domingo, 12 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 22:20 - Casarão Jorge e Priscila

Priscila em sua casa termina de organizar os porta-retratos em seu novo quarto. Tinha adorado vir para o Brasil. Apesar de morar fora foi educada em português e com a cultura brasileira. E sentir aquele clima quente e aquelas pessoas carinhosas e amistosas tinha sido o maximo para ela. E o melhor foi conhecer o melhor jardineiro do mundo e ver ele batendo em sua porto naquele dia.
Ela sai a janela e vê aquele homem cortando com agilidade o matagal que tinha em volta das poucas flores. A noite já caia e ele continuava lá. Priscila passa pela cozinha pega uma jarra de água e corre até o jardim com um belo sorriso.
- Você não precisa terminar tudo hoje.
Jorge se assusta e se vira encabulado. Estava suado, sujo e com alguns botões da camisa aberta. Ele rindo fala:
- Pretendia apenas terminar esse canteiro de flores.
- Elas estarão ai de manha. - Fala ela estendendo um copo de água para ele. - Amanha talvez terá até mais empregados. Não teremos a casa só para nós dois. - Fala ela alisando a mão dele que pegava o copo.
 Jorge pega o copo e constrangido fala:
- Senhorita, eu não sei o que a senhora pretende...
- Pretendo apenas ser uma boa patroa. - Diz Priscila já desfazendo seu jeito sedutor. - Amanha vai voltar não é?
- Sim é claro.
- Eu vou te esperar. - Diz ela constrangida.
Jorge percebe que Priscila ficou triste e com carinho se aproxima.
- Olha, não é com você...
Priscila olha com um sorriso.
- Não é comigo o que?
Jorge percebendo que ela estava fazendo charme fala:
- Eu perdi minha mulher a três dias atrás. Não sei se consigo...
- Meus pesames. - Diz Priscila surpresa.
- Não se preocupe. Você uma mulher linda e que eu adoraria...
- Relaxa cara. - Diz ela entrando em casa e fechando a porta.
Jorge fecha os olhos com agunia. Como poderia ser tão estupido? Como pode ter falado aquelas coisas para ela? Quem disse que ela estava gostando dele? Que sinais que Jorge viu? O que Priscila estaria pensando dele agora?
Tudo isso passava na cabeça dele na volta para casa.

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