficar sozinha. Esperava algo algo acontecer. E aquele algo tinha acontecido.
A nova diretora do colegio arrastava um rapaz pelos braços até o carro nervosa.
- Paul! Vem logo!
- Mãe! Me larga. - Diz Paul puxando seu braço de volta. - Já disse que vou pra casa do meu pai.
- Amanha é terça-feira e dia de aula. Sei que do lado daquele traste você não vai vir pra escola amanha de jeito nenhum. Você vai pra sua casa.
- Me obriga então! - Diz ele saindo e deixando Raquilma nervosa no carro. Danielly segue ele com olhar e logo vai atrás dele. E o vê assendendo um sigarro enquanto caminha. Ela se aproxima.
- Eu queria saber aquilo com meu pai. - Diz ela tentando alcançar os grandes passos dele. Ele olha para Danielly assustado e diz:
- Se você contar pra alguém daquele colegio que me viu fumando eu te mato. Tá me ouvindo garota!
- Eu não vou contar pra ninguém. - Diz Danielly abrindo um sorriso ironico e disfarçando o medo. Paul gosta e oferece o sigarro para Danielly. Ela puxa a fumaça e se engasga com a fumaça.
Paul e se senta na calçanda em um canto mais escondido pelas folhas de uma arvore. Danielly também se senta.
- Você é nova no colegio não é?
- Sou. Primeiro dia.
- Bem vindo ao inferno. Estou louco pra sair daquela porcaria logo.
- Falta pouco. Você está na mesma turma que eu. Não falta dois anos.
- Eu vou sair é mês que vem. Só estou juntando um dinheiro e me mandando dessa cidade estupida.
- Pra onde vai?
- Pra Oledasep. A melhor cidade do mundo.
- Pode me levar? - Pergunta Danielly maliciosa. Paul depois de uma baforada olha firme para ela. Ele iria beija-la. Danielly se prepara, mas seu olhar é desviado.
- E ai rapaziada. Estava demorando.
Danielly se vira. E três rapazes se aproximam acompanhados de duas moças. Paul cumprimenta eles e puxa Danielly com um abraço.
- Gente. A mocinha ai quer entrar no nosso trampo.
- E ai? Qual é o nome dela?
- Não sei. Ela não me falou. - Paul vira-se para Danielly.
- Meu nome é Danielly.
Uma das mulheres a cumprimenta.
- E ai Dany? Eu sou Rarita.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 14:00 - Mansão Diana

Troy chega em casa da faculdade. Marcia, a empregada que passava o aspirador de pó no sofá sorri dizendo.
- Chegou mais cedo menino? Porque?
- Ai Marcia. Acho que eu não dó pra ser um Biologo não.
- Você tem que falar com seus pais então Troy.
- O Iti está aqui? - Diz ele colocando a mochila no sofá. E Marcia a pega e coloca nas costas de Troy novamente.
- Você coloque sua mochila no seu quarto. E seu irmão saiu com uma mulher chique num carrão.
Troy sobe as escadas e tapando os ouvidos para o barulho do aspirador de pó.
- Porque você não faz menos barulho com isso?
- Para te irritar amorzinho. - Diz ela rindo.
Troy sobe as escadas e ouve uma conversa. Era a mãe e o pai conversando.
- Eu preciso fazer alguma coisa Lorency. Meu filho está saindo com uma pistolera barata.
- Você não vai fazer nada Diana. Eles já são adultos...
- Adultos? Aqueles dois ainda não sabem nem amarrar os sapatos sozinhos.
Troy vai para entrar no quarto com raiva e bater boca com a mãe. Mas vê o cardaço desamarrado e tenta amarrar varias vezes mas não consegue enquanto isso ouve a continuidade da conversa.
- Eu tenho que fazer algo. E eu vou fazer.
- Diana se o Iti sair de casa também eu te mato. Eu juro que eu te mato.
Diana sai do quarto e vê o filho tentando amarrar o sapato. Diana balança a cabeça e se abaixa para amarrar para o filho.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 11:30 - Colegio Oculam

O sinal de ir embora finalmente bate. Arthur corre até Sergio que saia sem nem olhar para trás.
- Ei Sergio? O que deu em você?
- Me larga Arthur! - Diz ele se soltando do braço de Arthur e continuando a caminhar. Arthur o segue e pergunta nervoso.
- Porque deixou eu passar aquela vergonha na sala de aula?
- Cara, eu não podia contar para a Ana Paula que eu gosto dela!
- Você já contou. Só que agora ela pensa que sou eu que gosto dela.
- Eu não vou falar nada. Vai ser um mico pior ainda.
Arthur irritado fala:
- Que mico cara? A menina tá pensando que sou eu que gosto dela. E você vai deixar ela pensando isso? Eu acho que você não gosta dela é nada.
- Eu gosto sim!
Sakura de longe olhava a cena.
- Então vai lá.



- Eu não tenho que te provar nada Arthur! Sai da minha cola! - Sergio sai nervoso deixando Arthur chateado. Suzana, Cristian e Cristiny encontram Arthur triste.
- O que foi que ouve com o Sergio? - Pergunta Suzana chateada.
- Bobeira do Sergio. Depois eu converso com ele. - Fala Arthur arrumando a alça da mochila.
- Arthur, você pode ir para a casa. Agente tem mais uma aula. - Explica Suzana chateada.
- Cadê a minha irmã? - Pergunta Arthur não vendo Danielly ali.
- Tá na sala. Não quis sair. - Fala Cristian abraçado a Suzana.
O sinal toca de novo. E os três vam para a sala de aula enquanto Arthur vai para sair do colegio quando encontra Ana Paula.
Ana Paula sorrindo se aproxima. Arthur respira fundo. Teria que contar para ela.
- Oi Arthur.
- Oi Ana Paula.
- É verdade o que estava escrito naquela carta? - Pergunta timidamente a menina.
- Bem Ana. Para falar a verdade. Não.
- Não?
- Não.
- Você não gosta de mim? - Pergunta Ana Paula com cara de choro.
- Não é isso Ana Paula. Eu gosto de você...
- Gosta? - Diz ela abrindo um sorrisão.
- Mas é que?
-É que o que?
- Ana Paula! - Ana Paula e Arthur se viram. Era uma mulher chamando Ana Paula de dentro de um carro.
- É minha mãe. - Explica ela. - Porque não nos encontramos no parque hoje depois do almoço?
Arthur assustado fala:
- Tá bem. Então.
Ana Paula surpreendendo Arthur da um beijo em sua bochecha e sai correndo para o carro. Seu coração bate forte. Estava namorando? Será que isso era um namoro? Não sabia. Só sabia que seu coração estava achando que ele tinha corrido uma maratona.
Ele sai correndo feliz. E nem percebe Sergio o olhando de longe. E Sergio nem percebe Sakuia o olhando de longe. Ela se aproxima e fala para ele.
- Eu vi o que aconteceu.
- Viu é? - Pergunta ele sem paciência. - Que bom.
- Olha aqui garoto. Eu posso te ajudar. - Fala Sakuia insistente.
- Ajudar com o que?
- Não vê que seu amigo roubou-lhe a namorada.
- Ela não é minha namorada.
- Mas você queria que fosse. - Fala Sakuia nervosa. - Pois bem, eu vou te ajudar a conquistar ela.
- Em troca de que?
- De nada. Eu sou uma boa menina. - Fala Sakuia com um sorriso.
- Mas como vou fazer isso. - Pergunta Sergio coçando a cabeça.
- Pois bem. Vamos no parque também a essa hora. E você vê se seu amigo vai mesmo dizer a verdade sobre o bilhete ou não. Esse é o primeiro passo conhecer seus inimigos.
- O Arthur não é meu inimigo. E ele vai contar a verdade.
- Pois bem. Vamos ver.
- Fechado. Depois do almoço me encontre no parque.
Sergio sai caminhando para casa e Sakuia se senta para esperar a madrasta. Tinha conseguido um encontro com Sergio esse seria o primeiro passo para conseguir conquista-lo.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 08:20 - Casarão Ray e Priscila

