domingo, 31 de outubro de 2010

08 de março de 2025 - sabado - 06:00 - Casa de Suzi e Joe

Joe abre os olhos com felicidade esperando encontrar o amor de sua vida do seu lado naquela bela manha. Mas passando a mão pelo lençol ele percebe que ela não estava lá. Por um segundo ele se desespera. Será que foi tudo um sonho? Será que ainda estou preso aquele casamento cheio de fingimento que tive com Carol? Será que esse anjo que chegou em minha vida nunca existiu?
Mas ao se virar e esfregar os olhos ele vê a sua linda mulher prendendo seus longos cabelos loiros em duas tranças. E passando baton, pronta para sair.
- Suzi? Aonde você pensa que vai?
Suzi se vira rindo.
- Onde você pensa que vou Joe? Procurar um emprego. Você acha que essa linda casa vai se sustentar sozinha?
Joe cai com a cabeça no travesseiro se entregando a preguiça.
- Mas amor. É sabado. Não temos folga, nem no sabado?
- Pode ser sabado Joe. Mas não podemos perder tempo. - Diz ela se virando para Joe e o beijando deixando a marca certa de batom em sua boca. - Temos que comprar a lista de materiais para seus filhos. Eles começam a estudar no colégio publico segunda feira. E domingo tudo é fechado.
- E aonde você vai procurar emprego? - Pergunta Joe já se levantando vestindo uma calça jinz e uma camisa.
- Vou ao orfanato Oculam. Estão precisando de uma ajudante para cuidar das crianças. Se tudo der certo nos vemos só anoite.
- Se é assim? Eu vou ver se consigo meu emprego de novo no jornal.
- Boa sorte amor.
- Boa sorte pra você também.
Eles se beijam mais uma vez e saem para lanchar numa manha fria.

07 de março de 2025 - sexta-feira - 23:40 - Estrada Deserta Oculam

No meio da madrugada de Oculam não tem quase nenhum carro na rua deserta. Apenas um carro azul com marcas de tiro na porta. Nele Emiliana dirigia com pavor e medo apertando bem o volante do carro. Do seu lado Oriel, seu mecanico, atrás, sua filha do lado de uma mulher que tinha acabado de atirar ne dois policias.
- Eu não acredito que você fez isso Emiliana. Ela é uma assassina. Você ajudou uma assassina a fugir da cadeia. Somos foragidos agora.
- Cala boca Oriel! Cala boca! - Grita Emiliana desesperada e chorando.
- Obrigada Emiliana. Não sei como te agradecer. Mas você sabe que temos mais a fazer.
- O que vocês vão fazer? - Pergunta Oriel assustado. - Vocês não vão fazer nada! Para o carro Emiliana! Para esse carro....
De repente um tiro. Emiliana freia o carro bruscamente. E ao virar seu rosto para o lado ela vê seu mecanico com o rosto caido em sua perna e sangue jorrando de um buraco no meio da testa dele em meio ao choro de desespero de Mirian. Emiliana chorando sai do carro caindo no meio do asfalto aos choros. Angelica também sai do carro e tira o corpo de Oriel do carro. E com a arma se aproxima de Emiliana.
- Se você tiver algo contra o nosso compromisso. Eu vou resolver o seu problema como resolvi o do mecanico.
Emiliana chorando olha para a filha, que dentro do carro chorava muito. Ela virasse para Angelica com um olhar de raiva.
- Se eu te ajudar a se vingar das crianças do orfanato, você vai me ajudar com Yomiko não vai?

07 de março de 2025 - 23:30 - sexta-feira - Casa Eduardo

Yomiko sentada na sala olha para Eduardo com os pontos do lado do olho. Ele colocava gelo e sorria.
- Yomiko você não precisa ficar me olhando assim. Não está doendo.
- Eu sei. Desculpe. - Diz Yomiko rindo.
- Aqui está o café Yomiko. - Diz Jim chegando com uma xicara da cozinha.
- Obrigada Jim. - Fala Yomiko bebendo um gole do café enquanto Jim se senta na sala.
-Mulher é um bicho perigoso. Não é? - Diz Jim rindo vendo o amigo colocar mais gelo no local roxo do olho.
- Perigoso nada. Amanha já estarei bem. E vou lá conversar com a senhora Diana. Ela vai entender que exagerou. E espero que me pessa desculpas.
De repente Suzana entra na casa esfregando os olhos.
- Mãe a dona Barbara tá esperando para saber aonde ela vai dormir.
- Meu deus! - Levanta Yomiko apavorada. - Esqueci completamente de Barbara.
Ela sai correndo puxando a filha e deixando Eduardo e Jim sozinhos em casa.
- Bem. Finalmente um dia termina bem. - Diz Jim desligando a televisão e indo para seu quarto.
- É. Amanha é sabado. Dia de descansar. - Eduardo também já está se levantando do sofá para ir se deitar quando alguém abre a porta. Ele se vira e vê com um susto, Riti com uma mala as mãos e o rosto vermelho de tanto chorar.
- Riti?
- Oi Eduardo.
- O que foi que ouve? Que mala é essa?
Riti respira fundo e fala:
- Eu sai de casa. Briguei com minha mãe. Posso ficar aqui com vocês?

sábado, 30 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 23:00 - Casa de Suzi e Joe.

O carro de Joe amontuado de gente anda pela cidade. Quando Suzi percebe o caminho tomado.
- Joe. Não vamos voltar para a casa da minha mãe não é? Estou morta de cansaço.
- Suzi. Se acalme.  - Diz Joe com um grande sorriso no rosto.
- Mas vai demorar muito pai? - Diz Arthur já dormindo.
- Eu não aguento mais esse aperto seu Joe. - Diz Cristiny sendo esmagada pelo irmão contra a janela do carro.
Estamos quase chegando. Joe está quase parando de frente a casa de Yomiko e Suzi fala brincando.
- Joe. Nos não vamos morar no restaurante da minha mãe, vamos?
O carro desce mais uma alguns metros e para na casa visinha a de Yomiko.
- Gente, conheça a nossa nova casa.
- Meu Deus Joe. Você comprou a casa da senhora Fabiola?
Todos descem do carro e Joe falou sorrindo.
- Ela ficou muito envergonhada por ter feito a denuncia também a sua mãe e não quis depor. E resolveu se mudar de cidade. Falei com ela na hora do almoço e fechamos contrato.
- E vai morar do lado da sogra Joe? - Diz Jorge brincando.
- Ela é um amor de pessoa. Vai ser um praser. - Diz Joe beijando Suzi e pegando as chaves da casa dentro do bolso e entrando na bela casa. Com cercas brancas, um belo gramado e uma casa colorida. Eles entram  e Suzi com alegria vê a sala apertada mas aconchegante, com todos os moveis. A cozinha era também pequena mas elegante, porém maior do que Yomiko tinha com a janela dando para a janela da sala de Yomiko. E todos viam com alegria tudo até Jorge, Cristiny e Cristian perceber que só tinham três quartos.
Eles ainda tinham uma pequena esperança de o terceiro quarto serem para eles.
Mas Joe foi mostrando o belo quarto violeta de Danielly com computador e uma cama grande. O quarto de Arthur com uma estante com brinquedos novos e com uma televisão com video game, e o quarto do casal com suite e uma grande cama de casal. Suzi beija Joe alegre, porém Suzi fica nervosa vendo que não tinha espaço para Jorge, Cristiny e Cristian. Eles ficam muito sem graça. E Suzi percebendo apenas fala:
- Joe? E eles?
Joe se senta do lado de Jorge com cara triste e fala:
- Jorge. Sei que era muito importante para você morar com agente. Mas não deu...
Jorge triste fala aguniado.
- Tudo bem Joe. Eu e os meninos vamos para um hotel e de lá vamos alugar uma casa...
Mas Joe abre um sorriso e diz.
- Mas acho que você ia prefirir morar numa casa só você e seus filhos. Então comprei a casa ao lado da nossa pra você.
Jorge esfrega o rosto timido falando.
- Nossa. Entrou um sisco aqui no meu olho agora...
Joe abraça o amigo e todos vão do outro lado da rua ver a casa praticamente identica a de Joel. E assim o dia termina para alguns de nossos herois.

07 de março de 2025 - 22:00 - Mansão de Diana

Riti chega em casa abre a porta e a mãe estava assistindo televisão na sala escura como sempre. Riti nervosa e chorando grita para a mãe: 
- Como você teve coragem?
- Do que está falando? - Diz Diana sentada no sofá e fingindo que nada tinha acontecido. - Eu estava sentada aqui o tempo todo...
Riti nervosa toma o controle da mão de Diana e desliga a televisão.
- O Jim tirou o capuz do Troy! O Eduardo reconheceu ele!
Diana olha segurando a raiva e de repente solta gritando.
- Ele não presta pra você minha filha.
- Eu que sei disso! É eu que sei, porque meu coração bate por ele a cada vez que eu o encontro e minhas mãos tremem a cada vez que ele olha no meu olho. Eu que choro pensando que eu posso perde-lo a cada segundo mãe! E eu quase morri quando recebi o telefonema da Yomiko dizendo que meus irmão quase o matarão na porta de casa! E que você estava no volante do carro que levaram ele embora....
- Eu fiz isso porque eu te amo.
- Não. Você não quer é passar vergonha na frente da vovó. Porque você culpou ela por que a tia Jane saiu de casa para viver com o camioneiro. Eu sei disso mãe! Você não está pensando em mim coisa nenhuma. Você nunca pensou em mim.
- Droga! - Diz Diana pegando o vaso e tacando no chão. - Porque vocês tem que ser tão parecidas! Eu amava sua tia Jane. E eu amo você. E não quero que você sofra como ela sofreu.
- Ela morreu feliz mamãe. Aceite isso. 
- Ela morreu na porta de um hospital publico. Não quero que você morra igual. 
- Ela morreu do lado do homem que ela amava. Não quero morrer igual a você. Com um homem que não ama num hospital particular frio e sozinha.
Riti vai para seu quarto. E chorando pega a mala em cima do guarda-roupa e coloca varias roupas suas.
- Onde você vai Riti.
- Não te enteressa. Fique com sua mansão. E case aqueles dois monstros com quem você quiser. Você não vai mais me manipular. Eu vou casar com o Eduardo e você não vai estragar isso.
Riti sai nervosa de casa deixando Diana sozinha em casa. Ela não chora. Apenas pega o controle remoto no chão, liga a televisão e continua a ver. Mas logo as lagrimas se soltam, começando com pequenos soluços e terminando em berros. 

07 de março de 2025 - 21:00 - Apartamento Juliana

O elevador subia. Suzi segurava firme a mão de Joe. Joe abraça e beija Suzi. Não seria uma conversa facil que teria que ter. O elevador abre a porta. E de lá já da para ver Juliana esperando na porta. Apenas a luz de seu apartamento iluminando tudo.
Eles caminham juntos até a porta. Juliana seria fala para ele:
- Sei o que deve ser feito Joe. Mas por favor. Vá com calma com a Danielly. Ela está destruida.
Suzi olha para Juliana. Juliana abaixa a cabeça triste e Suzi fala sorrindo:
- Obrigada por cuidar dela Juliana. Não sabe como foi importante nesse momento o que fez pela gente.
Joe entra na porta e Juliana e Suzi ficam do lado de fora.
- Eu me sinto tão idiota. Não sabia as coisas que estavão acontecendo de baixo daquele teto. Nunca deixei a Carol falar. Desabarfar. Hoje eu percebo isso. Não fui uma boa amiga.
-Você foi a amiga que Carol precisava.
- Talvez se deixasse de falar um pouco e escultasse seus problemas eu talvez pudesse ter feito algo.
Suzi segura a mão de Juliana e fala:
- Talvez você esteja tendo uma segunda chance com Danielly. Aposto que vocês seram grandes amigas.
- Eu acho que nós também podemos ser grandes amigas Suzi. - Diz Juliana abraçando Suzi.
Dentro do apartamento Joe entra e andando para as duas unicas portas do apartemento na unica que estava aberta o quarto de Juliana e Danielly sentada na cama. Joel apenas se senta do outro lado da cama de costas para a filha.
- Eu falhei como pai. Como homem Danielly. Minha vida toda achei que estava vivendo uma vida que não é minha. Mas eu me casei com sua mãe, sendo por amor ou por dó, ou por sei lá o que for. Ela era minha mulher e fiz muita coisa errada com ela. E não me arrependo porque tive do fruto desse relacionamento vocês dois. Que são meus filhos. São duas pessoas que aconteça o acontecer eu vou amar pelo resto da minha vida. E não vai ser porque vocês nasceram de um relacionamento baseado na mentira que vocês são uma mentira. Vocês são reais e o amor que eu sinto por você é real querida.
- E minha mãe pai? - diz Danielly chorando. - Ela disse que me amava. Ela falou para mim quando eu era pequena que sentia amor por mim. Agora....
Joe virasse para a filha abraça ela e os dois deitados na cama olhando para o teto mas em outro lugar continuam a conversa. Joe com tristesa fala:
- As vezes agente acha que os pais são perfeitos. Herois. Não somos Danielly e você já está grande o bastante para saber disso. Somos seres humanos. E como seres humanos temos defeitos. Alguns mais que os outros. E nem sempre os pais são como mostram nos filmes. Sua mãe não  é uma pessoa boa Danielly. E você tem que aceitar isso e com o tempo tentar mudar isso nela. Mas eu estou tentando montar uma nova família para você e para o Arthur. Uma família que tenha amor. E eu sei. A Suzi tem muito amor para dar. Todo amor que sua mãe não pode te dar. Agora é saber se você vai ficar chorando por uma mulher que não te deu amor ou vai aceitar essa outra mulher que só quer te ajudar e dar muito amor para você.
Danielly se levanta e vê Suzi no corredor. Ela se levanta da cama e se aproxima vagorosamente de Suzi. Ela com olhar triste teme. Mas Danielly soltando um choro recolhido fala:
- Suzi. Você quer ser minha mãe?
Suzi abraça Danielly e as duas chorando abraçadas se entregam selando essa amizade.

