Raimunda está no orfanato. Ela com o celular no ouvido e já de roupas de dormir anda até os quartos das meninas e vê cada uma em sua cama. E com sorriso fala com o marido pelo telefone:
- No inicio achei muito chato Eriberto. Você sabe como eu sou. - Diz ela se encaminhando para o seu quarto que era o de Angelica e fecha a porta trancando-a. - Mas a Suzi me mostrou que esse trabalho pode ser bom. Estou começando a gostar das meninas. - Raimunda com um sorriso enorme se senta na cama e fala: - Estou pensando até em arrumar uma menininha. Eu sei eu já estou muito velha. Mas quem sabe adoção?.... Alô? Eriberto?
O telefone fica mudo. Raimunda olha para o telefone vê que a ligação continua. O vento forte faz a janela bater. Ela larga o celular e fecha a janela e percebe que começou a chover. Raimunda com agunia se vira para cama e percebe que seu celular não estava ali. Ela respira fundo. Não adiantava ter medo. Se tivesse algo lá, somente ela teria que enfrentar. Raimunda se aproxima da cama e se abaixa procurando o celular no chão. Até que o vê debaixo da cama. Ela aliviada estica o braço para pegar quando sente algo gelido segurando seu braço com força. Raimunda olha aparavorada para o mesmo espirito branco que tinha aparecido para Eduardo. Mas ela olha firme para o espirito e não com medo.
- Eu mandei vocês fugirem!
- Não dá para tirar todas as meninas do orfanato? Pra onde iriam?
- Eu não disse as meninas do orfanato. Eu quis dizer vocês: Suzi, Eduardo e Raimunda.
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