Jorge toca a campainha da grande mansão de Ray Crof. E logo Durval abre para ele o grande portão.
- Jorge chegou tarde hoje em?
Jorge sorri para suportar tal atrevimento.
- Como vê senhor Durval. Meu trabalho foi muito bem feito e só preciso vir algumas horas do dia para ajeitar as folhas secas caidas ou aparar a grama. Eu fasso meus horarios.
Jorge sai deixando Durval trancando o portão. E dá uma olhada no labirinto que tinha montado no lado direito da grande mansão.
As folhas verdinhas formavam um muro alto que formavam corredores cheio de flores e apertados. De repente uma mão macia e pequena tapa-lhe o rosto e um belo sussuro vem ao seu ouvido.
- Adivinha quem é?
Jorge se vira e a beija apaixonadamente.
- Sua voz é inconfundivel Priscila.
Priscila o beija mais uma vez o agarrando pelo pescoço e fazendo ambos cair na grama fofa. Os dois riem e ela sai correndo pelo grandes corredores do labirinto. Jorge corre atrás rindo.
Rafael olha os dois pela janela do segundo andar rindo. E de dentro de um dos quartos ri para Mariana que arrumava o quarto.
- Se o Ray descobrir que a filha está namorando o jardineiro o que ele vai pensar?
- Eu não sei Rafael. E é melhor agente não se envolver com isso.
Rafael se recosta na porta e rindo continua a falar com Mariana.
- O que será que ele quer comigo em Mariana.
Mariana se vira e beija Rafael.
- Não se preocupe. Ele gostou de você. E sei que tudo que vier dele vai ser coisa boa.
Durval atravessa o corredor e vai até o escritorio de Ray e bate na porta.
- Senhor Ray?
- Pode entrar Durval.
- O jardineiro acabou de chegar.
- Sim, obrigado por avisar. Falarei com minha filha sobre esse atraso dele depois.
Durval vai para abrir a boca para falar algo. Mas Ray entra na frente.
- Diga ao seu filho para vir falar comigo agora.
- Sim senhor.
Durval vai até o quarto novamente e vê Mariana e Rafael saindo e já descendo as escadas.
- Rafael. O Ray está te chamando.
- Senhor Ray. - Corrige Mariana baixinho para Durval.
Rafael vai até o escritorio enquanto Durval desce as escadas com Mariana.
- Senhor Ray. Mandou me chamar?
- Sim Rafael. Sente-se.
Rafael timidamente se senta na cadeira de frente a Ray.
- Você é um bom garoto. E muito elegante. Como te falei. Você será meu secretario. E como seu primeiro tabalho quero que vá fazer uma viagem para mim.
- Uma viagem senhor?
- Sim. Vai para o Rio de Janeiro comprar vinho para o restaurante da minha irmã.
- Vinho? Mas eu não entendo nada disso.
- Não se preocupe. Você vai ter eu praticamente do seu lado. - Ele joga uma caixa de celular pela mesa até Rafael. Esse celular vou estar com você vinte e quatro horas por dia. Te falarei até como deve andar na rua. E até quando deve ir ao banheiro. Fara tudo que eu mandar. Está entendido?
- Sim senhor. Mas eu não sei nem como mecher nisso.
- O manual está ai dentro. Você vai tirar fazer compras e aprender a mecher nesse celular.
- Compras?
- Sim. Você terá que comprar um terno bem bonito se quiser ser meu secretario.
Rafael sorrindo pega o cartão de credito que Ray joga sobre a mesa.
- Você vai na loja de roupas mais chique da cidade. New Man. Lá vai ter um vendedor de minha confiança que vai te oferecer os melhores ternos de Oculam.
- Nossa senhor Ray. Nem sei como agradecer.
- Não precisa agradecer. Esse é seu trabalho.
Rafael sai alegre do escritorio. Ray pega o telefone e disca alguns numeros e já fala:
- Achei alguém para pegar a carga... não. É logico que ele não sabe o que é. Ele acha que são vinhos. Não vai deixar de ser também.... Tudo vai dar certo senhor Murillo. Não se preocupe.
Ray desliga o telefone apreensivo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 08:10 - Hospital Oculam

Eduardo com gelo no olho era levado por Riti pela entrada do Hospital Oculam.
- Eu falei pra você Eduardo. Pra você não se meter em briga de mulher. Mas você não esculta. Não esculta.
- Ai Riti. Para de puxar meu braço.
- Por aqui.- Riti percebe que os funcionarios estava uma correria danada. Até que ela agarra uma das enfermeiras que é Pureza.
- Moça o que está acontecendo aqui?
- Só Deus sabe menina. Eu acabei de chegar.
- Meu marido tá com o olho parecendo mais um balão. O que agente faz.
Pureza assustada olha em volta e aponta para uma cadeira vazia.
- Ali! Senta naquela cadeira que logo, logo eu trago um médico para atender vocês.
Riti nervosa larga Eduardo no meio do corredor e corre até atrás de Pureza.
- O que? Espera ai moça!
Eduardo meio sego tenta apalpar o corredor e ouve uma voz, era da faxineira falando com a atendente do hospital.
- Vocês ouviram o que aconteceu?
- Não menina. Estou doida querendo saber que reboliço é esse?
- É Dr. Alceu. Os policias estam investigando se o curriculo dele é verdadeiro.
- Alceu, aquele que foi pra casa da Carol cuidar dela?
- Sim. Mas os médicos estão loucos querendo rever os exames deles, para ver se estava certo.
- Menina, que coisa não.
Eduardo assustado tem certeza que essa Carol era a mulher de Joe. E agora? Teria que contar para Joe isso.
De repente um puxão no seu braço.
- Aqui tá você. Onde é que se meteu Eduardo? Aqui doutor. Esse aqui é meu marido!
Eduardo é jogado para outro canto e Dr. Cipriano o examina.
- Vamos cuidar disso já já.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 08:00 - Penitenciaria Feminina Oculam

O carro de policia chega na Penitenciaria Feminina Oculam. Ficava ao Leste de Oculam, direção completamente diferente da Penitenciaria Masculina Oculam. No carro sai Yan. Ele abre a porta de trás e tira de lá Emiliana. Uma mulher alta, magra e negra de terno e uma saia azul se aproxima dos dois.
- Boa dia senhora Emiliana. Eu sou Bianckiny Suwe Kalym. Serei sua advogada, o governo de Oculam me resignou para o caso. Você pediu uma não?
- Sim senhora. - Responde Emiliana tapando o rosto do sol.
Uma outra mulher se aproxima, agora uma baixa branca e de olhos claros e cabelos negros. Bianckiny olha para Emiliana.
- Você foi ferida ou machucada por um dos policiais?
- Isso será verificado no exame médico Bianckiny. - Diz a outra mulher se aproximando com os dois policias do lado.
- Você ouviu ela. - Diz Yan já se irritando com a advogada. - A carga está entregue. - Diz Yan entregando Emiliana para o policial. Ele entra no carro e sai. A mulher branca se aproxima seria.
- Eu sou a diretora da Delegacia Feminina Oculam. Fililiam Calik Duwoa. Você vai ficar em nossa custodia até o seu jugamento pela tentativa de assassinato dos policias Yan, Yuri e Walter e de ser  comparça de  Cyrina Gidê pelas mortes de todas as crianças do orfanato Oculam.
Emiliana é levada por uma porta. Atrás da porta um corredor e varias presidiarias atrás das grades gritando e tacando desde rolos de papel higienico e revistas. Emiliana assustada era praticamente empurrada pelo policial e pela advogada e pela diretora.
- Bem vindo a Penitenciaria Feminina Oculam.
Eles entram num escritorio. E lá Fililiam se senta na mesa e Emiliana é colocada na cadeira na frente da mulher. Bianckyny olha firme para Elimiliana e fala:
- Você tem direito a uma ligação. - Fililiam entrega o telefone de aparencia antiga para Bianckyny. - Para quem vai ligar e o numero por favor.
- Luma Frontino. 7485- 2358.
- Luma Frontino? Sua filha? - Pergunta Fililiam interessada enquanto Bianckyny discava o número.
- Não. Ela é minha irmã.
- Alô? - Fala Bianckyny para o telefone. - Seu nome é Luma Frontino?
Bianckyny passa o telefone para Emiliana.
- Você tem cinco minutos.
Emiliana coloca o telefone no ouvido. A voz da irmã se ouve:
- Alô? Alô? Quem está falando?
- Luma?
- Emiliana? É você?
- Preciso de você minha irmã. Estou encrencada.
- O que foi que ouve? - Pergunta a mulher preocupada.
- Venha para Oculam. Miriam precisa de você.
- Onde você está?
- Eu estou presa Luma.
- Presa? O que você fez agora?
- A Miriam está na casa da Assistente Social. Eu vou te passar o endereço. Venha o mais rapido possivel. A Miriam está muito apavorada.
- O minha irmã...

