terça-feira, 30 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 21:10 - Casa Alicinha

Jim no onibus lotado tenta se mexer para poder decer em sua casa. Ele se expremendo entre uma senhora de idade e um homem e varias reclamações ele se aproxima da porta e do botão de aviso ao motorista que alguém iria descer. Mas quando ele vai para apertar o botão uma mulher extremamente gorda saindo de não sabe aonde tapa o botão com sua grande gordura. Jim tenta pedir licença a mulher, mas o barulho extridente de mais de duzentas pessoas no onibus conversando ao mesmo tempo era impossivel de se fazer ouvir. Jim cutuca a mulher mas nada dela sair dali. Ele em desespero sobe nos ferros de segurança no teto e grita para o motorista:
- Vai descer motorista!
Mas era impossivel de se ouvir. E para seu desespero passa o ponto de onibus. Ele grita mais uma vez:
- Motorista! Passou meu ponto!
Mas ninguém o ouve. Jim tenta se acalmar. A situação era critica, só tinha aquela passagem. E não tinha lugar para comprar outro. Mas ao colocar a mão no bolso, percebe que nem carteira ele tinha mais.
Em desespero ele bate na porta e de repente ele começa a escultar varias pessoas gritar:
-Está nervosinho?
- Ooou Vai quebrar o onibus.
- Para o onibus ai motorista! Vamos descer esse cabeçudo!
O motorista com um sorriso malvado para o onibus e Jim olha apavorado para a porta abrir e todos o agarrar e tacar para fora do onibus.
Ele cai de boca em uma poça de lama. Ele gospe a água suja enquanto a fumaça do onibus indo embora se inalava no ar. Jim se levanta tocindo graças a fumaça e batendo a poeira do corpo. E agora? Estava muito longe de casa. Teria que ir andando? Não.
De repente ele se lembra de que a casa de sua namorada ficava lá perto. Era o ponto em que Alicinha tinha decido. Ele começa a caminhar pela rua do ponto e ao ver uma senhora sentada na varanda de casa pergunta com agunia:
- Senhora? Conhece Alicia Canto?
- Sim porque? É namorado dela? - Pergunta a senhora apertando os olhos e se aproximando.
- Sim. Quero fazer uma surpresa para ela. Só que não sei aonde ela mora. Pode me informar?
- Claro. Seu moço. É ali. - Diz ela apontando para a terceira casa vizinha. Mas ela continua a falar: -  Já estava na hora dela arrumar alguém. Depois de tanto tempo.
- Depois de tanto tempo do que?
- Você não sabe?
- Não.
- Não sou eu que vou te contar então. - Diz ela rindo e voltando a sentar na cadeira de balanço.
Jim vai até a casa e bate na porta. A porta se abre sozinha. Jim entra constrangido. O barulho do chuveira aparece.
- Querida!
- Quem é? - Pergunta ela para a estranhesa de Jim.
- Como assim Alicinha? Quem é o unico  que te chama de querida? Sou eu Jim? Quem mais seria?
Ele se vira para a estante e vê com agunia a foto de um homem alto e loiro com um garotinho no colo. Jim nervoso sai batendo a porta.
- Jim? Jim! - Grita Alicinha saindo do banheiro enrolada numa toalha. E ela vê a foto que Jim tinha olhado. Já sabia o que tinha acontecido.

8 de março de 2025 - Sabado - 21:00 - Fabrica Terency

Sakura em sua mesa não aguentava mais todo aquele tempo ao lado de Terency. Suas mesas eram uma ao lado da outra. O trabalho dela era apenas atender os telefonemas. O que em doze horas era apenas foi apenas uma ligação. Ela podia ficar o dia todo mexendo na internet. Seria o emprego perfeito para ela, se não fosse os olhares atrevidos de Terency e ver seu pai fazendo entregas toda hora para que Terency e ela terem algum momento assós. Aqueles momentos eram a pior parte de seu dia. Terency entrelaçava ela em seus braços e se não fosse pela espertesa de Sakura seu chefe era capaz de ama-la ali mesmo.
Sakura se desviava e falava seria:
- Eu não sou uma garota assim Terency.
Terency beijando ela fala maliciosamente:
- Eu sei disso Sakura. Eu só quero ficar mais juntinho de você.
- Acho que agente já está ficando junto de mais Terency. - Diz ela se afastando. - Se você quiser algo a mais comigo, terá que afirmar nosso compromisso com meu pai.
- Ou querida. Achei que você já fosse uma garota grandinha.
- Eu sou uma mulher Terency. Não sou garota. Quero algo serio.
- Mas não vai vir com aquela que quer ter "algo a a mais" só depois do casamento.
Sakura usando de sua atuação beija Terency e fala:
- É claro que não. Acha que eu não quero também ser sua Terency? Mas não quero ser piada na empresa. Se quiser algo a mais comigo quero que conte para meu pai.
- Ok. Vou contar. Mas que tal sairmos agora e comemorar o nosso compromisso serio?
De repente Eriberto chega no escritorio falando:
- Pronto seu Terency. Acho que já fiz todas entregas de hoje. - Ele se vira para Sakura e fala: - Vamos Sakura. Sua irmã deve estar te esperando.
Sakura dá um tchauzinho a Terency pega sua bolsa e sai abraçada a Eriberto. E vira-se falando:
- Não se esqueça do que falei Terency. Se quiser, amanha vai lá em casa.
Eriberto entrando em seu carro fala estranhando:
- Que isso filha? Chamando ele só de Terency, e chamando ele para ir lá em casa.
Sakura abaixa a cabeça envergonhada e fala triste.
- Agente se tornou muito amigo pai. Só isso.
Eriberto sorrindo fala:
- Que bom filha. Em tantos anos trabalhando com Terency eu nunca tive coragem de convidar ele para ir lá em casa. E você no primeiro dia.
Sakura na volta de casa não falava nada. Estava triste com a inocencia de seu pai. E com o que tinha que fazer.

8 de março de 2025 - Sabado - 20:00 - Estrada Orfanato até casa Suzi.

Suzi, Eduardo e Calina se despedem de todas do orfanato já do lado de fora. Suzi já não sorria como antes e estava gelada. Raimunda estranha:
- Suzi o que você tem? Está estranha?
- Não é nada não. Minha preção deve ter baixado. Isso é normal.
Diz ela forçando um sorriso. Algo lhe dizia para não deixar Raimunda ali sozinha. Mas como explicar que seu sexto sentido estava dizendo para ficar? Como explicar isso a Joe? Tinha que ir. Vai que não era nada. Vai que Tamara apenas estava com medo do fantasma. Suzi tentava evitar olhar para Tamara, mas cada vez que ela olhava, Suzi tinha certeza que não era porque ela estava com medo do fantasma.
Eduardo com a mão nos ombros de Suzi fala:
- Vamos Suzi?
Suzi fingindo calma fala para todas as meninas.
- Então eu já estou indo. E vocês fiquem com Deus.
Eduardo entra no carro e se senta no banco do motorista. Calina sem se despedir de quase ninguém entra no banco de trás e Suzi ainda monstrando insegurança se senta no banco do carona. Eles saem se despedindo de todos com um tchauzinho.
No caminho Eduardo segura a mão gelada de Suzi e fala preocupado.
- Vocês deveria ter comido sal. Diz que é bom.
- Eu estou bem Eduardo. - Diz Suzi com um sorriso. Suzi olha para Calina que estava a olhar para Suzi preocupada.
Logo eles chegam na casa de Eriberto. Mas só o filho deles é que estava ali. Elizio com carinho esperava eles do lado de fora.
- E ai Sakuia? Como é que foi?
Calina desse do carro e abraça o irmão.
- Foi otimo Elizio. Foi muito bom rever todos minhas amigas.
Ela entra deixando Elizio para conversar com Suzi e Eduardo. Elizio se aproxima do carro e fala:
- E ai? Foi bom mesmo? Ou aconteceu alguma coisa? Ela está esquisita.
Eduardo rindo fala:
- Se aconteceu alguma coisa eu fui o unico que não vi. Também estou achei todas muito esquisitas na hora da saida.
Suzi olhando fundo no olho de Elizio fala para ele:
- Qualquer coisa de estranha Elizio, ligue para a policia. Por favor.
Elizio fica preocupado. E Eduardo estranhando Suzi fala para Elizio tranquilizando-o.
- Mas só se acontecer alguma coisa. Não vai acontecer nada viu Elizio.
- Obrigado policial.
O carro de Eduardo sai e ele finalmente pode perguntar para Suzi.
- Suzi ficou louca? O que está acontecendo.
- Eu não sei Eduardo. Foi muito estranho. Acho que tem algo acontecendo naquele orfanato que não podemos ver.
- Como assim Suzi? Porque?
- A Tamara na hora que estavamos saindo do soton me segurou e disse que era para escultarmos o espirito.
- Escultarmos ele? Vai ver ela está com medo.
- Não é não Eduardo. Se Tamara está com medo, pode ter certeza, mas não é por causa de fantasma coisa nenhuma.

sábado, 27 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 19:00 - Apartamento Lauro.

Suzan Crof estava muito feliz. Por muito tempo julgava que não merecia tanto. Tinha um homem bom, generoso e rico que lhe dava tudo que pedia. E pedia-lhe para fazer compras. Era a melhor coisa que poderia querer. Mesmo julgando que em seu passado tinha feito coisas horriveis. E por mais que tentasse não conseguia esquecer de Billy e o que ele tinha feito com ela.
Caminhando pelo shopping cheia de sacolas nas mãos, não podia esquecer que matou alguém. E que sua vida estava boa de mais para ser verdade. Ela chega no apartamento de Lauro com a chave que ele tinha te dado e deixa as sacolas no sofá pegando um dos vestidos. Ela vai até o quarto e ouvindo o barulho do chuveiro ligado percebe que Lauro estava no banho. Ela se troca rapidamente vestindo um vestido preto com fitas trançadas tapando as costas amarrada no pescoço. O vestido vinha até um terço da coxa. E quando Lauro abre a porta do banheiro enrolado na toalha e vê o vestido dela.
- Suzam? - Fala ele com olhar malicioso.
Suzam sorrindo ingenua nem percebendo o olhar do marido.
- Olha como é lindo?
Lauro rindo abraça a namorada.
- É lindo para uma festinha hoje a noite.
- Não é para esse tipo de festinha seu bobo. - Diz ela beijando ele. - É para festa de verdade.
- Você não está querendo sair na rua com um vestido desse não é?
- Como não Lauro? Você acha que eu comprei ele para qué?
Lauro nervoso sai do quarto e na sala abre as sacolas vendo que só tinha vestido pequenos.
- Você vai parecer uma vadia com esses vestido Suzam!
Suzam chega nervosa.
- O que você falou?
- Minha mulher não vai vestir vestidos assim!
- Mas Lauro. Não tem nada de mais.
- É, está faltando muito mais ai. Taque esses vestidos no lixo agora. Não vai usar isso!
- Lauro! Eu não vou...
De repente Murillo abre a porta e se surpriende com a cena de Murillo de toalha no meio da sala. Lauro entra no quarto. Suzam pega a sacola e vermelha diz para Murillo:
- Me desculpe seu Murillo.
- Só vim pegar algumas coisas Suzam. Não se preocupe comigo. Deveria ter avisado que iria chegar mais cedo do serviço.
Ela entra no quarto. Lauro vestia uma bermuda. Ele olha triste para Suzam e fala:
- Me desculpe Suzam. - Ele abaixa o olhar triste. - Seu vestido é lindo. Mas não é adequado para uma mulher de um dono de uma empresa. E meu avô está me precionando tanto.
Suzam abraça o noivo. E fala com um sorriso nos labios.
- Não se preocupe Lauro. Eu vou deixar esses vestidos para outras situações. - E abrindo seu sorriso maior ainda fala: - Mas vou precisar de mais dinheiro para comprar um bom vestido de festa.
Lauro beija Suzam. E os dois se entregam ao amor. Ambos tinham muita sorte de ter um ao outro.

8 de março de 2025 - Sabado - 18:00 - Hospital para Idosos Oculam



Diana olha pelo retrovisor de seu carro um grande prédio com as palavras. Hospital  para idosos Oculam. Diana com grandes oculos negros tapava os olhos inchados. E com a mão tremendo se preparava para fazer a coisa mais dificil que achava no mundo. Se desculpar e perdoar.
Ela sai do carro mostrando um vestido fino e florido, usava um salto alto que almentava seu pequeno tamanho.
Mas Diana enquanto caminhava até a entrada do asilo ela só se perguntava. Porque tinha sido tão rude com a mãe? Porque não aceitou que Jane tivesse fugido com o camioneiro? Porque agiu da mesma forma com Riti? Porque Diana tinha um coração muito grande. E sempre teve medo de ficar sozinha.