07 de março de 2025 - 20:00 - Restaurante Chique da Cidade

O carro vermelho para diante ao um grande restaurante, com mesas do lado de fora cheio de fregueses com os vestuarios mais chique e garçons trazendo a cada hora um rodizio de carne espetado no espeto.
Suzam também com um vestido muito chique vermelho e com grandes brincos de argola olha assustada para Lauro e sorrindo fala:
- Meu Deus Lauro. Eu nunca vim aqui. É o restaurante mais chique da cidade de Oculam.
Lauro com carinho segura a mão de Suzam e fala carinhosamente.
- Eu vou te levar só em lugares assim.
- Não vamos poder depois do restaurante da minha mãe abrir. - Diz Suzam sorrindo e levando um susto com o shoffer abrindo a porta do carro. Ela se reculperando do susto e rindo sai do carro junto de Lauro. Eles seguindo o sinal de outro homem engravatado senta-se numa das mesas. Ao se sentar um outro homem entrega o cardapio para Suzam e Lauro e fala em tom metido.
- O menu senhora e senhor Cardoso.
Suzam ri e fala:
- Ainda não moço. Ainda não.
Lauro com educação fala para o garçom.
- Obrigado. Te chamaremos assim que souber  o que iremos pedir.
Lauro vira-se para Suzam com um olhar romantico e fala:
- O que acha de ser agora?
Suzam rindo e olhando o cardapio fala distraida.
- Ser agora o que?
Lauro desce o cardapio para Suzam olhar para ele e fala beijando as mãos delas.
- Suzam quer se casar comigo?
Suzam ri e fala alegre.
- Lauro, agente se conhece não pode-se dizer que tem dois dias.
Lauro com olhar carinhoso fala:
- Quando eu e a Suzi namoravamos eu tinha pedido ela em casamento. E ela tinha aceitado.
- Eu não sou a Suzi Lauro. - Diz Suzam seria.
- Eu sei. - Tenta concertar ele.- Eu só estou tentando te dizer que eu tenho certeza que é com você que quero passar o resto da minha vida.
- Nossa Lauro. Você fala de um jeito parecendo que vai morrer.
- Eu não vou morrer Suzam. Eu estou te pedindo em casamento.
Suzam respira fundo e aflita.
- Eu quero me casar com você. Mas que tal agente aproveitar a nossa fase de  namoro primeiro.
Lauro olha serio para Suzam e fala:
- Eu não sou um garotinho de colegio Suzam. Sou herdeiro de um grande quantia em dinheiro. Meu avô está preocupado. E eu preciso de uma resposta. Sim ou não.
Suzam fica paralisada por enquanto. Mas abre um belo sorriso e beija Lauro.
- Eu faço qualquer coisa por você Lauro. E dizer um sim não vai ser nenhum sacrificio.
O garçom se aproxima de novo e fala com ar aguniante.
- Já se decidirão.
Suzam rindo saindo do colo de Lauro fala para o garçom.
- SIM.

07 de março de 2025 - 18:40 - Delegacia Oculam

A noite era calorenta e abafada. Walter sentado em seu lugar atrás da mesa em seu escritorio apenas ouvia o barulho do grilo da noite não deixando descansar. Ele tentava rabiscar algo na mesa e da ala da jaula Jack fala nervoso:
- Walter. Manda esse grilo calar a boca! Eu quero dormir!
Walter rindo fala:
- Pense nisso como parte de sua pena Jack.
O telefone toca.Walter atende com rapides.
- Alô?
- Walter?
- Mãe?
- Walter. Você não levou a jaqueta que lhe pedi. - Diz a voz de uma velha senhora do outro lado da linha.
- Mãe, eu já te falei para não usar esse número.
Jack na prisão rindo vira-se para sua colega de sela e fala:
- A mãe dele, senhora Greta, liga de hora em hora.
Sua colega, ninguém menos que Angelica, deitada na cama apenas olha nervosa para ele e vira a cara emburrada.
- Moça. Pare com isso. Eu sou a unica pessoa que você pode conversar. Porque não viramos amigos?
- Prefiro morrer muda. - Responde ela emburrada.
- Ou querida. Eu sei que você gostou dos meus olhos sensuais. - Diz ele rindo. De repente um grito na rua. Walter larga o telefone e corre levando sua arma para o meio da rua. Chegando lá uma mulher está sendo puxada por um outro cara. Walter atira para cima gritando.
- Parado ai seu canalha.
O homem olha para Walter, era ninguém menos que Oriel, o mecanico assustado. E a mulher que se soltando do braço de Oriel e indo se proteger atrás de Walter fala:
- Ele me atacou senhor policial!
Oriel apavorado grita em desespero.
- Emiliana, você enloqueceu! O que está fazendo?
Era Emiliana que apavorada fazia a maior cena. Walter mirando a arma em Oriel fala heroicamente.
- É melhor você explicar isso senhor. Ou vou ser obrigado a te prender.
- Eu sou namorado dela!
Enquanto Oriel tentava explicar a loucura de Emiliana, ninguém menos que Mirian, filha de Emiliana sai correndo de um beco escuro e entra na delegacia e chegando na jaula de Angelica fala:
- Você é Angelica Joabe?
- Quem é você? - Pergunta Angelica assustada.
- Sou filha da mulher que você fez uma lavagem cerebral.
Jack rindo fala:
- Então o seu marido não te desapontou?
- Cala a boca Jack.- Diz Angelica já sabendo o que estava acontecendo. - Rapido garota. Pegue a chave. Está na gaveta do Walter!
Mirian com medo corre para o escritorio de Walter e vasculha a mesa embusca da chave. Pela janela ela vê a mãe abraçada a Walter fingindo com medo e falando:
- Não deixe ele se aproximar de mim policial. Ele está louco. Ele vai me matar se você me deixar aqui sozinha.
Mirian acha uma das chaves e corre para tentar destrancar. Pela janela da jaula elas veêm ninguém menos que Yuri e Yan, mais dois policias chegando para ajudar Walter. Miriam abre a grade e elas já estam saindo quando Jack grita:
- Ei. E eu! Não vai me deixar aqui sozinho vai amor?
- Seus olhos não são tão sensuais assim. - Diz ela antes de sair para o escritorio pegando uma arma e saindo com raiva para o lado de fora. Ao ver as duas  saindo os três virão-se para apontar a arma para Angelica só que ela com rapides da dois tiros em Yuri e em Walter, de Yuri é na perna e de Walter é no braço de raspão. Emiliana apavorada corre para dentro do carro no lugar do motorista. Yan pula na frente do poste para se proteger do terceiro tiro. Ele mira e atira contra Angelica. Angelica se ajoelha e abaixando a cabeça de Miriam. Ela continua a atirar e ajoelhada corre do lado de Miriam e entram dentro da parte de trás do carro. Emiliana sai com o carro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 18:40 - Hospital Oculam

Carol olha para a colher remexendo o mingal. Algo em seu estomago subia e descia. Carol pega o mingal da mão da pobre enfermeira e taca contra a parede. A enfermeira indignada se levanta nervosa.
- Ei! Você está doida? Poderia dar valor as coisas que fazemos à você. Já que sua família não está nem ai pra você...
Alceu que estava na porta corre até a enfermeira e fala com um sorriso calmo.
- Calma Branca. Porque não vai descansar um pouco?
Ela sai nervosa pela porta enquanto Alceu se senta na cama de Carol. Ela emburrada olha para as paredes brancas para não olhar para os olhos de Alceu.
- Carol. Você não pode perceber que não temos culpa do que está passando?
Carol finalmente se entrega e olha para ele triste.
- Eu nunca pedi nada Alceu. - Ela falava triste e não nervosa. Alceu sabia que ela não estava falando de agora. - Eu era apenas uma garota que estava perdendo o dinheiro da família rapidamente e o Joe sentiu dó de mim. Mas eu nunca pedi que ele fizesse isso.
- Mas aceitou não foi? Tenho certeza que algo te falava para não fazer isso, mas você prefirou esquecer isso e seguir o dinheiro não é?
- No começo era. Mas eu me apaixonei por ele. Eu estava começando a ama-lo vendo ele transformar aquela mansão que era quase um presidio em uma casa famíliar e bonita. Mas eu não sabia que ele estava fazendo isso pela aquela ...
Alceu segura o rosto enfaixado de Carol e ele fala:
- Carol, porque você não esquece o passado. Você é uma mulher linda e continuará sendo se você aceitar os tratamentos. Tem dois filhos lindos para cuidar e deve estar cheio de homens que vão te amar muito.
Carol finalmente sorri e abaixa a cabeça encabulada. E o médico ainda continua.
- Vai deixar com que o Joe estrague essa chance sua de ser feliz, enquanto ele fica com aquela loirinha?
- O que devo fazer doutor?
- Primeiro lute para se reculperar o mais rápido possivel. Saia daqui como uma linda mulher, lute pelos seus filhos, arrume alguém que vai te amar como você amou Joe e seja feliz.
- Vai ser dificil achar alguém que me ame como eu amei o Joe.
- Pode ter certeza que não vai ser.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 18:30 - Casa Raimunda

A noite já caia quando Eriberto chega em casa. Ele abre a porta deixa primeiro Sakura entrar do lado de Calina que já sabia que poderia ser Sakuia. Calina timida entra do lado de Sakura segurando firme sua mão. Quando encontra Raimunda arrumando a mesa do lanche da tarde e lavando vasilha. Ela chega limpando a mão com o pano de prato.
- Meu Deus gente. Vocês demoraram. Eu fiquei preocupada. - Diz Raimunda não vendo ainda a menina. Quando ela vê. Sua preocupação primeiro era de choque. - Bem, essa é a moça? 
- Talvez seja Raimunda. - Diz Sakura com um sorriso no rosto.
- Vocês falavam eu pensava que era uma criança. Já é uma moça. 
Timida ela segura mais forte a mão de Sakura.  De repente Elizio chega abrindo a porta com uma mochila nas costas e ao ver o pai fala muito mais preocupado. 
- Pai. Eu vi no jornal!Vocês estão bem? 
Raimunda assustada e que não tinha visto televisão naquele dia pergunta logo:
- O que foi que ouve? 
- Calma gente. - Diz Eriberto. - Vamos nos sentar que eu conto tudo. 
Eles se sentaram no sofá e Eriberto olhando para Elizio fala:
- Elizio pega algo de comer para a Sakura e uma água com açucar para sua mãe.
- Eriberto fala logo. Você está querendo me matar? - Pergunta Raimunda já desesperada.
- Raimunda, a mulher que cuidava das crianças foi presa por mautrata-las. E demos seu nome para ficar no lugar dela. - Fala Eriberto soltando logo a bomba para ela. 
- Acho que ele tá querendo te matar mesmo mãe. - Diz Elizio rindo trazendo a água com açucar.
Ela se levanta nervosa.
- O que? Você está ficando doido?
- Raimunda, as crianças precisam de alguém! - Fala Eriberto tentando acalma-la.
- E tinha que ser logo eu? 
- Raimunda pensamos em você por causa que o meu pai me contou que você tinha o diploma de pedagogia.
- Mas uma coisa é ser professoras, outra é cuidar de um bando de meninas.
- Ei. É das minhas amigas que você esta falando! - Fala nervosa Calina. Sakura sem jeito fala virando-se para o pai.
- Pai, leva a Calina para lanchar.Vai você também Elizio. Eu sei como convence-la.
- Me converser? 
Eles saem sem jeito e confiando em Sakura. Quando vê que eles não podem mais ouvir Sakura vira-se para Raimunda e fala:
- Raimunda, se você não for fazer isso. É eu que vou ter fazer. E ai eu não vou poder ir trabalhar com o Terency. E não poderei me casar com ele.
- Mas Sakura. Minha mãe me obrigou a fazer pedagogia. Eu nunca trabalhei com isso. Detesto crianças.
- Você vai ter ajuda. E se você me ajudar com isso. Eu vou te ajudar muito quando casar com o Terency e for uma moça muito rica.
Raimunda respira fundo e tenta se acalmar. E Sakura continua.
- Pensa bem. Elas são na maioria da idade da Calina. Elas não são mais crianças. Que mau elas podem fazer. Elas estão loucas para receber sua nova amiga que vai cuidar delas.
- Está bem. Posso fazer isso. Mas não vai ser por muito tempo. Vai ser só por enquanto. E você vai me pagar muito caro por esse favor.
- Será em juros minha amiga. - Diz Sakura rindo com seus olhos brilhando. - Amanha você vai na delegacia pegar as crianças e ajudar a escolher sua ajudante.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 18:00 - Casa Yomiko.

