sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

9 de março de 2025 - domingo - 06:50 - Casa Suzi e Joe.

Suzi abre os olhos. Não tinha dormido bem. Ela se levanta com Joe do seu lado reclamando.
- Amor. É domingo. Não precisamos trabalhar.
- Eu não consigo mais dormir. - Diz ela beijando Joe. Ela se arruma e sai para a cozinha.
 Suzi prepara o café da manhã. E Joe logo se aproxima.
- Onde você vai?
- Vou a prefeitura. Preciso falar com o prefeito. Ele era o juiz na época que contrataram a Angelica. Ele deve saber algo sobre...
Joe segura o rosto de Suzi em suas mãos falando com um belo sorriso no rosto.
- Sabia que as vezes você é muito possessiva.
Suzi se senta na cadeira mastigando uma torrada.
- Eu não consigo ficar aqui calma Joe. Tem algo de estranho naquele orfanato e preciso descobrir.
- Como assim Suzi. O que tinha de estranho não era a Angelica?
- Não. - Diz ela entusiasmada para contar a Joe. - Ontem uma das meninas, a Tamara me disse escondida das outras que era para eu escultar o espirito.
- Que espirito?
- O espirito da irmã da Cristiana apareceu para o Eduardo e disse que era para todos darem o fora do orfanato.
- Espera. O que o Eduardo está fazendo no orfanato.
Suzi rindo se levanta pega a sua bolsa e fala:
- Ele é o novo policial de Oculam. Mas se eu for parar para te contar tudo nunca sairei daqui.
Joe beija Suzi.
- Tchau amor. Vou me preparar psicologicamente para mais um almoço na casa da sua mãe.
- Tchau. Vou levar o carro. - Diz ela pegando a chave.
Suzi entra no carro e está saindo da rua quando encontra Eduardo saindo com seu carro também. Suzi busina e Eduardo rindo estica o braço dando um tchauzinho.
- Oi Suzi.
- Oi Eduardo.
- Onde está indo? Não era sua folga?
- Nada. Eu vou a prefeitura conversar com o prefeito.
- Então tá. Boa sorte.
Eduardo sai com o carro para o orfanato Oculam e Suzi vai a prefeitura.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

9 de março de 2025 - domingo - 06:40 - Casa Eduardo e Jim


Riti abre seus olhos. E do seu lado Eduardo dormindo um sono profundo. Riti se levanta, se veste e sai para a cozinha e começa a preparar um lanche rapido quando do quarto de Jim sai ninguém menos que Alicinha com uma camisa de Jim e com o cabelo todo bagunçado.
- O que você tá fazendo aqui Alicinha?
Alicinha dá uma risada e pega a frigideira de Riti.
- Eu sou a namorada do Jim Riti, mais que normal eu dormir na casa do meu namorado.
Riti ri e se senta no sofá enquanto Alicinha prepara o lanche.
- Mas eu vou te confessar uma coisa Alicinha. Eu não acreditei nesse romance até agora. Vocês são os opostos um do outro.
- Você nunca ouviu que os opostos se atraem?- Diz Jim saindo do quarto e dando um susto em Riti. Riti brinca batendo em Jim. Jim vai até Alicinha e a beijando fala:
- Bom dia meu amor.
Alicinha rindo equilibra os ovos na frigideira com olho.
- Você tá doido Jim. Quer que eu derrube isso em você?
Jim se afasta e se senta no sofá com Riti.
- Essa mulher me ama Riti! - Diz ele feliz.
- Que bom que você arrumou alguém Jim. - Diz Riti com carinho para o amigo.
- É. Você achou que eu iria ser o amigo solteirão grudento que atrapalha a vida do casal né?
- Não é isso seu bobo. - Diz Riti soltando um gargalhada. A campainha toca.  E Jim se levanta para atender. Enquanto Eduardo se levanta da cama também e vai até a sala cumprimentando Alicinha e beijando Riti.
Mas ao Jim abrir a porta ele leva um susto. Dois homens vestidos de farda de policial estavam parados ao lado de que ninguém menos que Angel, o robo de seu amigo.
- Você é senhor Jim Bach Jacó?
-Jim o que? - Diz Alicinha se aproximando rindo. - Esse é seu sobrenome? - Mas logo ela vê os policias.
- Sim sou eu. Porque? - Fala Jim preocupado.
- Aconteceu um acidente da Faculdade de Ciências de Oculam. - Disse o segundo policial.
- Como assim? Que tipo de acidente?
Jim abre a porta para os dois policias e Angel entrar. Eles se sentam no sofá. E Eduardo, Alicinha e Riti se aproximam.
- É muito dificil de te falar isso senhor Jim, mas Nepomuceno Camocim de Cândole era seu amigo?
- Sim. De infância? Ele está bem? O que a robô dele está fazendo aqui? - Fala Jim preocupado. Eduardo segura o ombro do amigo.
- O laboratorio dele foi incêndiado. Ele não sobreviveu.
- Ele o que? Como assim? "Foi" encêndiado? Por quem?
- Estamos averiguando isso senhor Jim. Talvez possa ter sido suicidio. A robo estava do lado de fora com um bilhete escrito a mão dizendo que ela era para ficar com o senhor.
- Comigo?- Pergunta Jim assustado.
- Como assim ficar com você Jim? - Pergunta Alicinha nervosa para o Angel. - Ela é um robô? E vai ficar com você?
Eduardo se aproxima.
- Calma Alicinha. As coisas  já estão bem ruins. Não piore as coisas.
Os policias se levantam falando.
- Vamos investigar o ocorrido senhor Jim. Se não quiser ficar com o robo...
- Meu nome é Angel. - Fala o robô com educação. - Gostaria que se refericem assim de mim. Por favor.
- Ela fala? - Grita Riti assustado.
- É logico que ela fala Riti. Você queria o que? Um ciêntista ia construir um espetaculo de mulher dessa e ia deixar ela sem voz?- Fala Alicinha.
- Se bem que tem homens que não sentem tanta necessidade de voz em mulheres sabiam? - Gruni Eduardo nervoso.
Jim vai até a porta com os policias que continuam a falar:
- Como eu ia dizendo senhor Jim, se não quizer ficar com a senhorita Angel, logo que encontrarmos famíliares do senhor Nepomuceno, podemos vir buscar.
- Não se preocupem eu cuido dela. Tenham um bom dia.
Eles saem e Jim fecha a porta chocado. Eduardo se aproxima com agunia.
- Meu amigo. Eu sinto muito pela perda. Não conhecia Nepomuceno, mas aposto que ele era muito gente boa.
- Você conhecia. No colegio você colocava ele dentro do ármario.
- Ou. Eu sinto muito de novo.
Alicinha olha para Angel com agunia.
- E o que você vai fazer com isso Jim?
Angel vira-se para Alicinha o que a faz ter arrepio.
- Eu não sei. Deixe ai. Depois eu vejo o que faço.
- Bem. - Fala Eduardo se levantando do sofá. - Eu vou trabalhar. Para vocês que podem ficar sem trabalhar no domingo um bom dia. - Ele se encaminha para saida e com um sorriso fala para o robo. - Bom dia para você também Angel.
- Tenha um bom dia senhor.
Os três da cozinha ficam olhando para Angel que na sala sentada no sofá estava parada olhando para a parede.

9 de março de 2025 - domingo - 06:30 - Apartamento Lauro

Suzam acorda. Abre os olhos. Lauro sem camisa já estava calçando os sapatos para sair. Suzam beija as costas de Lauro e sobe até as orelhas. E fala rindo:
- É domingo. Vai trabalhar até hoje?
Lauro se levanta serio e pega sua camisa no chão.
- É meu dever Suzam.
- Até ontem você era um professor desempregado agora você tem deveres na empresa do seu pai?
- É minha empresa também Suzam. - Diz ele abotando a camisa. Suzam sensualmente se aproxima de Lauro.
- Porque está falando que nem um robô?
Lauro sai do quarto e Suzam o segue estranhando.
- Hoje vamos visitar sua mãe. Porque não vai ao salão fazer um corte mais serio. Agora você vai ser esposa de um dono de empresa.
- O que foi que ouve Lauro? Eu fui dormir com quase um Dom Ruan e acordo com esse robô.
Lauro se vira nervoso para Suzam.
- Eu estou te dando um dia de princesa no salão e eu sou um robô? - Ele respira fundo e se aproxima de Suzam. - Eu só estou extressado. É muito dificil tentar ocupar o lugar do meu avô e do meu pai.
- Mais só por causa disso não precisa ser eles. - Fala ela se aproximando e beijando Lauro.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

9 de março de 2025 - domingo - 06:20- Apartamento Tibério

Meg Hele Hermann abre os olhos. Seu lindo apartamento com uma cama redonda e lonçois brancos a fazem acordar com muito mais orgulho. A poucos dias passou de um hotelzinho furreca do centro de Oculam para um dos lindos apartamentos de Tibério Uda Melo.
Ela se levanta e sorrindo olha-se no espelho com a linda langeri que seu marido lhe deu. E pensa em como o seu povo lá de Ocuol ia achar disso.
Meg Hele Hermann apesar de ter nome muito chique teve horigem bem humilde no interior de Ocuol. Veio de lá para Oculam para tentar a sorte e um dia quando estava num clube foi achada por um caça-talento. Virou modelo. E no segundo dia seguinte de ensaios para uma revista Tibério a viu. E a chamou para ser reporter de moda. De reporter de moda com seu talento e exibindo muito os seus dotes conseguiu chegar a ser ancora do jornal. Mas ela queria mais. E a resposta estava do seu lado. Tibério mesmo sendo um senhor muito velho sempre se intereçou por mulheres mais novas. E para o dono de uma televisão o que faltava era isso. Uma linda mulher do lado.
Depois que Joel saiu da empresa ficou até mais facil se aproximar do chefe. E logo se casaram. E ela conseguiu ser dona do jornal e se mudar para aquele belo apartamento. E quando ela achou que nada poderia ser melhor Joe aparece implorando por um emprego. Ela conseguiu humilha-lo igualmente como ele a humilhou a poucos dias deixando ela sozinha em horario nobre.
Meg ri de sua maldade e vingaça. E pega um controle remoto e aperta um botão. As paredes começam a se mexer e se abre uma grande tela. Meg risonha se senta na cama e fala para a tela:
- Serena. Ligue-me com meu amor.
Da tela surge uma mulher limpando uma casa tipico anos 60. Ela se vira sem paciência.
- Você sabe que ele ainda deve estar dormindo.
- Você é apenas a secretaria eletronica do meu marido Serena! Nem é de verdade. Não deve dar palpite.
Serena vira os olhos e continua a passar o espanador nos moveis estilo anos 60.
- Ele vai ficar muito nervoso com você. - Serena aperta um outro controle remoto e aparece a cara feliz de Tibério andando pela rua.
- Oi amor! - Fala o velho sorrindo.
- Oi Tibério. Mas você já está acordado.
- Sim é claro. Fui acordado cedo com a noticia do Joe.
- Olha. - Diz ela tentando explicar. - Eu já o demiti. Isso não vai mais acontecer.
- Não vai mais acontecer o que Meg. É logico que deve acontecer. O quadro do Joe no jornal da manha foi um sussesso total. Você não leu o jornal.
Meg chocada e com muita raiva caminha até uma outra parede e abre outra tela. Na tela surge as manchetes de um jornal.
"Joel Meirelles a nova cara do jornalismo. Sem seriedade e com muito jogo de cintura ele consegue passar a noticia com muito humor e chamando a atenção de jovem, adultos e idosos com sua belesa e carisma."
Meg taca a tela do computador no chão grunindo de raiva. E da tela Tibério olha estranhando para a esposa.
- Algum problema amor?
Meg disfarçando olha para o marido com meiguice.
- Levei um choque. Deve mandar a Serena para o concerto. Ela não gosta de mim.
- Ou sim. Vou ver isso. Bem Meg, faça mais uma noticia hoje com o Joel. Vou voltar hoje anoite viu?
- Tá bem. - Meg desliga a televisão nervosa. De repente surge de novo na tela Serena.
- Eu não te dei choque nenhum sua mentirosa.
- Tchau Serena. - Diz ela tirando da tomada a televisão. Ela morrendo de raiva vira-se para a janela e fala:
- Segura Joe, que eu não vou ter mais dó.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