Ela e a irmã eram muito ligadas. Diana era a mais nova e seguia os passos da irmã três ano mais velha aonde quer que ela fosse. De família rica sempre pode ir em bailes da auta sociedade em Oculam. Viajava para conhecer países longínquos. Mas Diana só fazia isso porque Jane fazia também. Até que numa tarde um caminhão parou na casa vizinha. E tudo mudou. Diana se lembrava até a manha que viu o caminhão. Comia ovos fritos com pão. E Jane ao acordar e olhar pela janela logo viu o dono sair da casa. E Diana viu os olhos da irmã brilharem pela primeira vez. Três dias depois eles estavam namorando. Ele era forte e musculoso e Diana com seus quinze anos só fazia era ter medo dele. Mas Jane se entregara ao amor. Mas Diana achava um absurdo era a mãe não fazer nada. Como ela podia? Quando ia falar com Hera, ela sempre dizia a filha mais nova:
- Se nós proibirmos Diana, ai que ela vai querer ficar com ele. Acredite em mim, foi experiência própria.
Mas foi um choque para toda família quando Oricemo Sulamite Trevizan foi embora com seu caminhão de Oculam Jane tinha com ele. Diana ficou chocada e xingou a mãe de todo nome possível. Nunca a perdoou. Quando casou não deixou que a mãe entrasse na igreja. Quando o pai dela morreu internou a mãe no asilo e nunca foi visita-la. Agora se encaminhando para recepção uma dor de arrependimento veio-lhe a cabeça. E se Riti fizesse o mesmo?
Uma jovem moça estava na recepção com um sorriso recebeu Diana.
- Bom dia? O que deseja?
- Sou Diana Ursino Brigida Frias. Sou filha de Hera Brigida Libanio Ursino.
A jovem moça olha com um susto para Diana. Quase chorava. Ela abre um sorriso e fala:
- Espere nessa sala ao lado. - Diz ela meio gaguejando. - Eu vou chamar a dona Hera. Ela vai adorar recebe-la.
Diana suspira ao ver a secretaria corre pelo corredor e abrir uma das portas e dizer:
- Dona Hera. Adivinha?
Diana não queria ver assim a mãe e se encaminha para a sala que a secretaria lhe informou.
Com um suspiro entra e vê uma sala pequena com dois sofás brancos e uma mesinha de centro. Era uma sala para reencontros mesmo. Ela se senta com frio graças ao ar condicionado e o inicio da noite. E de repente ouve alguém se aproximando da porta. A pessoa parece parar na porta. Diana suspira fundo e segura as lagrimas que já teimavam em cair.
A porta se abre. E uma figura velha de cabelos brancos e varias rugas na face e para seu choque de cadeira de rodas aparece. Não era mais a dona Hera que a criou. Ela não olhava emocionava. Olhava com o orgulho na face como Diana conhecia. Mas atraves do orgulho se via o carinho materno e choque do reencontro. Diana se levanta deixando algumas lagrimas cair. Ela limpa rapidamente. Ela engole o choro e se aproxima. Hera fala primeiro com sua voz firme.
- Como vai Diana?
Diana se ajoelha e perto da mão solta seu choro no colo da mãe. E sente aliviada ao sentir as mãos da mãe passar pelos cabelos a confortando. Também ouve soluços da mãe. Ela se levanta e fala:
- Eu preciso de você! Eu sempre precisei mãe.
- Eu também precisei de você minha filha. - Diz ela limpando as lagrimas. Mesmo chorando ela não demonstrava ser fraca. - Precisei muito. Mas tive paciência. Eu sabia que você um dia iria vir.
- Hoje eu entendo o que você passou com Jane. Como eu pude ser tão egoista?
- Você era uma menina Diana. Não sabia como lidar com o que sua irmã fez.
- Eu ainda não sei lidar com isso mãe. - Diz Diana caindo de novo no colo da mãe em prantos.
- Eu vou te ajudar querida. Eu juro.
- Eu vou te levar para casa. Eu vou cuidar de você mãe.
- Não. - Diana se levanta estranhando. - Aqui é minha casa agora Diana. Aqui estão meus amigos. Amigos que conviveu comigos por vinte e nove anos. E vou morrer aqui filha.
- Você não vai morrer. E muito menos aqui.
Hera solta uma risada e fala:
- Não seja boba querida. É claro que eu vou morrer. - E olhando Diana com carinho fala:- Só queria que você me trouxesse meus netos para eu ver.
Como iria trazer Riti para cá. Riti a odiava. Mas agora. Graças a essa promessa a mãe. Tinha que se desculpar com Riti e iria trazer ela aqui.
- Eu juro mãe. Eu vou trazer seus netos para te ver.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 17:00 - Avenida Deserta Oculam.

Walter Moniz Assis era policial de oculam a quase vinte e cinco anos. Viu muita coisa acontecendo lá. Nasceu em Ocuol, cidade que fazia fronteira a Oculam. Vivia com os pais e logo que terminou os estudos decidiu que iria ser policial. Se apaixonou por uma linda policial colega sua. Porém isso não era permitido na cidade. E em meio a flertes e muitos olhares os dois um dia se entregaram ao amor. Porém, em meio a encontros escondidos de seus colegas Maria Elizabeth Kane descobriu que estava gravida. Walter ficou muito feliz e pediu ela em casamento, mas para sua supresa  Maria Elizabeth não queria largar o emprego de policial. E fez sem ele saber um aborto. Ele descobriu só quando recebeu o telefonema do hospital. Maria Elizabeth tinha tido uma emorragia. Todos seus colegas ficaram sabendo do acontecido. E decidiu se mudar de Ocuol para Oculam em dois mil e cinco.
Lá encontrou conforto e bons amigos de um grupo de amigos que também tinham se mudado para Oculam com pouco tempo. Encontrou-os festando num bar. E se apaixonou rapidamente por uma das belas moças do grupo. Essa moça era Yomiko Crof. Mas ela já tinha dona. E na verdade eram dois. Viu de longe a triste historia dela acontecer sem poder se aproximar. Sem poder toca-la. Viu ela por causa de Sabrina deixar Carlos e se entregar à Tharly, que também saido de um relacionamente triste se entregar a ela. Viu ela ficar gravida. E Yomiko lhe contar numa noite que as filhas eram de Carlos. Viu Carlos se tornar um bandido. Viu Yomiko o nascimento de Suzi e Suzam. Foi ele que a levou ao hospital naquele dia chuvoso. Viu Tharly lhe dar mais dois filhos e depois voltar correndo para a outra mulher que o tinha abandonado. Viu Yomiko ficar sozinha e mesmo assim não aceita-lo. Viu Suzam se tornar uma bandida. Agora viu ela voltar para Carlos mesmo sendo um assassino sem coração. Isso o tinha destruido. Se Eduardo fosse um bom policial iria entregar seu cargo nas mãos dele. E voltar para Ocuol.

Ele pensava tudo isso fazendo sua patrulha no final da tarde pela cidade de Oculam. Estava vasculhando as ruas embusca de alguma pista de onde Angelica estava. E por um impusso decidiu percorrer as fronteiras de Oculam. E não foi sua surpresa ao ver no meio de uma avenida deserta um corpo.
Walter chama Yuri pelo radiofone. E desse do carro para ver de quem se tratava o cadaver. Ele tira sua maquina fotografica do colete e tira algumas fotos e logo depois vira o corpo. Era o corpo de um idoso branco, com as roupas identicas do bandido que tinha tentado roubar a bolsa de Emiliana.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 16:00 - Orfanato Oculam

A porta de madeira podre do soton do orfanato Oculam se abre. Raimunda entra olhando para trás e falando com uma tremedeira na voz demonstrando medo.
- Foi aqui que eu achei o conjuntinho de chá gente. Queria achar algo que interessasse para as meninas. Mas só achei esse jogo de chá.
Suzi entra do lado de Eduardo falando:
- Então se aqui que você achou o jogo de chá onde tinha varias pistas sobre a historia de Angelica...
- Aqui também deve ter outros segredos dela. - Completou Eduardo rindo.
Logo todas as meninas entram no soton e Margarida fala já procurando algo nas varias caixas.
- Ela nunca deixou agente entrar aqui dentro.
Belina fala esfregando o dedo na poeira da estante:
- Dizia que iria cozinhar agente no forno se pegasse agente aqui dentro.
Mina abraça Carolayne:
- Ai. Tá me dando medo de ficar aqui.
Suzi sorrindo se aproxima:
- Não se preocupe Mina. Agora é nosso dever saber tudo que podemos sobre Angelica. Vamos investigar?
Todas começam a procurar pelo enorme soton alguma coisa sobre Angelica. Fernanda de repente pula feliz:
- Olha achei mais fotos.
Uma caixa cheia de fotos antigas. Suzi corre para ver. Era fotos de varias crianças novinhas, mas as fotos pareciam muito antigas.
- Será que essas eram crianças do orfanato de Oculam? - Pergunta Suzi mostrando as fotos a Margarida que era a mais velha do orfanato. Mas ela fala estranhando.
- Nenhuma que eu conheça Suzi.
- Mas nem podia Suzi. - Diz Raimunda falando. - Está vendo esse cartaz com a menina.
Raimunda aponta para um detalhe na foto. Uma garotinha de sardas no rosto segurando um cartaz dos The Knack. Era uma banda de muito sucesso da época. Eu era muito fã deles. Mas depois acabou. Não tinha como uma garotinha com menos de dezoito anos saber sobre eles.
De repente Vanessa olha bem para a foto e fala:
- Olha. Essa menininha aqui. Parece muito com a Angelica.
Belina olha curiosa e fala:
- É ela mesma. Eu tenho certeza.
- Isso me parece um orfanato. Atrás das meninas. - Fala Eduardo cauteloso.
- Será que Angelica na infância também esteve em um orfanato? - Pergunta Raimunda.
Suzi horrorisada fala:
- Então essa mulher é mais monstruosa do que eu pensava. Como uma pessoa que sabe o que é ser uma orfã, pode ter maltratado tanto essas meninas?
Raimunda vendo o desespero de Suzi fala com carinho:
- Gente. Porque não largamos disso por hoje. Está quase na hora da Suzi ir embora. Porque não vamos lá pra cima e fazemos um lanche bem gostoso para ela.
Suzi olha com carinho para Raimunda. E fala:
- Obrigada Raimunda.
Todos estão saindo quando. Suzi dava passagem para todas as meninas. Quando sobra apenas Tamara. Suzi vai para subir as escadas quando Tamara segura seu braço. Suzi olha espantada para a menina que falava baixinho.
- Suzi. Vocês precisam ouvir o que a Lacínia falou. - Fala ela
- O que? Porque Tamara?
- Tamara? Suzi? Vocês não vem? - Diz Margarida com um sorriso.
- Vamos Margarida. Só estava ajudando Suzi a colocar a caixa no lugar. Não é Suzi? - Fala Tamara olhando para Suzi praticamente implorando com olhar sem Margarida perceber para que Suzi mentisse.
Suzi estranhando mas atua com facilidade.
- Claro. Não é porque estamos num soton que vamos deixar tudo bagunçado. Não é?
Suzi coloca a caixa no lugar com ajuda de Tamara e a vista de Margarida que esperou as duas sairem pela porta.

08 de março de 2025 – sabado - 15:00 - Hospital Oculam

Carol olhava para a televisão em seu quarto. Estava com os olhos vidrados na televisão com odio, raiva. Seu orgulho estava ferido e como se fosse uma brincadeira do destino. Ela via novamente a reportagem que Joel, seu ex-marido fez de manha. E logo depois uma outra ancora fala da bancada do jornal.
- Pelo jeito meu colega de trabalho está fazendo muito mais sucesso do que imaginamos não é Lineu?
- É isso mesmo Maura. - Diz um outro reporter andando pelas ruas de Oculam e se aproximando de uma mulher gorda e negra. - O qual é o seu nome e onde você trabalha?
- Eu me chamo Bess Fênix Una e  trabalho de porteira na Faculdade de Ciências de Oculam.  - Diz ela animada.
- O que você achou de nosso reporter chocante, hoje de manha no Jornal Matinal Oculam?
- Nossa bem legal. É uma maneira diferente de fazer jornalismo, sem aquela seriedade. Sem contar que Joel é lindo. - Diz ela rindo e saindo.
- Então é isso Maura. Sou Lineu Matias Offenbak, reporter investigativo para o Jornal Vespertino Oculam. É com você Maura.

A televisão se desliga e Carol se vira nervosa mas vê o rosto tranquilizador da Enfermeira Branca.
- Não é bom você ficar vendo sobre seu ex-marido Carol.
- Já ficou sabendo das fofocas do hospital?
- Fiquei mas é para te ajudar. Queria saber o que se passa em sua cabeça já que você não quer me ajudar. - Diz ela se sentando do lado da cama e segurando a mão de Carol. - Mas lembre-se que você tem uma amiga agora.
- Tem dois. - Carol se vira com um sorriso ouvindo a voz de seu médico.
- Dr. Alceu. - Diz Carol abrindo um sorriso em meio as atadaduras. - Pensei que vinha só de manha.
- Eu prefiri passar aqui depois do meu espediente. Graças a Deus não temos tantos doentes assim em Oculam.
Branca com um sorriso saindo fala:
- Eu vou deixar vocês a sós.
Alceu se senta no lugar onde Branca estava. Ele fica serio.
- Eu ouvi o que Branca falou. Ela está certa.
- É dificil esquecer doutor. Ve-lo se destruir assim é complicado. O Joe era o ancora do jornal e agora está se rebaixando a isso.
- E o que isso te interessa? Ele não é seu marido. Você não precisa se preocupar mais com isso.
Carol sorrindo fala:
- Talvez é ficar nesse hospital que está me deixando nervosa. Eu não posso fazer nada. Não tenho nada para deixar minha cabeça ocupada.
Alceu olha com um sorriso para Carol.
- O minimo de tempo que tenho que te deixar aqui é três dias. Você precisaria de mais tempo em observação. Mas você é rica Carol e poderia contratar um médico particular para ficar a te observar em tempo integral em sua casa.
Carol abrindo um sorriso maior fala rindo:
- Tem algum doutor em vista senhor Alceu?
- Tem um cara que conheço...- fala ele ironico. - Que gosta muito de você e já está cansado de hospital também, apesar de ter começado tem pouco tempo. E que adoraria a oportunidade de ficar perto de uma mulher tão bonita como você Carol por tanto tempo.
- Eu vou fazer isso mesmo doutor. Quero ir para casa. - Carol se lembrando do aconteceu fala: - Quero dizer, tenho que comprar uma casa ainda não é?
- Um apartamento. Que tal?
- Sim.
- Agora vou preparar o ultimo dia de minha paciênte aqui no hospital seja o melhor possivel. - Alceu está saindo quando Carol com medo fala:
- Doutor!
- Sim?
- O médico que vai cuidar de mim em casa é você não é?
- Você acha que eu ia perder uma oportunidade como essa Carol?
Ele sai deixando Carol novamente se sentindo desejada e amada.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 14:30 - Orfanato Oculam

Raimunda, Suzi e Eduardo ainda na grama discutiam o que deveriam fazer. Um espirito alertar para saírem dali não era um bom sinal. As meninas ainda sentadas na grama esperavam se iriam ficar naquele orfanato. Ou se iam passar mais uma noite em outro lugar.
- Não podemos ficar aqui Suzi. Foi um aviso. - Fala Raimunda assustada.
- Raimunda, como vamos explicar para o Juiz Sebastian que estávamos evacuando  o orfanato por causa de um aviso de um espírito. - Fala Suzi realista.
- Pelo menos se ela fosse mais especifica. - Fala Eduardo tentando lembrar dos detalhes.
- Não precisa de detalhes Eduardo. Sabemos que é por causa de Angelica que fugiu da prisão. - Fala Suzi soltando o que não devia.
- A Angelica fugiu da prisão? - Pergunta assustada Raimunda.
- Ai Raimunda. Não era para você saber. - Fala Suzi triste.
- Como não era para eu saber Suzi? Eu vou ficar aqui a noite toda.
- Mas Raimunda, o Yan e o Yuri vão ficar aqui a noite toda. E de manha eu volto.- Fala Eduardo tentando acalma-la.
- E como ela fugiu?
- Uma amiga da prisão ajudou ela. Atirou nos dois policias e fugiram. - Responde Eduardo
- Quer dizer que tem uma louca de raiva pelo orfanato solta por ai que atirou em dois policias e eu vou ter que ficar no orfanato?- Fala apavorada Raimunda.
- Mas fala baixo Raimunda. - Fala Suzi com medo. - As meninas não podem ouvir. É só por segurança que os policias estão aqui. A Angelica  deve ter fugido para longe. Não seria tão estupida. Ela sabe que todos pensam que ela pode voltar para o orfanato. Não via vir para cá.
- E o Walter está seguindo os rastros dela. Vai acha-la. - Fala Eduardo dando segurança para Raimunda.