Luma desliga o telefone. Mais uma vez teria que proteger a irmã. Como sempre.
- O que sua irmã fez pra ser presa Luma? - Luma olha para o marido sentado no sofá.
Luma tremendo sobe os degrais de sua casa até o seu quarto. O marido a segue.
- Você não quer que agente vai atrás dela de novo?
- Se você não quiser eu vou Pacheco.
- Não meu amor. Eu vou com você. Mas... - Ele se senta na cama enquanto a mulher faz as malas. - Você vem carregando essa mulher nas costas a vida toda. Quando agente acha que ela está se dando bem... ela não virou diretora de um colegio?
- Era... Eu não sei Pacheco. Sei que desde que ela brigou com o papai eu sou tudo que ela tem e não vou deixar ela na mãe agora.
- Ela não brigou com seu pai. Ela fugiu de casa depois que engravidou de um qualquer.
Luma fecha a mala e olha firme para o marido.
- Eu quero te pedir uma coisa. Se você vai comigo. Não quero que fique julgando minha irmã.
- Ok. - Fala ele beijando a mulher e indo embora.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:50 - Colegio Oculam

Na sala de aula da quinta serie da escola Oculam, o silencio reinava graças a Passul, professor de Geografia que tinha acabado de dar uma bronca enorme.
A primeira da fila recostada a porta, na primeira cadeira estava sentada Sakuia que não conseguia entender o que aquele maldito texto estava querendo dizer. Atrás dela estava Sergio que suspirava olhando para Ana Paula, que estava na segunda fileira na terceira cadeira. Arthur que estava sentado atrás de Sergio o cutuca dizendo:
- Cara, você tá dando muita bandeira. Todos estam vendo sua cara de bobo pra Ana Paula.
- Todos, menos ela Arthur.
- Então porque você não conta pra ela?
- Na proxima vez que você falar um "a" Arthur e Sergio eu vocês vão falar com diretora.
- Mas professor, a diretora foi presa.
- Eu sei Dalberto. Eu estou falando da nova diretora, a Raquilma.
Arthur e Sergio envergonhados abaixam a cabeça. Mas Arthur não consegue se controlar e rasga uma folha de papel de seu caderno e começa a escrever.
- Porque você não vai falar com ela.
Sergio recebe o papel e lê. E vira ele para trás e escreve nas costas do papel.
- Você está doido. Eu nunca vou ter coragem.
Arthur pega o papel e lê balançando a cabeça. E rasga outro papel para escrever.
- Então escreve um bilhete para ela contando. Assim você não vai precisar falar nada.
Sergio lê o papel curioso e logo rasga um papel e começa a escrever dobra e entrega a Arthur e cochicha para ele.
- Então entrega para ela.
Arthur abre um sorriso. Sergio se vira e tapa o rosto envergonhado. Arthur cutuca Ana Paula que lia com atenção o texto do livro. Arthur sussurra um "oi" e ela sorri envergonhada e responde o oi.  Ele estica o braço para entregar o bilhete para Ana Paula. Quando ela ia esticar o braço para pegar. Outra mão a pega.
- Vamos ver o que o novato está querendo que você leia que é tão importante para que a Ana Paula tire sua atenção da leitura?- Era Passul que abre o bilhete com ar maldoso. Arthur se levanta assustado.
- Não professor. Não leia. - Arthur olha para Sergio apavarado. Só que ele fingia que nem era com ele.
- Arthur quer te falar Ana Paula assim: "Querida Ana Paula, você é a luz que trilha meu caminho até a felicidade, junte-se a mim e será pra sempre amada".  Arthur dá um tapa na cara de vergonha. Ana Paula fica vermelha, mas sorri para Arthur.
- Não professor, não é eu...
- Agora senhor Arthur. Aprenda que na minha aula é lugar de estudar e não de namorar! E se der um piu você vai para a diretoria.
Arthur se senta envergonhado e nervoso com o amigo. Mas se vira para ver Ana Paula rindo de Arthur.
Na ponta da cadeira Sakuia vê Sergio chateado. Tinha ouvido tudo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:40 - Restaurante Oculam

Enquanto isso Suzi no restaurante se virava para anotar todos os pedidos. E Eduardo na cozinha preparava tudo.
-Eduardo, mais cinco sanduiches e dois refrigerantes. - Diz Suzi colocando o papel do pedido no balcão.
Mas Eduardo da cozinha grita.
- Liga pra distribuidora que os refrigerantes estão acabando.
Um grupo de jovens grita para Suzi.
- Ei! E o nosso sanduba?
- Eduardo! Não dá pra fazer isso? - Diz Suzi pegando mais três bandejas com cinco sanduiches cada e indo servir as mesas.
- Como que eu vou fazer isso? Eu tó fazendo trinta sanduiches de uma vez só. - Grita Eduardo da cozinha.
Suzi começa a se desesperar. Ela equilibrando as três bandejas na mão corre até a mesa da mulher que gritou quando uma bandeja está pra cair.
- Ai... ai... vai cair... - Quando a bandeja vai cair alguém a segura. Suzi se vira e sua irmã Suzam está ali com lindo sorriso.
- Eu posso te ajudar com isso?
- Suzam? - Diz surpresa e aliviada Suzi. Mas ela vê que a irmã está com um belo vestido negro e chique. - Ai não Suzam, você está tão arrumada.
- Eu não estou arrumada. - Diz Suzam pegando o ketchup e espirrando no vestido negro.
- Ai não Suzam. O que você fez?
- Agora eu posso te ajudar. Vai pegar o telefone e compre esses refrigerantes enquanto eu sirvo essa ...- Ela vira para a mulher. - CHATA ESNOBE QUE NÃO SABE TER PACIÊNCIA!
A mulher fica palida mas não sai do seu lugar. Suzi cansada e não querendo estragar a visita da sua irmã e a ajuda que ela estava querendo dar, tira o avental e entrega a Suzam. E pega o telefone e pergunta a Eduardo da cozinha:
- Em qual distriubuidora vocês compram Eduardo?
- Não sei. Seu tio que comprou. - Fala Eduardo rindo enquanto colocava mais olho na chapa.- Mas meia duzia de pacotes de batata saindo! - Grita ele para Suzam.
Suzi coloca o telefone no gancho e corre até a casa de sua mãe. Chegando lá ao entrar se depara com o quarto que era seu e deu suas irmãs que agora era de Barbara. Suzi de repente percebe que as irmã e o irmão estavam dormindo na sala em couchões fininhos. Iria falar sobre isso com Tio Ray quando tivesse tempo. Se tivesse tempo. Suzi corre até o telefone de casa e pega uma lista telefonica dentro da gaveta da estante da televisão. Lá procura o primeiro nome de Distribuidora e liga com pressa.
- Alô?
- Loja de bebidas Garcia, em que posso ajuda-la? - Era a voz de uma moça.
- Oi, gostaria de três caixas de refrigerante por favor.
- Qual marca você deseja?
- A melhor. Traga rapido por favor.
- Suzi!!! - Não era uma voz no telefone. Era de Eduardo no restaurante. Suzi se apressa.
- É aqui na rua Eliz no Restaurante.
- Que restaurante?
- O unico restaurante da rua. Agente ainda não definiu o nome.
Suzi desliga o telefone e corre até o restaurante. Suzam estava em cima da mesa agarrada ao pescoço da moça que ela teria que estar atendendo. E Eduardo a segurando pelo braço.
- Suzam!
Eduardo olha para Suzi que dá espaço para Suzam tentar se soltar e acertar o olho de Eduardo com o cutuvelo olho que ainda estava meio machucado da ultima briga. Suzam se solta e dá um soco no olho da mulher. Os amigos da moça a levam para fora. E varias pessoas assustadas saem do restaurante. Dando tempo de descanço para os três.
Logo Suzi coloca gelo no olho de Eduardo enquanto Suzam ao seu lado pede desculpas a irmã ambos sentados na cadeiras proximas ao balcão.
- Desculpa Suzi. A moça disse que iria contar a todos que me viu aqui servindo as mesas.
- Mas isso não era motivo para tentar arrancar o olho do Eduardo e o pescoço daquela moça.
- Você não entende o que isso representa pra mim Suzi. O Lauro vai ficar uma fera.
- Então por que foi servir as mesas? - Pergunta Eduardo gemendo de dor. E com o olho inchando mais ainda.
Suzi deixa o gelo com Eduardo.
- Segura o gelo. Eu vou cuidar da cozinha. - Ela vai para cozinha e começa a lavar as vasilhas sujas. Suzam vai atrás.
- Eu precisava disso Suzi. Minha vida está sendo um inferno.
Suzi ensaboando os pratos vira para a irmã.
- Nossa Suzi. Era era tão meigo. Não consigo imaginar que tipo de inferno pode ser esse. Você é rica, com um homem que te ama e pode te dar tudo que você quer. Você não ama o Lauro?
- Não é isso. Eu amo ele. Ele é maravilhoso. Ou era.
- Como assim era? - Pergunta Suzi largando as vasilhas e olhando firme para Suzam.
- Ele está diferente. Acho que o avô dele fez algo com ele.
- Algo como o que? Hipnoze?
- Não. Quando vamos para o quarto nos deitar ele é uma amor de pessoa, carinhoso e tenta ouvir meus problemas e me da conselhos para aguentar o chato do avô dele. Mas da porta pra fora ele vira outra pessoa. Parece que ele tem medo.
- Medo? Medo do que?
- Do avô.
- Porque ele teria medo daquele velho Suzam?
- Eu não sei.
- Então é isso que você vai ter que descobrir minha irmã. O Lauro é uma pessoa boa. Eu e o Joe podemos provar isso. Ele lutou pela educação daquelas crianças com tanto amor que eu nunca vi um professor ter.
Suzam pensa.
- Tenho que descobrir que tipo de empresa é essa que eles trabalham.
- Isso minha irmã. Usa aquelas garras que você mostrou ter tentando defender seu nome ameaçado pela aquela mulher para salvar seu casamento.
Suzam abraça a irmã e sai incentivada a se levantar e parar de ficar chorando.
Suzi sai da cozinha limpando a mão na saia. E olha para o Eduardo com olho muito inchado.
- Acho que você tem que ir ao hospital.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:30 - Mansão Gabdy e Auxiliadora