9 de março de 2025 - domingo - 06:10 - Barraco Durval



Mariana abre os olhos. Está tudo escuro. Seu quartinho velho que ia dormiu pela ultima vez estava ali. Mas algo de estranho. Do lado de fora do quarto, não era a cabana velha de Durval. Era mais parecido um corredor de um castelo, com pisos de marmore coloridos e grandes janelas fechadas, o teto pendurava varios lustres lindicimos.
Mariana se levanta com agunia e medo e começa a caminhar pelo corredor. E com dificuldade abre uma das varias janelas. E para sua surpresa era um espelho. Só que seus cabelos não estavam bem penteados como ela costuma pentear. Estava rebeldes como era de Mariany. E quando Mariana vai para triscar no espelho percebe que seu reflexo não se mexia. E começa a abrir um lindo sorriso. Não era seu reflexo. Era sua irmã.
- Mariany? É você?
- Minha irmãzinha.
- Estava com tanta saudades. - Diz Mariana tentando tocar a irmã mas sendo atrapalhada pelo vidro do espelho. Ela chora abraçada ao vidro.- Sinto tanto a sua falta.
- Seja forte Mariana. Você diferente de mim terá a chance de pagar as coisas erradas que fizemos.
- Como vou fazer isso?
- Você vai evitar um desastre.
- Que desastre?
De repente pelo corredor surge um turbilhão de água que faz Mariana correr em desespero. E quando a água fria vai para atingi-la. Mariana acorda assustada. Rafael acordava ela.
- Ei acorde.
- Ai Rafael. Tive um sonho tão assustador.
- Então foi pesadelo. - Diz ele rindo. - Vamos temos que preparar as malas se não já seremos demitidos antes de começar o serviço.
Mariana ri e se levanta.
- Não se preocupe. Nosso futuro está garantido. Seremos muito felizes Rafael.
- Nem sei como agradecer Mariana tudo que está fazendo por mim e meu pai.
- Tem um anjo nos protegendo. Pode ter certeza disso. - Diz Mariana abraçando o amigo.
- E estou abraçando ele agora. -Fala Rafael deixando Mariana sem graça que se disfas do abraço e fala para ele:
- Agora me deixe trocar de roupa que por mais que não sejamos demitidos é feio chegar tarde no primeiro dia.
Ele sai e deixa Mariana assustada com o pesadelo e com o sentimento que estava tomando conta do seu coração.

domingo, 26 de dezembro de 2010

9 de março de 2025 - domingo - 06:00 - Casa Raimunda e Eriberto



Sakura acorda cedo. Se levanta com a voz calma e tranquila de Elizio. Ela se alegra. Ele estava falando com alguém na sala. Era bom ter uma família. Uma pessoa que gosta sempre do lado para conversar, para se importar com você. A muito tempo não sentia isso.
Ela se levanta troca de roupa e vai até a sala para ver com quem ele estava conversando tão animadamente. Mas para ao perceber que Elizio não estava conversando tão alto assim. Estava cochichando. E ao telefone. E era algo sem duvida que ninguém deveria escultar. Atrás da porta ela esculta com suspiros pesados.
- Paloma, hoje vai ser um dia perfeito. Minha mãe não está aqui. É. Eu achei que ela que não ia gostar de te conhecer. Mas meu padrasto vai te adorar. Minhas irmãs também. Mas quero que seja uma surpresa. Tchau amorzinho. Gaste o que você quiser no salão. Quero que fique bem bonita para conhecer minha família.
Sakura suspira fundo. Era uma pontada no seu coração. Sua segurança tinha se desastabilizado. Não tinha mais seu amigo Elizio. Sua paixão platonica que não podia acontecer de jeito nenhum. Mas agora não tinha mesmo chance de acontecer algo. Ele tinha alguém. Ele nunca gostou dela.
Todos ali tinham uma historia antes dela chegar. Não podia simplesmente achar que ele ficaria ali, apaixonado por ela, e sonhando com um romance as escondidas, quando ela se casasse com Terency. Isso seria maldade. Isso era egoista.
Sakura volta para seu quarto com as lagrimas no rosto. Ela olha firme para sua carteira de trabalho recém-feita na comoda. Seu destino era Terency. Casar com ele e ser a primeira dama. Não tinha jeito. Não estava destinada a ser feliz.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 23:10 - Orfanato Oculam

Raimunda está deitada em sua cama no orfanato Oculam mas com seus olhos bem abertos. Não conseguia dormir. Qualquer movimento no quarto ela se levantava apavorada. Não era todo dia que se via um espirito de verdade na sua frente. Ainda mais que queira te ajudar. Raimunda sempre pensou que os espiritos eram seres malvados que vinham apenas para destruir a paz dos vivos.
Porém ver aquele espirito bonzinho a deixou muito confusa. Se tivesse aparecido um fantasma maldoso ela sairia doida correndo daquele orfanato esquisito. Mas era um fantasma bonzinho, falando para ela sair correndo daquele orfanato, mas era um fantasma bonzinho.
Ela se levanta da cama. Tinha que escultar o fantasma bonzinho. Não podia fingir que ela tinha dito ao contrario. Ela veste uma calça jins em cima do pijama e pega as malas e começa a faze-las. No inicio estava facil sair escondida dali. Mas logo suas pernas ficaram tremulas e sua conciência começou a ficar pesada. Iria ligar para Suzi assim as meninas não ficariam sozinhas.
Raimunda desce as escadas com medo e agunia com menos barulho possivel segurando sua mala, a bolsa e tentando discar o numero de Suzi. Mas não dava certo. Ela sai do orfanato e começa a caminhar. Iria até o ponto de onibus até o fim da estrada.
Ela começa a caminhar e percebe passos dentro do orfanato. Raimunda deixa as malas do lado de fora do orfanato junto da bolsa e entra novamente no orfanato.
- Oi? Tem alguém ai?
Raimunda ouve mais uma vez passos na escada. Ela se aproxima da escada com medo.
- Meninas?
Ao longe do orfanato se ouve os gritos estericos de Raimunda. Trevor do meio da floresta esculta os gritos e continua a caminhar carregando dois animais mortos pela caça. E entra na cabana. E para seu desespero tinha três pessoas lá dentro. Do meio da escuridão surge Angelica com um sorriso maligno.
- Olá Trevor. Tenho um segredinho pra te contar.
Da escuridão também surge mais duas pessoas. Duas senhoras idosas. Uma tinha os lindos cabelos ruivos e trançados de Miriam e a outra os cabelos encaracolados de Emiliana. As duas senhoras gritam em desespero e logo o grito de Trevor se ouve também.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 23:05 - Apartamento Juliana

Juliana chega em seu apartamento. Estava cansada, mas não por causa do trabalho como secretaria da prefeitura. Mas sim cansada de ficar sozinha. Foi um dia dificil sem as tardes no shopping com Carol. Sem seu riso solto, sua despreocupação com o preocupavel, sua preocupação com o frivolo. Seu jeito de esconder os grandes problemas que tinha. Juliana se senta em seu sofá triste.
Conseguiu muito bem viver como uma solteirona por todos esses anos. Mas não ia saber viver sem uma amiga.
Ela vira-se para a foto dela com sua amiga no shopping. E pega o telefone e disca:
- Alô? Pai?

sábado, 18 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 23:00 - Rua Eliz



Sakura chega em casa com seu pai. Ele fala no celular com alegria e nem percebe a filha correndo para o banheiro segurando as lagrimas. Ao chegar e se olhar no espelho ela despenca. Como poderia se tornar outra pessoa? Uma pessoa vulgar e suja? Não queria ser aquela Sakura novamente. Queria ser a Sakura de quando estava no orfanato. Cheia de sonhos. Inocente. Mas não podia ser. A Sakura inocente tinha morrido no instante que tinha deixado o orfanato Oculam. Ela cai em lagrimas e suspiros profundos.
De repente Elizio entra no banheiro. Ele assustado percebendo que Sakura estava ali fala envergonhado:
- Me desculpe Sakura eu não sabia...
- Tudo bem. - Ele olha para ela. Ela estava chorando.- Eu que não tranquei a porta. - Diz ela tentando esconder as lagrimas.
- O que ouve? O que você tem?
- Não tenho nada. - Diz Sakura já deixando algumas lagrimas cairem. Elizio abraça Sakura com carinho.
- Conta para o seu irmão o que ouve?
Ele levanta o queixo de Sakura e ela é obrigada a olhar para os olhos dele. E por um segundo as mãos dela esquentam e seu coração bate forte. Ela tira as mãos das mãos de Elizio e sai do banheiro indo para o quarto e limpando as lagrimas fala rindo:
- São apenas problemas no trabalho que não deixam essas lagrimas pararem de cair.
- No primeiro dia? - Diz ele se aproximando novamente de Sakura. - Me conta. Confia em mim.
Ela constrangida se vira com agunia para Elizio.
- Eu não quero voltar a ser quem eu era antes. Eu queria muito ser uma nova Sakura. Com novos desejos, novas oportunidades. Mas eu não...
- Eu sei de uma coisa... - diz Elizio se aproximando novamente de Sakura e olhando firme em seus olhos. - Eu gosto da Sakura Carvalho, uma linda mulher que sabe o que quer. E que não deixa se enfluênciar por ninguém. É só se perguntar: O que você quer agora?
Sakura olha e engole a seco o que queria dizer. E com um sorriso disfarça.
- É eu que deveria dar concelhos para o meu irmão mais novo. - Diz ela se afastando mais um pouco. Mas Elizio se aproxima novamente falando.
- Você sabe que eu não vejo a diferença.- Mas logo ele se afasta também saindo do quarto. - Boa noite Sakura. Pense no que eu disse. Quem sabe suas lagrimas não param de cair assim.
Sakura sentada na cama sabia o que queria. Mas não podia ter. E com tristeza ela tenta apagar isso da cabeça. Era obrigada a ser a mulher de Terency. E tinha que ser.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 22:40 - Orfanato Oculam

Raimunda está no orfanato. Ela com o celular no ouvido e já de roupas de dormir anda até os quartos das meninas e vê cada uma em sua cama. E com sorriso fala com o marido pelo telefone:
- No inicio achei muito chato Eriberto. Você sabe como eu sou. - Diz ela se encaminhando para o seu quarto que era o de Angelica e fecha  a porta trancando-a. - Mas a Suzi me mostrou que esse trabalho pode ser bom. Estou começando a gostar das meninas. - Raimunda com um sorriso enorme se senta na cama e fala: - Estou pensando até em arrumar uma menininha. Eu sei eu já estou muito velha. Mas quem sabe adoção?.... Alô? Eriberto?
O telefone fica mudo. Raimunda olha para o telefone vê que a ligação continua. O vento forte faz a janela bater. Ela larga o celular e fecha a janela e percebe que começou a chover. Raimunda com agunia se vira para cama e percebe que seu celular não estava ali. Ela respira fundo. Não adiantava ter medo. Se tivesse algo lá, somente ela teria que enfrentar. Raimunda se aproxima da cama e se abaixa procurando o celular no chão. Até que o vê debaixo da cama. Ela aliviada estica o braço para pegar quando sente algo gelido segurando seu braço com força. Raimunda olha aparavorada para o mesmo espirito branco que tinha aparecido para Eduardo. Mas ela olha firme para o espirito e não com medo.
- Eu mandei vocês fugirem!
- Não dá para tirar todas as meninas do orfanato? Pra onde iriam?
- Eu não disse as meninas do orfanato. Eu quis dizer vocês: Suzi, Eduardo e Raimunda.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 22:30 - Casa Eduardo e Jim



Jim está em seu quarto. Mechia no computador. Não estava fazendo nada. Apenas tentava fingir que não estava com raiva. Raiva de ter achado que uma mulher linda como Alicinha iria querer algo com ele. Raiva de ter tido esperança de ter uma família, de dividir algo com alguém. Ele esmurra o teclado e grita alto:
- Droga!
Dessa vez tinha ficado tão perto de encontrar esse alguém. Mas de repente ao se virar para a porta Alicinha estava lá. Ele segura a respiração. O que iria dizer a ela? Não iria querer ser o outro. Não queria ser o Ricardão da historia. Alicinha sorri para dificultar as coisas.
- A Riti me deixou entrar.
Jim abaixa a cabeça. Não tinha o que dizer. Não dava conta de falar nada. Alicinha se aproxima. Ela estava tão linda. Com seus cabelos castanhos longos, uma maquiagem forte nos olhos.
- Sei que foi lá em casa hoje. - Jim se senta na cama e ela se senta ao seu lado.- E sei que viu algo que não deveria ver.
- Você tem um filho e uma marido Alicinha?
- Eu tive. - Jim arregala os olhos. Estava chocado. Não era o que ele imaginou. Tinha uma esperança?- Eles morreram a dois anos. Num acidente de carro. - Alicinha olha firme para Jim. Seus olhos deixavam transpassar toda dor.- Ele não era parecido com você em nada. Era sério, charmoso e frio. Mas eu o amava. E tive um filho com ele. Mas as coisas já não estava boas entre a gente. Era sufocante saber que teria que ficar com ele pelo resto da vida. - Alicinha não já mais estava falando com Jim. Estava olhando para o vazio e chorando. Ela estava desabafando. - Eu não iria aguentar. Ter que ficar só cuidando da casa... ele não me deixava trabalhar. E quando os policiais chegaram a minha casa para me falar a noticia....
- Lagrimas caem dos olhos de Alicinha. - Eu não chorei. O primeiro sentimento que tive foi que eu estava livre. Eu podia tomar o rumo da minha vida de novo. Como uma mãe e uma esposa pode não chorar com a noticia da morte do marido e do filho? Eu não chorei Jim! Eu não chorei! - Diz ela abraçando Jim e finalmente chorando. Depois de muito chorar ela se levanta e fala: - Mas ai apareceu você. Jim, você é uma pessoa que eu trocaria toda liberdade do mundo por você. Você é engraçado, e faz com que minha vida fique cada dia com um toque especial. Eu amo você Jim. De verdade.  E quero ser sua.