Enquanto isso com as meninas sentadas na grama verde debaixo de uma grande árvore Mina com a caixa de jogo de chá, se aproxima da irmã mais do meio falando com um biquinho.
- Vamos brincar comigo Tina.
- A não Mina. Isso é muito criança.
- A Tina. Por favor.
- Pede para a Vanessa e para Margarida. Acho que elas estão loucas para brincar com você.
Vanessa e Margarida ouvem tudo. E Vanessa virando o olho de raiva para Tina que ria por ter passado o problema. Mina chega toda animada para as duas:
- Vanessa, Margarida, é verdade que vocês estão loucas para brincar comigo de chazinho.
Vanessa olha para Margarida com um sorriso e fala pegando a caixa de Mina.
- Vamos brincar sim.
Margarida fala rindo para Mina:
- Boa tarde senhorita? Veio tomar o chá das sete com agente.
Mina rindo olha no relogio e levantando a calda do vestido como um cumprimento.
- Na verdade vim tomar o chá da uma.
Vanessa abre a caixa e se depara com uma surpresa. E fala bem alto para Suzi, Eduardo e Raimunda ouvir.
- Ei, isso não é jogo de chá não.
Suzi se aproxima e vê Vanessa tirando varios porta retratos. Todos se reuniam em volta para ver as fotos nos porta retratos.
- Minha nossa. Essa é Angelica.
E Suzi pega o porta-retrato e fala mais um detalhe das fotos.
- Mas ela está com um barrigão. Será gravides.
Eduardo pega a foto e olha também:
- Mas ela não tem filhos? Tem?
Margarida fala aguniada:
- Que eu lembre, ela nunca teve um filho proprio dela. E nunca tinha visto ela gravida.
- Olha a data da foto para agente saber de que época que é?- Fala Gabi curiosa.
Suzi olha atrás da foto e vê.
- Dois mil e três. O bebê deve ter uns vinte anos.
- Então não tem como nenhuma de vocês saberem aonde foi parar esse bebê. - Conclui Raimunda.
- Mas sei quem deve saber algo mais. - Diz Eduardo pensativo. - O prefeito Leonardo era o juiz da época.
- Ok. Agora eu já sei o que fazer no meu dia de folga. - Diz Suzi com um sorriso.

domingo, 21 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 14:00 - Casa Suzi e Joe.

Danielly está no computador. Jogava seu jogo pelo computador. O jogo se baseava num personagem andando por um mundo virtual onde outras pessoas por outros computadores controlava cada personagem. E assim eles iriam se interagir. E assim no jogo Danielly encontra um rapaz no parque virtual do jogo. Ela se senta no banco da praça e com um sorriso fala:
- Você quer TC comigo.
O rapaz coloca uma carinha de sorriso e fala:
- É claro que sim.  - O personagem de Danielly no jogo era uma mulher negra, alta de cabelo liso. Muito parecida com Carol. - Uma mulher linda como você.
- Você é de onde? - Pergunta Danielly sorrindo com o elogio. Mesmo sendo para seu personagem.
- Sou de Otalcic. Conhece?
- Nunca ouvi falar. - Responde Danielly desiludida pensando que poderia ser alguém em Oculam. Mas seria legal ter um amigo virtual. E ela pergunta:
- Qual seu verdadeiro nome? - No lugar do nome estava apenas varios números. 789.
- Enzo. E o seu?
- Danielly. Moro em Oculam.
- Também não conheço. Que idade tem?
Danielly prende o folego. Dependendo da resposta poderia perder sua "amisade" ou tornar essa amisade virtual em algo a mais virtual.
- Tenho 18 anos. - mente Danielly com medo. Mas Enzo dá a resposta que Danielly não queria.
- Sabia que as pessoas que dizem ter 18 nos bate-papos virtuais na maior parte das vezes não tem menos de treze anos.
Danielly assustada pensando que ele pensasse que tivesse isso mesmo responde rapido.
- Tenho 15 anos.
Danielly bate na propria cara persebendo a burrada que tinha feito. Mas uma resposta tranquilizadora vem.
- Eu tenho 16 completei ontem.
Danielly coloca apenas um sorrisinho e ouve batidas na porta. Ela bufando de agonia vai até a porta e abre. E para sua surpresa é Juliana. Que com um sorriso constrangido pergunta.
- Oi Danielly?
- Oi Julina. - Fala também constrangida Danielly.
- E ai? Essa é a casa nova de vocês?
- Sim. - Fala Danielly sem deixar Juliana entrar.
- Tá afim de ir ao shopping?
- Nossa Julina. Não vai dar. Meu pai me deixou aqui para cuidar da casa. Não sei se vai dar.
- Cuidar da casa? - Diz Juliana rindo. - Se aparecer algum ladrão você vai fazer o que? - Juliana ri com constrangida. - Mas larga de ser boba Danielly, se nada acontecia na mansão nada vai acontecer aqui também não.
- Alguma coisa aconteceu na mansão Juliana. - Diz Danielly forçando um sorriso.
Juliana com tristesa percebe que Danielly não era Carol.
-  Tudo bem então. Vou ver se minhas outras amigas querem ir ao shopping.
Danielly fecha a porta deixando Juliana cabisbaixa na porta. Danielly corre novamente para o computador e vê com tristesa que o personagem de Enzo não estava mais ali.

08 de março de 2025 – sabado - 13:30 - Orfanato Oculam

Raimunda chega no jardim com um grande sorriso com uma grande caixa mostrando para as orfãs um conjunto de chá.
- Olha gente o que eu achei no soton enquanto eu arrumava. Podiamos brincar disso.
Todas olham constrangidas para Raimunda. Até que Fernanda com seu jeito meigo fala:
- Dona Raimunda, sei que você está querendo nos agradar. Mas não acha que isso é infântil demais para gente?
Raimunda se disfas seu sorriso. E Mina se aproxima com um sorriso.
- Eu brinco com você Raimunda.
Mas Raimunda sabia que a mais jovem das meninas também não queria brincar. Apenas estava com dó dela. E fala triste deixando a caixa ao chão.
- É que eu não sei como conviver com meninas. Eu quando criança sempre fui mais proxima dos meninos. As meninas não gostavam de mim. E quando fiquei adulta, tive só um filho. Não estou acostumada. Vocês entendem?
Diz Raimunda desabafando com todas.
- Calma Raimunda. - Diz Bianca com um sorriso maldoso.- A Suzi já vai voltar e você não vai precisar conviver mais com agente. Já vai poder voltar para sua televisão.
Raimunda já iria responder aquela metidinha quando de repente Suzi, Eduardo, Tamara e Calina aparecem de dentro da floresta.
- Suzi? E ai? - Fala Raimunda se esquecendo de Bianca e se aproximando deles e percebendo que algo não saiu bem. Por alguns arranhões em Eduardo e ele e Suzi bem sujos. - Descobriram alguma coisa.
- Não. - Diz Suzi com tristesa. - A floresta é bem mais densa e perigosa do que imaginavamos.
Suzi prefiria não falar nada sobre o acidente na casa na árvore. Mas infelizmente Tamara foi mais rapida.
- Um fantasma atacou o Eduardo. Foi muito assustador.
- Um fantasma? Como assim? - Pergunta Carolayne arregalando seus olhos claros.
Eduardo fala se lembrando da cena.
- Estava na casa na árvore e aquela menina segurou meu braço. Era frio como uma pedra de gelo. E tinha uma tatuagem de uma lua na mão.
- Não era uma tatuagem. - Diz uma das garotas ao longe. Era Cristiana. - Era uma marca de nascensa. Era minha irmã, Lacínia. Ela foi uma das vitimas da Angelica.
Todos se constrangem. Mas o que importa é que estava provado que era uma assombração. Mas Vanessa se levanta e pergunta a Eduardo.
- E ela te falou alguma coisa Eduardo?
- Sim. Disse: "Fujam daqui! Rapido! Enquanto é tempo!"
Gabi assustada fala:
- E agora? O que nós vamos fazer?
Suzi corajosamente fala:
- Ficar e investigar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 13:00 - Jorge



Jorge em sua casa via televisão. Via o filme que começava após o jornal. Era um filme de romance mostrando o mocinho abraçado a mocinha na grama no meio da chuva e se entregando a paixão. Jorge sentiu saudades. De vinte anos atrás quando conheceu Adelia. Ela era uma linda mulher de trinta e sete anos. Cabelos curtos e castanhos que constratavam muito bem com sua pele moreno e seus olhos verdes grandes.
A primeira vez que a viu foi num parque, tomava sorvete e usava um longo vestido de estapas de flores. Jorge lia o jornal da manha como fazia todas as manhas antes de ir ao emprego na sorveteria. Tinha apenas quinze anos e aquela mulher era a visão de tudo que ele sonhara. Seus amigos o achava estranho ele nunca se envolver com ninguém. Mas aquela mulher, naquele momento tinha mechido com ele. Jorge se aproximou e ofereceu um guarda-napo para ela se limpar do sorvete. Isso foi o bastante para ela o notar e começar a contar sobre a vida. Adelia estava casada a nove anos com um homem, obrigada pela família e que não podia ter filho. E Jorge era tudo que ela precisava naquele momento. Ela brigou com a mãe, separou do marido e em uma semana estava com Jorge. Jorge também brigou com a família para ficar com Adelia que era mais velha. Ninguém queria aceitar. Eles se casarão as escondidas numa capela apenas com o irmão de Jorge como testemunha. Fugirão para Oculam após os pais descobrirem e o ex-marido de Adelia os ameaçarem. Uma cidade nova. Vida nova. Foram contratados pelo pai de Joel para trabalhar na mansão. Lá eles criaram os filhos. Era a vida perfeita. Foi a vida perfeita por um longo tempo.
Dentro de si Jorge sabia que Adelia iria morrer primeiro que ele, mas acontecer era diferente do que saber. Se sentia sozinho. Mas não queria ficar assim. Tinha dois filhos para criar ainda.
Ele se levanta e resolve fazer uma caminhada pela cidade. Caminhando ele vai lembrando como a esposa ficou linda gravida. E como foi lindo o nascimento de Judith.  Um lindo bebê gordinho. Que como primeiro filho foi mimado o maximo possivel. E isso trazendo problemas no futuro. Lembrou-se das primeiras brigas de Adelia com a filha. Judith com cinco anos apos ter beijado Joel no jardim, Adelia fez um escanda-lo. Mas quanto mais ia crescendo Judith se mostrando mais fria e calculista. Fazendo com que Joel se apaixonasse mais por ela. E ela se mostrando cada vez mais materialista.
Jorge chorava andando em meio as ruas que começavam a ficar mais movimentadas. Estava entrando no centro da cidade.
Ele se lembrou de quando Judith já com dezesseis anos entrando em casa nervosa. Ele estava se arrumando para arrumar mais uma vez o jardim dos Meirelles.
- Ele vai se casar pai! Ele vai se casar! - Diz ela pegando o vaso de flores que Jorge tinha dado Adelia de aniversario de casamento e tacando a parede. Ele assustado se aproxima da filha, Adelia aparece a porta.
- Oque você achou Judith? Que ele iria ficar com filhinha de empregado? Eu te avisei Judith! Eu te avisei!
- Mãe! Aquele desgraçado do Joe vai casar com a Carol! A Carol não tem nem onde cair morta.
Adelia também tinha ficado chocada. Mas ela não tinha visto o que Jorge tinha visto. Ela tinha visto Judith detestando o homem que ela tinha dito amar desde pequena. Adelia tinha visto que a filha era  um monstro. Jorge entendia o porque que Joel se casou. Era jovem e inocente. Carol, da família visinha tinha perdido os pais e o unico tutor, padrinho dela, tinha tentado abusar dela. Ela ia para adoção e perderia todo o dinheiro para o proprio tutor se isso acontecesse. Isso se Joe, amigo dela de infância, não tivesse pedido ela em casamento.
Jorge se lembrava de tudo. Lembrava dos encontros as escondidas de Judith com Joe. Das brigas de Carol com Joe. E de repente sua filha sumindo. Sua esposa envelhecendo com depressão guardando na conciência a morte da propria filha sabendo dos planos malevolos da filha contra Joel. Jorge começou a ver em sua cabeça também que as brigas de Joel e Carol não tinham acabado. Tinham almentado. E finalmente a noite da morte de sua esposa. Ela sendo levada pelos policiais com o peito sangrando e a mansão em chamas.
 E agora o que ele iria fazer? Não queria ficar sozinho.
E de repente em sua frente apareceu uma grande e linda mansão. Só que não era isso que ele olhava. Era o jardim mau tratado e destruido. Era a chance de um trabalho. Ele vai até o interfone e aperta. Uma linda voz feminina se ouve:
- Oi?
- Moça. Eu sou jardineiro. E percebi que você está precisando de um.
- Ou claro. Espere só um minuto que eu vou descer.
Ninguém menos que Priscila aparece a porta. Ela ao ver Jorge abre um sorrisão e se aproxima.
- Então você é jardineiro?
- Dona Priscila? Que conhecidencia.
- Sim. E ai? - Diz ela com um sorriso malicioso. - Vai encarar esse jardim? Recebe na hora.
Jorge com um sorriso percebe que era um novo começo em sua vida.
- Com todo prazer moça.