Eduardo ria tentando imaginar e sonhar com ela como vai ser o restaurante. Jim jogava video game com Sergio e Suzana estava em seu quarto. Eduardo tentava desenhar como seria as cadeiras que ele queria. 
- Você acha que o povo vai sentar nesse obra de arte Eduardo?
- Porque não Yomiko? Seu irmão vai pagar. Tem que ser do bom e do melhor! 
- Ai Eduardo, tem certeza? Jim o que você acha? - Pergunta Yomiko olhando para trás e vendo Jim intertido no video-game.
- Acho que eu vou ganhar do Sergio de lavada. - Diz ele viciado.
- Eu acho que tá na hora de você largar esse video-game e vir ajudar Jim. - Diz Eduardo meio brincando e meio serio.
Jim e Sergio gritam e ele larga o video game. 
- Muito bem gente. Agora que vocês me fizeram perder no jogo o que vocês querem de mim?
- Jim, queremos que você dê o seu toque no restaurante. - Diz Yomiko se aproximando de Jim e segurando em seu ombro.
- É Jim. O que você acha que deveria ter no restaurante? - Pergunta Eduardo entusiasmado.
- Bem. - Diz Jim olhando para Eduardo serio. - Meu pai gostava muito de criar um tipo de comida diferente. 
- Como assim Jim? - Pergunta Yomiko já animada.
- Ele conseguia fazer coisas que você nem imagina com ingredientes encriveis. Mas ele usava umas maquinas malucas. E acho que eu poderia falar com um amigo dele da época. O nome dele é Serrano Rossine, e trabalha na Faculdade de Ciências de Oculam. Eu podia ir lá amanha e ver se ele me ajuda. O que vocês acham.
- Uai Jim. Acho que era o que estava faltando para o nosso restaurante. O diferencial. - Diz Yomiko batendo palmas e feliz.
Eduardo abraça o amigo e fala:
- É isso ai. É isso que eu queria ver de você Jim. Acho que isso merece até uma comemoração.
- Mais uma Eduardo? - Diz Yomiko assustada.
- Calma Yomiko. Eu comprei um vinho a algum tempo e podiamos abrir para comemorar.
- Uai Eduardo? E a Riti? - Pergunta Jim meio baixo, mas Yomiko escultou.
- Depois eu cuido disso. O momento é excelente para usarmos ele.
Ele sai correndo pela porta. Deixando Yomiko se sentando na cadeira e rindo. Jim olha alegre para Yomiko.
- O Eduardo gosta muito de você Yomiko. Você sabe disso, não sabe?
- Sei Jim. Eu sei. - Ela tinha um sorriso nos labios mas Yomiko falou aquilo com uma ponta de preocupação.
Enquanto isso Eduardo corre até sua casa e volta correndo, mas no meio do caminho encontra dois homens encapusados. Eduardo anda para trás com agunia. De repente um dos homens tira um taco de golfe de trás das costas. Eduardo deixa o vinho cair. Yomiko e Jim ouvem de dentro da casa e saem correndo apavorados e encontram os dois homens batendo em Eduardo. 
- O meu Deus! Eduardo!!!
Os dois homens encapusados ouvem e vão para fugir num carro que estaciona na calçada já de portas abertas o primeiro pula lá para dentro e quando o outro vai para pular lá dentro Jim puxa o capuz e Eduardo com o olho inxado olha com terror para a cara do homem antes da porta se fechar.
Yomiko corre para Eduardo e preocupada o segura.
- Você está bem Eduardo?
- Sim Yomiko. Só machuquei o olho e quebrei nosso vinho. Mas o que mais me deixou preocupado foi que eu conheço aqueles dois e a mulher que estava dirigindo.
- Quem são então Eduardo? - Pergunta Jim apavorado e tremendo.
- São os irmãos da Riti.
Yomiko abre o celular disca alguns numeros nervosa e fala:
- Alô? Riti?

07 de março de 2025 - 17:00 - Apartamento Lauro

Lauro termina de se arrumar elegantemente para sair com Suzam. Ele penteia os cabelos ruivos e ajeita a gravata preta. E pega a carteira e as chaves do carro na comoda de seu quarto. Quando ele se vira do lado do espelho está seu avô com um belo sorriso no rosto.
- Nossa Murillo. Você me assustou.
- Eu vou te assustar mais ainda Lauro.
- Oque ouve? - Diz Lauro já assustado e sabendo que não é coisa boa.
- Quero aquele povinho fora da minha casa.
Lauro ajeita o relogio no pusso e fala rindo para avô.
- Eles já sairam! Compraram já uma casa para eles!
- Estou dizendo que quero aquele povinho do Joe fora da minha vida e da sua Lauro.
- Você está em seu direito em não querer que eles participem da sua vida Murillo. Mas você não controla minha vida.
- Não controlava. - Diz Murillo mostrando o papel da procuração para Lauro. Ele pega e lê.
- O que é isso? Eu não assinei isso!
- Eu sei. Foi eu que assinei em seu nome. E isso é apenas você vendendo sua alma para mim.
- Você está louco? - Diz Lauro aterrorizado.
- De agora em diante Lauro você vai fazer o que eu mandar para você. Se não, vou doar todo seu dinheiro para uma instituição de caridade. E para os jornais e revistas será apenas mais um rico que ficou maluco.
- Você é meu avô! Eu tenho direito a minha herança! Você não entende isso? Você não já usufruiu demais dessa herança?
- Não é questão de dinheiro Lauro. É questão de você estar disperdiçando sua vida com idiotices. E eu não suporto isso. Se você quiser continuar a ser rico, vai ter que ser do meu jeito ou você vai saber o que é ter que sobreviver com um salario de professor no Brasil meu filho.
- Eu vou ligar para a Inês agora! E vou te colocar num asilo!
Murillo segura a mão do neto com brutalidade.
- Se você não quer que nada de mau aconteça com ela. É melhor a ultima coisa que você for falar com ela é demiti-la.
Lauro olha apavorado para o olhar perverso de seu avô. Ele iria fazer de verdade algo de mau com aquela garota. Ele estava louco. E era bom pelo menos por hora obedecer.
- Mas pelo jeito perfumado meu neto. Sei que pelo menos uma coisa certa você está fazendo. Vai ao encontro com Suzam e é melhor você fazer essa garota muito feliz hoje.
Lauro sai nervoso do quarto deixando Murillo se olhando no espelho malignamente e para uma das fotos do neto grudada no espelho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 16:00 - Barraco Yomiko

Yomiko com um sorriso sai de casa para se despedir de sua filha Suzi Crof e da nova família dela. Suzi abraçada a Joe caminhava para o carro e ria para Priscila que gritava para Jorge sem saber que ele era recém-viuvo.
- Volte sempre viu seu Jorge!
Jorge sem jeito de contar para Priscila como todo mundo apenas ria e falava.
- Pode deixar dona Priscila. - Ele fala sendo carregado por Cristiny que nervosa entra dentro da casa. Cristiny dá um tchauzinho para Suzana que rindo e muito timida atrás da mãe dá outro tchauzinho. Sergio se despede de Arthur com uma batida de mão.
- Até mais Arthur. Volta outra vez. Ai agente passa aquela fase dificil do jogo.
- Vamos logo gente.- Diz Joe na porta do carro. - Que ainda vamos passar em outro lugar antes de ir para nossa nova casa.
- Aonde Joe? Vocês não cansam não?  - Diz Suzam rindo e chegando na porta com seu celular.
- Vixi. Garota. Agora é que o dia está começando pra gente. - Diz Suzi entrando dentro do carro alegre.
- Tchau gente. Vai com Deus.  - Diz Yomiko abraçada aos três filhos.  Deixando Ray e Priscila também indo embora depois do carro partir.
- Vamos também minha filha. Que ainda temos que resolver muita coisa.
- Ai pai. Pensei que iamos ficar na casa da tia. Não quero ficar naquele hotel pra sempre.
- É só por alguns dias. Não vê que a casa dela não está cabendo nem os filhos dela. - Diz Ray sem perceber que estava ofendendo os sentimentos de Yomiko. - Os dois entram no outro carro que estava na porta e saem.
Alicinha e Riti também estão saindo e fala:
- Também estamos indo dona Yomiko. - Diz Alicinha com carinho.
- Combinamos de encontrar uma amiga no bar.
- No bar? - Pergunta Jim ciumento. - Não podemos ir?
Yomiko olha para Eduardo. E Eduardo percebe o olhar de Yomiko e ele fala com o amigo.
- Jim. Não vê que é um programa de garotas. Porque não ficamos e começamos a pensar nos pratos que vamos servir no restaurante.
- É uma otima ideia Jim. - Fala Yomiko sorrindo alegre.
Riti estranha e fala:
- Bem, Eduardo nós iamos te chamar para ir mas...
- Não Riti. Temos muito trabalho por aqui. - Diz ele recostando o braço na parede do recém-construido restaurante.
- Vamos Riti. - Diz Alicinha puxando Riti para dentro do terceiro carro e saindo.
Suzam depois de ficar horas fuçando no celular consegue falar com quem queria.
- Alô? Lauro? - Ela pula de alegria. - E ai? Quer sair comigo hoje?
- Suzam! - Reclama a mãe vendo a cena. - Uma moça chamando o rapaz pra sair.
Ela tira os ouvidos do telefone e fala brincando:
- Mãe. Não se fassa de santa. Agora eu sei que na minha idade você fazia era coisa pior.
Yomiko ri da filha e vai pra dentro.
- As oito? Vou estar pronta.
Todos entram pra dentro da casa.

07 de março de 2025 - 15:00 - Delegacia Oculam

Todas as garotas do orfanato lanchavam sentadas no chão da delegacia de Oculam. Era pão com queijo que Sakura ajudou a preparar e sorria do lado de Walter e Eriberto vendo a cena.
- Eles não vão poder ficar aqui o dia todo. E não tenho ninguém agora para cuidar deles.
- Porque não coloca um anuncio no jornal Walter? - Pergunta Sakura preocupada.
- O jornal só sai amanha. E não posso deixar elas sozinhas até amanha.
- Acho que eu posso ajudar. - Diz Eriberto olhando para Walter com uma cara de brincadeira. - Minha mulher estudou pedagogia, apesar de nunca ter exercido a profição. Ela pode ajudar. Ela detesta o emprego dela.
- Nossa Eriberto. Mas isso vai ser uma maravilha. - Diz Walter rindo alegre.
- Não é tão simples pai. A Raimunda não vai dar conta de tanta criança sozinha. E eu vou trabalhar lá na firma amanha. - Diz Sakura ficando mais preocupada ainda.
- Não se preocupe Sakura. Colocarei o tal anuncio e amanha já vai ter gente para ajudar sua mãe. Não passam de quinze crianças, e terá um bom salario.
- Bem. - Diz Eriberto apreensivo. - Sakura fique aqui com as crianças. Enquanto vou contar para a Raimunda.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 14:00 - Casa Emiliana

Longe dali outro novo personagem chegava numa camionete velha. Era um homem de rosto fino e de barba rala, e de um macacão sujo de gracha. Ele chega na frente da casa de Emiliana e abre a porta. Malas estão na porta. Ele estranha.
- Emiliana? - Chama ele. Ela sai do quarto junto da filha.
- Oriel. Demorou.
- O que vai fazer? - Diz Oriel assustado.
- Minha mãe enlouqueceu Oriel. Faz alguma coisa. - Diz Mirian nervosa.
- Você vai me ajudar em uma coisa Oriel.
- Eu vi na televisão que você tinha sido presa. O que ouve?
- Vamos ajudar uma nova amiga que eu fiz.
Diz ela rindo e beijando Oriel e abraçando-o com um sorriso.

07 de março de 2025 - 13:00 - Escritorio Lauro.