Alicinha se levanta e fecha a porta e começa a desabotoar a blusa. Jim se levanta com seriedade no olhar e beija Alicinha.
- Eu não vou tomar o rumo da sua vida. Quero que você viva a sua vida. Mas comigo do lado.
Eles se beijam mais uma vez com força e demonstrando todo amor que estavam guardado dentro de si caindo na cama para uma bela noite.

domingo, 12 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 22:20 - Casarão Jorge e Priscila

Priscila em sua casa termina de organizar os porta-retratos em seu novo quarto. Tinha adorado vir para o Brasil. Apesar de morar fora foi educada em português e com a cultura brasileira. E sentir aquele clima quente e aquelas pessoas carinhosas e amistosas tinha sido o maximo para ela. E o melhor foi conhecer o melhor jardineiro do mundo e ver ele batendo em sua porto naquele dia.
Ela sai a janela e vê aquele homem cortando com agilidade o matagal que tinha em volta das poucas flores. A noite já caia e ele continuava lá. Priscila passa pela cozinha pega uma jarra de água e corre até o jardim com um belo sorriso.
- Você não precisa terminar tudo hoje.
Jorge se assusta e se vira encabulado. Estava suado, sujo e com alguns botões da camisa aberta. Ele rindo fala:
- Pretendia apenas terminar esse canteiro de flores.
- Elas estarão ai de manha. - Fala ela estendendo um copo de água para ele. - Amanha talvez terá até mais empregados. Não teremos a casa só para nós dois. - Fala ela alisando a mão dele que pegava o copo.
 Jorge pega o copo e constrangido fala:
- Senhorita, eu não sei o que a senhora pretende...
- Pretendo apenas ser uma boa patroa. - Diz Priscila já desfazendo seu jeito sedutor. - Amanha vai voltar não é?
- Sim é claro.
- Eu vou te esperar. - Diz ela constrangida.
Jorge percebe que Priscila ficou triste e com carinho se aproxima.
- Olha, não é com você...
Priscila olha com um sorriso.
- Não é comigo o que?
Jorge percebendo que ela estava fazendo charme fala:
- Eu perdi minha mulher a três dias atrás. Não sei se consigo...
- Meus pesames. - Diz Priscila surpresa.
- Não se preocupe. Você uma mulher linda e que eu adoraria...
- Relaxa cara. - Diz ela entrando em casa e fechando a porta.
Jorge fecha os olhos com agunia. Como poderia ser tão estupido? Como pode ter falado aquelas coisas para ela? Quem disse que ela estava gostando dele? Que sinais que Jorge viu? O que Priscila estaria pensando dele agora?
Tudo isso passava na cabeça dele na volta para casa.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - Cristiny

Cristiny abre seus olhos. Dormir num quarto só seu era a melhor sensação do mundo. Isso foi a primeira coisa que veio-lhe a cabeça. Ela se levanta, e olha em volta ao quarto. A cor de rosa, apesar de não ser sua cor prefirida deixava um tom seu no quarto. O que ela nunca teve na vida. Sempre teve que dividir tudo com o irmão. E isso era bem complicado sendo do sexo oposto.
Ela se olha no espelho. A cicatriz em sua testa já estava sumindo. Isso era bom. Ela a lembrava a cada vez que olhava no espelho que sua mãe a tinha tentado à matar. Antes de morrer por um tiro de um policial. Mas não tinha raiva da mãe. Tinha perdoado na manha passada, quando viu seu espirito num hotel velho de Oculam.
Ela sai do quarto e vai até a cozinha. O relogio mostrava que ainda era seis horas. Ainda não tinha se acostumado que não precisava mais acordar cedo para arrumar a casa para dona Carol. Não era mais empregada. Ela passando pelo corredor bate na porta do quarto do pai. Mas o vê vasio. Ela assustada pergunta:
- Pai?
- Estou aqui na sala.
Cristiny vai até a sala e vê o pai se levantando do sofá. Estava deitado.
- Você dormiu ai?
- Eu não dormi. Não consegui tirar sua mãe da cabeça.
- Minha mãe ou a prima da Suzi?- diz Cristiny rindo. Mas Jorge faz cara de quem não gostou.
- Não gosto dessa brincadeira filha. Sua mãe morreu a poucos dias.
- Não é motivo para você não viver. Se a vida está te mostrando um motivo agora, é agora que você deve se agarrar a esse motivo.
Jorge abraça a filha e fala rindo:
- É eu que deveria estar te dando conselhos Cristiny.
- Pois eu vou te dar outro. Que tal um bom lanche?
Cristiny rindo se levanta e vai até a cozinha onde Cristian já acordado já preparava seu lanche.
- Nossa. Foi rapido em Cristian?
- É claro. Estou louco para ir a casa da Yomiko e contar a novidade para ela?
- Para ela ou para a filhinha dela? - Diz Jorge abraçado a filha.
- Não é nada disso. - Diz Cristian comendo um sanduiche recém-preparado e todo vermelho.
Cristiny pegando também pão para fazer o sanduiche fala rindo.
- Pois eu também acho que vai ser muito legal fazer amizade com as irmãs da Suzi.
- A senhora Yomiko e seus filhos são muito educados. Sabemos agora de onde veio a educação dela. - Fala Jorge já comendo pão.
- Menos a irmã gêmea da Suzi. Não gostei da cara dela. - Fala Cristiny comendo o sanduiche já.
- Mas ela tem a mesma cara que a Suzi Cristiny. - Diz Cristian rindo.
- Vocês sabem o que estou querendo dizer. Ela não é do mesmo jeito que ela.
- Porque vocês não larguem de conversar e vamos logo para casa da Suzi. Quero saber o que eles vam fazer hoje.
Eles terminam de lanchar com alegria e juntos vão até a casa vizinha. E abrindo a porta ouvem Arthur, Danielly, Suzi e Joel rindo. Eles entram e Jorge cumprimenta com educação.
 - Bom dia Joe. Bom dia Suzi. Boa dia crianças.
Suzi animada se vira para eles falando:
- E ai? Como foi a primeira noite na casa nova?
Cristiny nem sabia como descrever. Foi encrivel. Mas ela prefiriu dize apenas:
- Nem vi passar. Dormi como uma pedra.
Cristian parecendo não se controlar mais fala:
- E ai? Vamos falar a surpresa para sua mãe Suzi?
- Ela vai morrer quando souber que você está morando na rua dela.- Diz Arthur rindo.
-Não vai dar gente. - Diz Suzi decepcionada. - Eu e o Joe vamos procurar emprego. Se não, não vai dar para sustentar essa casa.
Vendo a decepção na cara das crianças ela continua a falar.
- Porque vocês não vão falar com ela vocês. Ela vai adorar.
Todos comemoram com alegria. Menos Danielly que timida fala:
- Eu acho melhor ficar Suzi. Eu vou quando você for.
- Que isso Danielly? Vai com o Cristian, o Arthur e a Cristiny.
Danielly continua a comer seu cereal sem olhar para os dois e fala baixinho:
- Eu prefiro ficar aqui Suzi.
Suzi com fala triste:
- Tudo bem Danielly. Amanha iremos juntas.
Suzi se levanta e beija Arthur e Danielly.
- Agora eu vou ver se consigo o emprego no orfanato. Me desejem boa sorte.
Arthur fingindo ficar emburrado fala:
- Antes de você ser nossa mãe você podia ficar com agente o dia todo. Agora que é vai trabalhar?
Todos riem e Joe abraça Suzi e fala para Arthur.
- Não se preocupe Arthur. Amanha ela será toda nossa.
Suzi e Joe vão embora e Cristiny, Cristian e Arthur saem correndo a casa Yomiko sem perceber que Jorge tinha ficado sozinho no meio da rua.
Cristiny, Cristian e Arthur chegam na casa de Yomiko e batem na porta. Suzana abre com um belo sorriso.
- Oi? Vocês por aqui?
- Você não vai acreditar Suzana. - Diz Cristian se entrometendo na frente. - Nos mudamos para casa ao lado da suas.
- Jura? - Diz Suzana retribuindo o sorriso para Cristian. Cristiny não estava acostumada a ver uma amiga sua a retribuir um sorriso do seu irmão. Na verdade Cristiny nunca teve amigas. E a primeira já estava dando mole para seu irmão. - Mas entrem. Eu vou chamar o Sergio.
Eles entram na casa e percebem que Suzana tinha acabado de acordar.
- Desculpe acordar você Suzana. Mas o Cristian não estava se aguentando. - Cristiny por um segundo se sentiu muito mal. Porque queria humilhar o irmão?
- Mas que gracinha. - Diz Suzana com inocencia entrando no quarto do irmão. Cristian olha nervoso para ela. Mas Cristiny finge que não viu nada. Logo Suzana sai do quaro acompanhada de sergio que estava com o cabelo todo bagunçado.
- Oi Arthur. É verdade o que a Suzana me contou?
- É. - Diz Arthur se sentando no sofá.
- Vamos jogar? - Diz Arthur já ligando o video-game.
Suzana com carinho fala para Cristian e Cristiny.
- Vamos a cozinha. Vou preparar um lanche para esse viciado.
Eles vão a cozinha toda bagunçada. Com pia suja. E Cristian logo fala rindo.
- Quer que agente ajude Suzana?
- Nossa. Seria uma maximo Cristian. - Fala ela abrindo a geladeira.
Cristiny fica nervosa com o irmão. A unica coisa que queria naquele dia fantastico e colocar a mão numa pia de louça suja. Cristian ainda fala para a irmã:
- Você lava e eu enchugo tá?
- Tá. -Diz Cristiny demonstrando que não tinha gostado mas silenciosamente só para o irmão. Suzan começa a preparar o lanche enquanto Cristiny e Cristian lavam vasilhas.
- Então, cadê a Suzi e o Joe?
- Foram procurar emprego. - Fala Cristian não deixando Cristiny responder a irritando.
- Mas no sabado?- Fala Suzana inocente.
- Mas eles precisam. - Diz Cristiny se empenhando em tirar a sujeira da vasilha.- Agora o Joe não é mais um homem rico. Deixou tudo para a ex-esposa.
- E como é que está a Carol?
- Tá no hospital. Diz que o estado é grave. Não tive coragem de ver. - Fala Cristiny percebendo que aquele tipo de conversa, fofocar, não era o ponto alto do irmão.
- Mas será que ela se queimou muito?
- Meu pai me falou ontem de noite que sim.
- Já pensou que coisa horrivel? Ter o corpo todo queimado? - Pergunta Cristian com cara de nojo.
- Mas foi culpa dela proprio Cristian. Ela que queria tacar fogo no Joe e na Suzi. - Cristiny se lembra que Arthur estava lá fora e faz cara de agunia.
- Não se preocupe Cristiny. Com esse video game. Eles ficam em outro mundo.
Logo eles percebem que Yomiko acordou. E depois de terminar de lavar as vasilhas Cristiny, Cristian e Suzana saem da cozinha.