08 de março de 2025 – sabado - 12:40 - Central do Jornal Matinal Oculam

No Central do Jornalismo Matutino Oculam, um fedor maior se intensificava. E um rastro enorme de passos de cocô apareceu de repente para o desespero da Bonifácia, a faxineira do prédio. E no momento que ela avistou aquele enorme rastro Joel Meirelles entrou pela porta de Meg Hele bufando de raiva.
- Como você teve coragem de fazer uma coisa dessa comigo Meg! Depois de tanto anos de dedicação a esse jornal!
Meg se levanta mostrando sua altura extrema e também mostrando raiva mas seriedade fala:
- Espera lá rapaizinho! Você nunca se importou verdadeiramente com esse jornal. Sempre jogou na cara do meu marido que nunca precisou desse emprego! E como "você" tem coragem de chegar no meu escritorio nesse estado.
Joel ainda fubando fala:
- Foi desse estado que fiquei depois da entrevista que você me mandou fazer. Que ideia foi essa de me colocar num monte de cocô? E não adianta negar que o Acrísio me contou que foi sua ideia.
- Porque negaria? - Diz ela tapando o nariz e se sentando com um sorriso em sua cadeira. - Eu sou a chefe daqui senhor Joe. E se você não quiser fazer as coisas que eu mando, ninguém é escravo. Você pode ir embora.
Joe respira fundo e depois toce pelo cheiro horrivel. E aguniado pensa bem. Ela estava certa. Apesar de lutar contra o pai para poder estar naquele jornal, nunca deu o devido valor que o jornal merecia, sempre soube que poderia sair a hora que queria. Mas naquele momento não tinha essa escolha. Só tinha a faculdade de jornalismo e só tinha aquele jornal em Oculam. Se quisesse trabalhar em outro lugar seria mudando de Oculam. E isso era quase impossivel.
Joe desmancha seu olhar de nervoso e com respeito fala:
- Me desculpe Meg. Mas foi maldade o que você fez.
Meg com seu nariz empinado não se reduz. E fala com arrogancia.
- Você mereceu. Me deixou sozinha em horario nobre. Não sabe o que passei aquele dia. E não pense que esse pedido de desculpas seu me comoveu. Vou retirar do seu salario um bonus de dez por cento para a pobre Bonifacia. E quero você aqui no Jornal a hora em que eu ligar, não me importa se sua mansão está pegando fogo, ou sua mulher esteja pegando fogo.
Joel engole a seco. Precisava daquele emprego. Não desapontaria Suzi.
- Tudo bem.
- Agora saia. E vá tomar um banho. Que ninguém merece esse cheiro de catinga.
Joel sai cabisbacho se sentindo um lixo. Teria que aguentar isso por amor a Suzi e a seus filhos. Iria dar uma vida digna a eles nem que isso valesse sua honra. E sem contar que tudo isso era culpa dele mesmo. Se não tivesse casado com Carol. Nada disso teria acontecido. Mas teve o lado bom que era seus filhos. Tinha que arcar com as concequencias.
Ele se senta no sofázinho da sala de espera com uma tristesa só. Quando vem um cutucão no estomago. E era ninguém menos que Bonifácia.
- O senhor poderia dar lincenssa. Já não chega o que o senhor fez no corredor?

08 de março de 2025 – sabado - 12:35 - Orfanato Oculam

Suzi e Eduardo seguem as duas meninas com segurança pela trilha à dentro da floresta negra. Calina e Tamara pareciam andar no quintal de casa e nem parecia ser a tão temerosa Floresta Negra da cidade de Oculam. Isso deixava Suzi preocupada, mas confiava nas duas meninas. E fala com agunia:
- Meninas? Vocês sabem aonde estão indo não sabem?
- Sim Suzi. É claro. - Diz Tamara rindo e praticamente pulando na frente - Viamos aqui quase todos os dias.
- Eu nem sei porque aqui se chama Floresta Negra. Para mim é clara com o quintal do orfanato.
- É porque quando os exploradores chegaram em Oculam, simplesmente todos que tentaram cruzar aquela cerca nunca mais voltavam. - Diz Eduardo declarando que também estava bastante preocupado.
- Então quer dizer que somo mais esperto que um monte de exploradores idiotas.- Afirma Tamara rindo.
- Não sejam bobas meninas. - Briga Suzi. - Não é certo falar assim dos mortos.
Tamara e Calina percebem o erro. E param de sairem pulando na frente e em certo momento preferem caminharem do lado de Eduardo e Suzi. Um frio vento vem da mata assustando a todos. Eduardo tentava ver algo atraves das arvores e tira sua arma. Suzi também tenta olhar, mas não encherga nada de estranho a não ser o forte vento. E virando-se para as meninas fala:
- É melhor voltarmos. Não foi uma boa ideia trazer vocês aqui.
Tamara percebendo que Suzi queria larga da mão dela e fala corajosa.
- Larga de ser boba Suzi. O Trevor namorado da Carolayne mora no meio da Floresta Negra e nunca nada aconteceu com ele.
- Bem, então cadê essa casa na árvore que não chega logo. - Fala Eduardo com medo.
- Está ali. - Aponta Calina.
Suzi se vira e vê não uma casa na árvore comum. Mas uma casa em cima da árvore com aparentemente dois comodos, de madeira. Com uma ponte levando para outro lado onde tinha mais um comodo em outra árvore. A madeira chamuscada de preto nada tinha que tinha sido queimada.
- Meu Deus gente. Essa é a casa na árvore de vocês?- Pergunta Suzi assustada.
- Sim. É ela. É grande não é? - Fala Tamara animada.
-Mas vocês que construiram? - Estranha Eduardo.
- Logico que não. Quando chegamos aqui, ela já estava ai, vasia.
- Muito bem Suzi. Fique aqui. Eu vou verificar o local. - Fala Eduardo tirando a arma e subindo na escada na árvore.
Enquanto isso no chão Suzi pergunta para Calina e Tamara.
- A Angelica tacou fogo na casa na árvore com vocês dentro?
- Sim. Foi horrivel.- Fala Calina com olhar triste.
- Enquanto eu lavava vasilha quebrei uma vasilha e isso para Angelica era uma das piores coisas que se podia fazer. Fugi dela e corri para cá. Calina também veio comigo. E ela veio atrás. Nos trancou aqui dentro. E jogou gazolina do carro dela na árvore e acendeu o fogo. Foi horrivel. - Conta Tamara com tom de brincadeira.
- Mas ela não contava que tivesse uma segunda porta do outro lado da árvore. - Fala Calina com medo.
Suzi suspirou aliviada. E tenta ouvir o que Eduardo estava fazendo lá dentro.
Eduardo com agonia entra na casa na árvore. As cinzas misturado  com poeira e barro tinha formado uma camada grossa no chão da cabana não dificultando a abertura da porta. Ao entrar Eduardo percebe que uma neblina percorria o alto da floresta negra. E finalmente  Eduardo percebe o porque o nome de Floresta Negra. Por mais que ele tivesse a uns dez metros de altura, olhando pela janela ele percebe existia árvores mais altas ainda que deixavam a floresta escura e sombria. Plantas nasciam da camada de terra no chão e se misturavam as cortinas meio queimadas e mesas  e joguinho de chás.
Eduardo olha tudo com cuidado com a madeira velha que o sustentava de uma grande altura. Ele caminha um pouco com a madeira rangendo em seus pés e vê um armarinho que como porta apenas um pano xadrez acinzentado e todo furado, o que não deixava ver nada lá de dentro era apenas a escuridão. Eduardo vai para afastar o pano. Quando de repente uma mão frio com uma tatuagem de uma lua crescente segura seu pulso quase o congelando. Eduardo puxa para frente o braço para tentar se soltar mas vem é a dona da mão fria, uma garota com cabelos escorridos, pele branca como gelo e seus olhos eram como olhar para a lua cheia. A garota com começa a falar algo:
- Fujam daqui! Rapido! Enquanto é tempo!
Eduardo assustado puxa seu braço se soltando mas fazendo ele perder o equilibrio e caindo contra uma ripa de madeira que ficava no meio da casa. Ele abre os olhos esfregando a cabeça e não vê a garota. Ele se levanta ao gritos de Suzi:
- Eduardo? Aconteceu alguma coisa? - Diz ela preocupada por ouvir o tombo.
Eduardo olha para trás e vê que a ripa se quebrou e com assombro percebe para que ela servia. A casa começou a se desmanchar como cinzas ao vento. Ele corre em direção a ponte que levava a outra casa. Suzi apavorada via tudo juntos das meninas. Tamara pensando rapido fala:
- Suzi. A porta do outro lado é trancada por dentro! Temos que destrancar.
Assim as três começam uma corrida ao chão contra Eduardo que corria em desespero vendo cada madeirinha da monte se disolvendo em seus pés. Tamara que era acostumada a correr em meio aquele matagal consegue atravessar Eduardo, subir as escadas e ir para destrancar a porta. Só que ao abrir a porta não vê nada, nem ponte, nem a outra casa, nem Eduardo. De repente o grito de Eduardo se ouve. Suzi e Calina sobem as escadas com agunia e fala:
- Ele está na massaneta!
A porta que se abria pelo lado de fora estava Eduardo pendurado do lado de fora da casa na árvore. Suzi por uma janela ao lado grita:
- Segura Eduardo! - Suzi estica sua mão pela janela para Eduardo se segurar. Ele solta a maçaneta da porta que solta da porta logo após e Eduardo pula na mão de Suzi sendo aquela agora sua unica salvação para uma queda de uns dez metros de altura. A parede da janela se quebra se segurando apenas em poucos pregos seguros ao chão. Suzi com coragem não soltava Eduardo. Tamara e Calina assustadas ainda estavam a olhar toda cena da cabana. Suzi corajosamente vira-se para as duas e fala:
- Dessam daqui! Rapido! - E ela vira-se para Eduardo. Eduardo com coragem segurava a mão de Suzi e ele se lembra de algo. E olhando para Suzi fala:
- Suzi. Tem uma faca no meu bolso. Eu sei o que fazer.
Eduardo solta uma das mãos da de Suzi. Tira a faca do bolso. E enfinca na árvore com força na altura onde estava sua sintura. E logo ele pega impusso com um dos pés e coloca o outro contra o cabo da faca dando impusso para ele subir e cair ao chão da cabana em cima de Suzi.
Os dois por alguns segundos ficam ali parados tomando folego e logo se deparam com a situação constrangedora. Eduardo se levanta agoniado e fala:
- Vamos Suzi. Antes que essa caia também.
Ao descerem eles tranquilizam as meninas que estavam no chão preocupadas. Mas Tamara pergunta com segurança.
- E ai Eduardo esse perigo valeu a pena? Viu algo que vale a pena?
- Acho que é bom discutir isso com todos juntos. - Fala ele seguindo o caminho de volta ao orfanato.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 12:30 - Casa Yomiko

Yomiko chega em casa aliviada de sair do onibus. E encontra Arthur e Sergio jogando video game no sofá.
- Arthur?
- Oi senhora Yomiko? - Fala ele com um grande rindo.
- Oi mãe. Como foi com o tio Carlos?
- Foi otimo meu filho. - Diz ela colocando a bolsa no sofá e se sentando. - Mas o que faz aqui Arthur? Cadê a Suzi e o Joe?
De repente da cozinha surge Suzana, Critian e Critiny. Os dois cumprimentam com educação Yomiko.
- Oi senhora Yomiko?
- Oi Cristian, oi Cristiny. Vocês podem me responder onde estão o Joe e a Suzi que esses dois com esse video game estão impossivel.
- Sim dona Yomiko. Suzi está no orfanato e Joe a essas horas deve estar... - diz Cristiny olhando para o relogio e depois trocando de canal do video game para o canal do jornal. - Está na televisão agora.

Na televisão começa uma musiquinha entrando as letras grandes escritas "Jornal Matinal Oculam" E logo aparece os dois ancoras atrás da bancada.
Um é Meg Hele, com um grande sorriso no rosto falando:
- Bom dia, eu sou Meg Hele Hermann.
O outro um reporter moreno, alto com olhos escuros fala com um grande sorriso branco.
- Eu Caleb Lélis Mauá.
E os dois falam juntos.
- E esse é mais uma edição do Jornal Matinal Oculam.
A mulher começa falando sem perder o grande sorriso no rosto.
- Hoje vamos falar da precariedade dos esgotos de Oculam. E vamos falar agora com o ciêntista bioquimo da Faculdade Oculam, Jean Cairu Ipê direto do seu local de trabalho.
Logo a tela se divide para um homem grizalho e de oculos fundo de garrafa.
Caleb logo fala:
- Bom dia senhor Jean. O que você poderia nos dizer das grandes reclamações do mal cheiro em algumas ruas de Oculam?
- Posso dizer que é tudo por falta de higiêne das proprias casas senhor Caleb. Os esgotos de Oculam são extremamente limpos e cem por cento tratados.
Meg com um sorriso sem jeito fala:
- Mas não é isso que nossas cameras mostram senhor Jean. Mandamos nosso novo reporter nem tão novo assim, o Reporter Chocante Joel Meirelles para dentro de nossos esgotos para mostrar o estado dele.
E de repente surge Joel Meirelles apenas com uma capa de plastico e o microfone na mão com um rio de coco até a cintura e pingando do teto a mesma coisa. E ele com a maior cara de nojo falando:
- É isso mesmo Meg. Estou aqui...argrrs... direto do esgoto de Oculam onde está cheio de... fezes... e muito... o meu Deus.... muito mas muito mau cheiroso. - Joel começa a andar e aponta mais para longe na escuridão. - E veja só Meg... mostre aqui Lucinio... tem um sofá vindo... droga... eu acho que ele tá vindo... droga Lucinio.. Ele tá vindo na nossa direção... Corre!!!
A ultima cena é Joel correndo de uma onda de rio de coco junto do camera assim a imagem sai do ar com Meg com um grande sorriso continuando.
- Bem senhor Jean. Pelo o que você viu. O esgoto não é tão limpo assim.
E Caleb sorrindo fala:
- Agora os esportes.