Inês Elipino, uma linda mulher com roupas sociais e cabelos soltos, grandes e negros caminha pelo corredor de um dos apartamentos mais chiques de Oculam. Ela fala ao celular.
- Oi, Alicinha? Sou eu Inês. Olha não vai dar pra te encontrar no bar. O Lauro me chamou de ultima hora.... - Ela ri e fala. - Jura? E ele é bonito? - Ela para diante da porta e fala:- Depois você me conta tudo. Eu não acredito ainda que enquanto você tá beijando na boca eu tenho que ficar trabalhando. Até mais. Tchau.
Ela desliga o celular e coloca na bolsa ajeita o cabelo e bate na porta. Uma voz groça fala alto:
- Entre senhora Elipino.
Ela entra e vê a sala toda escura e sem iluminação. Era o escritorio de Lauro. E Inês vê ele sentado com a escuridão tapando-lhe o rosto.
- Não acenda a luz. Fiz uma revisão nos olhos e a luz forte está me matando.
Inês se senta e fala:
- Bem senhor Lauro. Eu trouxe o documento que me pediu. Mas não sei se aconcelho o senhor a fazer isso.
- Precisarei de uma caneta para assinar os papeis.
Tirando o papeis da pasta Inês continua.
- Sei que o senhor sabe o que faz. Mas só estou falando que uma procuração e no nome do seu avô não é uma coisa adequada. O senhor sabe como é o seu avô. E é meu dever como sua advogada dizer que você não deve fazer isso.
Lauro olha com um olhar maldoso para Inês e fala assinando os papeis.
- Eu sei o que estou fazendo.
Inês olha para o papel assinado o nome de Lauro Cardoso. Coloca na pasta e sai nervosa. Deixando não Lauro na sala mas sim Murillo rindo e olhando com uma gargalhada malvada uma folha com trenos da assinatura de Lauro. Ele tira a peruca da cor do cabelo do neto, mostrando uma espeça cabeça branca.
- Agora vamos ver quem vai fazer o que Lauro?

07 de março de 2025 - 12:12 - Casa Yomiko

Yomiko sorri vendo todos na sala comendo a otima comida que tinham cozinhado e que Ray tinha lhe pedido num outro restaurante. Ela via seus filhos todos reunidos. Suzi e Joe e Arthur comendo no mesmo prato e Suzi dando na boca dos dois. Suzana e Cristian conversando sem parar no outro sofá, com Sergio no meio jogando video game na televisão com Jim, que dividia sua atenção ao jogo de video game de corrida de carro e a Alicinha que conversava com Riti do lado de Eduardo. Mas Eduardo  conversava animadamente com Ray e Jorge. Do lado de Ray estava Priscila que falava com Suzi do outro canto do sofá e olhava com um sorriso malicioso para Jorge. Yomiko respira profundamente e diz rindo:
- É tão bom ver todos reunidos e felizes.
- Ai mãe. Larga de ser boba. - Diz Suzam rindo e com o celular na mão e saindo para fora para ver se pega mais sinal.
Suzi se levanta e deixa o prato com Joe e abraçando a irmã fala:
- Desculpe Suzam. Não vinhemos da casa do Lauro. Estavamos no hospital vendo a Carol, de lá vinhemos para cá.
- E como é que ela está?  - Pergunta Yomiko preocupada.
- Está bem. - Responde Joe rapando o resto de arroz do prato. - Vai precisar ficar mais algumas semanas no hospital, mas ficará bem logo. O médico falou que as queimaduras não foram tão graves como parecia. Não ficará quase nenhuma cicatriz. - Ele abaixa a cabeça e falou para Arthur. - Porque não joga agora video game com o Sergio Arthur? - Jim entrega o controle para Arthur e senta mais perto de Alicinha. E Joe tem mais liberdade para contar. - Ela não aceitou muito bem quando lhe contei sobre a separação. Mas ela não tem escolha. Está no contrato.
- Ou Joe. No estado dela, não era bom falar disso.
- Não senhora Yomiko. Se eu deixasse a Carol iria usar isso até o fim e nunca conseguiria me casar com Suzi.
Suzi se vira assustada e olha para a mãe rindo.
- Casamento? Já estamos falando nisso?  - Diz Suzam rindo e abraçando a irmã.
Joe se levanta e segurando firme a mão de Suzi ele fala:
- É sobre isso que vim falar com você senhora Yomiko. Eu quero morar com a Suzi com sua filha.
- Uai mas, já não estava morando? - Fala  Suzam hironica.
Mas Joe completou:
- Agora como marido e mulher.
Yomiko rindo fala:
- Claro que sim Joe. É uma felicidade isso pra mim.
Eles se abraçam. Ali do lado Jim e Alicinha se cansam do aperto do sofá e Alicinha sem graça fala:
- Acho que vou respirar um pouco.
Alicinha sai e Jim vai atrás correndo. Ela faz cara de pouca amisade. Jim começa a falar todo alegre.
- A família da Yomiko é uma graça não é?
Alicinha meche em sua bolça e de repente tira um cigarro e um esqueiro e começa a fumar. Jim olha para ela assustado.
- É. Eles são uma graça mesmo. - Diz ela com hironia.
- Você fuma?
- Ai. Jim porque não vai lá pra dentro com sua família perfeita.
Jim se aproxima compreensivo.
- O que foi que ouve?
- Eu não quero falar. Só isso Jim.
- Alicinha. Eu sei que não é isso. Fala o que ouve? É algum problema com a Yomiko?
- Não Jim. - Ela se vira nervosa soltando baforadas horriveis enquanto falava. - O problema é com você. Eu não quero nada com você. Você não entende isso. E você acaba me atrapalhando a achar alguém que presta como a Suzi fez.
Jim fica nervoso e fala chateado.
- Você se acha o que? Você pensa que quem vai querer ficar com uma girafona que nem você?
- Você me chamou de quê?  - Pergunta Alicinha muito ofendida.
- E você acha que esse seu cabelo espichado engana alguém? - Fala nervoso Jim. - Alguém vai querer você com esse cabelo seu de bucha?
- Quem você acha que é rapaz?
- Sabe quem vai querer te amar sem esses vestidos caros e essa maquiagem brega?
Alicinha assustada e apavorada anda para trás até chegar na parede recém construida e Jim contiava a se aproximar. Alicinha ouvindo tantas verdades começa até a lacrimejar seus olhos até que o rosto de raiva de Jim se torna novamente em seu rosto doce.
- É eu Alicinha. Eu te amo. Não por ser essa linda mulher. Mas por ser tão forte e controlada. Tudo que falta em mim.
Alicinha aliviada respira fundo. Não tinha perdido aquele homem doce que sorria para ela. E só  o medo de ter pensado perder ele fez ela ter certeza o que queria naquele momento. Ela com brutalidade o agarra e beija-o com toda paixão e amor que ela deixa sair do seu coração.

Suzana olha com alegria a cena pela janela da cozinha e olha para Cristian que a acompanhava na limpesa da cozinha.
- Ai que legal. Sabia que eles estavam envolvidos. Deu pra ver de longe.
- Quem são eles?
- Ele é meu visinho. Ela é a advogada que ajudou minha mãe na minha guarda.
Cristian sentado na cadeira da cozinha ri.
- E como você sabia que eles estavão envolvidos?
- Uai dá para saber... - Suzana se vira para explicar melhor e se assusta ao perceber as mesmas coisas que ela estava falando bem na sua frente. - Os olhos dele brilhando ao olhar para ela, o jeito meio bobo de rir e de falar com ela meio gago...
- No ossa... vooo cê é muitooo detalhadaa. -Diz Cristian gaguejando.

domingo, 24 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 12:10 - Hospital Oculam

A faixa é enrolada no pulso de Mariany. Alceu com cuidado gruda uma fita para prender. E Rafael olhava tudo com atenção.
- Eu nem sei o que falar moça. Me desculpe.
- Não se preocupe. - Diz Mariany se levantando. - Não foi sua culpa. Você fez foi salvar minha vida. Acho que se tivesse ficado mais algum tempo naquele cemitério não ia aguentar.
Alceu fala:
- Agora é só não movimentar muito o braço senhora Mariany. Tenha uma boa tarde.
Rafael e Mariany saem e ele diz:
- Você não me contou porque estava ali.
Mariany abaixa a cabeça triste.
- Minha irmã está enterrada ali. Estava em desespero.
- E porque não entrar em desespero em casa? - Diz Rafael.
- Eu não tinha aonde ir.
- Ou me desculpe. Eu nem sei... - Rafael cala a boca e olha para Mariany rindo.
- O que foi?
- É que eu estava pensando. Você precisa de uma casa. E acho que você viu que eu preciso de uma mulher para me ajudar com os serviços domesticos. Você não quer morar lá em casa e cuidar da casa?
Mariany rindo fala:
- Olha. Eu vou aceitar sim. Mas vou deixar uma coisa bem clara. Não vou ter nem um envolvimento com você.
- Está bem moça. Eu trabalho o dia inteiro. Você só vai me encontrar de noite. E tem um quartinho onde você vai poder dormir, e passar a chave.
Mariany ri e fala:
- Nossa. Obrigada. Eu vou aceitar sim.
Eles se encaminham para a rua do cemiterio.

07 de março de 2025 - 12:00 - Delegacia Oculam

Sakura entra na sala de Walter. Ele a olhava serio. Sakura se senta constrangida.
- Nunca pensei que voltaria a  me sentar nessa cadeira Walter.
- Não se preocupe Sakura. - Diz Walter com um sorriso tranquilizador. - O que veio fazer aqui é completamente diferente de antes. Agora você está do outro lado. Você é a mocinha.
Sakura sorri. E com agunia esfrega as mãos.
- Agora me conte do que se lembra no tempo que se passou no orfanato Oculam.
- Eu era muito pequena. Tinha doze anos e não me lembro de muitas coisas. Acho que acabei apagando as coisas ruins.
- Você ficou lá por quanto tempo?
- Eu fiquei até os meus dezoitos anos. Mas fiquei lá trabalhando de secretaria para Angelica.
- E você sabia das coisas que ela fazia?
- Não sabiamos que era um crime. Ela fazia agente acreditar que estava nos educando. Só hoje que consigo ver que era pura e simples maldade. Ela batia e torturava agente por qualquer razão.
- Algumas crianças que entrevistei falaram de algumas crianças que ela levava para a floresta negra.
- Sim. Lembro-me de algumas amigas que quando faziam algo de muito grave ela levava para as floresta.
- E que tipo de coisas graves que elas faziam Sakura?
- Tentavam contar para os adultos as coisas que ela fazia com agente. Eles não acreditavam. Angelica sempre foi uma mulher muito respeitada por todos aqui em Oculam.
- Jamais imaginariamos que ela pudesse fazer isso. Ela parecia ser tão doce com as crianças do orfanato. - Diz Walter decepcionado. - Mas e as crianças que eram adotadas? Que cresciam.
- Ela adotavam as crianças apenas para casais que viviam fora de Oculam. Ela conseguia manipular as pessoas muito bem. Fazia casais escolherem logo a criança que ela queria. A que estava preparada.
- E como era essa preparação?
- Ela levava para a sala dela e passava a noite inteira com a criança trancada dentro da sala.
- E o que ela fazia?
- Eu não sei. Eu nunca fui escolhida pela Angelica para ser adotada. Sei que as meninas saiam bem diferente das que entravam.
- Temos que descobrir quem eram essas crianças. E o que ela fazia com elas.
- Se vasculharmos a Floresta Negra, tenho certeza que encontrariamos os cor...
Sakura não conseguiu continuar a falar. Walter segura sua mão.
- Ela vai ficar na cadeia por muito tempo. Não se preocupe.
- Agora eu só queria saber uma coisa senhor Walter. Eu não fui sozinha para o orfanato. Meu pai me deixou no orfanato com um bebê. Minha irmã mais nova. Sakuia. Ela é uma das crianças.
- Eu não sei te falar Sakura. Ela tinha algo de especial? Alguma marca de nascença. Ou qualquer coisa assim?
- Não. Não me lembro. - Diz Sakura se levantando e falando. - Uma dessas crianças pode ser ela.
Ela sai no corredor e em meio a varias crianças brincando Sakura vê uma sentada e conversando com Eriberto seu pai. Seus cabelos ruivos e longos. Sakura sorri para o pai. Era Sakuia agora com o nome de Calina.