- Mas o que faz aqui Arthur? Cadê a Suzi e o Joe?- Pergunta Yomiko a Arthur.
Cristiny e Cristian falam ao mesmo tempo.
- Oi senhora Yomiko?
- Oi Cristian, oi Cristiny. Vocês podem me responder onde estão o Joe e a Suzi que esses dois com esse video game estão impossivel.
- Sim dona Yomiko. Suzi está no orfanato e Joe a essas horas deve estar... - diz Cristiny olhando para o relogio e depois trocando de canal do video game para o canal do jornal. - Está na televisão agora.

Em meio as reclamações dos garotos começa a reportagem que Joel tinha feito e quando termina Arthur fica boquiaberto. E Yomiko preocupada troca de canal de volta para o video game.
- Bem acho que não tem tanto problema assim um joguinho de video game. - Yomiko arrasta Cristiny, Cristian e Suzana até a cozinha e aos chochichos fala:
- O que é que aconteceu Cristiny?
- Bem, dona Yomiko, o Joe pegou o dinheiro do seguro pela mansão que era dele e comprou duas casas simples para nós. E não por conhecidência e as duas casas visinhas a sua.
Yomiko com cara feia fala:
- Sabia que aquela nojenta da Fabiola não ia aguentar ficar me encarando depois de depor contra mim no tribunal.- Mas se volta com um grande sorriso para os três. - Mas vai ser uma alegria ter minha filha morando do meu lado. E é logico vocês também. Sendo amigos de minha filha. Também é meus amigos.
- Mãe. Agente tava querendo ir a praça. Pode? - Suzana fala com vergonha.
- Pode. E leve o Sergio e o Arthur também. Não quero eles o dia todo no video game. E muito menos com esses pedreiros malucos que o Ray contratou.

E assim os cinco se encaminham até o belo parque de Oculam. O manhã se passou aguniante. Cristiny se sentiu sozinha. Por mais que Suzana fosse extremamente amiga e demonstrasse carinho tanto por Cristian e Cristiny. O irmão parecia sempre dar um jeito de ser o centro das atenções. Ou quem sabe era Suzana que se enteressasse realmente pelas coisas que Cristian falava. Cristiny no parque tentou até ficar do lado de Sergio e Arthur, mas estava sobrando naquele lugar. E sozinha começou a tacar pedrinhas na lagoa do parque e de longe via. Cristian tentando seduzir Suzana. Ele passando a mão nos cabelos dela. Ela rindo e passando a mão no cabelo dele. O vento frio se aproximando.
Logo a hora do almoço chega. E Cristiny não aguentando mais se aproxima do casal que ensistia em não se formar ainda. E fala com um sorriso:
- Cristian, vamos. Acho que meu pai já deve ter preparado a almoço.
- Porque vocês não almoçam lá em casa? - Pergunta Suzana educadamente.
- É uma boa idéia. - Fala entusiasmado Cristian.
- Não. Não é. O papai tá esperando agente.
Cristiny sai nervosa. E Cristian vai atrás da irmã gritando para Suzana:
- Pode levar o Arthur para casa dele Suzana?
- Claro. - Responde Suzana com agunia pensando se tinha feito algo de errado. Porém Cristiny não queria nem saber sai na frente apressada e só para de frente a sua casa ao ver que estava trancada. E Cristian a alcança.
- Menina? O que ouve com você?
- Não ouve nada Cristian! Nada! - Diz ela triste. - Só queria vir para casa.
- A Suzana se sentiu magoada.
- Então volta lá e conforta ela. - Diz Cristiny já ficando nervosa.
- Você está com ciumes do seu irmãozinho? - Diz ele rindo.
- Não. - Fala Cristiny seria. Isso era a unica coisa que ele não poderia dizer.
- Então o que foi?
- Vai almoçar na casa de Yomiko. O pai nem tá em casa. Ele trancou tá vendo.
- E aonde você vai almoçar?
- Não se preocupe comigo. Você não disse que queria almoçar na casa da Suzana? Então vai!
Ele vai resmungando.
- Você as vezes fica tão estranha.
Cristiny se recosta na porta de casa. Ninguém entendia o que era começar uma nova vida? Tentar arrumar novos amigos? Tentar ser um novo alguém. Poderia arrumar um emprego. Mas não hoje. Hoje ela queria aproveitar o final de semana de liberdade. Coisa que ela nunca teve. Mas o que fazer de sua liberdade. Poderia almoçar na casa de Danielly. E assim com essa boa ideia ruma a casa de Danielly.

Chegando ela bate na porta e Danielly com os olhos vermelhos atende.
- Oi Danielly?
- Oi Cristiny? O que faz aqui?
- Você vai almoçar aqui mesmo?
- Já tá na hora? Nem vi o tempo passar. - Diz Danielly rindo e organizando as tranças bagunçada.
- E então? Vai almoçar ai mesmo?
- Não sei. Vou ver. Porque?
Cristiny engole em seco. Parece que Danielly não queria compania. Mas poderia forçar um pouco. E rindo fala:
- Bem, meu irmão foi almoçar na casa da Yomiko. E eu pensei. Poderia almoçar com você. Eu cozinho.
Danielly sorri e fala:
- Tá bom então.
Cristiny entra na cozinha e logo pega a panela e rindo vira-se para Danielly.
- A praça é tão legal Danielly. Você precisa ver.
- Já vou ver  Cristiny. Só vou olhar uma cosinha aqui no computador. - Diz ela entrando no quarto e ficando lá. Cristiny fica chateada. Ela nem tinha prestado atenção. Acabou tendo que preparar a comida para Danielly e ela o tempo todo no quarto.
Quando estava pronto Cristiny prepara a comida em cima da mesa e por um segundo se lembra da sua mãe. Pensava que logo ela chegaria com a proxima bandeja da cozinha na sala de jantar. E Cristiny por um segundo para esperar ela chegar. Mas ela não chega. E Cristiny com tristesa se vira para o quarto e fala:
- Danielly, o almoço está na mesa.
- Já vou.
Cristiny se senta na cadeira e espera. Porque sentada naquela sala de jantar ela lembrava tanto de sua mãe? Parecia que ela estava ali, em pé, do lado da mesa, esperando Carol, Joel, Arthur e Danielly descerem as longas escadas da mansão. Mas ela não estava ali.
- Danielly! A comida vai esfriar!
- Coloca sem mim. Eu já estou terminando um négiocio.
Cristiny coloca a comida e começa a comer. Com agunia termina de comer e Danielly não tinha saido do quarto. Ela decide ir embora. Danielly definitivamente não era uma boa compania. Ela sai falando para Danielly:
- A comida está aqui em cima da mesa viu. Estou indo a casa da Yomiko. Quando terminar, eu de comer vai lá.
Cristiny sai da casa e vê Suzana, Arthur, Sergio e Cristian saindo também com uma bola na mão. Cristiny corre até lá e fala:
- Oi gente.
- Oi Cristiny. Pensei que tinha ficado com raiva de mim. - Diz Suzana triste.
- Não Suzana. Eu só tive um mal estar mas já passou. - E virando-se para todos fala: - O que vocês vão fazer?
- Vamos jogar bola. A Suzana vai ser a lider-de-torcida. - Fala Cristian demonstrando que não fazia a minima diferença se Cristiny ficasse ou não.
Mas Sergio inocente fala:
- Você não quer ser também?
Cristiny deixa de seu orgulho de lado e fala:
- Claro.
Assim enquanto Arthur, Sergio jogovam bola, Cristian era goleiro e Suzana e Cristiny riam sendo lideres de torcidas. Por um segundo Cristiny esqueceu-se de que todo mau que tinha acontecido a poucos dias. Era criança outra vez. Com inocência, sem maldade, sem medo.
Mas a bola acertou a porta de uma casa a alguns metros dali. Arthur rindo fala:
- O gandulas, vão pegar a bola pra gente!
- Agente não é gandula! Nós somos lideres de torcida. - Fala Cristiny rindo. E indo pegar a bola. Mas quando ela vai para pegar uma outra garota aparece. Era negra e com cabelos de rastafare. Ela estava com o olhar fervendo de raiva. E Suzana se aproxima para defender a amiga.
- Catrina! - Fala ela se aproximando.
- Suzana. Só poderia ser você! - Diz ela nervosa.
- Não quero briga. Estou me divertindo com meus amigos Catrina!
- Até parece. Você sabe o que fez com a Mirian e a mãe dela não é?
- Eu não fiz nada com a mãe dela! Ela que tentou me tirar da minha mãe!
- Elas estão desaparecidas e a culpa é sua!
Cristiny agarrada a bola fica do lado de sua nova amiga.
- Não foi culpa minha.
- Vai ter volta Suzana. Você me fez perder minha melhor amiga.
- Vamos Suzana. - Diz Cristiny aguniada.
- Não voltem a tacar bola na minha porta. Se não eu chamo meu pai e ele não vai gostar disso.
Suzana e Cristiny saem e voltam a jogar bola. Meio apreencivas. Mas se divertindo até o final do dia. Logo o carro de Eduardo para na casa dele e Suzi desce do carro se aproximando.
Eduardo entra na garagem de sua casa e Suzi se aproxima dos dois. Arthur joga a bola para Suzi, ela chuta para cima e apara a bola com a mão.
- E ai garotada? Como foi o dia de vocês?
- Foi muito divertido maninha. - Diz Sergio indo pegar a bola. - Foi só brincadeira o dia todo.
- Pagou aqueles dia terrivel que vocês pagaram no orfanato, não foi? - Pergunta Suzi beijando a cabeça do irmão.
- É claro. - Diz ele pegando a bola e continuando a jogar com Cristian e Arthur.
- E seu pai Cristiny? Já arrumou um emprego.
- Ele disse que iria descansar hoje. E que amanha iria procurar. Mas vi ele saindo de casa. Acho que prefiriu ir hoje. - Respondeu ela para Suzi que já se afastava para casa de Yomiko- Que bom. Fala para ele se der tempo eu passo na casa de vocês hoje.
- Tudo bem.
- A mamãe está em casa Suzana?
- Não sei Suzi. Dá uma olhada.
E Suzi antes de se virar para casa da mãe fala para Arthur.
- Só mais uma hora viu Arthur.
- Tá bem Suzi.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 22:00 - Barraco Durval

Rafael, depois de um dia dificil de serviço na igreja chega em casa. A casa estava toda limpa e o pai estava assistindo televisão em casa. Em muito tempo Rafael não via seu pai daquele jeito, sem estar bebado.
- Pai? - Diz Rafael se aproximando e se sentando no sofá junto do pai. - Que milagre é esse? Você em casa?
Durval rindo fala:
- Foi a Mariana. Ela que me pediu para ficar em casa hoje que tinha uma surpresa.
- Surpresa? - Diz Rafael indo até uma butija de água e enchendo o copo.- O que será?
- Não sei meu filho. Mas foi um anjo que você achou e colocou aqui dentro de casa. Não vê a mudança? Parece uma casa de verdade.
Rafael olhava em volta e olhando para a rua deserta, por um segundo teve medo de que Mariana não voltasse para casa. Ele se senta perto de pai e fala:
- Acho que ela deve ter voltado para o céu.
- Ela é sua namorada? - Pergunta o pai sorrindo.
- Não. É só uma garota que eu quis ajudar.
Durval rindo fala:
- Ela é uma boa moça. E se você não casar com ela, eu caso meu filho.
Rafael olha assustado para o pai. Já chegando a velhice e querendo casar com uma moça tão jovem como Mariana. Durval ri da cara do filho:
- Você gosta dela meu filho. Está em seu rosto.
- Eu não gosto dela pai! - Durval faz uma cara esquisita olhando para trás de Rafael. Rafael vira assustado e vê Mariana que olhava rindo para os dois. Rafael assustado fala:
- Não foi isso que eu quis dizer Mariana. Eu gosto de você...
- Eu entendendi seu bobo. - Diz Mariana colocando uma sacola cheia de compras sobre a mesa podre. - A conversa de vocês deu para ouvir lá do fim da rua. E não me senti ofendi. Na verdade me senti lisongeada.
Os dois ficam vermelhos. Mas Mariana rindo se senta no sofá e fala rindo:
- Bem senhores, eu tenho uma surpresa para vocês dois.
- O que é? - Pergunta curioso Rafael.
- Eu tenho uma proposta de emprego para vocês.
- Emprego? - Pergunta Durval assustado. - O Rafael já tem um emprego.
- Um emprego de verdade. E uma casa de verdade para vocês morarem. - Fala Mariana entusiasmada.
- Como assim Mariana? - Pergunta assustado Rafael.
- A casa não vai ser nossa, mas é um emprego com salario, para nós três.
- Como assim garota? Uma casa que não é nossa.
- Tem uma proposta no jornal de que precisam de um motorista, uma empregada, e um mordomo. E fui ver. E para morar numa mansão linda. E ele se simpatizaram muito comigo.
- Você está falando serio Mariana? Mas eles sabem que você.... - Pergunta Rafael desconfiando.
- Não. Não sabem. E não vão ficar sabendo. Chegaram agora em Oculam. É um pai e uma filha.
- E quando vamos começar? - Fala Durval rindo.
- Falei que amanha cedo poderiamos ir. Isso se vocês aceitarem.
- É claro que nós vamos Mariana! - Grita Durval com alegria.
- Pai, calma. Não podemos sair daqui assim. Depois o padre Bernar pode não deixar agente voltar.
- Vocês não vão voltar Rafael! - Diz Mariana rindo. - Vocês vão trabalhar e ganhar o seu dinheiro e guardar porque não vai ter nenhuma dispesa. A comida, água, roupa, tudo vai ser por conta dos dois. E guardando vamos poder comprar nossa propria casa.
Rafael abre um sorriso e fala:
- Nossa Mariana. Nem sei o que te falar.
- Fale que sim.
Mariana abraça Rafael. A vida deles estavam começando a mudar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 21:30