Arthur fica boquiaberto. E Yomiko preocupada troca de canal de volta para o video game.
- Bem acho que não tem tanto problema assim um joguinho de video game. - Yomiko arrasta Cristiny, Cristian e Suzana até a cozinha e aos chochichos fala:
- O que é que aconteceu Cristiny?
- Bem, dona Yomiko, o Joe pegou o dinheiro do seguro pela mansão que era dele e comprou duas casas simples para nós. E não por conhecidência e as duas casas visinhas a sua.
Yomiko com cara feia fala:
- Sabia que aquela nojenta da Fabiola não ia aguentar ficar me encarando depois de depor contra mim no tribunal.- Mas se volta com um grande sorriso para os três. - Mas vai ser uma alegria ter minha filha morando do meu lado. E é logico vocês também. Sendo amigos de minha filha. Também é meus amigos.
- Mãe. Agente tava querendo ir a praça. Pode? - Suzana fala com vergonha.
- Pode. E leve o Sergio e o Arthur também. Não quero eles o dia todo no video game. E muito menos com esses pedreiros malucos que o Ray contratou.
Yomiko sai para ver a construção e vê com agunia a sua casa ficando com um segundo andar.
- Meu Deus Ray. Que é isso? Vai ser uma mansão?
Ray com um grande sorriso fala:
- Eu quero o melhor para minha irmanzinha.
- E cadê sua filha?
- Ficou em casa.
- Casa? Vocês compraram um casa.
- Na verdade é uma mansãozinha mais pro centro de Oculam. O jardim estava horrivel por isso consegui com um precinho otimo.
- Você comprou uma mansão Ray?
- Sim porque?
- Um dia você vai me contar o que fez para conseguir tanto dinheiro nos Estados Unidos.

08 de março de 2025 – sabado - 12:30 - Orfanato Oculam

O carro chaqualava muito graças aos buracos na rua sem asfalto e esburacada. Eduardo já estava era com dor de cabeça de tentar ficar desviando de tantos buracos. O carro que ele e Jim tinham conseguido comprar juntos não ia aguentar tanto. E porque logo ele tinha que ir até aquele orfanato onde uma psicopata assassina poderia estar tentando matar varias criançinhas? Não era medo que Eduardo tinha, mas agora ele tinha uma mulher em casa o esperando. Não podia passar todo esse risco. Finalmente ao longe da paisagem deserta ele havista a grande casa que servia de orfanato. Ele desliga o carro e caminha pela grama verde até a porta. Com agonia esperava o começo da gritaria das crianças. Mas não ouvia isso. No maximo rizadas abafadas por um aspirador de pó. Eduardo bate na porta. E uma linda moça abre a porta. Era Vanessa que com um sorriso diz:
- Pois não?
- Oi. Você deve ser a moça que contrataram para cuidar das crianças orfans. Eu sou Eduardo Mendes, sou o policial que eles contrataram para investigar o que foi que Angelica fez aqui e ...
- Olha seu Eduardo. Eu não sou a moça que contrataram para cuidar das crianças orfans. Acho que eu sou um das crianças orfans. Mas entre, - diz ela se afastando. - Eu vou chamar a mulher que contrataram para cuidar da gente. Estão lá atrás.
A moça sai correndo e deixa Eduardo naquela sala com moveis do século passado, mas bem arrumados e limpos. O barulho do aspirador de pó vem do segundo andar. Alguém lá em cima limpava a casa. De repente para sua surpresa entra ninguém menos na sala Suzi Crof, com um grande sorriso no rosto e sem folego. E ao olhar para Eduardo Suzi perde verdadeiramente o folego o olhando assustada. Mas logo sorri e o abraça.
- Eduardo. Você por aqui.
Eduardo também perde o folego de ver a amiga novamente.
- Suzi...
Ela se senta no sofá e rindo fala:
- Que conhecidencia não é? Desde quando é policial.
Eduardo sem jeito se senta na poltrona rindo sem graça.
- Acho que desde que você é a mulher contratada para cuidar das orfãns.
- Que legal. - Diz ela rindo alegre. E segurando a mão de Eduardo amigavelmente.  - Suzi e Eduardo, juntos novamente.
Mas logo sorriso se fecha. Eduardo percebe que Suzi se deu conta que não é normal um policial estar ali.
- O que foi que ouve Eduardo.
Eduardo serio fala:
- Suzi, foi contratado para proteger as meninas. Angelica fugiu da cadeia. E pode ter vindo para cá.
- Meu Deus Eduardo. - Diz Suzi nervosa. - Como deixaram essa mulher escapar?
- Eu não sei Suzi. Ainda não trabalhava lá. Mas Walter está fazendo o que pode para bota-la novamente na cadeia. Mas ele achou melhor não falar para as crianças que essa lastima tenha ocorrido.
- Como não vou falar Eduardo. Elas precisam saber que correm perigo.
- Não correm perigo. As chances dela voltar para cá são minima. Sem duvida elas fugiram para fora do país.
- Ai Eduardo. - Diz Suzi preocupado olhando para o lado de fora. - Está bem. Mas elas vam desconfiar, como eu desconfiei.
- Eu vou falar que vim para  investigar as provas para o jugamento de Angelica.  Enclusive achar os corpos das outras meninas e ver se Angelica matou mesmo as meninas. Que é verdadeiramente uma das coisas que vim fazer aqui.
- Muito bem. - Fala Suzi se levantando e erguendo a mão para Eduardo com um sorriso grande. - Então vem. Vou te apresentar as meninas.
Eduardo segura a mãos quentes de Suzi e feliz atravessa a cozinha indo para um lindo campo gramado onde ao fundo existia a floresta negra. Suzi caminhando com Eduardo fala rindo.
- Quando falam de orfãns agente logo pensa em crianças. Mas a maioria são moças.
Quando Suzi chega de mãos dadas com Eduardo todas as meninas se juntão fazendo gracinha e assobiando.
Belina assanhada fala rindo:
- Uau Suzi, você não disse que era mulher do reporter do jornal Oculam? Ele me parece um policial com essa farda.
Suzi rindo fala:
- Em primeiro lugar Belina esse é meu amigo de longa data Eduardo Mendes, ele é o policial que veio investigar os crimes de Angelica. E espero que vocês ajudem ele no que quiser.
Bianca também bastante assanhada fala:
- Uau. Pode deixar que eu ajudo no que ele quiser.
- Me desculpem mocinhas, além de vocês todas logicamente serem de menores eu já sou compromissado. Mas vamos ao caso senhoritas. Queria que me contem tudo que lembrem sobre a Angelica. E depois os possiveis lugares que ela podem ter escondido os corpos. Sei que apesar de entrar na floresta Negra seja proibido, o orfanato ser tão perto da floresta era praticamente impossivel vocês não ignoracem essa regra. Me mostrem os lugares mais faceis de andar e os menos perigosos.
- Quem é que sabe bastante disso é os dois bichos do mato ali. - Diz Lina apontando para Tamara e Calina.
Tamara ignorando a ofença se oferece junto da amiga Calina.
- Nos andavamos bastante pelo matagal. Tinhamos até uma casa na árvore mais ao fundo. Mas a Angelica descobriu e tacou fogo na casinha.
Calina com ar envergonhado falou:
- Com agente lá dentro. Mas nós conseguimos fugir.
Eduardo disfarçando o choque fala constrangido.
- Porque não começamos por lá. Vamos lá?
Suzi com um sorriso fala:
- Vai Eduardo. Eu fico aqui cuidando das meninas.
Raimunda que chega ao local e vendo como Suzi queria ir também fala com um sorriso.
- Suzi vai também. Assim aproveito para conhecer mais as meninas.
Suzi vira-se com alegria e abraça a nova amiga.
- Obrigada Raimunda. Acho que vai ser um excelente momento para isso. E assim, Eduardo, Suzi, Calina e Tamara entram no matagal.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 11:00 - Faculdade de Ciências Oculam

Jim desce do onibus nervoso falando ao celular. Teve que ir de onibus porque Eduardo tinha pegado o carro para ir a delegacia mesmo Jim falando que ele iria na Faculdade de manhã para achar alguma novidade para o restaurante de Yomiko, isso tudo porque Yomiko e Eduardo tinham cobrado dele. E isso tudo ele explicava para Alicinha que era a unica pessoa que ele poderia desabafar sem magoar nem Yomiko e nem Eduardo.
- Você entendeu o que eu falei Alicinha? - Diz Jim caminhando com raiva para o grande portão da Faculdade.
- Entendi Jim. Agora eu posso voltar a trabalhar?
- Pode meu amor. Porque acabei de chegar. Tchau.
Jim desliga o celular e bate no grande portão. Abre-se uma portinha dando visão apenas de um olho castanho escuro e muito serio.
- O que quer?
Jim estranhando dando alguns passos para trás re-lê o grande letreiro e pergunta:
- Aqui é Faculdade de Ciências de Oculam?
- Sim. Porque? - Fala de novo a voz bruta do homem. Não dando para perceber se é uma voz masculina ou feminina.
- Eu vim vizitar meu amigo. Nepomuceno Camocim de Cândole.
- O senhor Nepomuceno está o esperando senhor Jim. - Diz a pessoa fechando a portinha e abrindo o grande portão que mal se diferenciava das paredes enormes. Uma mulher enorme, gorda e negra com uma longa trança caindo até as cochas aparece atrás da porta como dona do corpo. Ela aperta fortemente a mão de Jim e diz seria:
- Sou Bess Fenix. Sou a porteira da Faculdade Ciêntifica de Oculam. Atravesse o corredor, suba as escadas terceira porta a esquerda.
O corredor atrás da porta parecia muito mais castrofobico do que parecia do lado de fora. Jim caminha com medo pelo corredor escuro e sombrio. A luz começa a piscar e Jim olha para trás para ter certeza que sua nova amiga continuava ali. Ela acenando um tchalzinho com um sorriso zombateiro fala:
- Desculpe. Estamos com um pouco de queda de energia. Mas os laboratorios tem geradores proprios.
Jim continua a caminhar até a achar as grandes escadas que Bess falou. Ele sobe as escadas com medo. Estava muito quieto para uma Faculdade de Ciências, apesar de ser sabado.
Jim sobe as escadas até dar num corredor iluminado apenas pelas janelas grandes que davam para o patio. Ele olha para o patio e vê alguém se movendo pela grama verde até a porta de entrada. Jim assustado chama por alguém:
- Tem alguém ai?
- É você Jim?
Jim vai até a sala de onde vinha a voz. E encontra seu grande amigo da escola, bem mais velho e de jalecos brancos ao lado de uma mesa de laboratorio cheio de guloseimas.
- Nepomuceno? Quanto tempo meu amigo. - Diz ele abrindo um grande sorriso e abraçando seu amigo de longa data.
- Então meu grande irmão? O que você quer desse seu humilde criado? - Diz Nepomuceno com humildade e carinho.
Jim caminha pela mesa cheia de bolos, doces e sanduiches misturados com tubos e liquidos ciêntificos.
- Vim para te dar a oportunidade de usar esses seus experimentos em um lugar de verdade.
- Como assim Jim? - Fala ele intereçado.
- Minha amiga abriu um restaurante e estou querendo colocar seus experimentos lá. O que você tem de novo.
- Bem Jim. Já tem um tempo que não trabalho com isso. - Diz Nepomuceno com um constrangimento bem estranho. - Tenho só aquelas velhas receitas que você conhece.
- Quer dizer que você fica aqui dia e noite fazendo as mesmas receitas desde de nossa infância Nepô?
- Não é isso que estou dizendo Jim. Não diga isso nem de brincadeira. - Fala ele começando a suar e ficar nervoso.
- Calma amigo. Eu só estou querendo é saber o que você anda fazendo da sua vida desde que saiu da escola.
- Bem Jim. - Fala Nepomuceno, extremamente constrangido passando a mão na nuca. - Se você prometer não falar nada eu conto.
- Eu sabia Nepomuceno que esse seu projeto de comidas é só fachada.
Nepomuceno caminha para trás da sala e empurra uma estante onde um grande botão vermelho fechado por um vidro estava grudado na parede misteriosamente.
- Eu só vou te contar isso Jim porque você foi praticamente meu unico amigo por toda minha vida. E apesar de quase nunca me visitar, sei que é confiavel.
- Que misterio Nepomuceno. O que você anda fazendo? Algo ilegal.
- Você se lembra do livro que eu mais gostava na infância?
- É claro que eu lembro. Você era piradão pelo Frankstein. - Jim assustado acha que se deu conta do que era. - Meu Deus Nepomuceno. Não acredito que você anda pegando partes de gente morta e montando um monstro.
Nepomuceno aperta o botão e da parede surge um buraco, desse buraco surge uma linda mulher que anda para frente roboticamente.
- Calma meu amigo. Ela não é partes de gente morta como pode supor. Ela é apenas uma robo. Ela se chama Angel.
A robô fica parada diante dele com olhar longiquo. E Jim olha para dentro daqueles olhos claros e relusentes.
- Meu Deus ela é muito parecida com gente de verdade.
- Mas não quero que ela seja parecida só exteriormente. Estou programando ela para ter alma. Ela já sente dor. Olhe. - Nepomuceno pega uma agulha na mesa e fura o dedo de Angel. Para o susto de Jim ela solta um grito e fala e grita:
- Ai. Doeu.
Jim com entusiasmo fala:
- Meu Deus Nepomuceno. Isso é fantastico. Você não está brincando comigo está?
- Mas ainda falta muito. Ela já sabe fazer escolhas, já sente medo, já sabe até escrever. E antes de você chegar. Eu iria instalar o programa Ocitocina.
- Ocitocina? Você vai deixar ela se apaixonar? Por quem?
- Por mim. É obivio Jim. É só ela engolir esse comprimido. Fiz com que o estomago dela fosse um tipo entrada de Cd. Capita tudo que entra. Enclusive o programa que está dentro do comprimido. - Ele vira-se para Angel e fala com ela:- Angel, por favor, abra a boca e engula o cumprimido.
Angel abre a boca com um sorriso e Nepomuceno coloca o cumprimido dentro da boca da robo. Angel engole e Nepomuceno fica olhando para ela. Ele estranha e bate na cabeça do robo. Jim segura o braço dele.
- Calma Nepomuceno. O que foi?
- Deveria ter acontecido alguma coisa.
- Bem, talvez tenha que fazer efeito. Não precisa bater nela. Porque não conversamos sobre as receitas enquanto ela descansa um pouco?
- Eu não tinha pensado nisso. Ela não precisa descansar. Vou anotar isso.
Nepomuceno anota algo e de repente Angel vira seu rosto para Jim, ele se assusta, mas antes que Nepomuceno pudesse se virar de volta, Angel volta sua cabeça ao normal. Jim assustado fala com agunia.
- Olha, porque você não anota para mim tudo. Eu levo algumas dessas receitas para minha amiga. E depois eu telefono para você.
- Tudo bem. Se assim prefere.
Jim sai assustado do laboratorio. Aquela mulher tinha lhe dado arrepios.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 10:30 - Orfanato Oculam