07 de março de 2025 - 12:00 - Casa Yomiko

Yomiko olha apavorada para a mulher de cadeira de rodas que estava em sua sala naquele momento. Suzam estava do lado da mãe. Eduardo, Jim, Alicinha e Riti também assustados olhavam para a cena. Até que Riti tem uma otima ideia.
- Olha. Porque não vamos lá para casa do Eduardo e começamos a fazer o  almoço lá. Deixamos a Yomiko e a Barbara conversarem melhor.
Suzana, Sergio e Priscila e Ray acham otima ideia e saem também. Apenas Suzam que segurando a mão da mãe fala aos seus ouvidos.
- Eu não vou te deixar sozinha com ela mãe.
Yomiko apenas assente com a cabeça. Até que as três ficam uma de frente para a outra. Yomiko sem jeito fala:
- Você aceita um café?
- Não senhora Yomiko. Eu só quero... - Diz Barbara também sem jeito. - Você sabe o que ouve com minha mãe?
- Quem é sua mãe querida? - Pergunta Yomiko esquecendo por um segundo quem foi a outra mulher de Carlos.
- Minha mãe é Sabrina Monaco. Vocês eram amigas na infância.
- Ou claro. Desculpe-me. Hoje aconteceu tantas coisas...
- Ela morreu a algum tempo atrás.
- Ou eu não sabia. - Diz Yomiko chocada. - Onde você mora?
- Morava com meu pai senhora Yomiko. Ele que me sustentava. Mas agora...
Yomiko já sabe o que ela quer dizer e se ajoelhando na cadeira de rodas fala:
- Nós não temos muito conforto como você pode ver Barbara. Mas o que eu puder fazer pra te ajudar. Enclusive morar aqui.
- Eu não vou voltar a andar senhora Yomiko. Eu passei esses ultimos dias num hospital fazendo exames. E elas não deram muita esperança pra mim.
Suzam também chocada fala segurando a mão de Bárbara.
- Nós te ajudaremos em tudo Bárbara. Você é parte da família.
A porta se abre e Prisicila diz:
- Titia, Suzi está aqui fora. Quer que você conheça seu namorado.
- Namorado? - Diz Yomiko rindo e saindo deixando Bárbara sozinha na sala.
Todas saem e veêm Suzi saindo do carro de mãos dadas com Joel e se filho Arthur.
Suzi abraçava Suzana e Sergio com carinho e rindo.
- Olha mãe. É o cara do jornal! - Diz Sergio rindo.
Eduardo se aproxima junto de Riti e abraça Suzi.
- Que bom te ver Suzi. E feliz.
- É bom ver você também Eduardo.
- No fim das contas o senhor Fausto fez um grande favor pra você te demitindo.
Suzi ri e abraça Joel e Joel aperta a mão de Eduardo.
- Prazer em conhece-lo, agora finalmente com tempo de nos apresentarmos.
- É verdade. - Diz Eduardo rindo. - Eu estive na sua casa e nem nos conheciamos direito.
Joel abaixa a cabeça e Eduardo vê a gafe que cometeu.
- Pelo menos antes de se queimar. - Tinha ficado pior ainda. E Yomiko para salvar Eduardo diz rindo.
- Então senhor Joel. Finalmente veio conhecer onde a minha filha foi criada. Espero que não se encomode. Somos pessoas bem simples.
- Não se preocupe senhora Yomiko. Eu também serei uma pessoa simples daqui pra frente. O meu dinheiro ficará todo para a minha primeira esposa. Larguei tudo pra ficar com meu amor.
- Meu Deus. Que horror. - Diz Priscila assustada. - Quer dizer que largou sua vida de luxo pra ficar com a priminha?
- Priminha? - Diz Suzi rindo. - Minha mãe não disse que eu tinha prima.
Suzam abraça a prima fala.
- É maninha. A mamãe escondia muitos segredos da gente. Falou tudo no tribunal, depois eu te conto tudo.
- Mas é tudo passado. - Diz Ray rindo. - Agora vamos entrar e fazer um novo começo.
- Mas espera gente. - Diz Joe rindo.  - Ainda tem mais gente. - E sorrindo abre a porta de trás do carro e sai  Jorge com seus dois filhos.
Priscila olha para ele rindo. Seu coração bateu mais forte.
E Cristian olha para a linda menina de cabelos curtos e loiros.
- Esses são Jorge, Cristian e Cristiny. - Diz Suzi com um belo sorriso no rosto. - Eram empregados na mansão do Joe. E são nossos grandes amigos.
- Eita que vai ter colocar mais água no feijão Alicinha. - Grita Jim para Alicinha que tinha ido olhar as panelas na cozinha. E todos rindo vão para dentro. E veêm Barbara na cadeira de rodas dentro da casa. E Yomiko fala com vergonha.
- Me desculpe Barbara te deixar aqui sozinha. Mas é que minha filha tinha chegado com o namorado.
- Eu entendo senhora Yomiko.
Yomiko se vira para Suzi e fala:
- Suzi, essa é Barbara Tedesco, sua irmã por parte de pai.
Suzi olha meio chocada para Bárbara. Era ela que tinha lhe apontado a arma para ela no shopping.
- É. Eu acho que já nos conhecemos.

07 de março de 2025 - 11:00 - Casa Emiliana




Miriam, filha de Emiliana chega do colégio. Chega assustada e apavorada. Não sabia o que fazer. Tinha visto na televisão que sua mãe tinha sido presa no tribunal aonde ia. Não sabia porque nem onde. Apenas que ela não estaria ali quando chegasse. Ela pega o telefone assustada e disca alguns números e fala assustada.
- Oriel. Você viu a noticia na televisão.
- Calma garota. Eu já estou indo pra i.
- Estou com medo Oriel. Minha mãe estava meio esquisita quando saiu daqui. Minhas colegas disseram que ela tinha batido o carro quando chegou no colégio.
- O que ela tem a ver com essa tal de Yomiko?
- É mãe de uma daquelas meninas enjoadas do colégio. Eu não sei pra que que ela tem que se entrometer em tudo.
De repente a porta se abre de uma vez. Emiliana entra apressada e vê a filha na cozinha.
- Arruma suas coisas. Vamos sair de Oculam.
- Como assim mãe.
- Quem é no telefone? - Diz Emiliana nervosa vendo o telefone na mãe da filha.
- É o Oriel?
- O que você falou pra ele?
- O que todo mundo sabe mãe. Que você foi presa no jugamento da Yomiko.
- Você não tinha nada que falar pra quele mecanico idiota. Por causa dele eu fui presa.
- Mãe olha o jeito que você está falando? Como você saiu da prisão.
- Eu paguei fiança! Tá legal?
-Mãe. Mas porque temos que fugir assim?
- Porque vou ajudar uma amiga que fiz na prisão.

sábado, 23 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 10:50 - Barraco Yomiko

Yomiko chega em casa com Suzam, Suzana, Sergio e Alicinha num carro e atrás vinha outro com Eduardo e Riti, Priscila e Ray ne outro carro. Ao sairem Yomiko abraça o irmão e fala :
- Eu nem acredito que chegou a tempo de salvar minha vida meu irmão.
- Eu sempre fasso isso não é. Quando eu cheguei aqui na sua casa e o pedreiro me contou que você estava numa guarda judicial pelos seus filhos eu corri para lá.
- E que pedreiro que você tem em tia? - Diz Priscila olhando sensualmente para o homem que saia de dentro da casa.
Caetano sai da casa sorrindo e apontando para seu projeto terminado.
- Pronto senhora Yomiko. Meu trabalho já está feito. - Diz o pedreiro contente e entregando a chave da casa para Yomiko.
Yomiko sorrindo fala:
- Ai que coisa boa. Agora só vai o fogão as mesas e o balcão. E vou poder abrir minha lanchonete restaurante familiar.
- Como assim terminou irmã? E sua casa? Vai deixar ela essa barraco velho?
Yomiko se vira chateada. Eduardo se aproxima defendendo ela.
- Calma ai Ray. As coisas não são assim. Já pegamos um emprestimo grande com o Terency para construir esse lugar.
- Pois eu vou pagar tudo. Seu pedreiro. Arrume a casa da minha irmã. E compre também o que precisa para esse restaurante ficar pronto. Eu vou pagar tudo.
- Eita tio. Mas onde o senhor arrumou tanto dinheiro assim? - Pergunta Suzam assustada com tanta bondade.
- Cheguei nos Estados Unidos e fiz fortuna minha querida. Lá só não ganha dinheiro quem não quer.
- Só que não foi legal comprar o juri senhor Ray. Vai ter investigadores atrás de você. - Diz Riti nervosa.
- Não se preocupe querida. - Diz Priscila rindo. - Papai já comprou os envestigadores e o prefeito. Deu uma contribuição para ele fazer uma bela estatua dele na praça. Ele adorou.
- Nem acredito que tudo isso esteja acontecendo. Pura felicidade.
- Agora vamos entrar. - Diz Ray sorrindo. - Que eu contratei a melhor churrascaria de Oculam para nos servimos nesse almoço. Mas vai ser a ultima vez que gasto dinheiro em outro lugar sem se for na... - Ele se vira para Yomiko. - Qual vai ser o nome do restaurante.
- Doce lar. Restaurante Doce lar.
De repente no inicio da rua vira-se um taxi e para diante da casa de Yomiko. O taxista desse do taxi e fala para a multidão de amigos de Yomiko.
- Aqui é a casa de Yomiko Crof?
- Sim. Porque? - Pergunta Jim estranhando.
- Podiam me dar uma ajudazinha aqui senhores. - Diz o taxista acanhado.
Jim e Eduardo vão juntos ver que tipo de ajuda o taxista precisa. E logo Yomiko, Suzam, Riti, Suzana, Priscila, Ray, Alicinha e Sergio veêm Eduardo segurando uma linda jovem nos braços, Jim segurando uma cadeira de rodas e o taxista colocando duas malas na calçada.
- Meu Deus. Quem é essa ai? - Pergunta Yomiko assustada vendo Eduardo colocando a moça em cima da cadeira de rodas.
Suzam mais apavorada ainda fala:
- Essa é Barbara mãe. Filha de Carlos Tedesco. Minha irmã.

07 de março de 2025 - 10:40 - Barraco Durval



Rafael chega em casa cansado. Abri a porta tranquilo e joga as pás num canto da cozinha e por um segundo se esquece da garota que ele tinha achado no cemiterio e depois de reconhecer que ela era uma das assassinas do shopping center prende-la no pé do sofá. Mas ele lembrou rápido depois de abrir a geladeira pegar uma caixa de leite e ir bebendo até a sala e ver que seu sofá não estava mais lá. Ele olha em volta a assustado e vê com terror o sofá no quarto, seu pai bêbado caído no sofá mas não vendo um braço de uma mulher preso as algemas. Mas ele a acha rápido quando seu cabelo é puxado para trás violentamente e ele sente o frio metal de uma faca de serrinha apertando sua garganta e voz doce bufando em seus ouvidos.
- Quem é você? E que lugar é esse?
Ele tremendo de medo fala:
- Calma moça. Eu sou Rafael Surino. Eu te achei quase morrendo de frio no cemitério da cidade. Eu te trouxe pra cá.
- Ou. Estou muito emocionada. - Diz Mariany hironica. - Porque as algemas então?
- Eu reconheci você do jornal. É a moça que matou aqueles caras no shopping. Mas não ia te entregar. Eu tive algo pra fazer e não te podia acordar. Mas não confiava te deixar sozinha na minha casa.
Por um segundo os dois ficam em silencio ouvindo apenas o ronco do pai de Rafael. Ele preocupado fala:
- Ele fez algo com você? Se ele tiver feito eu que... - diz Rafael nervoso mas ele é interrompido por Mariany o largando. E ele podendo ver aquela linda mulher tendo vida e força. Muita força, pensou ele passando a mão na cabeça dolorida pelo puxão no cabelo.
- Ele não fez nada. Consegui fugir antes dele acordar. - Diz ela largando a faca na mesa e passando a mão no pusso roxo.
- Ou droga. - Diz Rafael correndo e tentando ver o que ouve com a mão dela. - Meu Deus. Moça você destroncou seu dedo para sair das algemas. Pensei que isso dava pra fazer só em filmes.
- É e doi mais do que nos filmes. - Diz ela rindo. Ela olha pra ele fazendo massagem em seu dedo e ela fala rindo. - Eu já fui julgada pelos meus crimes. Não fui condenada. A policia não está me procurando.
Mas Rafael não estava ouvindo.
- Você precisa de um médico.
- Não precisa se preocupar.
- Foi culpa minha. Eu preciso me preocupar.