Auxiliadora e Juliana chegam de carro num portão enorme, ele se abre e sozinho e Auxiliadora dirige até a garagem da grande mansão com quintal gramado, com um lindo xafariz no meio. Um homem engravatado e com uns quarenta anos se aproxima. Auxiliadora e Juliana descem do carro e o homem abre o porta-malas do carro e pega as malas serio.
- Veja Gabdy. Minha filhinha voltou pra casa.
- Estou vendo dona Auxiliadora e estou muito feliz.
Ele leva as malas para dentro e Juliana abraçada  a mãe entra em casa atrás do mordomo. E da cozinha surge seu pai.
- Minha pequena! - Diz ele abraçando a filha.
- Papai. Estava com saudades.
- Tudo por sua culpa. - Diz ele se afastando se sentando no sofá. - Tudo  por que você prefiriu em vez do seus pais aquela...
- Vetoh! - Reclama a mulher. Ela abraça a filha dizendo. - O importante é que você ela está aqui com agente e bem.
- Isso mesmo. - Diz o pai sorrindo e abraçando a filha mais uma vez. - E ai? Sua mãe falou pra você sobre  o Ateliê?
Juliana respira fundo e passa a mão na cabeça.
- Ai pai. Eu vou. Só que eu não quero que você tenha esperanças de eu trabalhar lá. Eu vou visitar. Não entendo nada de arte e você sabe disso.
Vetoh fecha a cara triste.
- E quando eu morrer minha filha? Você vai fazer o que?
- Como assim pai? - Diz Juliana se levantando e se preparando para mais uma briga.
- Você nem casa não casa. Eu me preocupo com você.
- Vamos parar por ai. Por favor. - Diz Auxiliadora tentando remediar uma briga.
- Porque agente não vai logo pra esse ateliê. - Fala Juliana tentando se controlar.
Gabdy desse as escadas falando:
- O carro está pronto quando você precisar senhor Vetoh.
- Então vamos. - Eles estão saindo quando Gabdy fala para Juliana.
-Coloquei sua mala no seu antigo quarto Juliana.
- Obrigada Gabdy. - Diz ela saindo.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:20 - Colegio Oculam