Enquanto todas as meninas comiam os sanduiches no orfanato Oculam, Suzi percebeu que Raimunda que não comia e continuava a ficar na televisão olhava de rabo de olho para todas comendo. Suzi com um sorriso fala para Raimunda que parecia emburrada:
- Porque não vem comer os sanduiches Raimunda?
- Não obrigada. Isso engorda. - Diz Raimunda fazendo careta.
- Quer que eu prepare algo para você?
- Não Suzi, obrigada! - Diz ela olhando para Suzi com ar esnobe.
Suzi desiste de fazer amizade e continua a comer o sanduiche vingindo que não se importava com aquela mulher que ficava ali no sofá sem fazer nada. Mas Suzi se importava.
Depois de todas comerem elas sobem até o grande dormitorio onde elas queriam apresentar a Suzi. Suzi sobe com um alegria e paciência. Mas ao perceber que o quarto não estava tão arrumado assim, fala para as meninas.
- Gente. Que tal vocês esticar esses lençois direito enquanto eu tento fazer a dona Raimunda comer algo?
- A Suzi. Fala serio? Qual é o problema do jeito que esticamos o nosso lençol? - Diz Bianca nervosa.
- Não estou querendo repreender vocês. Estou só falando que talvez você não estão acostumados com algo arrumado. Mas tudo bem, eu arrumo.  - Diz Suzi com calma e pegando um dos lençois e esticando com calma. Jogando para cima e deixando cair pela cama já esticado. - Não é tão dificil assim? É?
- A Suzi está certa gente. - Diz Tamara apoiando Suzi. - Podemos fazer melhor.
E todas começam a esticar a cama novamente e Suzi fala:
- Eu vou conversar um pouco com a Raimunda, ver se ela se solta um pouco e se junta ao grupo.
Suzi desce as escadas e vê que Raimunda continuava a ver televisão. Suzi com educação se senta no sofá do lado de Raimunda e olhando com carinho para Raimunda pergunta:
- O que você tem Raimunda? Não gostou do trabalho?
Raimunda olha para Suzi. Ela não tinha culpa e se sentando no sofá normalmente fala para Suzi.
- Me desculpe moça. Mas eu não me sinto avontade para conversar com essas moças. Você tem pouca diferença de idade com elas, por isso que é tão amigas delas. Mas nunca fui muito bem como professora e nunca tive filhas. Não pensei que fosse assim.
- Não acho que seja isso Raimunda. Você já chegou emburrada.
Raimunda abaixa a cabeça. Não dava para esconder nada daquela simpatica garota loira.
- Meu marido chegar com duas mulheres em casa não é algo facil de aceitar.
- Você está falando de Sakura e Calina não é?
- Sei que são filhas do Eriberto. Mas não estou com ciumes delas como mulheres. Estou dizendo que perdi espaço naquela casa. Principalmente com Sakura. E meu  marido me jogar aqui parece que...
Suzi segura a mão de Raimunda e fala com carinho:
- Sei que está passando por um momento dificil. Você deveria ter conversado com seu marido antes Raimunda, agora já é tarde. Já deu sua palavra a essas meninas. Agora deve cumprir. Elas dependem de mim e de você. Elas sofreram um mal terrivel e é nosso trabalho ajudar. Você pode me ajudar a cuidar delas?
Raimunda olha firme para Suzi. Era verdade, tinha que ajudar essas meninas. Uma delas era sua enteada e apesar de as duas terem pegado seu lugar tinha se afeiçoado muito as duas. Mas como iria pegar amizade aquelas meninas? De repente a resposta veio....
Enquanto Suzi conversava com Raimunda, dentro do quarto as meninas arrumava animadamente os quartos. Até que Tina fala:
- Gente, e o quarto de Angelica?
- Que que tem o quarto de Angelica Tina? - Pergunta sua irmã mais velha, Mina.
- Vamos ter que arrumar o quarto dela também. - Diz Tina com seriedade.
- Eu não entro naquele quarto nem morta. - Diz a terceira irmã Lina.
- Mas a Suzi vai brigar se não arrumarmos todos os quartos.
- Se você quizer menina. Vai lá arrumar. - Fala Belina sem paciência.
- Gente, larga de bobeira. - Fala Fernanda indo para o corredor e abrindo o quarto. Todas olham do corredor assustadas. Ninguém nunca tinha entrado no quarto de Angelica desde que ela foi embora, e poucas tinham entrado antes dela ter sido presa.
Fernada acende a luz e olha a cama desarrumada. Vanessa pergunta assustada:
- Está tudo bem ai Fernanda?
Fernanda com jeitinho caminha até a cama e ajeita uma das pontas do lençol. E vai até a outra ponta. E ajeita a outra ponta. Mas de repente, um morro começa a crescer de debaixo dos lençois da cama. Fernanda assustada se afasta um pouco e com terror vê o pequeno morro se transformar num corpo debaixo do lençol. E quando o corpo se levanta duma vez esticando suas mãos grandes para Fernanda. Ela sai gritando do quarto. Suzi e Raimunda sobem as escadas com coragem e afastando as outras meninas encontra Fernanda aos choros.
- Tem alguém no quarto da Angelica!  - Diz ela tremendo apontando para o quarto com a porta entre aberta. Suzi com coragem vai se aproximando e abre a porta. E não vê nada ali. E fala com calma para Fernanda.
- Está tudo bem Fernanda. Não tem nada ali.
- Eu vi Suzi. Eu juro que eu vi. Era uma pessoa debaixo dos lençois.
- Ai meu Deus, só me faltava essa. O orfanato estar assombrado. - Fala Bianca sem paciência em não acreditando.
- Não tem fantasma nenhum aqui. - Diz Calorayne segura do que falava. - Pra que um fantasma iria assombrar agente agora. Tinha que assombrar antes quando a Angelica estava naquele quarto.
- Vai que é ela. Que morreu na cadeia e voltou para nos assombrar. - Diz Belina maldosamente.
- Isso não é verdade gente. Ela está vivinha da Silva e presa. Isso eu tenho certeza. - Fala Raimunda recebendo a amizade das meninas naquele momento. - Porque não vão lá para fora. Que eu mesma limpo o quarto de Angelica. Vai ver era alguns travesseiros e você se enganou Fernanda.
- Eu juro o que eu vi Suzi. Você acredita em mim. Não acredita? - Pergunta a menina abraçada a Suzi.
Suzi com jeito fala:
- É claro que eu acredito. E acho uma boa ideia o que a Raimunda falou. Vamos lá para fora. E ela cuida do quarto. Sei que se tiver algo ela vai saber se defender. Não é Raimunda. - Diz Suzi piscando para Raimunda. Raimunda jugando que era apenas loucura da menina aceita a proposta. E assim Raimunda vai arrumar o quarto de Angelica enquanto as meninas ficam do lado de fora.

sábado, 13 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 10:00 - Penitenciaria Masculina Oculam

Yomiko sai do onibus com agunia. Tinha decido num lugar quase dezerto, onde só tinha na estrada empoeirada e sem asfalto o ponto de onibus na frente de um alto muro de tijolos cinzas. Ela estava de frente a penitenciaria Oculam. Onde Carlos Tedesco estava. Yomiko trazia uma vazilha de comida e se aproxima da porta e olha com agunia para uma fila enorme feita de mulheres e crianças. Todos se amuntuando a porta. Yomiko espera calmamente. E espera sua vez. Ao chegar a porta se depara com um alto policial que fala seriamente.
- Tire os brincos e correntes do pescoço.
Yomiko tira os pequenos brincos da orelha e com medo entrega ao policial.
- Você possuiu algum objeto cortante ou algo que possa ser usado como arma?
- Não. É claro que não. - Diz Yomiko assustada.
- Desculpe senhora. Estou apenas fazendo o meu trabalho.
Yomiko não responde apenas passa pela catraca e entra num corredor apertado que as outras mulheres também percorriam com seus filhos. Até que o corredor se abre para um grande patio onde varios homens esperavam com sorrisos pelos seus famíliares. Cada um em uma cadeira. Yomiko fica a procurar por Carlos mas não encontrava. Até que uma voz firme se fala:
- Senhara Tedesco?
Yomiko se vira para uma mulher de uns cinquenta anos, seria com uma pele branca que parecia neve e um cabelo negro solto com o vento.
- Meu nome é Yomiko Crof, sou a visita de Carlos Tedesco. Não nos casamos no civil. - Diz Yomiko apertando a mão da mulher.
- Sou Mizzi Ferdinanda. Diretora da Penitenciaria Masculina de Oculam. Seu marido não está ai. Está em outra area rezervada aos bandidos perigosos.
Aquela palavra fez Yomiko gelar. Bandidos perigosos. Era naquilo que ela estava envolvida. Num bandido perigoso. Era esse o homem que ela amava.
- Me acompanhe por favor.
A mulher anda na frente e Yomiko a segue. Ela atravessa um corredor branco e desce uma escada onde uma grade fechada por um guarda enorme os esperava. Mizzi mostra seu cracha ao homem e ele a deixa entrar. Yomiko vai passando também quando o homem coloca a mão na frente de sua passagem.
- Espere um pouco moça. - Diz ele tirando um grande detector de metais de uma caixa e passando pelo corpo de Yomiko. Yomiko tremia de medo com o ar-condicionado forte. Depois desse tipo de humilhação ela continua a seguir a mulher que andava mais apressadamente na frente.
E para diante a uma porta com um grande vidro embassado. Dele podia-se ver Carlos sentado numa cadeira de frente a um vidro.
- Você tera quanto tempo precisar. Mas tudo será gravado como prova do jugamento. Está me entendo senhora Tedesco.
- Já disse que meu nome é Yomiko Crof. - Fala Yomiko já bastante abalada e humilhada.
- Me desculpe. - Diz ela tirando um caderno debaixo da mesa que tinha do lado da sala.- Assine aqui e podera entrar.
Yomiko assina com a letra meio tremida e abre a porta. Como tinha visto pela vidraça, um vidro separava duas salas. E ele estava ali. Seus olhos cheios de luz, deram foraças para Yomiko, e ela teve certeza pela primeira vez que tinha pisado naquela penitenciaria que deveria estar ali. Ela larga sua bolsa e sua sacola no chão e vai até seu grande amor. Carlos respirava fundo cheio de emoção ao ver sua amada. Yomiko solta as lagrimas e fala aos prantos:
- Poderia ser diferente Carlos. Como poderia ser diferente.
- Eu pensei que não viria. Pensei que tinha me deixado.
- Ou Carlos. - Diz Yomiko passando a mão no vidro tentando encontrar os dedos de Carlos que também estavam contra o vidro. - Eu nunca quis que fosse desse jeito. Agora vejo como eu errei no passado.
- Não Yomiko. Não pense nisso. Não pense no passado. Quero que pense no futuro. No nosso futuro.
- Você do meu lado. Com nossos filhos. - Diz ela com um grande sorriso entre as lagrimas.
- Nada vai me fazer mais feliz Yomiko. Eu queria tanto te tocar Yomiko. Beijar você. E te abraçar.
- Tera todo tempo do mundo para fazer isso Carlos. Seremos muito felizes ainda. - Yomiko já calma limpa as lagrimas e pega sua bolsa do chão e sua vazilha e sorrindo fala para Carlos. - Eu preparei um bolo para você. Os policiais mecheram um pouco nele, mas deve continuar gostoso.
Carlos deixa lagrimas cairem de seus olhos.
- Não queria que você passasse por isso Yomiko. Nunca.
- Não se preocupe comigo Carlos. Se preocupe em você sair dai o mais rapido possivel.
Carlos olha serio para Yomiko.
- Preciso de um advogado para o jugamento Yomiko.
- Vou pedir a Alicinha. Ela foi otima comigo e as crianças. Ela vai ajudar.
- Que bom querida. - Diz num sorriso que logo se disfazendo. - Os pais dos seguranças mortos estão armando um abaixo-assinado em Oculam.
- Para que? - Pergunta Yomiko assustada.
- Querem pena de morte para mim Yomiko.
- Isso é impossivel Carlos. No Brasil não á pena de morte.
- Não se eles recolherem a maior parte das assinaturas de Oculam. E eu prejudiquei muita gente.
- Eu não vou deixar isso acontecer Carlos. Eu juro para você.
Carlos e Yomiko ainda conversaram por horas sobre os primeiros momentos na penitenciaria. Falou que lá era muito bem organizado e que apesar de não dividir a sela com nenhum preso, eles não tinham tanta simpatia por ele. Ele disse que os policiais também não gostavam muito dele e que muitas vezes o tratara mal. A unica que conversava com ele era Mizzi. Que entendia seu caso e que nunca o julgara e repreendia os policias que assim fazia. Apesar de Yomiko ter ficado um pouco insiumada com o mesmo entusiasmo contou como andava sua vida. Sobre como tinha resolvido o caso de seus filhos, sobre a diretora do orfanato sendo presa, sobre seu irmão chegando do esterior cheio da grana e de boa vontade. E finalmente chegou numa situação mais do que delicada.
- E minha filha, Barbara? Como ela está?
- Poderia ter me contado sobre ela Carlos. Não sabia que ela tinha necessidades especias.
- Está causando algum problema?
- Não é isso Carlos. Ela é uma boa garota. - Fala Yomiko querendo concertar mas desde que Barbara tinha chegado em sua casa tinha percebido que ela não era boa pessoa. Mas era melhor mentir. - Suzi, Suzam, Suzana e Sergio estão se dando muito bem com ela. Falando nisso é hora de ir. Tenho que começar a arrumar um almoço para eles. - Diz ela querendo se livrar daquela cituação o mais rapido possivel.
A volta na casa foi cheia de conflitos em seu pensamento. Yomiko pensava que teria que fazer isso toda manha pelo resto da sua vida. Se Carlos não pegasse a tal pena de morte sem duvida teria prisão perpetua. O Brasil estava mudando. E Yomiko pensava que essas mudanças seria para melhorar. E o impressionante e o mais dificil é que se não fosse pelo Carlos seria uma coisa boa para Yomiko. Ela se sentiria mais segura sabendo que os bandidos agora teriam medo de matar por qualquer razão. Mas agora ela estava do outro lado e viu que a lei está fazendo a mesma coisa que os assassinos, julgando quem deve ter o dom da vida ou não. Que diferença tinha do que Carlos fez? Pelo menos ele se arrependeu.