Diana dirige seu carro pelas ruas Oculam. Ela limpava as lagrimas tentando imaginar o que iria dizer a sua filha para a perdoar. Ela entra na rua Eliz. E para diante a casa de Eduardo. Teria que ser forte. Iria ter que ser como sua mãe. Isso não era muito dificil. Ela limpa as lagrimas novamente e sai do carro. E se surpriende com Eduardo saindo do quarto. Eduardo também estava paralisado. Diana fica paralisada. Não contava com isso. Queria o perdão de sua filha. Mas e de Eduardo? A mancha roxa no olho ainda dava para se perceber.
Diana se aproxima. Eduardo segura a maçaneta da porta ainda paralisado. Ela fingindo não perceber o medo no rosto de Eduardo fala:
- Eduardo. Minha filha está em casa.
Eduardo afasta da porta como se ela literalmente estivesse com qualquer arma na mão.
- Está na cozinha. - Diana vai para entrar quando Eduardo fala a surpriendendo mais ainda. - Vou comprar alguns ovos. A senhora vai ficar para o jantar?
Ele a tinha perdoado? Não. Para Eduardo, ele não tinha que a perdoar.
- Não sei. - Diz Diana deixando algumas lagrimas cair.
- Ela vai gostar da sua visita. - Diz Eduardo com um belo sorriso. Fazendo aquela visita doer muito mais.
Eduardo sai e deixa Diana entrar na casa. Ela entra e vê a sala simples arrumada já do jeito da filha. Riti estava na cozinha, Diana podia ouvir a voz da filha cantarolando uma música e batendo as panelas. Riti sai da cozinha distraida.
- Desistiu dos ovos amor.... - Riti vê que é sua mãe e segura firme a frigideira que estava na sua mão.- Mamãe.
- Oi Riti. - Diz Diana esboçando um pequeno sorriso entre as lagrimas.
- O que quer? - Fala Riti demonstrando toda sua raiva na voz.
- Fui ver sua avó hoje.
- Você foi o que?
- Ela está otima. Diz que quer ver vocês.
Riti imprecionada se aproxima e fala:
- Você está dizendo que foi ver a vovó? A sua mãe?
Diana em uma mistura de tristesa e um sorriso em meio ao choro recentido diz:
- Porque é tão dificil de acreditar?
- Porque você é fria. Nunca perdoa ninguém. Você nunca deu carinho pra gente. Seu carinho sempre foi a proteção obsseciva. Você nunca amou ninguém.
- Eu mudei! - Diz Diana caindo no sofá chorando. - Não quero ficar como a minha mãe. Sozinha sendo amiga de um bando de velhos.
- Então veio por medo de ficar sozinha?
- Não. Foi porque eu descobri que eu amo você. Eu amo meus filhos. E não aguentaria ficar longe de você Riti, nem por um dia.
Riti segura as lagrimas que começam a cair também.
- Eu não vou voltar para casa mãe.
- Você não vai ser feliz aqui! - Diz Diana se aproximando da filha e alizando os forros do sofá. - Você pode fazer de conta. Mas o Eduardo nunca vai te dar o que você está acostumada.
- Ele vai me dar algo que eu não estou acostumada. Ele me ama.
- Ele não te ama.
- Como você pode saber? - Grita Riti aos berros. - Você viveu a vida toda com um homem que não te ama.
- Porque o Eduardo te olha como seu pai me olhava. Por isso que eu sei. Ele não te ama Riti acredite em mim. O tempo vai passar Riti e você vai perceber que ele não te beija mais como antes, não te toca mais. Um dia ele vai lhe trazer rosas. Você vai achar que ele está querendo recomeçar as coisas. Mas não via ser. Vai ser culpa! Riti! Acredite em mim! Isso vai acontecer!
- Isso aconteceu com você mãe! Meu marido não vai ter outra! Porque eu não sou você! Pare de tentar fazer de conta que eu vou refazer seus passos! Eu não vou! O Eduardo é um rapaz decente. Ele me ama. E nunca vai me deixar. - Riti cai no sofá também.
Diana abraça a filha, as duas deitadas no sofá chorando.
- Pode continuar vivendo em seu conto de fadas minha filha. Eu vou te apoiar. E vou fazer de conta que sou uma boa sogra, que acredita no genro. Como você faz de conta que é uma esposa dedicada e amorosa. Mas você sabe que acabou fazendo a mesma coisa que eu. Está saindo de casa correndo e se entregou para o primeiro estranho que teve chance. Para fugir de mim. Eu não vou falar para você voltar. Eu vou ver você dizer: "Você estava certa mamãe" E eu vou te abraçar como agora. Eu sempre estarei de braços abertos para você filha.
As ficarão ali no sofá chorando por uma grande tempo. Riti chorava por ver sua verdade revelada. E por se ver que era verdadeiramente a propria mãe.

Elas só sairão daquele abraço quando Eduardo chegou com os ovos. As duas esticarão a cabeça para cima do sofá. Eduardo viu as lagrimas e elas abraçadas. Tinham se reconcilhado. E de repente Diana abre um grande sorriso e fala:
- E ai Eduardo? Demorou com esses ovos em?
Riti se levanta alegre e fala:
- Eduardo você prepara a mesa. Nós vamos comer a moda lá de casa. Você vai gostar. - E as duas juntas vão para cozinha com os ovos. Deixando Eduardo sem entender a maior especialidade das mulheres da família Frias, a facilidade de esconder o que sentiam de verdade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

8 de março de 2025 - sabado - 21:20 - Rua Eliz

O carro de Eduardo chega na rua das casas de Yomiko, dele, de Suzi e de Jorge. Eduardo indeciso para o carro perto de sua casa e virando-se para Suzi fala:
- Quer que eu te leve até em casa Suzi?
- Não Eduardo. Obrigado. - Diz Suzi descendo do carro e se encaminhando para Arthur, Sergio e Cristian que jogava bola na rua enquanto Cristiny e Suzana figiam que eram lideres de torcidas.
Eduardo entra na garagem de sua casa e Suzi se aproxima dos dois. Arthur joga a bola para Suzi, ela chuta para cima e apara a bola com a mão.
- E ai garotada? Como foi o dia de vocês?
- Foi muito divertido maninha. - Diz Sergio indo pegar a bola. - Foi só brincadeira o dia todo.
- Pagou aqueles dia terrivel que vocês pagaram no orfanato, não foi? - Pergunta Suzi beijando a cabeça do irmão.
- É claro. - Diz ele pegando a bola e continuando a jogar com Cristian e Arthur.
- E seu pai Cristiny? Já arrumou um emprego.
- Ele disse que iria descansar hoje. E que amanha iria procurar. Mas vi ele saindo de casa. Acho que prefiriu ir hoje. - Respondeu ela para Suzi que já estava do outro lado da rua se encaminhando para casa da mãe.
- Que bom. Fala para ele se der tempo eu passo na casa de vocês hoje.
- Tudo bem.
- A mamãe está em casa Suzana?
- Não sei Suzi. Dá uma olhada.
E Suzi antes de se virar para casa da mãe fala para Arthur.
- Só mais uma hora viu Arthur.
- Tá bem Suzi.
Suzi se vira e ve a grande construção na frente. E ao ver a mãe saindo ela fala rindo.
- Uai mãe? Vai fazer é um shopping?
- É seu tio que tá inventando tudo isso.
Suzi preocupada fala:
- Toma cuidado mãe. De onde surgiu esse dinheiro do tio? Você já se perguntou isso?
- É dos Estados Unidos Suzi. Não se preocupe.
- Mãe, "o" Estados Unidos não é uma pessoa bondosa que dá dinheiro para os outros. É um pais como o Brasil que tem suas dificudades para ganhar dinheiro. Não se fica rico da noite para o dia.
- Filha, seja lá o que for, está dando certo. E time que está ganhando não se meche.
Suzi beija a mãe e sorrindo fala:
- A Suzan está ai?
- Vai dormir de novo na casa do namorado.
- Ela e o Lauro formarão o casal perfeito. Não foi? Mas tenho que ir mãe. Quero preparar uma janta para o Joel chegar.
Yomiko sorrindo fala:
- Minhas duas filhinhas sendo boas donas de casas, que lindo.
Suzi rindo caminha até sua casa e entra e vê Joe preparando a comida na cozinha. Suzi chega e beija o pescoço de Joe. Ele rindo deixa a frigideira no fogão e fala:
- Só você chegar meu dia terrivel se torna em um mar de rosas meu amor. - Ele se vira e dá um grande beijo em Suzi. Suzi se desvencilha do beijo e aguniada.
- Só não está um mar de rosas é seu cheiro. O que foi que ouve?
- Você não viu a televisão hoje não é? - Diz Joe se cheirando. - Tomei três banhos e essa inhaca ainda não sai.
- Mas o que foi que ouve Joe? - Diz ela colocando a bolsa no sofá.
- Bem, consegui o emprego de volta mas sabe que é a minha chefe? A Meg. Aquela mulher me contratou mas vai fazer da minha vida um inferno.
Suzi beija ele com carinho e fala:
- Você tem certeza que quer continuar no jornal Joe. Pode arrumar outra coisa.
- Mas não com salario do jornal. - Ele abaixa a cabeça triste. E Suzi percebe.
- Mas tem mais coisa não tem?
- Sim. Eu não sei o que fazer. A Danielly ficou o dia todo no computador. Mas não sei como falar com ela sem machuca-la. Ela está muito fragil por causa do que aconteceu.
Suzi inteligente fala:
- Joe. Você não pode largar de ter mão firme com a Danielly com medo de machuca-la. Se não ela vai começar a usar isso contra você. Isso se não já tiver usando.
Joe aguniado fala:
- Então fala com ela para mim Suzi. Sei que você vai conseguir faze-la se desligar daquela maquina.
Suzi beija Joe e fala:
- Dessa vez eu vou. Mas não vou poder fazer isso sempre.
Ela vai ao corredor e bate na porta do quarto de Danielly. Ela só grita.
- A porta está aberta.
Suzi abre a porta e se  aproxima.
- Oi Danielly. Como foi o seu dia?
- Foi bom Suzi. - Diz Danielly não demonstrando o que falava.
- O que você fez de tão bom assim? - Diz Suzi se sentando na cama ao lado de Danielly que mexia no computador sem olhar para Suzi.
Danielly se vira fingindo um sorriso e falando:
- Eu conheci um carinha super legal...
- Uai? Seu pai me falou que você ficou o dia todo no computador.
Danielly com um sorriso triste vira-se para Suzi falando:
- Conheci ele pelo computador Suzi.
- Não ia ser legal se você conhecesse um carinha super legal fora do computador?
Danielly abaixa o olhar triste:
- Mas é a mesma coisa Suzi.
- Não querida. Você sabe que não é.
Danielly segura as lagrimas.
- Me conta. Porque você prefere conhecer alguém aqui do que lá fora?
- Aqui eu me sinto protegida. Não me machuco.
Suzi se levanta surpriendendo Danielly. Ela levanta a blusa até o um-bigo mostrando uma cicatriz perto da bacia.
- Está vendo essa cicatriz Danielly? Quando eu era pequena eu e a Suzam estavamos brincando de quem subia na árvore mais rapido. Um galho quebrou e nós duas caimos, e ela tem uma cicatriz do mesmo jeito no outro lado. - Suzi levanta a saia e mostra o joelho e fala: - Essa aqui estava correndo atrás da Suzana e capotei no meio da rua. Todo mundo viu. Foi horrivel. - Suzi se senta de novo e fala seria. - Aposto que você também tem umas.
Danielly rindo fala:
- Pra que isso Suzi?
- É pra te mostrar que cicatrizes doem muito na hora. Mas servem para formar quem nós somos. Sem essas cicatrizes eu não seria mais eu. Seria uma outra Suzi sem saber que não se deve brincar em cima de árvores, principalmente com a Suzam. Não se deve também correr atrás da irmã menor de salto alto. Você entende? Machucar faz bem. Se não, não aprendemos o que errado.
- Mas pra que eu preciso aprender essas coisas Suzi? -Diz Danielly insistente.
- Porque é pra isso que serve a vida Danielly. Para aprendermos o que é certo e errado. E você precisa aprender que é errado gastar toda sua vida na frente do computador.
Danielly respira fundo e fala:
- Você está certa Suzi. Eu tenho que viver um pouco. Mas a noite eu posso mexer. Não posso?
- É claro. Computador não deixa de ser muito importante para ajudar a nossa vida. Mas não pode deixar ele ser a sua vida.
- Obrigada Suzi. - Diz Danielly abraçando Suzi.
Suzi se levanta falando:
- Então. Vamos lá para fora. Vem me ajudar a fazer a janta enquanto seu pai toma mais um banho.
- Mas Suzi. Agora é anoite. - Fala Danielly se sentando na frente do computador de novo.
Suzi fica chateada. Mas prefere esperar para ver o amanha.
- Você que sabe Danielly.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 21:10 - Casa Alicinha