07 de março de 2025 - 10:30 - Hospital Oculam



Suzi e Joel estão parados diante a porta do quarto de Carol. Recostados na paredes Joel não sabia o que falar naquela hora e não sabia falar quando entrasse naquele quarto. Suzi também estava na mesma. Mas seu coração falou por si.
- Olha Joe. Não interessa o que você vai escolher, eu vou entender se...
- Eu não tenho o que escolher Suzi. - Diz ele olhando fundo nos olhos azuis de Suzi. - Eu estou em duvida de como vou falar para a Carol que vou me separar dela. Não se vou.
Suzi beija Joe e deixa e sai pelo corredor. Joe tinha que fazer isso sozinho.
Ele se aproxima e abre a porta. Carol estava deitada na cama com o rosto enfaixado e Alceu, o médico estava do seu lado com uma prancheta nas mãos. Carol com um sorriso fala para Alceu.
- Doutor, por favor me deixe sozinha com meu marido.
- Claro. Mas qualquer coisa é só me chamar. - Diz ele saindo sem nem falar com Joel.
Joe se aproxima apos a porta se fechar atrás de si. Não sabia o que dizer, mas Carol começou por ele olhando para a parede e não para ele.
- Eu queria muito que quando você chegasse aqui eu pudesse dizer: Ei Joe, espero que você seja feliz perto ou longe de mim, espero apenas que me perdoe o que eu fiz. E você saisse por essa porta e vivessemos como grandes amigos só que eu...
- Carol eu quero a separação.
Carol se vira triste para Joe.
- Eu não quero que você fique com a Suzi. Eu quero que você fique comigo! - Carol não estava nervosa, estava implorando, implorando aos prantos. - Eu não quero que me deixe.
- Eu vou me casar com Suzi Carol...
- Você pode ficar com ela. Mas continue casado comigo! Por favor!
- Eu não vou ficar com você Carol. Você tem que viver sua vida e eu viver a minha.
- Você vai ficar pobre Joe! Larga de ser retardado!
- Eu não vou viver com você por causa do dinheiro Carol! - Diz Joe bravo. - Não seria justo com você. Não seria justo com a Suzi.
Carol se levanta da cama num impulso e ajoelha aos pés de Joe chorando.
- Eu não posso viver sem você. - Ela se levanta louca. - Eu me mato Joe! Eu juro que me mato se você me largar.
- Você não vai estragar mais minha vida Carol. Eu quero escolher pelo menos uma vez o meu destino.
- Droga! Droga! - Carol nervosa começa a andar de um lado para o outro. - Eu estraguei sua vida! E eu Joe? E eu? Você se casou comigo por pena não foi! E casando comigo você tirou as minhas chances de ser feliz. Eu casei com você pra você conseguir sua maldita herança de seu pai. Você me usou!
- Eu me arrependo por causa disso Carol. Mas não posso ficar vivendo minha vida me culpando por causa disso e nem você. - Ele se aproxima de Carol e fala mais calma. - Vamos passar uma borracha por sima disso tudo. Você vai achar outra pessoa e ser feliz. Podemos ser amigos...
- Cala a boca Joe! Eu não vou arrumar outra alguém. Eu não vou conseguir te esquecer! Você não entende isso! - Carol se senta chorando na cama.
- Eu vou mandar os papeis do divorcio. - Diz Joe se sentando também na cama. - Eu vou falar para o Arthur vir te ver...
- Eu não quero saber de Arthur! Eu não quero saber de Danielly! Eu quero que saia daqui! Saia daqui e fique com sua vadiazinha! Eu não me importo mais! Quero é sai daqui!
Joe sai nervoso da sala e nem percebe o medico no corredor até que ele fala chateado:
- Em alguns lugares do mundo. O que você fez é crime sabia?
Joel respira fundo e continua a caminhar. Até chegar na sala de espera onde Suzi e Arthur estavam. Arthur se levanta alegre e fala:
- Eu posso ir ver minha mãe?
- Não meu querido. - Diz Joe deprimido. - A mamãe tomou uns rémedios e está dormindo. Mas outro dia voltamos aqui. Agora vamos ir para o hotel que estou morto de cansasso.
- Ainda não Joe. - Diz Suzi sorrindo com vergonha. - Minha mãe ligou. Meu tio chegou dos Estados Unidos hoje com minha prima e ela conseguiu a guarda dos meus irmãos de novo. Vai ter uma festa lá em casa. Podemos almoçar lá.
Joe sorri e caminha até a saida dizendo.
- Tudo bem. Acho que aguento mais.
Eles saem deixando o médico vendo tudo. Ele com tristeza entra no quarto de Carol falando.
- Eu li nas pranchetas dos policias o que aconteceu. Não te julgo.
Carol nervosa grita.
- Eu não taquei fogo na mansão. Não fui eu!
- Então quem foi?
Carol com seu olhar vermelhor por tras dos panos brancos fala entre dentes.
- Eu não sei. Mas sei que tenho um aliado a solta por ai.

07 de março de 2025 - 10:20 - Juri da Guarda Civil Oculam

Yomiko sentada na cadeira. Suas mãos estavam frias e seu coração batia tão forte que chegava doer. Alicinha estava do seu lado e parecia rezar. Ela fez o que pode. Agora era só o juiz dar a centensa final. Ela tentava não ter esperança. Não queria se machucar mais do que estava. Não aguentaria ter esperança e depois ve-las extraido de seu coração. Mas tinha algo em seu coração. Um calor que não queria acreditar que seus filhos iriam ser tirados delas.
O juiz entra na sala acompanhado de todas as sete pessoas do juri. Yomiko deixa uma lagrima cair e ela a limpa com as mãos geladas. Alicinha com segurança segura a mão de Yomiko. O juiz com sua cara calma e tranquila fala:
- Todos se levantam para eu dar o veredito.
Yomiko com suas pernas tremendo mais que ela queria. Não queria que esse momento horrivel acontece-se mas estava ali. Estava acontecendo.
O Juiz se vira para o juri e fala:
- E qual o veridito que o juri chegou?
Uma mulher negra e gorda se levanta com o papel na mão e fala seria:
- O juri concluiu ... - Yomiko aperta forte a mão de Alicinha. Eduardo sai de seu lugar e abraçando Yomiko esculta a mulher falar - Por votos unanimes que a guarda de Suzam Crof e Sergio Crof... - Parecia que Yomiko não ia aguentar a espectativa. Parecia que cada palavra demorava horas para ser ditas. - Vam...- Yomiko fecha os olhos e reza novamente e ouvir com susto o resultado... - continuar com Yomiko Crof. Ela é mais do que capaz para cuidar de seus filhos.
Yomiko aos choro abraça Eduardo, Alicinha, Jim e Riti.
- Eu não acredito! Eles são meus filhos! São meus filhos! - Grita Yomiko sorrindo de alegria. E vira-se para Suzam sentada em meio ao publico e corre e a abraça. As duas choram juntas de alivio.
- Vamos buscar seus irmãos?
Suzam ri e todos saem da grande sala de jugamento. E Yomiko vê com agunia Angelica saindo com uma cara de raiva. Uma cara que a fez ficar assustada. Porque uma simples dona de orfanato ficaria tão nervosa de ver uma criança voltando para sua familia?
De repente a resposta vem com uma sirene e varios carros de policia parando de frente ao tribunal. Walter, Yuri e Yan saem cada um de um dos carro apontando a arma para meio da multidão. Todos ficam apavorados mas Yomiko vê com terror que estavam apontando a arma para Angelica. Mas Yomiko não teve tempo de ver nada porque ela escultou a voz que mais queria ouvir em tanto tempo. De seus dois filhos:
- Mamãe!!! - Eles saem correndo do carro de policia que estava cheio de crianças. E em um estava Sakura e Eriberto.  Suzana e Sergio correm e abraçam a mãe. Enquanto Walter algema Angelica falando:
- Angelica você está presa por tortura, maus tratos e assassinato de milhares de crianças que passaram pelo orfanato Oculam desde sua construção e sua contratação em 1985.
Todos ouvem com pavor aquilo, encluindo Yomiko que abraça e beija os filhos com pavor.
Eduardo abraça Suzana e Sergio e vira-se para Yomiko.
- O importante é que eles estão bem agora Yomiko. Não se preocupe.
Alicinha com agunia fala rindo:
- Meu Deus. Eu podia jurar que iriamos perder essa.
Riti se aproximando também fala:
- Era impossivel Alicinha. Estava conversando com o Juiz Bredam. Ele está desconfiando que pagamos o juri.
- Mas como? - Diz Yomiko rindo. - Não temos nem dinheiro pra isso.
- A não ser que alguém que gosta muito de você e tenha muito dinheiro fez isso.- Diz Jim rindo.
- Mãe. - Diz Sergio. - Olha como aquela moça parece com a Suzi.
- E verdade e o senhor do lado dela. Parece você Sergio. - Diz Suzana rindo.
Yomiko se vira para ver quem era o casal. E abre o olho assustada e se aproxima dos dois e fala:
- O que você faz aqui?
Eduardo se aproxima também e pergunta:
- Yomiko? Quem é esse?
- Meu irmão mais velho e sua filha. Priscila.
Suzam se aproxima era de duas pessoas que estavam perto do carro de policia. Sakura e Eriberto.
- Sakura? Começou a bater em crianças também?
Sakura se vira com um sorriso.
- Querida. Fui eu que salvei todas essas crianças. De vilã virei uma heroina.
- Então eu te devo desculpas. - Diz Suzana rindo. - E um obrigada. Salvou meus irmãos também dessa assassina.
- Acho que agente podia passar uma borracha por cima do passado. E nos tornarmos boas amigas.
E no carro de policia sai Walter com duas passageiras no banco de trás. Cada uma algemada em uma vidraça.
- Oi. - Fala a negra com um sorriso.
- Oi. - Responde a ruiva.
- Meu nome é Angelica. Acho que vamos divirdir a mesma cela.
- Eu sou Emiliana. Poderemos ser boas amigas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 10:10 - Destroços Mansão dos Meirelles




Joe sai do carro e abre a porta para todos os outros sairem. Estavam na frente no terreno negro com pequenos reflexos de que ali tinha uma bela mansão. A mansão dos meirelles. Cristiny com agunia fala:
- Tem certeza que é uma boa ideia voltar aqui pai?
Jorge se vira para a filha e fala triste:
- Vamos ver se dá para salvar alguns de nossos perteces Cristiny. São nossas memorias que estão aqui.
Todos começam a vasculhar as cinzas em busca de algo importante. Até que cansados Suzi e Joe se sentam num tronco caido enquanto todos continuavam a vasculhar. Joe abraça Suzi com um sorriso nos labios. Suzi o beija. E com carinho lhe fala:
- Eu te amo por causa disso. Numa situação dessas você consegue sorrir.
- Sorrio porque você está do meu lado Suzi. Sem você nada teria sentido.
Suzi o beija novamente e fala triste:
- Só não queria que não tivesse todo estrago para isso acontecer.
- Eu não me importo com estragos Suzi. Meu pai montou essa mansão em cima e matando meus sonhos de garoto. E vendo essas cinzas só me faz ver eles renascendo como uma fenix na sua imagem. - Ela olha com carinho para ele e se aconchega em seus braços. Mas ele tinha mais coisa para falar. - E não quero mais saber de outra mansão e viver na mentira. Eu vou me separar de Carol Suzi, e quero me casar com você.
Suzi se vira assustada para Joe.
- Mas Joe. Você vai perder todo o seu dinheiro. Vai ter que trabalhar. E o Jorge não vai poder trabalhar com você mais.
- Se o dinheiro for importante para você Suzi, eu posso continuar casado com a Carol no papel. Mas tenho certeza que o problema está com Jorge e seus filhos. Mas sei de uma forma de resolver isso.
- Como?
- Eu já resolvi isso. Agora é só ter paciência.
E eles se beijam de novo com alegria. Até Arthur vir pulando e sorrindo:
- O meu boneco do Super X não se queimou pai. Estava caido atrás do muro do visinho.
E assim Suzi, Joe e Jorge renasciam suas esperanças e tristezas vendo cada parte de sua historia sair despedaçada e suja de cinzas mas a mais importante e as melhores continuavam ali. Guardada com segurança dentro de seus corações.
Mas nem tudo estava bem. O celular de Joe toca e ele atende assustado. Era o número de Juliana.
- Alô? ... - Suzi olha apreênciva. - Está bom já estamos indo pra i. - Joe desliga o celular e olha triste para Suzi. - A Carol acordou.

07 de março de 2025 - 10:00 - Juri da Guarda Civil Oculam

Voltando e se sentando na cadeira Yomiko não tinha tanta certeza da vitoria. Isso doia. Tinha seus amigos do seu lado, mas ela tinha um vasio dentro do peito. Pela primeira ela pensou de verdade que podia voltar para casa sem seus filhos naquele dia.
Todos se sentam e voltam para a sala. Apenas Orfeu se levanta com um sorriso triunfal que fez Yomiko tremer. Ele encaminha até o Juiz e fala:
- Eu tenho mais uma testemunha senhor Juiz.  - E vira-se para a porta. - Eu pesso que entre no tribunal para testemunhar. Carlos Tedesco.
Yomiko não conseguia acreditar. Entrando pela porta estava Eduardo algemado e sendo segurado por dois policiais. Ele se senta na cadeira e olha assustado para todos. Yomiko aperta a mão de Alicinha. Orfeu se levanta e encaminha até Carlos.
- Jura dizer a verdade, nada mais, nada menos que a verdade Carlos Tedesco.
- Eu juro.- Diz ele olhando assustado para Yomiko.
- Como conheceu Yomiko Crof senhor Carlos.
- Eu era pequeno. A mãe dela foi trabalhar casa da minha mãe. E ela foi até lá.
- Foi até lá? Só uma vez?
- A mãe dela era para trabalhar o dia todo, mas não deu certo. 
- Porque não?
- Porque...- Carlos com os olhos abertos e assustados olha para Yomiko.
- Responda Carlos! -  Diz Orfeu com um sorriso mas já começando a ficar sem paciência.
- Porque o pai dela bebia e não podia cuidar dela e do irmão.
- O pai de Yomiko Crof bebia? - diz ele com um sorriso maior no rosto.
- Sim. Ele bebia. Eu já te respondi isso! - Diz Carlos nervoso.
- A mãe de Yomiko então teve que largar um emprego seguro porque o pai dela não tinha como cuidar dela.
Alicinha se levanta nervosa. 
- Senhor Juiz! O que isso tem a ver com os filhos de Yomiko.
- Tem a ver... - diz Orfeu. - Que a crianção dela pode ter influênciado na criação que ela tem por seus filhos. Carlos Tedesco, você acha que Yomiko Crof estava pronta para ser mãe, quando ela teve Suzam e Suzi Crof?
- Eu não sei...- diz Carlos até meio tonto. - Ela não estava mais comigo.
- Porque? 
- Porque ela estava com meu irmão...
Orfeu se vira para o juri e aponta nervoso para Yomiko.
- Estam vendo senhoras e senhores? Vocês vam entregar a essa mulher, com uma historia dessa, duas crianças que estam precisando de tratamento psicologico. Vocês acham que Yomiko  Crof é capaz de educar Suzam Crof e Sergio Crof? Essa é a pergunta que vocês devem se fazer.
Yomiko com agunia olha para Carlos. Iria perder seus filhos. Não tinha mais chance. Ela propria tinha se convencido que não daria conta de cuidar de seus filhos. O que o juri iria decidir era claro demais.  