Sergio, Arthur, Danielly, Susana, Cristiny e Cristian chegam no colégio. Era um grande colégio com um enorme muro que cercava o prédio de dois andares. Ao atravessar a porta onde a senhora Hagaty tomava conta dava para ver um lindo parque para os menores que estudavam a tarde, mas com bancos parecidos com o de praça para os alunos sentarem e lancharem. A esquerda ficava a entrada para o prédio.
Ao entrar no colegio Sergio e Susana param diante Hagaty, uma mulher gorda que trabalhava de porteira no predio.
- Senhora Hagaty, esses são nossos novos amigos lá da rua. - Diz Sergio que tinha mais intimidade com a mulher. - Eles vam estudar aqui com agente.
- Boa sorte pra vocês. - Diz a mulher mastigando um chiclete e colocando a mão na sintura. - Mas não sei se vai durar muito esse colegio não. A diretora foi presa né?
- E ai dona Hagaty? O que vai acontecer agora? - Pergunta Suzana preocupada.
- Não sei. O Leonardo veio aqui hoje de manhã e disse que era para eu e os professores reunirem todos ali no patio.
- Que Leonardo? - Pergunta Cristiny
- O prefeito de Oculam. - Explica Suzana.
- Mas e vocês? Ouvi dizer que tinham ido prum internato. - Pergunta Hagaty.
- É uma longa historia. Depois agente te conta. Quero aproveitar para mostrar para eles o colegio. - Diz Sergio rindo e entrando no colegio abraçado a Arthur.
Suzana segurando a mão de Cristian fala para Sergio.
- Eu vou levar eles na sala Sergio, depois agente se encontra ali.
Dentro do predio, um grande patio estava cheio de cadeiras e de alunos fazendo barulho e conversando. Alguns professores tentavam falar para eles ficarem quietos e se  sentarem. Sergio puxa Arthur para uma turminha de meninos.
Sergio cumprimenta os três meninos e apresenta a Arthur.
-Arthur esse aqui é o Enzo, um grande amigo meu. Esse é o irmão dele, Danilo. E o outro é o Flavio.
Arthur cumprimenta os três. E Sergio vira para os três falando.
- O Arthur vai estudar com agente. Acho que vai ser na mesma turma.
- Tão dizendo que nem vai ter mais aula. - Fala Danilo chutando algumas pedras na grama.
- Por causa da diretora? - Pergunta Sergio.
- É. Diz que ela indoidou e tentou matar todo mundo aqui no colegio. - Fala Enzo rindo.
- Não foi aqui no colegio não. Ela foi presa, e tentou fugir atirando nos policias. - Fala Danilo nervoso.
- Essa escola tem cada historia esquisita. Precisam é ir na igreja. - Fala Flavio serio.
Arthur ri dele. Sergio explica.
- O Flavio faz parte do coral da igreja do padre Bernar.
De repente da mutidão de crianças e adolescentes sai uma linda menina de olhos verdes e se senta no banco do parquinho triste.
- E quem é aquela? - Pergunta Arthur impressionado.
- Aquela é a Ana Paula. Ela é a menina mais linda do colegio. - Fala Sergio suspirando.
Danilo rindo fala:
- O Sergio é gamadão na Paulinha mas nunca teve coragem de falar com ela.
- É mentira! - Fala Sergio empurrando Danilo brincando. - Eu já falei com ela sim.
- É quando ela te pediu dinheiro emprestado. - Fala Enzo rindo.
- Mas isso não é falar não? - Fala Sergio já nervoso.
- Mas porque ela está triste? - Pergunta Arthur curioso.
Mas antes que alguém pudesse responder. Uma mulher alta e de oculos e de cabelos longos e muito extressada grita para o grupinho e para Ana Paula.
- E vocês ai? Não estam escutando que é pra todo mundo se sentar não?
Todos se sentam nas cadeiras e todos os professores se encontram na frente. A mulher de oculos vai até uma outra negra de cabelos cacheados falando:
- Acho que já pode começar Raquilma.
- É verdade. Acho que o prefeito não vai dar o ar de sua graça novamente, não é Manildy.- Diz ironicamente a Raquilma.
Ela se levanta e começa a falar no microfone que estava na frente.
- Por favor gente. Eu gostaria de falar. - Mas ninguém cala a boca. E ela olha nervosa pra todo mundo. - Gente por favor. Estamos passando por problemas muito difeceis e gostaria da colaboração de vocês. - Todos continuam a conversar. - É o futuro de vocês que está em jogo aqui galera. - Ela nervosa fala pra um dos meninos. - Dalberto, por favor. - Irritada ela grita. - Se eu ter que chamar a atenção de cada um aqui vai ser impossivel...
Manildy, a professora de oculos pega o microfone da mão da mulher e solta o grito:
- CALA A BOCA!!!!
Todos se calam assustados e olham para a Raquilma. Manaldy com educação fala:
- Eu gostaria da atenção de vocês para o que a nossa coordenadora Raquilma quer falar.
Raquilma meio assustada com o grito pega o microfone e fala:
- Bem gente como todo mundo sabe a nossa diretora a  Emiliana não vai poder vir nos proximos dias....
- É porque ela foi presa não é Raquilma?
Raquilma olha nervosa para o menino e fala:
- É Dalberto. É por isso. Mas queremos dizer que podem ficar tranquilos que as aulas não vão ser canceladas.
Todos soltam um suspiro de decepção. A mulher mais nervosa ainda fala:
- Mas se vocês quiserem não teremos aula, ai todo mundo leva bomba no final do ano e tem que repetir todos o primeiro mês de novo...
Manaldy olha firme para a coordenadora e ela entendi que é pra continuar.
- O nosso prefeito veio aqui hoje mais cedo pra me autorizar ser a nova diretora do colegio de vocês. E  enquanto outra coordenadora não é contratada a senhora Manaldy vai ficar no meu lugar. Mas ela continuara com as aulas de português normalmente.
Todos vazem de novo gritos de decepção. Raquilma no extresse total grita.
- Quer saber eu quero é que vocês vam pra ....
E taca o microfone no chão antes do chingamento sair. E vai pra sala dela.  Manaldy timidamente pega o microfone no chão e fala com um riso timido.
- Voltem pra sala que todas as turmas teram suas respectivas aulas.
Ela coloca o microfone no lugar e corre até Raquilma que está em sua sala que já estava gritando com outra pessoa, uma mulher em sua sala a mulher era Raimunda.
- Nos não estamos em condições de resolver nada agora senhora!
- Minha enteada precisa estudar. E ela vai estudar hoje e agora! - Fala Raimunda também nervosa segurando o braço de Sakuia.
- Você acha que é quem pra exigir algo aqui! Você tem ideia do que estamos passando aqui?
- Eu sei é que é seu dever dar estudo pra cada criança de Oculam.
Manaldy novamente fala:
- Da lincensa senhora.
- Toda! - Grita Raimunda barraqueira.
- Bem, estamos com poucas vagas por enquanto. Mas isso legalmente. - Diz a mulher levando Raimunda e Sakuia para fora da sala da diretora extressada. - Mas sua filha pode ir e assistir as aulas enquanto você me ajuda com as questões legais. Que tal?
- Otimo. - Diz Raimunda se acalmando.
Manaldy chama um professor que tentava colocar os alunos para dentro da sala de aula. Um senhor alto e gordo.
- Senhor Passul, leva essa linda moça pra sua turma. E tente ver que turma ela se adequa melhor.
O homem olha para Sakuia demonstrando que também estava sem paciência. A menina com medo corre na frente sem ele precisar falar nenhum piu.
Manaldy olha para Raimunda com um sorriso.
- A senhora tem emprego?
Sakuia sai para a sala enquanto Passul grita com outro menino:
- Dalberto pelo amor de Deus! Já falei mil vezes pra você que se você cair do telhado mais uma vez não vou te levar pro hospital.
Sakuia entra na sala e vê com alegria Sergio sentado em uma cadeira. Ela dá um tchauzinho e se senta na cadeira a frente a dele. Sergio estranha.
- Oi Sergio! Como é que você tá?
Sergio timido fala:
- Desculpa garota. Não estou lembrado de você.
Sakuia fica triste. Mas se lembra que tinha enjuvencido um pouco. E que sem duvida ele não lembraria dela no orfanato. Afinal foi praticamente só uma noite que ele esteve lá.
- Sou a Tamara. Do orfanato. Quer dizer, agora meu nome é Sakuia. Quer dizer meu verdadeiro nome é Sakuia eu que não sabia.
Arthur se mostra desenteressado. E se vira para falar com Arthur.
- Essa aqui que é a materia. A primeira aula vai ser de Geografia. Você tem que saber disso pra você ficar na minha turma.
Arthur rindo fala:
- Mas isso Lauro me mostrou no ano passado.
Sergio fica assustado e fala:
- Mas não. Você tem que falar que você nunca viu isso na vida. Se não você vai pra turma do chato do...
O professor entra nervoso falando:
- Gente. Acabou a conversa. Abram  o livro na pagina 28. Ana Paula leia pra mim o texto porque a superpopulação de Oculam ficou sendo no litoral.
Segio suspira vendo a Ana Paula ler. E Arthur vê ele suspirando. E Sakuia no canto fica reprimida.
- Por causa dos estranhos acontecimentos para o lado da Floresta Negra. As explorações passaram a ser perigosas se não mortais. - Lê a menina com dedicação.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:10 - Trinyt's Diamant's

Joe tinha algo a fazer. Lembrava ele enquanto dirigia seu carro até o centro da cidade de Oculam. Ele para diante a uma loja conhecida dele. Trinyt's, a loja de joias de Oculam. Quase toda semana ia naquela loja para comprar um colar ou um anel de diamante para Carol para pedir desculpas por alguma briga ou traição.Aquela loja não trazia boas lembranças. Trazia a lembrança do antigo Joe. Do Joe que sabia que podia controlar a mulher com presentinhos. Que podia fazer qualquer coisa que era só comprar um joia.
Mas agora essa loja deveria ter outro imagem. A imagem da pureza de seu sentimento. Ele queria fazer de Suzi Crof uma mulher direita. Não queria mais ouvir que ela era só a empregadinha que conseguiu roubar o marido da patroa. Ela era Suzi Crof o grande amor da sua vida.
Ele sai do carro e vê as três vendedoras da loja com um grande sorriso. Elas o reconheciam. Uma das suas amantes foi a vendedora mais bonita.
- Olá Roxene.
A mulher com um sorriso malicioso para Joe fala:
- Soube que largou da sua esposa. Fez bem.
- Com certeza. Não dava mais para viver um casamento a base da mentira e da traição.
Roxene ergue a sombrancelha imprecionada.
- É. Você está mudado mesmo não é?
A outra  funcionaria fala rindo.
- É a nova mulher. É uma loirinha linda. Eu vi na reportagem.
Roxene ri de novo.
- A coisinha chamada amor te pegou mesmo não é grandão?
Joe abaixa o olho envergonhado.
- Roxene eu procuro um anel de noivado. Algo que não seja tão exagerado.
- Eu sei que você não tem mais dinheiro Joe. Você me falou depois da nossa noite. O dinheiro fica pra quem quiser a separação. E você não ia deixar o dinheiro por mim não é? Mas deixou pela empregadinha.
- A Suzi é especial. Não fale assim dela Roxene.
- Ok. - Diz ela se abaixando para pegar o anel da ultima fileira e aproveitando para se insinuar para Joe. Ele abaixa o olhar. Era diferente agora. Ela se levanta trazendo três aneis. - Esses são os mais baratos que nos temos Joe. Esse custa duas vezes de quinhentos reais.
- Meu Deus Roxene. Esses são os mais baratos? - Diz Joe assustado. - E quando um pobre quer casar com uma mulher o que ele faz? Vende o carro e a casa?
Roxene ofendida ofendida fala nervosa.
- Porque não vai na venda da esquina e compra uma bijuteria folheada. Pode ter certeza que a sua empregadinha nem vai saber a diferença.
Joe sai nervoso da loja. Não era mais seu lugar aquele. Era um homem diferente. Era um homem pobre que não podia comprar um aliança de diamante para a esposa mas era um homem fiel e melhor. Ele entra dentro do carro e sai nervoso.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 07:00 - Fabrica de construção Terency