Jim no onibus lotado tenta se mexer para poder decer em sua casa. Ele se expremendo entre uma senhora de idade e um homem e varias reclamações ele se aproxima da porta e do botão de aviso ao motorista que alguém iria descer. Mas quando ele vai para apertar o botão uma mulher extremamente gorda saindo de não sabe aonde tapa o botão com sua grande gordura. Jim tenta pedir licença a mulher, mas o barulho extridente de mais de duzentas pessoas no onibus conversando ao mesmo tempo era impossivel de se fazer ouvir. Jim cutuca a mulher mas nada dela sair dali. Ele em desespero sobe nos ferros de segurança no teto e grita para o motorista:
- Vai descer motorista!
Mas era impossivel de se ouvir. E para seu desespero passa o ponto de onibus. Ele grita mais uma vez:
- Motorista! Passou meu ponto!
Mas ninguém o ouve. Jim tenta se acalmar. A situação era critica, só tinha aquela passagem. E não tinha lugar para comprar outro. Mas ao colocar a mão no bolso, percebe que nem carteira ele tinha mais.
Em desespero ele bate na porta e de repente ele começa a escultar varias pessoas gritar:
-Está nervosinho?
- Ooou Vai quebrar o onibus.
- Para o onibus ai motorista! Vamos descer esse cabeçudo!
O motorista com um sorriso malvado para o onibus e Jim olha apavorado para a porta abrir e todos o agarrar e tacar para fora do onibus.
Ele cai de boca em uma poça de lama. Ele gospe a água suja enquanto a fumaça do onibus indo embora se inalava no ar. Jim se levanta tocindo graças a fumaça e batendo a poeira do corpo. E agora? Estava muito longe de casa. Teria que ir andando? Não.
De repente ele se lembra de que a casa de sua namorada ficava lá perto. Era o ponto em que Alicinha tinha decido. Ele começa a caminhar pela rua do ponto e ao ver uma senhora sentada na varanda de casa pergunta com agunia:
- Senhora? Conhece Alicia Canto?
- Sim porque? É namorado dela? - Pergunta a senhora apertando os olhos e se aproximando.
- Sim. Quero fazer uma surpresa para ela. Só que não sei aonde ela mora. Pode me informar?
- Claro. Seu moço. É ali. - Diz ela apontando para a terceira casa vizinha. Mas ela continua a falar: -  Já estava na hora dela arrumar alguém. Depois de tanto tempo.
- Depois de tanto tempo do que?
- Você não sabe?
- Não.
- Não sou eu que vou te contar então. - Diz ela rindo e voltando a sentar na cadeira de balanço.
Jim vai até a casa e bate na porta. A porta se abre sozinha. Jim entra constrangido. O barulho do chuveira aparece.
- Querida!
- Quem é? - Pergunta ela para a estranhesa de Jim.
- Como assim Alicinha? Quem é o unico  que te chama de querida? Sou eu Jim? Quem mais seria?
Ele se vira para a estante e vê com agunia a foto de um homem alto e loiro com um garotinho no colo. Jim nervoso sai batendo a porta.
- Jim? Jim! - Grita Alicinha saindo do banheiro enrolada numa toalha. E ela vê a foto que Jim tinha olhado. Já sabia o que tinha acontecido.

8 de março de 2025 - Sabado - 21:00 - Fabrica Terency

Sakura em sua mesa não aguentava mais todo aquele tempo ao lado de Terency. Suas mesas eram uma ao lado da outra. O trabalho dela era apenas atender os telefonemas. O que em doze horas era apenas foi apenas uma ligação. Ela podia ficar o dia todo mexendo na internet. Seria o emprego perfeito para ela, se não fosse os olhares atrevidos de Terency e ver seu pai fazendo entregas toda hora para que Terency e ela terem algum momento assós. Aqueles momentos eram a pior parte de seu dia. Terency entrelaçava ela em seus braços e se não fosse pela espertesa de Sakura seu chefe era capaz de ama-la ali mesmo.
Sakura se desviava e falava seria:
- Eu não sou uma garota assim Terency.
Terency beijando ela fala maliciosamente:
- Eu sei disso Sakura. Eu só quero ficar mais juntinho de você.
- Acho que agente já está ficando junto de mais Terency. - Diz ela se afastando. - Se você quiser algo a mais comigo, terá que afirmar nosso compromisso com meu pai.
- Ou querida. Achei que você já fosse uma garota grandinha.
- Eu sou uma mulher Terency. Não sou garota. Quero algo serio.
- Mas não vai vir com aquela que quer ter "algo a a mais" só depois do casamento.
Sakura usando de sua atuação beija Terency e fala:
- É claro que não. Acha que eu não quero também ser sua Terency? Mas não quero ser piada na empresa. Se quiser algo a mais comigo quero que conte para meu pai.
- Ok. Vou contar. Mas que tal sairmos agora e comemorar o nosso compromisso serio?
De repente Eriberto chega no escritorio falando:
- Pronto seu Terency. Acho que já fiz todas entregas de hoje. - Ele se vira para Sakura e fala: - Vamos Sakura. Sua irmã deve estar te esperando.
Sakura dá um tchauzinho a Terency pega sua bolsa e sai abraçada a Eriberto. E vira-se falando:
- Não se esqueça do que falei Terency. Se quiser, amanha vai lá em casa.
Eriberto entrando em seu carro fala estranhando:
- Que isso filha? Chamando ele só de Terency, e chamando ele para ir lá em casa.
Sakura abaixa a cabeça envergonhada e fala triste.
- Agente se tornou muito amigo pai. Só isso.
Eriberto sorrindo fala:
- Que bom filha. Em tantos anos trabalhando com Terency eu nunca tive coragem de convidar ele para ir lá em casa. E você no primeiro dia.
Sakura na volta de casa não falava nada. Estava triste com a inocencia de seu pai. E com o que tinha que fazer.

8 de março de 2025 - Sabado - 20:00 - Estrada Orfanato até casa Suzi.

Suzi, Eduardo e Calina se despedem de todas do orfanato já do lado de fora. Suzi já não sorria como antes e estava gelada. Raimunda estranha:
- Suzi o que você tem? Está estranha?
- Não é nada não. Minha preção deve ter baixado. Isso é normal.
Diz ela forçando um sorriso. Algo lhe dizia para não deixar Raimunda ali sozinha. Mas como explicar que seu sexto sentido estava dizendo para ficar? Como explicar isso a Joe? Tinha que ir. Vai que não era nada. Vai que Tamara apenas estava com medo do fantasma. Suzi tentava evitar olhar para Tamara, mas cada vez que ela olhava, Suzi tinha certeza que não era porque ela estava com medo do fantasma.
Eduardo com a mão nos ombros de Suzi fala:
- Vamos Suzi?
Suzi fingindo calma fala para todas as meninas.
- Então eu já estou indo. E vocês fiquem com Deus.
Eduardo entra no carro e se senta no banco do motorista. Calina sem se despedir de quase ninguém entra no banco de trás e Suzi ainda monstrando insegurança se senta no banco do carona. Eles saem se despedindo de todos com um tchauzinho.
No caminho Eduardo segura a mão gelada de Suzi e fala preocupado.
- Vocês deveria ter comido sal. Diz que é bom.
- Eu estou bem Eduardo. - Diz Suzi com um sorriso. Suzi olha para Calina que estava a olhar para Suzi preocupada.
Logo eles chegam na casa de Eriberto. Mas só o filho deles é que estava ali. Elizio com carinho esperava eles do lado de fora.
- E ai Sakuia? Como é que foi?
Calina desse do carro e abraça o irmão.
- Foi otimo Elizio. Foi muito bom rever todos minhas amigas.
Ela entra deixando Elizio para conversar com Suzi e Eduardo. Elizio se aproxima do carro e fala:
- E ai? Foi bom mesmo? Ou aconteceu alguma coisa? Ela está esquisita.
Eduardo rindo fala:
- Se aconteceu alguma coisa eu fui o unico que não vi. Também estou achei todas muito esquisitas na hora da saida.
Suzi olhando fundo no olho de Elizio fala para ele:
- Qualquer coisa de estranha Elizio, ligue para a policia. Por favor.
Elizio fica preocupado. E Eduardo estranhando Suzi fala para Elizio tranquilizando-o.
- Mas só se acontecer alguma coisa. Não vai acontecer nada viu Elizio.
- Obrigado policial.
O carro de Eduardo sai e ele finalmente pode perguntar para Suzi.
- Suzi ficou louca? O que está acontecendo.
- Eu não sei Eduardo. Foi muito estranho. Acho que tem algo acontecendo naquele orfanato que não podemos ver.
- Como assim Suzi? Porque?
- A Tamara na hora que estavamos saindo do soton me segurou e disse que era para escultarmos o espirito.
- Escultarmos ele? Vai ver ela está com medo.
- Não é não Eduardo. Se Tamara está com medo, pode ter certeza, mas não é por causa de fantasma coisa nenhuma.

sábado, 27 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 19:00 - Apartamento Lauro.