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 09:50 - cemitério Oculam





O caixão já estava debaixo da terra. Adelia agora só iria ficar na memoria. Jorge olhava triste para a terra fofa e percebia que não iria mais ter aquela mulher forte e corajosa em seus braços. Aquela mulher que arriscou sua alma para salvar a honra de sua família. Do jeito dela de fazer o bem. Não queria lembrar dela na imensidão de sua loucura tentando matar Suzi. Queria lembrar daquela mulher forte e acolhedora que conheceu e se casou, mesmo ela sendo mais velha e ele apenas um jovem tolo.
Cristiny olhando para aquele tumulo também não queria ver a mulher que enlouqueceu no fim da vida. Via sua amiga que lhe deu conselhos e principios que ela usaria pelo resto da vida. Mas não chorava lembrava a penas dela indo para luz na noite anterior. Ela não estava mais ali.
Cristian, não pensava daquela forma por sinal. Estava triste pela morte da mãe mas também por ela ter sido tão fria e prefirido a família de Joel a sua família. Ele olha com raiva para Joel abraçado a Suzi. O que ele estava pensando daquilo tudo. Tinha sido por culpa dele que tudo isso estava acontecendo. Tudo por culpa desse homem horrivel que não soube escolher a mulher certa. Não se lembrava muito de sua irmã Judith, mas saber da historia toda não tinha sido nada facil.
Joel chorava. Adelia tinha sido uma mãe para ele por muito tempo. E não era facil saber que Adelia matou ou pensou ter matado a propria filha para protegelo. E o pior é que tentou fazer isso duas vezes. Joel beija Suzi que também olhava triste para o tumulo de Adelia. Era uma mulher forte que lutou pela sua família e pela sua honra. Suzi apenas pensava se teria coragem de fazer isso que Adelia fez. Mas Suzi pensou em Suzam, que era como Judith e agora estava redimida. Judith poderia se redimir e se tornar uma pessoa boa? Qual era o limite? Matar quem amamos para proteger outra. Quando agente pode pensar que não tem mais volta? E será que temos esse direito?
A resposta estava naquele caixão, pensou Suzi. Ninguém tem direito de tirar a vida de outra pessoa. Mesmo que seja por amor.
Ela abraça Arthur que começa a entender pelos olhos dos outros o que era a morte. Não poder mais ver a pessoa, não poder pedir desculpas, não poder procura-la quando sente saudades. Ela simplesmente some por trás dos olhos. A luz some.
Lauro olhava de longe e esperava para voltar para casa.

Enquanto isso olhando de longe Rafael ainda sujo de terra e com a pá na mão acompanhado de Padre Bernar que fechava a biblia.
- É. Mais um para nosso clube. - Diz ele rindo.
- Tenha mais respeito Rafael. Essa nem esfriou direito.
- Eu quero é que esse povo vai embora logo para ver como está a moça. Já pensou se meu pai chega primeiro que nós o hauvorosso que ia ser.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 09:40 - Juri da Guarda Civil Oculam

Angelica olhava para todos com um olhar firme por trás dos oculos de aros com detalhes parecidos com erva danhinhas com um longo cordão pendurando-os no pescoço. Seus cabelos encaracolados e bastante ariçados balançava exageradamente cada vez que ela terminava uma frase. E ela lia as folhas digitadas na madrugada em seu computador. Agora ela lia para o publico do jugamento. Ela fechava a boca e fazia um biquinho esnobe a cada silaba fechada que falava.
Ela não tinha sido chamado pelo juiz. Apenas se levantou depois de Yomiko se sentar e se sentou na cadeira do jugamento e começou a falar.
- Eu sou Angelica Joabe, psicologa e diretora do orfanato Oculam. Avaliei o comportamento de Suzana Crof e Sergio Crof logo na chegada deles no instituto. Meu relatorio da mais velha mais complexo então eu vou começar pelo mais novo. Sergio Crof. O garoto demonstrou muito medo de ficar longe da irmã. Isso demonstra que ele escolheu a irmã como papel materno por ser mais fixa. É claro que isso não é atribuido pela segurança da irmã que não é grande. Mas o garoto demonstra um vicio grande em jogos de video game o que mostra que ele adaptou não só um novo papel da mãe como um papel de sua vida pessoal. E também como pai. Ele relatou que um dos vizinhos que ele denominou como Jim, é como um pai para ele. E que o conheceu a poucos dias. Resulmindo: Pela falta de estabilidade familiar e pessoal o garoto se liga muito facil a pessoas que podem ou não retribuir esse ligamento com ele. Sergio Crof já tem traumas grandes para sua infância e pode ser prejudicial a ele na vida adulta. Podemos tratar isso sim com varias sessões de terapia o acontecerá se ele ficar no orfanato.
Yomiko se segurou bastante até aquele momento. Mas não pode ao ouvir ela falar aquilo.
- Isso não é possivel senhor Juiz. Todo garoto joga video game e vê...
- Senhora Yomiko. Você já pode falar por um bom tempo. Deixe a senhora Angelica continuar seu relatorio para o juri.
Yomiko se sentou deixando uma lagrima cair do rosto e se sentou segurando a mão de Alicinha.
Angelica continuou:
- Já Suzana Crof vejo varios problemas. Seu exemplo feminino não foi muito bom. Sua mãe pelos seus relatos demonstrou ser bem superficial a sua educação. Foi criada mais pela sua irmã mais velha e seu distanciamento repentino nos ultimos dias causou-lhe grandes danos. Não pior do que ter seu primeiro amor causado por um homem bem mais velho, visinho seu e dito pela propria garota motivo de paixão de sua mãe também. Seus conselhos em relação a sexo são quase nulas e o pouco e graças a irmã mais velha que usou uma realidade mais recatada e ultrapassado. Suzana é uma garota se transformando numa mulher que será dependente de um futuro marido e que também acho que deve ser facilmente tratado no meu orfanato. Então eu tenho duvida nenhuma que o futuro dessas crianças será bem melhor no meu orfanato e não na guarda de Yomiko Crof.
Yomiko nervosa e aos prantos e brandou:
- Isso é ridiculo! O lugar de filhos é com a mãe e não junto dessa mulher fria. Eles são meus filhos! Meus filhos!
- Senhora Yomiko! - Tentava dizer o juiz com sua calma de sempre.
- Não podem tirar eles de mim! Não podem! - Grita ela sendo segurada por Alicinha e Riti. Eduardo e Jim correm para segurar Yomiko vendo que Alicinha e Riti não conseguiam. - Eu quero meus filhos! Meus filhos!
Angelica soberanamente se levanta e fala sorrindo para Yomiko que a irritou mais ainda.
- Não duvidamos senhora Yomiko que você fez o melhor que pode. Mas não é o melhor para seus filhos.
- Eu sei o que é melhor para meus filhos! Eu sei! Meus filhos!
Eduardo abraça Yomiko que chora. O Juiz com toda calma fala:
- Vamos dar uma pausa de dez minutos e depois continuaremos a sessão.
Eduardo finalmente começa a acalmar Yomiko. Riti olha assustada para tudo. E vê com agunia a cena.

07 de março de 2025 - 09:30 - Orfanato Oculam

Sakura e Eriberto quando indo para o orfanato, com o pequeno e velho carro de seu pai apenas imaginavam como estava aquele lindo bebê rolisso e angelical que tinham deixado naquele orfanato a tanto tempo.
Como estaria Sakuia sua linda irmãzinha? Será que continuava com esse nome? E se fosse adotada? 
Não queriam pensar nisso. Sakura abraçada a seu pai, apenas planejava um belo futuro em família. Com sua madrasta como uma otima amiga.
Mas virando uma rua veio um arrepio em seu corpo. Ela aperta o braço do pai que dirigia abraçado a filha. Ele vira-se para a filha preocupado.
- O que foi que ouve Sakura? 
Sakura não respondeu porque lembrou se de algo que ela tinha esquecido. Guardado no fundo da memoria. Algo aterrador. 
Ela lembrou-se da primeira vez que chegou ao orfanato. Seus olhinhos assustados no meio da chuva segurando o pequeno bebê e o carro de seu pai saindo em disparada na rua. Aquele mesmo carro. - Ela aperta mais o braço do pai. 
- Filha.
Sakura com doze anos bate na porta do grande orfanato. E aquela mulher negra de cabelos encaracolados e com olhos claros abre a porta.
- Moça. Me ajude. Meu pai me deixou aqui e eu não sei o que fazer. 
A sua mão fria segura forte em seu braço. - Pareceu que ela voltava a sentir a mesma mão. Ela lembrava apenas do bebê chorando e ela sendo arrastada pelas escadas já sem o bebê e sendo jogada num quarto frio onde em meio a escuridão centenas de olhinhos assustados a olhavão. A porta se fecha. E de repente as crianças saem da escuridão se mostrando magras, sujas e famintas. 
- O meu Deus pai! - Diz Sakura vendo fachos que ninguém menos que Angelica batendo e rindo e louca tacando pratos na parede. 
- O que foi filha? O que foi?
De repente Sakura aponta para algo. Era o orfanato. Mas não era só o orfanato. Era na janela. Uma garota espendurada pela janela. Era Suzana. E prestes a cair.
- Corre pai!
Eriberto puxa o freio de mão e sai como um louco tropeçando, mas correndo...
Suzana pela janela escorrendo graças ao seu suor e chorando olha para seu irmão pela janela preso ao pé da mesa...
- Sergio! Eu vou cair!
- Suzana.
As mãos de Suzana escorregando ela tenta se equilibrar mais a outra mão escorrega junto de seu pé. E ela cai. Mas Eriberto consegue sigura-la antes de cair no chão. 
Sakura chega correndo e aos choros.
- Você está bem garota? 
Suzana chorando e se recuperando do susto se levanta e fala aos berros:
- Meu deus. Gente. Acode. Essa mulher é louca! Ela prendeu meu irmão no pé da mesa trancado na sala dela sem comida e agua a manha toda. E quando tentei salva-lo a Angelica me prendeu do lado de fora da janela.
- Quem meu Deus do céu?  - Pergunta Eriberto confuso e assustado.
Sakura abraça Suzana.
- A dona do orfanato pai. Ela tortura essas crianças a decadas. Ela é uma psicopata. 
- Vamos tirar meu irmão dali moça rapido.
Eles entram no orfanato e ouvem as meninas gritando. Eriberto abre a porta e ve o quarto todo sujo e fedido.
- Meu deus. Como ninguém viu isso? 
Calina abraça Suzana e diz:
- Eu fiquei com tanto medo de você não sobreviver.
- Vamos pegar meu irmão.
Sakura vira-se para o pai. 
- Liga para a policia pai. Rapido!
Logo a policia chegava ao orfanato e alguns minutos depois se encaminhavam para o Tribunal Oculam. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 09:20 - Juri da Guarda Civil Oculam