O carro andava pela estrada. Sakura recostada a janela olhava as linhas no asfalto. Eriberto com um grande sorriso e atenção seguia pela estrada. Sakura com tristesa pensava que teria que enfrentar Terency mais uma vez. Isso fazia ela pensar em desistir, em fugir, não teria mais tanto problema. Mas porque Sakura queria fugir? Era um homem rico, bonito, que estava em sua mão. Porque? Sakura tentava entender quando percebe que chegou na empresa. Na porta um dos funcionarios, Guliver, esperava por eles. Ao sair do carro Eriberto estranhando cumprimenta o amigo e fala com seriedade.
- O chefe quer uma reunião com todos lá na fabrica.
Eriberto respira fundo. Tinha muito medo de demissão. Agora com mais duas pessoas em casa, sem contar Pureza que poderia ir morar com eles, as contas iriam almentar muito. Ele segura firme a mão da filha. Que tinha medo de outra coisa. Tinha medo do que iria acontecer. O que Terency poderia contar? O que o pai iria pensar?
Chegando mais perto todos estavam em cadeiras que costumavam ficar no escritorio, mas que agora estavam no meio da loja. Todos os funcionarios estavam sentados só esperando por Sakura e Eriberto. Na frente de todos estava Terency que abre um grande sorriso ao ver Sakura. Seu coração parece que para. Aquele olhos verdes olhando para ela queria dizer algo. Ele ira falar algo. Parecia que um buraco era cavado no peito de Sakura. Eriberto segurava firme as mãos frias da filha julgando que ela também estivesse com o mesmo medo dela.
- Bem gente. - Começa a dizer Terency com seu grande sorriso para a estranhesa de todos.
Sakura baixinho começa a dizer:
- Não... por favor... não.
- Estou aqui pra informar-lhes a todos e fazer um pedido.
Um pedido? Que pedido? Fala logo! - Pensa Sakura apavorada.
- Como todos sabem eu nunca fui de me apaixonar....
Ai meu Deus. Era dela mesmo. Não tinha saida. Sakura olha para o pai. Se tivesse algum momento na vida que pudessemos parar Sakura queria que fosse aquele. Parar para poder contar tudo ao pai e pedir perdão para ele. Mas não podia.
- Mas eu me apaixonei por alguém.  Mas essa moça é de família.
Ele estava olhando para Sakura. Eriberto percebe o olhar para Sakura. Todos percebem. Sakura abre um sorriso sem jeito.
- E eu estou aqui. Pra pedir a mão dela publicamente...
"Como assim pedir a mão? Ai Meu Deus! É isso que eu estou pensando" O pavor é trocado por um sentimento de alegria. Uma alegria, um alivio.
- Senhor Eriberto, - Sakura olha para o pai. Ele estava sorrindo e chorando. Chorando de alegria. - Eu quero  pedir aqui publicamente a mão de sua filha em casamento. Você aceita?



Sakura olha para o pai. Por um segundo uma voz vem em sua cabeça.
"Não aceita. Por favor fica nervoso. Faz isso parar! Me tira daqui"
Sakura se surpriende e deixa uma lagrima rolar de seu rosto em meio ao sorriso falso. O pai com um grande sorriso e em lagrimas corre até Terency e abraça o futuro genro. Sakura estava paralisado. Tinha um compromisso agora. Estava tudo se encaminhando como deveria ser. Mas porque estava tão triste.
- Vai lá Sakura! - Diz Saong, uma outra funcionaria, aplaudindo junto de todos e rindo.
Sakura pega suas forças e se levanta e corre para os braços de Terency dando um beijo aparentemente apaixonado. Todos aplaudem com alegria os dois noivos. Sakura sorria abraçada ao noivo.

10 de março de 2025 – segunda-feira - 06:50 - Apartamento Lauro

Suzam abre seus olhos. E olha para Lauro. Dormia com um sorriso nos labios. Quando ele entrava no quarto era o Lauro que ela conhecia. Mas da porta para fora virava aquele Lauro robô controlado pelo avô. Nem puderam ir na festa da mãe. Queria tanto rever os amigos e família. Lá estava uma armonia tão boa e diferente daquela prisão em forma de apartamento.
Suzam se levanta triste e se olha no espelho do guarda-roupa. Até sua feição estava diferente. Não parecia tão jovem e angelical. O que ela gostava pois contradizia com seu espirito aventureiro e explosivo. Agora esta ela versão deprimente. Estava bonita, mas estava triste. Seus cabelos longos rajados de loiro com preto foram embora para um curto moderno com raizes negras. Sua maquiagem borrada no seu rosto deixava ela com uma cara horrivel. Tinha que aprender a tirar aquela maldita maquiagem preta.
Suzam vai ao banheiro e lava o rosto. Pelo espelho ela vê Lauro se virando na cama. Quantas horas seria? Já estava na hora dele acordar. Mas ia deixar. Ele merecia receber umas broncas do avô. Talvez ele se revoltasse e voltasse a ser o velho Lauro de antes, carinhoso, amigo, companheiro.
Suzam vai ao guarda-roupa e escolhe um longo vestido negro. E suspira. Quem sabe sua aparecia poderia ser o pedido de socorro que a família poderia escultar. Mas pedido de socorro do que? Dum apartamento de luxo em Oculam? Dum marido rico e que nas noites era um charmoso companheiro? Era isso. Ignoraria os dias e ficaria só com as noites com Lauro.
De repente Murillo entra no quarto nervoso. Suzam rapidamente se cobre com o grande vestido negro.
- Acorda seu imbecil!
- Murillo! - Grita Suzam ofendida.
Lauro acorda assustado.
- O que é isso vô?
- Que isso? Que isso? - Diz Murillo puxando o braço do filho que rapidamente puxa as cobertas junto para se tampar. - Você esqueceu que hoje teria a reunião com os projetistas. Você esqueceu que você terá que esconher o novo pesquisadro?
Lauro puxa o braço de novo e ajeita a coberta fazendo dela sua unica roupa. Suzam envergonhada corre para o banheiro.
- Isso é jeito de entrar no meu quarto vô?
- Eu já vi muito mais do que isso de vocês dois e você sabe disso. Se arrrume logo e dessa antes que eu volte aqui e te leve pelado para o escritorio.
Murillo sai batendo a porta e Lauro se senta na cama humilhado. Suzam sai quase chorando do banheiro vestido o longo vestido negro. Lauro estica os braços para Suzam e ela cai em seus braços chorando.
- Porque não me conta Lauro? Porque não me conta logo o que esse homem fez pra te prender dessa forma?
- Esqueça isso meu amor. - Diz Lauro suspirando. - Eu vou dar um jeito. Eu te prometo. Vamos sair dessa. Mas não posso te contar nada.
Ele se levanta e se veste.
- Pode confiar em mim. Eu não vou falar a ninguém.
Lauro começa a se vestir.
- Eu já disse que não Suzam! - Ele estava voltando a ser o Lauro robô. - Eu confio em você. Só que isso não basta.
Lauro sai colocando a gravata do quarto deixando Suzam triste e pensativa. Tinha algum rolo por ai. E iria descobrir.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Jornal Oculam - Matutino

Maura, uma linda reporter, colega de trabalho de Joe aparece numa reportagem de frente a um barracão velho.
- Sou Maura Guiomar Belinda e estou hoje, aqui, na frente da casa da dona Taís Rios Cortes de Campos, mãe de Brad  Campos de Rios. - Ela se aproxima da casa e entra. No sofá estão duas senhoras. Uma magra de cabelo ruivo e outra mais velha, gordinha e de mãos tremulas. As duas choravam.- Que foi mais uma vitima de Carlos Tedesco. E a outra senhora é Nathalia Várzea Viscaíno Marcondes, mãe de Tony Marcondes Várzea, outra vitima de Carlos. Os dois meninos eram os manobritas que foram assassinados no roubo dos carros no Restaurante Surprise's a alguns dias atrás e que faliu depois do roubo. Senhoras, como está sendo passado os ultimos dias depois de enterrar seus filhos e a prisão do maniaco que os matou.
A mulher mais magra falou com odio:
- Esse homem merece o mesmo que nossos filhos, a morte!
A outra puxa o microfone falando.
- Não vamos deixar mais um assassino cumprir suas peninhas brandas e depois sair livre enquanto o mau que ele fez nunca poderá ser remediado. Ele terá pena de morte.
- Vocês acham certo o homem jugar se outro homem deve morrer ou não? - Pergunta Maura quase chorando também.
- Se ele teve esse direito com os nossos filhos. Nós também devemos ter esse direito sobre ele.
- Mas vocês sabem que quem os matou não foi exatamente ele. Foram uma moça e uma rapaz que trabalhavam com eles.
- Duas vitimas desse monstro que usou esses jovens para cometer seus crimes sujos. - Diz a outra mulher. As duas choram uma no braço da outra.
Maura está saindo da casa e falando.
- As três jovens que sobreviveram a Carlos Tedesco e que fomavam parte da gangue estão livres e tem que comparecer ao juiz no dia do jugamento para receber suas penas. O rapaz que trabalhava para Carlos por ter cometidos pequenos furtos antes de Carlos Tedesco continua preso na delegacia de Oculam, mas pode ser liberado após o pagamento da fiança. Porém não feito. Vejam o que Jack Toledo fala sobre a delegacia.