Suzan Crof estava muito feliz. Por muito tempo julgava que não merecia tanto. Tinha um homem bom, generoso e rico que lhe dava tudo que pedia. E pedia-lhe para fazer compras. Era a melhor coisa que poderia querer. Mesmo julgando que em seu passado tinha feito coisas horriveis. E por mais que tentasse não conseguia esquecer de Billy e o que ele tinha feito com ela.
Caminhando pelo shopping cheia de sacolas nas mãos, não podia esquecer que matou alguém. E que sua vida estava boa de mais para ser verdade. Ela chega no apartamento de Lauro com a chave que ele tinha te dado e deixa as sacolas no sofá pegando um dos vestidos. Ela vai até o quarto e ouvindo o barulho do chuveiro ligado percebe que Lauro estava no banho. Ela se troca rapidamente vestindo um vestido preto com fitas trançadas tapando as costas amarrada no pescoço. O vestido vinha até um terço da coxa. E quando Lauro abre a porta do banheiro enrolado na toalha e vê o vestido dela.
- Suzam? - Fala ele com olhar malicioso.
Suzam sorrindo ingenua nem percebendo o olhar do marido.
- Olha como é lindo?
Lauro rindo abraça a namorada.
- É lindo para uma festinha hoje a noite.
- Não é para esse tipo de festinha seu bobo. - Diz ela beijando ele. - É para festa de verdade.
- Você não está querendo sair na rua com um vestido desse não é?
- Como não Lauro? Você acha que eu comprei ele para qué?
Lauro nervoso sai do quarto e na sala abre as sacolas vendo que só tinha vestido pequenos.
- Você vai parecer uma vadia com esses vestido Suzam!
Suzam chega nervosa.
- O que você falou?
- Minha mulher não vai vestir vestidos assim!
- Mas Lauro. Não tem nada de mais.
- É, está faltando muito mais ai. Taque esses vestidos no lixo agora. Não vai usar isso!
- Lauro! Eu não vou...
De repente Murillo abre a porta e se surpriende com a cena de Murillo de toalha no meio da sala. Lauro entra no quarto. Suzam pega a sacola e vermelha diz para Murillo:
- Me desculpe seu Murillo.
- Só vim pegar algumas coisas Suzam. Não se preocupe comigo. Deveria ter avisado que iria chegar mais cedo do serviço.
Ela entra no quarto. Lauro vestia uma bermuda. Ele olha triste para Suzam e fala:
- Me desculpe Suzam. - Ele abaixa o olhar triste. - Seu vestido é lindo. Mas não é adequado para uma mulher de um dono de uma empresa. E meu avô está me precionando tanto.
Suzam abraça o noivo. E fala com um sorriso nos labios.
- Não se preocupe Lauro. Eu vou deixar esses vestidos para outras situações. - E abrindo seu sorriso maior ainda fala: - Mas vou precisar de mais dinheiro para comprar um bom vestido de festa.
Lauro beija Suzam. E os dois se entregam ao amor. Ambos tinham muita sorte de ter um ao outro.

8 de março de 2025 - Sabado - 18:00 - Hospital para Idosos Oculam



Diana olha pelo retrovisor de seu carro um grande prédio com as palavras. Hospital  para idosos Oculam. Diana com grandes oculos negros tapava os olhos inchados. E com a mão tremendo se preparava para fazer a coisa mais dificil que achava no mundo. Se desculpar e perdoar.
Ela sai do carro mostrando um vestido fino e florido, usava um salto alto que almentava seu pequeno tamanho.
Mas Diana enquanto caminhava até a entrada do asilo ela só se perguntava. Porque tinha sido tão rude com a mãe? Porque não aceitou que Jane tivesse fugido com o camioneiro? Porque agiu da mesma forma com Riti? Porque Diana tinha um coração muito grande. E sempre teve medo de ficar sozinha.

Ela e a irmã eram muito ligadas. Diana era a mais nova e seguia os passos da irmã três ano mais velha aonde quer que ela fosse. De família rica sempre pode ir em bailes da auta sociedade em Oculam. Viajava para conhecer países longínquos. Mas Diana só fazia isso porque Jane fazia também. Até que numa tarde um caminhão parou na casa vizinha. E tudo mudou. Diana se lembrava até a manha que viu o caminhão. Comia ovos fritos com pão. E Jane ao acordar e olhar pela janela logo viu o dono sair da casa. E Diana viu os olhos da irmã brilharem pela primeira vez. Três dias depois eles estavam namorando. Ele era forte e musculoso e Diana com seus quinze anos só fazia era ter medo dele. Mas Jane se entregara ao amor. Mas Diana achava um absurdo era a mãe não fazer nada. Como ela podia? Quando ia falar com Hera, ela sempre dizia a filha mais nova:
- Se nós proibirmos Diana, ai que ela vai querer ficar com ele. Acredite em mim, foi experiência própria.
Mas foi um choque para toda família quando Oricemo Sulamite Trevizan foi embora com seu caminhão de Oculam Jane tinha com ele. Diana ficou chocada e xingou a mãe de todo nome possível. Nunca a perdoou. Quando casou não deixou que a mãe entrasse na igreja. Quando o pai dela morreu internou a mãe no asilo e nunca foi visita-la. Agora se encaminhando para recepção uma dor de arrependimento veio-lhe a cabeça. E se Riti fizesse o mesmo?
Uma jovem moça estava na recepção com um sorriso recebeu Diana.
- Bom dia? O que deseja?
- Sou Diana Ursino Brigida Frias. Sou filha de Hera Brigida Libanio Ursino.
A jovem moça olha com um susto para Diana. Quase chorava. Ela abre um sorriso e fala:
- Espere nessa sala ao lado. - Diz ela meio gaguejando. - Eu vou chamar a dona Hera. Ela vai adorar recebe-la.
Diana suspira ao ver a secretaria corre pelo corredor e abrir uma das portas e dizer:
- Dona Hera. Adivinha?
Diana não queria ver assim a mãe e se encaminha para a sala que a secretaria lhe informou.
Com um suspiro entra e vê uma sala pequena com dois sofás brancos e uma mesinha de centro. Era uma sala para reencontros mesmo. Ela se senta com frio graças ao ar condicionado e o inicio da noite. E de repente ouve alguém se aproximando da porta. A pessoa parece parar na porta. Diana suspira fundo e segura as lagrimas que já teimavam em cair.
A porta se abre. E uma figura velha de cabelos brancos e varias rugas na face e para seu choque de cadeira de rodas aparece. Não era mais a dona Hera que a criou. Ela não olhava emocionava. Olhava com o orgulho na face como Diana conhecia. Mas atraves do orgulho se via o carinho materno e choque do reencontro. Diana se levanta deixando algumas lagrimas cair. Ela limpa rapidamente. Ela engole o choro e se aproxima. Hera fala primeiro com sua voz firme.
- Como vai Diana?
Diana se ajoelha e perto da mão solta seu choro no colo da mãe. E sente aliviada ao sentir as mãos da mãe passar pelos cabelos a confortando. Também ouve soluços da mãe. Ela se levanta e fala:
- Eu preciso de você! Eu sempre precisei mãe.
- Eu também precisei de você minha filha. - Diz ela limpando as lagrimas. Mesmo chorando ela não demonstrava ser fraca. - Precisei muito. Mas tive paciência. Eu sabia que você um dia iria vir.
- Hoje eu entendo o que você passou com Jane. Como eu pude ser tão egoista?
- Você era uma menina Diana. Não sabia como lidar com o que sua irmã fez.
- Eu ainda não sei lidar com isso mãe. - Diz Diana caindo de novo no colo da mãe em prantos.
- Eu vou te ajudar querida. Eu juro.
- Eu vou te levar para casa. Eu vou cuidar de você mãe.
- Não. - Diana se levanta estranhando. - Aqui é minha casa agora Diana. Aqui estão meus amigos. Amigos que conviveu comigos por vinte e nove anos. E vou morrer aqui filha.
- Você não vai morrer. E muito menos aqui.
Hera solta uma risada e fala:
- Não seja boba querida. É claro que eu vou morrer. - E olhando Diana com carinho fala:- Só queria que você me trouxesse meus netos para eu ver.
Como iria trazer Riti para cá. Riti a odiava. Mas agora. Graças a essa promessa a mãe. Tinha que se desculpar com Riti e iria trazer ela aqui.
- Eu juro mãe. Eu vou trazer seus netos para te ver.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

8 de março de 2025 - Sabado - 17:00 - Avenida Deserta Oculam.

Walter Moniz Assis era policial de oculam a quase vinte e cinco anos. Viu muita coisa acontecendo lá. Nasceu em Ocuol, cidade que fazia fronteira a Oculam. Vivia com os pais e logo que terminou os estudos decidiu que iria ser policial. Se apaixonou por uma linda policial colega sua. Porém isso não era permitido na cidade. E em meio a flertes e muitos olhares os dois um dia se entregaram ao amor. Porém, em meio a encontros escondidos de seus colegas Maria Elizabeth Kane descobriu que estava gravida. Walter ficou muito feliz e pediu ela em casamento, mas para sua supresa  Maria Elizabeth não queria largar o emprego de policial. E fez sem ele saber um aborto. Ele descobriu só quando recebeu o telefonema do hospital. Maria Elizabeth tinha tido uma emorragia. Todos seus colegas ficaram sabendo do acontecido. E decidiu se mudar de Ocuol para Oculam em dois mil e cinco.
Lá encontrou conforto e bons amigos de um grupo de amigos que também tinham se mudado para Oculam com pouco tempo. Encontrou-os festando num bar. E se apaixonou rapidamente por uma das belas moças do grupo. Essa moça era Yomiko Crof. Mas ela já tinha dona. E na verdade eram dois. Viu de longe a triste historia dela acontecer sem poder se aproximar. Sem poder toca-la. Viu ela por causa de Sabrina deixar Carlos e se entregar à Tharly, que também saido de um relacionamente triste se entregar a ela. Viu ela ficar gravida. E Yomiko lhe contar numa noite que as filhas eram de Carlos. Viu Carlos se tornar um bandido. Viu Yomiko o nascimento de Suzi e Suzam. Foi ele que a levou ao hospital naquele dia chuvoso. Viu Tharly lhe dar mais dois filhos e depois voltar correndo para a outra mulher que o tinha abandonado. Viu Yomiko ficar sozinha e mesmo assim não aceita-lo. Viu Suzam se tornar uma bandida. Agora viu ela voltar para Carlos mesmo sendo um assassino sem coração. Isso o tinha destruido. Se Eduardo fosse um bom policial iria entregar seu cargo nas mãos dele. E voltar para Ocuol.

Ele pensava tudo isso fazendo sua patrulha no final da tarde pela cidade de Oculam. Estava vasculhando as ruas embusca de alguma pista de onde Angelica estava. E por um impusso decidiu percorrer as fronteiras de Oculam. E não foi sua surpresa ao ver no meio de uma avenida deserta um corpo.
Walter chama Yuri pelo radiofone. E desse do carro para ver de quem se tratava o cadaver. Ele tira sua maquina fotografica do colete e tira algumas fotos e logo depois vira o corpo. Era o corpo de um idoso branco, com as roupas identicas do bandido que tinha tentado roubar a bolsa de Emiliana.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 16:00 - Orfanato Oculam

A porta de madeira podre do soton do orfanato Oculam se abre. Raimunda entra olhando para trás e falando com uma tremedeira na voz demonstrando medo.
- Foi aqui que eu achei o conjuntinho de chá gente. Queria achar algo que interessasse para as meninas. Mas só achei esse jogo de chá.
Suzi entra do lado de Eduardo falando:
- Então se aqui que você achou o jogo de chá onde tinha varias pistas sobre a historia de Angelica...
- Aqui também deve ter outros segredos dela. - Completou Eduardo rindo.
Logo todas as meninas entram no soton e Margarida fala já procurando algo nas varias caixas.
- Ela nunca deixou agente entrar aqui dentro.
Belina fala esfregando o dedo na poeira da estante:
- Dizia que iria cozinhar agente no forno se pegasse agente aqui dentro.
Mina abraça Carolayne:
- Ai. Tá me dando medo de ficar aqui.
Suzi sorrindo se aproxima:
- Não se preocupe Mina. Agora é nosso dever saber tudo que podemos sobre Angelica. Vamos investigar?
Todas começam a procurar pelo enorme soton alguma coisa sobre Angelica. Fernanda de repente pula feliz:
- Olha achei mais fotos.
Uma caixa cheia de fotos antigas. Suzi corre para ver. Era fotos de varias crianças novinhas, mas as fotos pareciam muito antigas.
- Será que essas eram crianças do orfanato de Oculam? - Pergunta Suzi mostrando as fotos a Margarida que era a mais velha do orfanato. Mas ela fala estranhando.
- Nenhuma que eu conheça Suzi.
- Mas nem podia Suzi. - Diz Raimunda falando. - Está vendo esse cartaz com a menina.
Raimunda aponta para um detalhe na foto. Uma garotinha de sardas no rosto segurando um cartaz dos The Knack. Era uma banda de muito sucesso da época. Eu era muito fã deles. Mas depois acabou. Não tinha como uma garotinha com menos de dezoito anos saber sobre eles.
De repente Vanessa olha bem para a foto e fala:
- Olha. Essa menininha aqui. Parece muito com a Angelica.
Belina olha curiosa e fala:
- É ela mesma. Eu tenho certeza.
- Isso me parece um orfanato. Atrás das meninas. - Fala Eduardo cauteloso.
- Será que Angelica na infância também esteve em um orfanato? - Pergunta Raimunda.
Suzi horrorisada fala:
- Então essa mulher é mais monstruosa do que eu pensava. Como uma pessoa que sabe o que é ser uma orfã, pode ter maltratado tanto essas meninas?
Raimunda vendo o desespero de Suzi fala com carinho:
- Gente. Porque não largamos disso por hoje. Está quase na hora da Suzi ir embora. Porque não vamos lá pra cima e fazemos um lanche bem gostoso para ela.
Suzi olha com carinho para Raimunda. E fala:
- Obrigada Raimunda.
Todos estão saindo quando. Suzi dava passagem para todas as meninas. Quando sobra apenas Tamara. Suzi vai para subir as escadas quando Tamara segura seu braço. Suzi olha espantada para a menina que falava baixinho.
- Suzi. Vocês precisam ouvir o que a Lacínia falou. - Fala ela
- O que? Porque Tamara?
- Tamara? Suzi? Vocês não vem? - Diz Margarida com um sorriso.
- Vamos Margarida. Só estava ajudando Suzi a colocar a caixa no lugar. Não é Suzi? - Fala Tamara olhando para Suzi praticamente implorando com olhar sem Margarida perceber para que Suzi mentisse.
Suzi estranhando mas atua com facilidade.
- Claro. Não é porque estamos num soton que vamos deixar tudo bagunçado. Não é?
Suzi coloca a caixa no lugar com ajuda de Tamara e a vista de Margarida que esperou as duas sairem pela porta.