08 de março de 2025 – sabado - 09:30 - Orfanato Oculam

Suzi termina de lavar as varias vazilhas sendo ajudada por Tamara e Calina. Cristiana, uma menina linda de olhos verdes grandes, só que tristemente preparava o lanche junto de Fernanda. O resto das meninas arrumava a casa.
Suzi aos sussurros vira-se para Tamara e Calina e pergunta.
- O que tem essa menina? É tão triste.
- A Cristiana? - Pergunta Tamara olhando para a direção que Suzi olhava.- Ela é assim desde que a irmã dela desapareceu.
- Desapareceu? Mais uma vitima de Angélica? - Pergunta Suzi tristemente já sabendo da resposta.
- Sim, Suzi. - Diz Calina triste. - Foi numa manha. Nádia, sua irmã tinha acordado mas cedo que todas e tinha tentado achar algo para comer. Acabou quebrando uma vasilha de vidro. Angélica desceu aos berros. Foi apavorante. Ela desceu as escadas e já deu um soco em Nádia. E todas nos saimos de nossos quartos para ir olhar a cena. Não tinhamos coragem de falar nada. Se não seria nós a desaparecer também. E Cristiana também não fez nada. E enquanto Angelica levou Nádia para o lado de fora Cristiana não parava de chorar. Ela só parou de chorar quando Angelica voltou depois do almoço, sozinha e com o olhar em chamas.
- Meu Deus. É assustador o que algumas pessoas podem fazer sem um minimo de remorço. - Diz Suzi assustada.
Cristiana que não pode não ouvir a historia sua sendo contada olhou triste para Suzi. Suzi se aproximou da nova amiga e falou:
- Mas a Angelica vai pagar por todos os seus crimes Cristiana. Se não for na justiça dos homens será na justiça de Deus.
- Eu não quero vingança Suzi. - Diz Cristiana com seu olhar melancolico. - Isso não vai trazer a Nádia de volta.
Suzi respira fundo. Cristiana tem razão. Qualquer que fosse a pena de Angelica. Isso não apagaria as marcas que ela deixou nessas meninas.
-Você está certa minha querida. Mas quero que pense que Nádia está num lugar melhor agora. E que nos temos que juntas termos força para transformar esse orfanato num lugar feliz e cheio de lembranças boas. Você está comigo?
- Sim. - Diz Cristiana esboçando o primeiro sorriso.
Fernanda também abraça Cristiana rindo falando.
- E é um bom jeito começar nossas primeiras lembranças boas com esse belo lanche. Podemos chamar as meninas para o lanche Suzi?
- Deixa comigo Fernanda. Quero averiguar como ficou a limpeza.
Suzi sai da cozinha e passa pela sala toda limpa, com Raimunda no sofá como sempre. Suzi fala para ela com um sorriso demonstrando que não guardou magoa dela não ajudar.
- O lanche está pronto Raimunda. É para aguardar o almoço.
- Obrigada Suzi. Só vou terminar de ver a receita aqui da televisão e vou pegar o meu.
Suzi sobe as escadas e vê as meninas terminando de arrumar o dormitorio que era tudo junto. Começava a parecer um orfanato normal.
- Meninas, estão de pareabéns. Está melhor do que eu imaginava.
Margarida com um sorriso enorme fala:
- Que bom Suzi que você gostou. Deu o maior trabalho. Mas acho que conseguimos nosso objetivo.
Mas Suzi percebeu que estava faltando uma menina. Carolayne, uma branquinha de cabelos curtos, lisos e castanhos de olhos claros.
- Aonde está Carolayne? Não ajudou na limpesa?
- Está ajudando. - Diz Belina com um sorriso. - Ela disse que iria limpar as janelas pelo lado de fora.
- Muito bem. O lanche está pronto. Se vocês quiserem podem ir comer. Depois terminaremos tudo. Eu aviso a amiga de vocês.
Suzi desce as escadas e dá a volta na mansão a procura de Carolayne e encontra com surpresa atrás do orfanato ela aos beijos com ninguém menos que Trevor. Suzi chocada não se aproxima como da outra vez. Apenas olha a cena. Depois daquele longo beijo Carolayne sem folego fala:
- Vamos nos casar não vamos Trevor. Vai me tirar desse orfanato. Não vai?
- Vou querida. Mas tem que esperar. Estou tentando arrumar um emprego melhor.  - Ele beija Carolayne mais uma vez e fala para ela. - É melhor eu ir embora antes que a nova monstra nos veja.
- Ela não é nova monstra. A Suzi é bem legal.
- Tudo bem meu amor. Mas tenho que ir do mesmo jeito.
Eles se beijam mais uma vez e saem cada um por um lado. E Trevor escolhe o lado errado para sair porque Suzi estava o esperando.
- Garoto! O que você pensa que está fazendo.
- Isso não é da sua conta. Não se meta. Está me ouvindo? - Diz ele tentando intimidar Suzi.
- Eu vou me meter sim. Elas são minhas amigas e não vou deixar que você as machuque. Está me ouvindo. - Diz Suzi mais nervosa ainda. E fazendo o rapaz recoar.
- Olha, não era minha intensão.
- Como não era sua intensão rapaz? Ninguém sai com duas meninas ao mesmo tempo sem querer.
- Eu sai dona. Eu amo as duas.
- As duas garotas de menor. Aposto que tem mais do que dezoito anos.
- Eu sei que é errado. Mas aconteceu. E não posso mais voltar atrás.
- Não só pode como vai. Não pode ficar enganando elas assim.
- Não quero magoar nenhuma das duas.
- Mas vai acabar magoando as duas se não desmanchar com uma. E isso vai acontecer agora.
- Agora eu não posso. - Diz Trevor apressado. - Não ouviu eu dizer a Carolayne que estou tentando arrumar um emprego. Tenho uma entrevista de emprego agora.
Suzi respirando fundo fala nervosa.
- Muito bem. Você tem até a segunda feira para contar para elas. Ou quando eu chegar de manha eu conto para elas. Agora a escolha é você contar ou eu.
O rapaz coçando a cabeça chateado fala:
- Acho que você não uma outra monstra como eu imaginava. Eu vou pensar e escolherei com qual das duas eu quero ficar e amanha de manha eu escolherei dona.
- E quando escolher eu quero que leve eu a garota que você escolher para conhecer sua família. Elas são meninas direitas. Não vai fazer o que der e entender com elas e depois chutalas. Agora tem alguém para defende-las.
- Está bem. Mas me deixe ir. Tenho muito o que fazer.
O garoto sai para dentro da Floresta Negra. E Suzi acha mais do que estranho ele morar por aquelas bandas. Ali tinha coisa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 09:00 - Barraco Durval

Mariana finalmente termina de limpar toda a casa e coloca-la em ordem. Não se podia dizer que tinha ficado bonita pois o barraco estava a cair aos pedaços. Mas Mariana tinha conseguido deixar com jeito de casa. Ela se senta no sofá que ela mesma conseguiu tirar cada pedaço de comida que podia estar lá. E aliviada pensou que finalmente sua vida estava começando a tomar um rumo. Mesmo que seja na casa de um bebado e seu filho coveiro. Ao pensar nisso ela pensou que poderia ir ver o que seu amigo Rafael fazia em seu trabalho. E com um sorriso de paz ela caminha até o terreno vizinho onde estava o cemiterio e com agunia caminha entre os varios tumulos. Alguns com flores secas e vazos, esquecidas por suas famílias, mas mesmo com aquele sentimento de tristeza tinha uma paz. Mariana pensava que depois daquele lugar não tinha mais volta. Era o descanso eterno. Mas de repente entre os tumulos ela vê alguém e percebe que sua paz ainda estava longe de acontecer. Era uma linda mulher de cabelos negros e sentada em uma cadeira de rodas e de frente ao tumulo de Mariany.  Seu coração bate forte. Era sua ligação com o passado sombrio. Mariana tenta se esconder atrás de uma grande lapide mas Barbara a tinha visto. E assim Mariana se aproxima de Barbara, ela a olha firme que faz Mariana tremer.
- Vejo pela sua face que você conseguiu levar sua vida. - Diz Barbara séria e começando a andar pelo semiterio junto de Mariana.
- Temos que levar Barbara. A vida continua, e temos a chance de mudar.
- Sua irmã não teve a mesma chance não é? - Mariana fecha os olhos triste. Barbara tinha esse dom de abrir as cicatrizes que estavam se fechando. - Sabe quem matou ela?
- Não me interessa Barbara...
- Suzam.- Era pura maldade. Mariana sabia disso. Parecia que Barbara enfiava uma tocha chamejante em seu coração. - Ela está lá vivendo feliz com a família dela. Está namorando um dos homens mais ricos de Oculam. Vai virar madame.
Mariana respira fundo e fala nervosa.
- É injusto Barbara. Mas não é agente que escolhe. Temos que entender isso. Tivemos sorte de sair daquele buraco que o Carlos nos enfiou. Se a Suzam está se dando melhor o problema é dela...
- Você fala isso porque não está numa cadeira de rodas. Você não acordou de um sonho lindo e acordou num pesadelo horrivel.  Ver a mulher que destruiu tudo isso tendo que cuidar de mim como um bebê. Eu não vou deixar as coisas assim Mariana. Eu vou me vingar. E se o mundo é justo eu vou conseguir.
- Não faça isso Barbara! Podemos ser felizes. É só aproveitar o que a vida nos deu.
- O que a vida me deu Mariana? Só me tirou. Me tirou minhas pernas. Me tirou meus movimentos. Eu não consigo beber uma água sem ter que pedir a alguém me ajudar. A Yomiko tem que me ajudar até a ir no banheiro. É humilhação atras de humilhação.
- É seu orgulho que está sendo destruido Barbara e isso não é ruim.
- Eu sou forte Mariana. E não vou ser destruida. Não vou.
- Você não é seu orgulho.
- Eu sou o que sou. E te juro que eu vou me vingar de Yomiko Crof e Carlos Tedesco nem que isso seja a ultima coisa que eu faça Mariana.
Mariana sai de perto de Barbara. Não iria ficar com esse desejo de vingança. E voltando para sua nova casa encontra aberta. Ela sai doida correndo com medo e encontra Rafael dentro da casa com uma sacola na mão. Ele se vira com um sorriso falando.
- Olha o que comprei pra você. - Diz ele vendo com alegria a casa toda arrumada. - Eu e meu pai não lanchamos, mas não se sabia se você queria, então pedi para o padre comprar alguns pães para você.
Mariana sorrindo vê com humildade Rafael cortar o pão de sal duro e velho e percebe que eles eram bem mais pobres que ela pensava.
- Você não trabalha para o padre no cemiterio?
- Não. - Diz ele sem graça. - Trabalho lá pelo terreno que ele nos deu. Mas não ganho dinheiro. A nossa comida eu consigo pelo padre.
Mariana sorri sem graça. Ia ser mais uma despesa para eles. Não queria isso. Mas Rafael com seus humildes oferecendo pão de sal, ela percebe que Mariana era algo muito mais especial para o rapaz do que uma despesa. Não chegava a ser um amor. Mas era alguém para conversar da idade dele. E alguém que não fosse alguém bebado. Era uma família. Mariana sorrindo pega o pão e como com maior gosto do que poderia comer num restaurante mais chique. E rindo fala:
- Porque não me acompanha?
- Não. Prefiro deixar para você. O padre não é tão bondoso quanto parece.
- Isso é trabalho escravo sabia?
- O mesmo que estou fazendo com você? - Fala ele brincando. Mas Mariana continua.
- Você é uma rapaz novo, bonito. Tinha que arrumar um emprego de verdade.
Rafael ri envergonhado.
- Ninguém ia me contratar. Todos conhecem meu pai aqui em Oculam. E ninguém iria contratar o filho do bebado arruaceiro.
- Sei que cheguei agora mas acho que você não pode continuar vivendo aqui assim. Eu fiz o melhor que pude para deixar isso com cara de casa, mas sei que você pode arrumar coisa melhor.
- O que você pensa que posso fazer?
- Abrir um negocio proprio.
- Que tipo de negocio? Todo tipo de negocio precisa de um dinheiro para começar.
- Eu não demoro tanto para arrumar a casa. Deixa comigo que eu te ajudarei.
Rafael sorri e se levanta sem graça não acreditando nos sonhos de sua nova amiga.
- Agora me de linceça que eu tenho muito o que fazer. Os mortos não esperam.
Rafael ri e sai. Quando ele sai o pão começa a deixar seu gosto azedo na boca de Mariana. Tinha ajudar esse rapaz. Mas como?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 08:30 - Orfanato Oculam