Logo aparece Jack  dentro da prisão deitado numa rede e dando um grande sorriso para a camera.
- Aqui na delegacia é muito melhor que as ruas. Vejo televisão o dia todo. Não preciso trabalhar para conseguir comida. E ainda sempre tem uma coisa nova pra eu aprender com esses policias. Estou tendo a vida que pedi a Deus aqui. Pra que pagar fiança?

Capitulo 3 - Segredos de Oculam

10 de março de 2025 – segunda-feira - 06:40 - Casa Suzi e Joe

Joe abre seus olhos. E ao olhar para o lado vê sua linda mulher do seu lado com os olhos abertos olhando para o teto. Na verdade Suzi ainda não era sua mulher. Não tinha dado tempo de ser ainda. Mas já considerava ligado aquela mulher como se tivessem grudados com a cola mais poderosa do mundo.
Mas Suzi estava com os olhos abertos e preocupada. Não tinha dormido? Suzi percebe ele olhando abre um sorriso triste.
- Bom dia meu amor.
- Não conseguiu dormir não foi? - Diz Joe esticando seus braços e segurando o rosto de Suzi a beijou com carinho. Suzi triste se levanta da cama.
- Não é facil esquecer o que aconteceu na noite passada.
- O que aconteceu na noite passada meu amor? Porque você perdeu o emprego? - Perguntou Joe abraçando Suzi e a deitando em seu colo e começando a alizar os longos cabelos loiros de Suzi.
- As meninas não eram crianças Joe. Eram senhoras de idade que sugavam a juventude dos pais que tentavam adotalas. Elas tentaram sugar a minha juventude e de Eduardo mas acabaram se queimando num barraco dentro da floresta negra. Foi horrivel. Mas no fim todos voltaram com sua juventude.
Joe beijou Suzi mais uma vez falando.
- Suzi vivendo em Oculam você não deveria se surpriender com nada. Mas temos que deixar o passado para trás e seguir em frente. Se não nunca poderemos viver felizes.
Suzi beijou Joe também e abrindo um sorriso falou.
- É verdade. Tenho que levantar a cabeça e procurar um outro emprego. As contas não vão ser pagas sozinhas. Tenho que arrumar um emprego novo.
Joe se levanta da cama com um sorriso falando.
- Na verdade você não precisa mais. Seu marido ontem a noite recuperou o emprego e agora posso pagar as contas sozinho. Você não precisa mais trabalhar. Pode ficar por conta da casa e das crianças.
Suzi fica seria.
- De jeito nenhum. Eu tenho orgulho de trabalhar. E não serei como sua primeira esposa. Ninguém sabe o que pode acontecer amanha, principalmente em Oculam. E na verdade eu já tenho um emprego. - Suzi abre o guarda-roupa e pega uma saia de bolinhas cor-de-rosa. - Minha mãe é dona do melhor restaurante de Oculam. Eu vou trabalhar lá.
Joe beija Suzi mais uma vez fazendo eles cairem na cama rindo.
- Você podia arrumar um emprego pra Danielly lá. Era algo para ela fazer. Quando não estiver na escola.
Suzi se levanta da cama de novo rindo.
- Imagine quando a Carol sair do hospital e souber que a filha dela vai trabalhar no restaurante da mãe da ex-empregada dela. Não Joe. Acho que não é boa ideia.
Arthur entra no quarto assustando os dois.
- Na verdade pai a mamãe já saiu do hospital. A Juliana ligou ontem pra cá. Enquanto você não estava.
- Falando na Juliana. Vocês viram ela ontem com seu tio Suzi? - Pergunta Joe rindo.
- Espero que ela se de bem com ele. Meu tio é um homem muito bonito pra ficar sozinho cuidando da filha a vida toda.
- E onde está a mãe da Priscila Suzi? - Pergunta Arthur segurando a mochila do colegio.
- Não sei. Eles ainda não contaram pra mim. Ele era casado com uma amiga da mamãe de infância. Sara que era o nome dela. Mamãe está com medo de perguntar. E não tenho coragem de apressala. O tio Ray saiu do Brasil de um jeito muito estranho. Deixando todos muito tristes. É uma ferida que prefiro não mecher. E quem tem que mecher é minha mãe. - Suzi olha rindo para Arthur. - Mas hoje é um dia especial pra você Arthur. Vai ser o seu primeiro dia de aula numa escola de verdade. Como você está se sentindo?
- Muito ancioso. Mau posso esperar pelos amigos que vou fazer lá.
- Mas os amigos que você vai ter vai ser os mesmos de agora. - Diz Joe vestindo uma camisa. - O Sergio vai estudar na sua turma. Não é Suzi?
- Não sei.- Diz Suzi rindo. - Vou aproveitar que estou desempregada por enquanto e vou ir na casa do Lauro para conversar com ele sobre isso. Mas por enquanto acho que pode ficar na turma do Sergio que é da sua idade.
Arthur sai do quarto apressado. E Suzi e Joe sai abraçados do quarto já vestidos pra sair. E encontram Danielly arrumada para a escola e já lanchando um sanduiche de mortandela. Suzi fingindo que a noite de ontem não aconteceu fala para Danielly.
- E ai Danielly? Animada para o primeiro dia de aula?
Danielly faz cara feia. Solta o sanduiche no prato pega a mochila e sai nervosa de casa batendo a porta do quarto. Suzi abaixa a cabeça triste. Joe abraça Suzi mais forte.
- Não fique assim. Você conhece a Danielly. Ela logo vai ver que está fazendo besteira e vai te pedir desculpas.
- Não sei Joe. Acho que fizemos do jeito errado. Mas sempre tem um jeito. - Diz Suzi confiante.
De repente na porta aparece Suzana e Sergio já com mochilas e indo para o colegio.
-  E ai Arthur? Pronto para enfrentar a escola? - Fala Suzana animada.
- Claro. Vamos?
- Tamo indo. - Diz Sergio com alegria e abraçando Arthur que sai para o lado de fora. Suzi se aproxima dos dois irmãos falando.
- Vocês tomem conta do Arthur e da Danielly lá no colegio. Estou confiando em vocês.
- Você sabe que pode contar com agente Suzi. - Diz Suzana com alegria e dando tchal.
Suzi se vira para Joe falando.
- Agora eu vou para o restaurante da minha mãe. Vamos ver como foi a noite dela de nova diva da cozinha.
Quer vir comigo?
Joe sem jeito fala rindo.
- Na verdade eu tenho que trabalhar numa reportagem que eles me pediram.
- Que reporgem?
Joe começa a gaguejar.
- Aaaa uma materia sobre.... Ainda não sei. - Diz ele sem jeito.
- Como você vai fazer uma reportagem que você não sabe Joe?- Pergunta Suzi desconfiada.
- É porque... - Joe tinha que pensar rapido. - É porque é o nome do quadro Suzi. Reporter Chocante. Eu vou sem saber o que vou fazer na reportagem ai eu chego lá e levo um choque... sabe? - Diz ele rindo.
- humm... sei.  - Diz Suzi disfarçando que não tinha confiado nada naquela tal reportagem. Mas confiava em Joe. E sai se despedindo de Joe com um beijo.
Suzi sai de casa sorrindo e vê com um susto. A música ainda tocando dentro do restaurante de Yomiko. Suzi vai até o restaurante e vê um monte de gente ainda pulando e dançando. E Yomiko servindo um café para uma mesa quase desmaiando.
- Mamãe? O que é isso? Você não dormiu?
- Suzi? É você? - Diz Yomiko cambaleando com o bule de café. Suzi a segura antes dela tropeçar nos saltos.
- Mamãe você não parou até agora?
- Eu acho que não paro tem quatro dias minha filha. Pode cuidar um pouquinho do restaurante para a mamãe. Eu vou tirar um cochilo. - Diz Yomiko caindo no balcão mesmo. Suzi sem jeito pega o avental e pega o bule da mão da mãe. Eduardo para a sua salvação chega.
- Eduardo! Meu salvador!
- Oi Suzi.
- Pega a mamãe e leva ela para a cama.
Eduardo sem jeito pega Yomiko antes dela cair do balcão.
- Suzi. Ninguém foi embora ainda.
- Parece que não. E nem demonstram que querem ir.
No meio da multidão de gente dançando varias pessoas começam a gritar.
- Cadê meu chop?
- Eu pedi meu café a mais de meia hora.
Suzi desesperada corre para trás do balcão falando.
- Já estou indo! Mais cadê os funcionarios desse restaurante Eduardo?
Eduardo aparece de novo no restaurante falando preocupado.
- É isso que dá sua mãe contratar de menor para trabalhar. Todos estão na escola.
- Rapido! Vai lá pra trás e prepara um café bem forte pra mim. E mão na massa que o turno da manhã começou.
Eduardo com rapidez coloca o avental e corre para a cozinha. Tinha começado um novo dia no restaurante da Yomiko.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 06:30 - Casa Eriberto e Raimunda