Yomiko olha para o publico ao seu redor. Um promotor que queria lhe tirar seus filhos. Suas advogadas e suas novas amigas, Riti e Alicinha. Seus visinhos e melhores amigos, Jim e Eduardo, sua filha mais velha Suzam Crof. o Juiz . E uma pergunta:
- Qual seu envolvimento com Carlos Tedesco?
Yomiko deveria contar toda sua historia contar para sua filha mais velha que não tinha sido uma boa pessoa.
- Ele foi meu visinho, quando moravamos na região rural de Oculam. Ele e o irmão dele. Tharly Tedesco.
- E Tharly Tedesco...
- Ele é pai de Sergio Crof e Suzana Crof, mas gostaria que você não me interrompesse senhor promotor.
Eramos crianças, eu e mais duas amigas. Sarah e Sabrina. Viviamos nos cinco naquele grande vastidão de floresta, rios e plantações de trigos. Nos cinco não. Nos seis com meu irmão.
Suzam se levanta assustada. Não sabia nada sobre irmão.
- Minha mãe criou eu e meu irmão com muito sufoco. Meu pai bebia e só chegava em casa para bater na gente ou ficar desmaiado no quarto o dia todo. E ela lavava roupa para a mãe de Carlos e Tharly. Viramos um grupo e tanto que fazia muita bagunça pela região rural de Oculam.
Mas a nossa adolência chegou e foi em bora a nossa inocência. Meu irmão Ray se envolveu com uma de nossas amigas Sarah. Mas formou entre o restante um complicado triangulo amoroso. Tharly me amava e nunca escondeu isso de mim. Sabrina amava Carlos e ela também nunca escondeu isso de Carlos também. Porém Carlos gostava de mim e nunca me contou. E eu ainda não tinha descobrido o significado verdadeiro da palavra gostar. Brincava com Tharly e com seus sentimentos. E nunca dei valor no seu amor. Porém numa de num acampamento que fizemos, depois de muita bebida. Carlos me contou o que sentia, enquanto Sabrina dormia em seus braços. Saimos da cabana e consumimos nosso ató de amor. Não dei valor nas minhas amisades e nem no amor que Tharly tinha em mim. Acabamos adormecendo no meio do mato como animais.
Na manha seguinte acordamos com todos nos olhando. Carlos louco de paixão assumiu seu amor e prometeu casar comigo. Sabrina ficou uma fera e foi embora aos prantos e Tharly aceitou com um sorriso. E começou a se envolver com outra mulher na manha seguinte.
Mudamos todos para a cidade grande de Oculam. Ray porem prefiriu viajar para os EUA, e fingir que não tinha uma irmã. Levou Sarah com ele. E não tive mais noticias. Eu e Carlos vivemos juntos e felizes numa casa por algum tempo. Até que um dia bateu em nossa porta Sabrina. Com uma barriga de nove meses. Mas Carlos não queria saber de filha nenhuma. Queria eu e só eu. Resolvi fazer meu pior erro. Fui a casa de Tharly que tinha tido uma briga feia com sua ex-namorada e o encantei novamente. E falei para Carlos que estava com seu irmão. E que ele deveria assumir o filho com Sabrina. Tharly casou-se comigo mas sabendo que não tinha amor por ele. E naqueles dias de alegria com Carlos eu tinha descoberto o verdadeiro amor. Mas os dias com Carlos não renderam só o amor que sinto por ele até hoje. Rendeu também Suzi e Suzam. Minhas duas filhas. Tharly ficou muito chateado mas aceitou cria-las com carinho e dedicação. Por mim. Passamos épocas muito felizes. E tivemos meus dois anjos. Só que nunca obriguei ele a ter nenhum compromisso. E um dia ele usou de seu direito de ir embora e não duvido que tenha sido pela mesma mulher que ele tinha brigado anos antes.
Fui abandonada e aprendi minha lição. E jurei que diferente de mim meus filhos teriam uma mãe para alerta-los sobre a vida lá fora. Errei sim. Muito. Mas quem nunca errou. Mas sei que jamais faria algo para prejudicar meus filhos. E é por isso que quero meus filhos de volta.
Orfeu sorrindo fala olhando para Yomiko:
-Obrigado pela linda historia Yomiko. Mas você não respondeu minha pergunta. Hoje: O que você tem com Carlos Tedesco? Assassino de Brad Solari, Tony Mello e mais três seguranças do shopping Oculam. E o mesmo homem que buscou garotas de família pobre para cometer esses crimes para ele.
Yomiko com lagrimas nos olhos responde seria:
- Ele é pai de duas das minhas filhas. E o homem que eu amo. E se ele for jugado culpado. Coisa que ainda não foi. Eu visitarei ele todas as sextas feiras levando da melhor comida possivel. Pois ele errou e vai pagar por seus erros como homem.
Mas Orfeu não parou por ai e diz com seriedade.
- E a senhora acha certo que seus filhos convivam com uma visão de que sua mãe namora um assassino, um presidiario?
- Em primeiro lugar senhor Orfeu eu não vou "namorar" com Carlos. Ele é sempre foi meu marido. Nos casamos e não no separamos. E prefiro que eles convivam com esse pai do que um que poderia beber e bater neles, coisa que aconteceu comigo quando era criança e coisa que acontece com muitas crianças por ai, e vocês não cuidam disso.
Mas Orfeu não se abala:
- A senhora Yomiko acha certo deixar sua filha mechendo com fogo correndo o risco de se queimar ou acontecer coisa pior?
- Minha filha é uma garota de quinze anos. Muitas garotas de quinze anos já estam casadas e cuidam de sua propria casa....
- Essa não foi minha pergunta senhora Yomiko!
Mas Yomiko nervosa se levanta e grita com raiva.
- Mas eu estou respondendo sem você me perguntar senhor Orfeu! Minha mãe com dezesseis anos me criou e cuidou do meu irmão. Não me deixou triscar numa panela. Quando casei com Carlos passei por muita dificudade por causa disso. E antes que você diga qualquer coisa. Não estou criando minha filha para ser dona de casa só não. Quero que ela estude e seja uma mulher que possa se sustentar sozinha.
- Já que você levou para esse lado senhora Yomiko. O que levou Suzana Crof e Sergio Crof a chegarem atrazados no colegio?
Essa era a pergunta que Yomiko tinha medo. Ela respira fundo e fala triste.
- Esses ultimos dias foram bem dificeis para todos nós. Como todos já sabem e não pude ser tão presente assim para meus dois mais novos. Mas tinha sempre bons amigos para me ajudar.
- Dois homens solteiros e desempregados? Esses são seus bons amigos?
Yomiko se levanta nervosa novamente.
- Se o senhor está se referindo a Eduardo e Jim, dois homens serios e educados, meus futuros socios na minha lanchonete que estou montando em minha casa...que é a resposta para as "muntueras" de coisas que a senhor Emiliana quis dizer.
- A senhora vai montar uma lanchonete?
- Sim. Senhor Orfeu.
- Na sua casa?
- Não exatamente na minha casa. No quintal da minha casa.
- E quem vai trabalhar na sua lanchonete?
- Colocarei um anuncio no jornal assim que a lanchonete estiver pronta. Se você quiz incinuar se meus filhos iriam trabalhar lá. As duas de maior sim. Os mais novos não.
Orfeu olha nervoso para o juiz. E diz serio e derrotado:
- Sem mais perguntas senhor meretissimo.


De repente se levanta Alicinha com seu sorriso calmo e tranquilo que faz Yomiko ficar aliviada.
- Senhora Yomiko Crof. Você contou toda a sua historia. Mas não contou o que foi nessessariamente o nascimento de seus filhos. O que representou para você a chegada de cada filho seu senhora Yomiko?
Yomiko abre um sorriso e finalmente deixa algumas lagrimas cairem.
- Bem. Cada um veio num momento diferente da minha vida. Logico. Suzam e Suzi vieram no mesmo momento. Foram as primeiras e chegaram num momento dificil da minha vida. Tinha acabado de me mudar para casa de Tharly. Tinha ainda o cheiro da outra mulher dele. E maldosamente tinha me aproveitado da fragilidade de Tharly. Mas comecei a sentir aqueles dois coraçõezinhos batendo dentro de mim, e vi que finalmente algo de bom estava vindo de tanta... Elas nasceram trazendo a alegria para um ambiente de mentiras. E transformou eu e o Tharly num pai e numa mãe. Crianças fazem isso com agente. Parece que volta a inocencia para a casa. Sabe? E elas foram isso. A paz chegando em casa. E para cada briga que tinhamos um dos filhos foi a lembrança de uma linda reconsilhação. Então pelas contas tivemos apenas duas brigas. Eles são minha alegria, e se tornaram meu motivo para continuar vivendo. E eles precisam de mim. Eu não tive tanto tempo para cada um. Mas sei que cada momento que passo com cada um é preciso. E se eu não passar isso com eles... Eu não sei o que pode acontecer.

07 de março de 2025 - 09:10 - Apartamento Lauro

Suzi Crof sobe sorrindo o elevador. Apesar de ter sido chingada tinha mostrado para Fausto que sua vida não dependia só daquele empreguinho michuruca. O elevador para e abre a porta Suzi sai sorrindo carregando a sacola de pão quentinha. Iria fazer uma surpresa para todos. Queria que por meio de tanta tristesa aquele pão quentinho lembrasse para eles o que era lar. Mas ao abrir a porta e ver todos acordados e se arrumando para alguma coisa, Suzi fica assustada. E o pior era que todos estavam de roupas pretas. Alguém tinha morrido. Joe estava falando ao celular preocupado. Suzi fica com o coração apertado.
- O que foi que ouve?
Jorge que tentava colocar no lugar certo uma gravata em Walter ele fala:
- O corpo de Adelia foi liberado. Vamos ir ao cemiterio agora. Não havera velorio.
Cristiny sorri e fala:
- Sabemos que ela já está em outro lugar bem melhor que aqui. Não é inteligente se despedimos apenas de um corpo.
Joe desliga o celular e fala:
- O seguro vai cobrir os estragos da mansão. É para eu ir lá hoje a tarde. E já vão começar a demolição do resto da mansão para construir outra. Mas o meu advogado fez eles pagarem um apartamento nesse mesmo predio pra gente. E também ele vai cuidar da minha separação.
- Separação Joe? - Diz Jorge assustada. - Mas ai você vai perder todo seu dinheiro.
- Então é melhor eu arrumar um emprego logo. Que o preço do seguro não é barato.
Suzi sorrindo abraça Joe. E todos saem do apartamento.

sábado, 16 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 09:00 - Construtora Terency

Desde que começou a amadurecer Sakura sempre soube que tinha algo a mais que chamava a atenção de todos homens. Era pura hipnoze, mas soube que ao dar o que eles querem os homens simplesmente desapareciam. O unico que ela gostou de verdade e ficou com ela depois foi Jack. Seus olhos castanhos e seu sorriso eram armas faceis contra Sakura. E ele conseguia fazer Sakura fazer qualquer coisa só piscando seus olhos castanhos hipnotizantes e dando seu sorriso fácil. Mas ela descobriu que ele apenas queria usar sua arma para ajudar Carlos com seus planos. Mas agora caminhando para a empresa de construções de Terency Sakura aprendeu com sua madrasta que podia essa arma para si mesma. E era isso que iria fazer. Ela se aproxima do grande portão de grades e Terency ao ve-la do escritorio sorri se aproximando com um sorriso malicioso.
- Então a mocinha medrosa veio pegar seu pai.
Sakura respira fundo e soltando um riso humilde e muito fingido fala:
- Me desculpe seu Terency pelo meu mau jeito com o senhor. Eu é que não estava acostumada com um homem que demonstre de tal forma suas emoções.
Terency estranhando abre o portão e se aproxima de Sakura.
- Emoção?
- O Jack, meu ex-namorado não gostava muito de demonstrar seus sentimentos. Ele não era de demonstrar muito entende? - Diz ela rindo maliciosamente. Ela se aproxima de Terency e agarra sua gravata se aproximando mais do rosto de Terency. - Mas podemos conversar e você poderá demonstrar seus sentimentos melhor... - Ela se vira de costas para Terency e vinge olhar a paisagem. - Enquanto eu trabalho para você...
- Então vai aceitar minha oferta de trabalho senhorita Sakura. - Diz ele rindo e alisando os curtos cabelos e repicados de Sakura.
- Sim. Mas não quero que meu trabalhe naquelas maquinas perigosas. Quero ele trabalhando lá dentro do escritorio comigo. - Diz Sakura se virando mostrando que não era boba.
- Mas como vou te conhecer melhor se seu pai vai estar nos atrapalhando o tempo todo no escritorio meu amorzinho? - Diz ele se aproximando novamente dos labios de Sakura.
Ela se afasta e coloca o dedo nos labios de Terency.
- Não se preocupe. Eu trabalharei até as seis. Teremos a noite toda livre.
- Sakura. Já chegou? - Eles se afastam rapidamente sem Eriberto perceber. - Então vamos ver se sua irmãzinha continua no orfanato?
- Pai. Adivinha? Vou começar amanha de manha.
- Nossa. Seu Terency nem sei como posso agradecer.  - Diz ele sorrindo e apertando a mão do patrão.
- Não se preocupe seu Eriberto. Sua filha já vai me agradecer com seu trabalho duro.
- E mas lembra-se dos nossos acordos senhor Terency.
- Não vou esquecer.
Pai e filha saem de carro para o orfanato deixando  Terency na porta. Logo chega um outro funcionario da empresa e sorrindo fala:
- E ai chefinho. Vai faturar mais uma secretariazinha?
- Ela mau espera. Fica se fazendo de dificil mas é o estante dela me dar o que eu quero ela e o papaizinho dela vão estar na rua.