08 de março de 2025 – sabado - 15:00 - Hospital Oculam

Carol olhava para a televisão em seu quarto. Estava com os olhos vidrados na televisão com odio, raiva. Seu orgulho estava ferido e como se fosse uma brincadeira do destino. Ela via novamente a reportagem que Joel, seu ex-marido fez de manha. E logo depois uma outra ancora fala da bancada do jornal.
- Pelo jeito meu colega de trabalho está fazendo muito mais sucesso do que imaginamos não é Lineu?
- É isso mesmo Maura. - Diz um outro reporter andando pelas ruas de Oculam e se aproximando de uma mulher gorda e negra. - O qual é o seu nome e onde você trabalha?
- Eu me chamo Bess Fênix Una e  trabalho de porteira na Faculdade de Ciências de Oculam.  - Diz ela animada.
- O que você achou de nosso reporter chocante, hoje de manha no Jornal Matinal Oculam?
- Nossa bem legal. É uma maneira diferente de fazer jornalismo, sem aquela seriedade. Sem contar que Joel é lindo. - Diz ela rindo e saindo.
- Então é isso Maura. Sou Lineu Matias Offenbak, reporter investigativo para o Jornal Vespertino Oculam. É com você Maura.

A televisão se desliga e Carol se vira nervosa mas vê o rosto tranquilizador da Enfermeira Branca.
- Não é bom você ficar vendo sobre seu ex-marido Carol.
- Já ficou sabendo das fofocas do hospital?
- Fiquei mas é para te ajudar. Queria saber o que se passa em sua cabeça já que você não quer me ajudar. - Diz ela se sentando do lado da cama e segurando a mão de Carol. - Mas lembre-se que você tem uma amiga agora.
- Tem dois. - Carol se vira com um sorriso ouvindo a voz de seu médico.
- Dr. Alceu. - Diz Carol abrindo um sorriso em meio as atadaduras. - Pensei que vinha só de manha.
- Eu prefiri passar aqui depois do meu espediente. Graças a Deus não temos tantos doentes assim em Oculam.
Branca com um sorriso saindo fala:
- Eu vou deixar vocês a sós.
Alceu se senta no lugar onde Branca estava. Ele fica serio.
- Eu ouvi o que Branca falou. Ela está certa.
- É dificil esquecer doutor. Ve-lo se destruir assim é complicado. O Joe era o ancora do jornal e agora está se rebaixando a isso.
- E o que isso te interessa? Ele não é seu marido. Você não precisa se preocupar mais com isso.
Carol sorrindo fala:
- Talvez é ficar nesse hospital que está me deixando nervosa. Eu não posso fazer nada. Não tenho nada para deixar minha cabeça ocupada.
Alceu olha com um sorriso para Carol.
- O minimo de tempo que tenho que te deixar aqui é três dias. Você precisaria de mais tempo em observação. Mas você é rica Carol e poderia contratar um médico particular para ficar a te observar em tempo integral em sua casa.
Carol abrindo um sorriso maior fala rindo:
- Tem algum doutor em vista senhor Alceu?
- Tem um cara que conheço...- fala ele ironico. - Que gosta muito de você e já está cansado de hospital também, apesar de ter começado tem pouco tempo. E que adoraria a oportunidade de ficar perto de uma mulher tão bonita como você Carol por tanto tempo.
- Eu vou fazer isso mesmo doutor. Quero ir para casa. - Carol se lembrando do aconteceu fala: - Quero dizer, tenho que comprar uma casa ainda não é?
- Um apartamento. Que tal?
- Sim.
- Agora vou preparar o ultimo dia de minha paciênte aqui no hospital seja o melhor possivel. - Alceu está saindo quando Carol com medo fala:
- Doutor!
- Sim?
- O médico que vai cuidar de mim em casa é você não é?
- Você acha que eu ia perder uma oportunidade como essa Carol?
Ele sai deixando Carol novamente se sentindo desejada e amada.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 14:30 - Orfanato Oculam

Raimunda, Suzi e Eduardo ainda na grama discutiam o que deveriam fazer. Um espirito alertar para saírem dali não era um bom sinal. As meninas ainda sentadas na grama esperavam se iriam ficar naquele orfanato. Ou se iam passar mais uma noite em outro lugar.
- Não podemos ficar aqui Suzi. Foi um aviso. - Fala Raimunda assustada.
- Raimunda, como vamos explicar para o Juiz Sebastian que estávamos evacuando  o orfanato por causa de um aviso de um espírito. - Fala Suzi realista.
- Pelo menos se ela fosse mais especifica. - Fala Eduardo tentando lembrar dos detalhes.
- Não precisa de detalhes Eduardo. Sabemos que é por causa de Angelica que fugiu da prisão. - Fala Suzi soltando o que não devia.
- A Angelica fugiu da prisão? - Pergunta assustada Raimunda.
- Ai Raimunda. Não era para você saber. - Fala Suzi triste.
- Como não era para eu saber Suzi? Eu vou ficar aqui a noite toda.
- Mas Raimunda, o Yan e o Yuri vão ficar aqui a noite toda. E de manha eu volto.- Fala Eduardo tentando acalma-la.
- E como ela fugiu?
- Uma amiga da prisão ajudou ela. Atirou nos dois policias e fugiram. - Responde Eduardo
- Quer dizer que tem uma louca de raiva pelo orfanato solta por ai que atirou em dois policias e eu vou ter que ficar no orfanato?- Fala apavorada Raimunda.
- Mas fala baixo Raimunda. - Fala Suzi com medo. - As meninas não podem ouvir. É só por segurança que os policias estão aqui. A Angelica  deve ter fugido para longe. Não seria tão estupida. Ela sabe que todos pensam que ela pode voltar para o orfanato. Não via vir para cá.
- E o Walter está seguindo os rastros dela. Vai acha-la. - Fala Eduardo dando segurança para Raimunda.

Enquanto isso com as meninas sentadas na grama verde debaixo de uma grande árvore Mina com a caixa de jogo de chá, se aproxima da irmã mais do meio falando com um biquinho.
- Vamos brincar comigo Tina.
- A não Mina. Isso é muito criança.
- A Tina. Por favor.
- Pede para a Vanessa e para Margarida. Acho que elas estão loucas para brincar com você.
Vanessa e Margarida ouvem tudo. E Vanessa virando o olho de raiva para Tina que ria por ter passado o problema. Mina chega toda animada para as duas:
- Vanessa, Margarida, é verdade que vocês estão loucas para brincar comigo de chazinho.
Vanessa olha para Margarida com um sorriso e fala pegando a caixa de Mina.
- Vamos brincar sim.
Margarida fala rindo para Mina:
- Boa tarde senhorita? Veio tomar o chá das sete com agente.
Mina rindo olha no relogio e levantando a calda do vestido como um cumprimento.
- Na verdade vim tomar o chá da uma.
Vanessa abre a caixa e se depara com uma surpresa. E fala bem alto para Suzi, Eduardo e Raimunda ouvir.
- Ei, isso não é jogo de chá não.
Suzi se aproxima e vê Vanessa tirando varios porta retratos. Todos se reuniam em volta para ver as fotos nos porta retratos.
- Minha nossa. Essa é Angelica.
E Suzi pega o porta-retrato e fala mais um detalhe das fotos.
- Mas ela está com um barrigão. Será gravides.
Eduardo pega a foto e olha também:
- Mas ela não tem filhos? Tem?
Margarida fala aguniada:
- Que eu lembre, ela nunca teve um filho proprio dela. E nunca tinha visto ela gravida.
- Olha a data da foto para agente saber de que época que é?- Fala Gabi curiosa.
Suzi olha atrás da foto e vê.
- Dois mil e três. O bebê deve ter uns vinte anos.
- Então não tem como nenhuma de vocês saberem aonde foi parar esse bebê. - Conclui Raimunda.
- Mas sei quem deve saber algo mais. - Diz Eduardo pensativo. - O prefeito Leonardo era o juiz da época.
- Ok. Agora eu já sei o que fazer no meu dia de folga. - Diz Suzi com um sorriso.

domingo, 21 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 14:00 - Casa Suzi e Joe.

Danielly está no computador. Jogava seu jogo pelo computador. O jogo se baseava num personagem andando por um mundo virtual onde outras pessoas por outros computadores controlava cada personagem. E assim eles iriam se interagir. E assim no jogo Danielly encontra um rapaz no parque virtual do jogo. Ela se senta no banco da praça e com um sorriso fala:
- Você quer TC comigo.
O rapaz coloca uma carinha de sorriso e fala:
- É claro que sim.  - O personagem de Danielly no jogo era uma mulher negra, alta de cabelo liso. Muito parecida com Carol. - Uma mulher linda como você.
- Você é de onde? - Pergunta Danielly sorrindo com o elogio. Mesmo sendo para seu personagem.
- Sou de Otalcic. Conhece?
- Nunca ouvi falar. - Responde Danielly desiludida pensando que poderia ser alguém em Oculam. Mas seria legal ter um amigo virtual. E ela pergunta:
- Qual seu verdadeiro nome? - No lugar do nome estava apenas varios números. 789.
- Enzo. E o seu?
- Danielly. Moro em Oculam.
- Também não conheço. Que idade tem?
Danielly prende o folego. Dependendo da resposta poderia perder sua "amisade" ou tornar essa amisade virtual em algo a mais virtual.
- Tenho 18 anos. - mente Danielly com medo. Mas Enzo dá a resposta que Danielly não queria.
- Sabia que as pessoas que dizem ter 18 nos bate-papos virtuais na maior parte das vezes não tem menos de treze anos.
Danielly assustada pensando que ele pensasse que tivesse isso mesmo responde rapido.
- Tenho 15 anos.
Danielly bate na propria cara persebendo a burrada que tinha feito. Mas uma resposta tranquilizadora vem.
- Eu tenho 16 completei ontem.
Danielly coloca apenas um sorrisinho e ouve batidas na porta. Ela bufando de agonia vai até a porta e abre. E para sua surpresa é Juliana. Que com um sorriso constrangido pergunta.
- Oi Danielly?
- Oi Julina. - Fala também constrangida Danielly.
- E ai? Essa é a casa nova de vocês?
- Sim. - Fala Danielly sem deixar Juliana entrar.
- Tá afim de ir ao shopping?
- Nossa Julina. Não vai dar. Meu pai me deixou aqui para cuidar da casa. Não sei se vai dar.
- Cuidar da casa? - Diz Juliana rindo. - Se aparecer algum ladrão você vai fazer o que? - Juliana ri com constrangida. - Mas larga de ser boba Danielly, se nada acontecia na mansão nada vai acontecer aqui também não.
- Alguma coisa aconteceu na mansão Juliana. - Diz Danielly forçando um sorriso.
Juliana com tristesa percebe que Danielly não era Carol.
-  Tudo bem então. Vou ver se minhas outras amigas querem ir ao shopping.
Danielly fecha a porta deixando Juliana cabisbaixa na porta. Danielly corre novamente para o computador e vê com tristesa que o personagem de Enzo não estava mais ali.