Um grito horrivel. Sakura acorda apavorada. Já tinha ouvidos varios gritos durante a noite quando era pequena e nunca era coisa boa. Por um segundo quando acordou pensou quer era mais uma vez Angelica assustando as crianças do orfanato. Crianças que não eram crianças. Mas gritavam anoite.
Sakura respira fundo. Era a voz de Pureza. Ela tinha acordado e voltado a ser adulta de novo. Isso queria dizer tantas coisas. Tantas coisas que deveriam ser boas. Ela poderia voltar para Elizio. E eles iam ser felizes para sempre. Sakura teria que voltar para Terency. E o pior de tudo. Calina tinha morrido.
Ela abre a porta do seu quarto e de lá, atravessando o corredor e entrando no quarto de visitas aonde Raimunda e Eriberto e Elizio tinham colocado o rechonchudo bebê ali estava Pureza chorando em desespero e Elizio tentando acalma-la. Ele ali com todo o carinho e amor. Que Sakura queria para ela.  Sakuia assustada via a cena. Sakura abraça ela. Eriberto chora abraçado por Raimunda. Ele também tinha visto o que tinha acontecido com Calina.
- Por mais que ela tenha feito isso com você Pureza e Elizio, eu só consigo ver é aquela pobre garotinha timida, mistériosa e cheia de medos. - Diz Eriberto já mais calmo e lanchando. - Não vejo aquela mulher naquele sofá segurando...
Elizio o enterrompe.
- Mas o importante é que tudo está bem. E que estamos com sua verdadeira filha, não é?
Pureza assustada fala:
- É muito estranho. Eu não me lembro de mais nada. Só vendo aquela menina se transformar naquela linda mulher. Ai eu apaguei.
De repente alguém bate na porta. Sakura que era a unica que não queria saber nada daquela conversa vai atender a porta. Era Walter branco como se tivesse visto um fantasma. Ele aperta os labios e fala com medo da resposta.
- Ela voltou ao normal não é?
Sakura insegura fala:
- Voltou sim Walter. Quando acordamos no lugar do bebê a Pureza estava lá.
- Sakura. Você viveu naquele orfanato por anos? Como nunca viu nada?
- Você vive em Oculam também a anos. E está branco como um fantasma por ver uma mulher se transformar num bebê e um bebê se transformar em um bebê. - Ela abaixa a cabeça nervosa. - Apesar da duresa das regras no orfanato. Quase nunca ficava lá. Fugia e ia passear de carro com o Jack. Voltava só de noite. Não tinha como eu ver nada. Eu sempre soube que ela sabia que eu fugia. Mas deixava. Nunca pude entender o porque.
- Vai ver ela se identificava com você.
- Não. Eu era o contrario dela. Ela sempre quis voltar a ser criança. E eu sempre quis crescer o mais rapido possivel.
- Esse é um bom motivo.
Eriberto sai para fora também.
- Olá Walter? E a Calina?
Walter abaixa a cabeça triste. Eriberto apenas segura firme a mão da filha. Ele se vira para Sakura.
- Vamos filha. As contas não param. Temos que ir trabalhar.
Sakura corre para pegar a bolsa e sai com o pai. Elizio sai para fora também abrassado a Pureza. Raimunda com Sakuia sai logo atrás.
- Mãe. Eu vou levar a Pureza para casa. Depois eu vou para a Faculdade.
Eles se deparam com Walter. Walter olha para Pureza. Como uma mulher linda daquelas pode ter passado por aquilo. Elizio abraçado a Pureza cumprimenta Walter.
- Walter? Como vai?
- A cabeça? Melhorou?
- Os médicos disse que estou muito bem pra quem foi atacado com uma paulada. Mas que qualquer coisa para eu ligar pra eles.
Pureza abaixa os olhos timida e traumatizada e entra no carro.
Raimunda abraçada a Sakuia cumprimenta Walter e entra para dentro. E olha para Sakuia com um sorriso.
Sakuia fala rindo.
- Quer uma ajuda para arrumar a casa? Uma casa sem dona de casa por dois dias já é muito.
Raimunda ri e fala:
- De jeito nenhum. Eu vou te levar para conhecer a escola. E vou te colocar lá hoje. Depois volto e cuido de tudo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 06:20 - Apartamento Juliana

Juliana abre seus olhos feliz. A noite passada tinha sido maravilhosa e um pontinho de esperança estava surgindo dentro de si. Por alguns segundos tinha se arrependido de ter ligado para os pais na noite passada. E falado que queria voltar a morar com eles. Mas quando saiu do quarto e viu a geladeira vazia. Correu para o telefone para ligar para mãe. Só que o interfone toca. Juliana estranhando atende:
- Oi Juliana.
- Oi Floriano.
- Sua mãe está aqui para te ajudar na mudança.
- Obrigada Floriano. Pode deixa-la subir. - Juliana desliga o telefone feliz. E corre para o quarto com alegria. E se olha no espelho. Algo naquele dia parecia especial.
Alguns segundos depois estava abrindo a porta para uma senhora com um grande sorriso no rosto. Auxiliadora tinha um grande sorriso, cabelos curtos.
- Meu bem você nem acredita como seu pai está feliz de você estar voltando para casa.
- Eu imagino mãe. - Diz Juliana abraçando a mãe. Ela se senta no sofá falando. - Você sabe que poderiamos esperar a mudança.
- Esperar para que. Seus antigos moveis continuam na mansão. Você não vai precisar dessas quinquilharias lá. - Auxiliadora se senta do lado da filha. E percebe que feriu os sentimentos de Juliana. - Ok. Suas coisas não são quinquilharias. Mas as coisas lá na mansão também são suas coisas.
Juliana abraça a mãe.
- Parece que Deus quer que eu fique com vocês para sempre.
- Porque ele sabe que é o melhor para você.  Mas vamos logo arrumar suas malas que o dia vai ser muito cheio. Seu pai quer que ajude na loja hoje.
- A não mãe.  - Diz Juliana se levantando e indo ao quarto com a sua mãe. - Você sabe que nunca gostei daqueles quadros esquisitos.
- Mas vai ficar como antes? Sem trabalho? - Diz Auxiliadora pegando já a mala e colocando sobre a cama. Juliana começa a pegar as roupas e dobrando-as uma a uma na mala. - Você precisa de algo pra fazer. Pra esquecer aquela idiota daquela...
Juliana fecha os olhos triste.
- Não fale assim da Carol mãe. - Auxiliadora percebe que a filha ficou muito nervosa. - Eu volto pra casa, trabalho naquela loja idiota. Mas por favor nunca mais fale mau da Carol. Na verdade nunca mais fale da Carol. Ok.
- Tudo bem filhinha. Como você quiser.
Auxiliadora fecha as malas e sorrindo para a filha. Juliana fala abrindo um sorriso.
- É uma nova fase na minha vida mãe. E quero de verdade virar essa pagina.