Suzi Crof abraçada a Gabi chega dentro da grande mansão que servia de orfanato e sorrindo procura as meninas.
- Meninas. Achei a Gabi. Estava limpando a orta.
Todas descem e se sentam no sofá onde Raimunda assistia televisão. Suzi olha assustada para a mansão e pergunta estranhando:
- Mas gente. Ninguém limpava essa casa não?
Cristiana com ar tristonho fala:
- A dona Angélica nunca deixava agente limpar a casa. Disse que era assim que agente merecia.
- Pois a dona Angélica não mora mais aqui. Quem mora são vocês. E acho que está na hora de uma faxina. - Diz Suzi sorrindo. Ela fala com um grande sorriso para todas que animava até a mais preguiçosa, menos Raimunda. - Nos cuidamos da casa. E Raimunda, você poderia cuidar da cozinha.
- Eu? - Diz Raimunda deitada no sofá. Com ar mesquinho. Eu estou sendo paga para ficar aqui no orfanato e não para ser faxineira.
 Suzi se aproxima do sofá e se senta com todas as meninas a olhando.
- Raimunda eu não sei o que te levou a aceitar esse serviço mas estamos sendo pagas para cuidar dessas meninas.
- Eu não sei se você não percebeu moça, mas elas não são nenhumas menininhas.
- Mas precisam de nossos cuidados da mesma forma. Mas tudo bem. - Diz Suzi desistindo. - Eu cuido delas sozinha.
Ela se vira para as meninas e fala abrindo seu grande sorriso como se nada tivesse acontecido.
- Bem gente, que tal fazermos assim. Eu, a Gabi, Cristiana, Fernanda, Tamara, Mina e Lina cuidamos da casa. E Tina, Belina, Margarida, Vanessa, Bianca e Carolayne cuidam da cozinha.
Todas vam animadas fazer as coisas. Só Calina que também desde que chegara também estava no sofá e fala para a madrasta.
- Raimunda. Não é bom você falar assim. Se a Suzi contar para o juiz, você pode acabar perdendo o emprego.
- Você acha que eu tenho medo de Suzi? Você acha que eu quero esse emprego? Se você quiser pode ir ajudar na limpesa da casa. Eu não vou ficar chateada. - Diz Raimunda rindo e percebendo a pobre menina querendo agrada-la.
Calina com um sorriso corre para ajudar Suzi. Raimunda não percebendo sua preguiça extrema continua a ficar sentada no sofá.

08 de março de 2025 – sabado - 08:00 - Central Jornal da Manhã Oculam

Joe nunca pensou que verdadeiramente iria precisar desse trabalho. Tinha escolhido essa profição ao ver um o homem do tempo em uma das televisões a cabo que tinha em sua mansão. Viu como ele parecia importante dando o destino de varias pessoas que pensavam em viajar em um dia, fazer a festa em outro. Depois de uma grande briga com o pai ele largou o escritorio e foi estudar jornalismo, casou com Carol e arrumou o emprego no jornal. No inicio ninguém acreditou que o milionario Joel Meirelles queria ser o homem do tempo no jornal da manha. Mas todos foram se acostumando a ve-lo fazendo previsões.   Mas logo ele percebeu que não era tão grande coisa assim ser homem do tempo. A coisa era ser ancora. E assim ele labutou pelo seu projeto até conseguir. Porém Suzi chegou em sua vida. E em meio de muitas confusões acabou não tendo tempo para o trabalho. Agora era preciso trabalhar. E ele não podia escolher outra coisa a não ser fazer o que mais gostava. Ser ancora do jornal.
Chegando em seu carro na garagem do grande prédio de jornalismo o porteiro nem pedia credencial, já era amigo dele. E entrando foi feliz ao escritorio do diretor do jornal falar com seu grande amigo Hélder.
- Estou pronto a voltar ao serviço chefe. Agora não terá nada me atrapalhando. Eu juro.
Mas quando a cadeira se vira Joe viu que iria sim ter algo o atrapalhando. Quem estava na cadeira agora era uma linda mulher de corpo escutural. Era Meg sua ex-colega de trabalho.
- Eu acho que não vai ser bem assim Joel.
- Meg? O que faz aqui? - Pergunta Joe assustado.
- Sou a nova diretora chefe. O seu "amigo" Hélder se aposentou e deixou a noiva dele como novo diretora. - Diz ela mostrando o anel grande no dedo.
- Uau. - Diz Joe chocado. - Então você conseguiu amarrar o homem?
- Pelo jeito não assistiu ao jornal ontem.
- Não. Ontem eu não tinha televisão. Minha casa pegou fogo lembra?
- Se lembro. Foi logo depois de você me abandonar numa edição ao vivo do jornal.
- Sabe que não podia deixar minha esposa no shopping sendo sequestrada.
- Não era sua empregada, com seus filhos? - Diz ela sendo hironica. Pois já sabia da grande separação dos Meirelles. Todos já sabiam.
- Minha mulher agora é Suzi Crof, a mulher que estava no shopping com meus filhos.
- Uau. De empregada a esposa do rico mais cobiçado de Oculam. Que sussesso em? Ops. Esqueci. Você também não é mais rico não é. O contrato com sua esposa. Ex-esposa.
Joel se controlou. Não queria estragar sua unica chance. Agora era um homem pobre e precisava desse emprego.
- É por isso que quero meu emprego de volta Meg. Me dê a vaga de ancora que aposto que tem no jornal agora que você é diretora.
- Se enganou querido. Eu não larguei minha vaga de ancora. Consigue com muita facilidade consiliar os dois trabalhos. O melhor é que ganho mais.
Joe respira fundo e pergunta com um riso forçado.
- Mas eu deixei uma vaga também não é?
- Ou querido. Não conheceu a fama de Caleb Lélis?
- Cá o que?
- Resulmindo querido não temos mais a vaga de ancora. Se você quiser temos a vaga do reporter chocante.
- Reporter o que?
Joel respira fundo. E fala serio:
- Eu aceito.

08 de março de 2025 – sabado - 07:40 - Orfanato Oculam

Suzi continua a conversar animadamente com as meninas do orfanato agora do lado de fora, sentadas na grama respirando o ar fresco. Elas tentavam lembrar como chegaram no orfanato. Algumas era impossivel lembrar, outras as amigas ajudavam, e outras contavam tim tim por tim tim. Foi o caso das tri-gêmeas. Que foram as ultimas a chegar no orfanato e as mais novas de idade também.
A irmã do meio que começou a contar depois da pergunta de Suzi.
- E como vocês chegaram aqui no orfanato?
- Eu e minhas irmãs foi uma historia muito triste. - diz Tina com ar serio. - Eu não me lembro muito. Por que nem podia. Estava na barriga da minha mãe. Ela chegou gravida aqui. Foi a Vanessa e as outras e as outras meninas que nos contaram.
A outra gemea, Mina, continuou a contar.
- Foi numa noite escura e chuvosa. Minha mãe gravida, toda molhada e com as dores do parto bateu na porta da Angelica. Ela que já tinha trancado as outras meninas se esqueceu apenas de Vanessa do lado de fora. E ela viu tudo.
Vanessa que estava do lado de sua amiga Margarida brincando com o cabelo dela ao vento e ouvindo a historia conta.
- Lembro-me até hoje. Era uma mulher ruiva e seu cabelo se misturava com sangue. Não me lembro se era de algum corte ou de problemas no parto. Mas sei que Angelica foi obrigada a ajuda-la. Pois ao bater na porta e Angelica abri-la, ela caiu em seus braços. Angelica sem saber o que fazer colocou ela no chão, fechou a porta e tonta ficou sem saber vendo a mulher com a enorme barriga de gravida. Ela parecia que ia ficar louca. Mas quando a mulher acordou em poucos suspiros ela disse:
- Salve meu bebê.
Angelica tendo diploma de enfermeira sabia o que fazer. Pegou água quente e na sala de frente a porta deu a luz a três meninas colocando cada uma em uma fralda.
Suzi ouvia com os olhos apavorados a historia.
- Mas o que aconteceu com a mulher.
Vanessa respondeu com ar de que estava contando uma historia de terror.
- Depois de tirar a ultima menina, sentou-se no chão cansada. E olhou com enorme carinho para os três bebês. Quem olha-se para aquele olhar jamais imaginaria a maldade que ela iria fazer depois. Com o mesmos olhos carinhosos ela virou malignamente para a mãe que desmaiara de dor. E arrastou a mulher para fora deixando as três crianças sozinhas. O que fez com a mulher naquela chuva que caia eu não sei. Talvez o mesmo que fazia com as crianças que fazia mal crianção.
- Meu Deus. - Diz Suzi asssustada. - Mas como três bebês recém-nascidos conseguiram sobreviver a esse ser tão terrivel?
Tamara que estava ali sorrindo vendo a nova amiga fala com o mesmo tom assustador.
- Mas ela era muito carinhosa com bebês Suzi. Ela foi me dar a primeira surra quando enterei os quatro anos.
Suzi indignada fala:
- Mas é apavorante como vocês descrevem essa mulher. Ainda bem que ela está presa.
- Suzi! Suzi! Suzi! - De repente Belina e Lina correm até Suzi falando.
- Suzi. A Gabi sumiu! - Diz Lina, uma das tri-gemêas assustada.
- Como assim sumiu gente? Ela não estava ali com agente ali agorinha. - Fala Suzi se levantando assustada.
- Calma Suzi ela some toda hora. - Diz Margarida também ficando assustada.
- Dessa vez é serio gente. - Diz Belina, uma das mais velhas falando demonstrando seriedade. - Ela não está em lugar nenhum. Eu já procurei.
Suzi tentando manter o controle fala:
- Vamos fazer um grupo de busca meninas.
- Boa idéia Suzi. - Diz Belina se entromentendo. - Você Suzi procura lá na barraca de jardinagem. Eu e as meninas procuramos dentro do orfanato.
- E vamos rezar para que ela não tenha entrado na Floresta Negra né? - Diz Fernanda, apavorada.
- E pra que ela iria fazer isso? - Pergunta Carolayne também sem saber o que fazer.
- Vamos logo gente. Que não quero que a Raimunda saiba disso. - Diz Suzi com medo.
Assim Suzi vai caminhando até uma pequena casinha do lado da orta que Angelica fazia onde se guardava enchada, machado entre outras coisas. E de repente ao Suzi abrir a portinha vê ninguém menos que Gabi aos beijos e abraços com um rapaz.
- O meu Deus! - Grita Suzi apavorada. E se vira com vergonha. Os dois assustados também tenta acalmar Suzi.
- Suzi calma. Esse é o Trevor. O meu visinho.
Suzi nervosa fala:
- Ai Gabi. Mas para uma moça como você ficar se atracando com um rapaz assim, não é decente.
- Quem é essa Gabi? - Diz o rapaz nervoso. - Você não disse que a monstra tinha sido presa.
- Garoto! Eu não sou monstra não. Mais respeito.
Suzi vai saindo vermelha de vergonha. Gabi corre atrás de Suzi e Trevor também.
- Suzi você não pode contar nada a ninguém, está me ouvindo. - Gabi vira-se para Trevor e diz nervosa. - Vai embora Trevor. Por favor. Depois eu falo com você! - Ela volta a correr atrás de Suzi. - Suzi por favor. Não pode contar a ninguém.
- Eu não conto pra ninguém. - Diz Suzi tentando se acalmar e olhando para Gabi. - Ele é de maior não é Gabi?
- Sim Suzi. Por isso você não pode contar pra ninguém. - Diz Gabi demonstrando um pouco de surpresa e um sorriso aparecendo.
- Mas Gabi. - Diz Suzi segurando a mão de Gabi. - Ele é bem mais velho que você. E se é lei duas pessoas como você não se envolverem é por uma razão.
- Suzi.- Diz ela reclamando. - Não pensei que você pensasse assim.
- Eu não o conheço Gabi. Mas a maioria dos rapazes assim não quer nada serio como garotas como você. Mas se serei sua amiga daqui pra frente. Terei que confiar nas suas escolhas. Você confia nesse rapaz?
- É claro que confio Suzi. Eu o amo.
- Você conhece a família dele?
- Não. - Diz Gabi abaixando a cabeça. - Ele sempre aparece aqui. Mas nunca podiamos sair daqui.
- Pois bem. Domingo não poderei vir. Combine com ele para segunda feira podermos ir na casa dele. O que você acha?
Gabi pensa um pouco e fala:
- Tudo bem Suzi mas não pode contar nem para as meninas.
Suzi estranha mas responde com um belo sorriso.
- Claro que sim. Não contarei a ninguém.
Longe dali Belina e Lina olhavam para a cena. E Belina fala com olhar maligno.
- Agora o Trevor vai se arrepender de me trocar pela magrela da Gabi e pela Carolyne.
Lina que pequenina também tinha seu olhar malvado.
- Então ele trai a Carolyne com a Gabi, Belina?
- Sim. Mas a Carolyne não vai cair como eu cai.