domingo, 30 de janeiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 06:00 - Delegacia Oculam

Walter chega de manhã na delegacia. Ele boceja de sono. Não era facil ser policial. Era dormir tarde e acordar muito cedo.
- Finalmente chegou chefe. - Diz Jack, um dos presidiarios, que grita da delegacia. - Você tem visita.
Walter acende a luz do escritorio e vê uma linda mulher sentada na cadeira do escritorio.
- Olá Walter. - Era Maria Elizabeth. Policial que defendia a casa da mãe de Angelica e ex-namorada de Walter que deixou ela após ela abortar um filho deles.
- Maria? O que faz aqui?
- Eu sou a policial que você resignou para proteger Grazia Joabe, mãe de Angelica Joabe. Você não sabia disso? Não é você que cuida dos papeis.
- Não sou bom com "papeis". Yan cuida disso pra mim.
- Então não sabia que eu estava em Oculam?
- Não Maria. Não sabia.
- Mas eu queria te falar que Grazia Joabe desapareceu essa madrugada.
- Ela o que? - Pergunta Walter assustado.
- E apareceu no lugar a verdadeira Angelica Joabe.
- Como assim? Apareceu no lugar?
- Eu não sei como posso te definir melhor como "apareceu no lugar". Num instante estava vendo Grazia Joabe dormir no outro estava olhando Angelica Joabe.
Walter engole em seco a noticia.
- Ela está ai com você?
- Está dormindo dentro do meu carro.
- O que ela fala? Por onde esteve?



- Não sei se você não está entendendo ou não está querendo entender Walter. A verdadeira Angelica Joabe ficou se passando por Grazia Joabe por todo esse tempo. De alguma forma ela conseguiu envelhecer 60 anos em 20 anos. Mas hoje de madrugada ela voltou.
- Vamos deixar ela dormir aqui hoje.
- Vamos prender Angelica Joabe? Pelo o que?
- Não vamos prende-la. Vamos deixa-la aqui.
- Vou aproveitar minha folga hoje. Cuide dela.
Maria vai para sair, quando Walter a segura pelo braço.
- Está com alguém?
Maria fecha os olhos triste.
- O passado não volta Walter.
Walter larga o braço de Maria também triste.
- Tem razão.
Logo Maria trás a mulher para dentro da delegacia. Era muito parecida com Angelica assassina, mas seus olhos eram mais claros. Maria deixa a mulher sentada no escritorio e sai.
- Tchau Walter.
- Tchau Maria.
Maria sai deixando Walter com Angelica.
- Angelica... Angelica Joabe.
- Não sou surda senhor Walter. - Diz a mulher virando-se para Walter com o nariz impinado.
- Você se fez passar por sua mãe porque?
- Se eu te contar você não vai acreditar.
- Ninguém pode não acreditar nas coisas que acontece aqui em Oculam senhora Angelica. Isso fiquei sabendo a muito tempo.
- As meninas do orfanato sugaram minha juventude. Me transformei em uma velha. Fui apavorada para minha mãe. E quando-lhe contei aconteceu o pior. Ela não acreditou em mim. Falou que era mentira. E com a emoção acabou morrendo. E pensei: Ninguém iria acreditar em mim. Iriam é me internar. Então fiquei no lugar da minha mãe.
- Onde está o corpo de sua mãe?
- Eu enterrei no meu quintal.
- Você sabe que irá ser presa.
- Perdi minha juventude inteira. Não me resta nada mais.
Walter pega a mulher e a encaminha para a prisão. Jack sorri para a mulher e para Walter. Tinha algo de estranho. Jack fala rindo.
- Aconteceu algo de estranho com sua ultima presa Walter. Os cabelos delas ficaram brancos da noite para o dia.
Walter assustado corre e abre a grade. Calina dormia com os rostos virado para a parede. Walter se aproxima.
- Calina? Você está bem?
Walter cutuca Calina e ela se vira mostrando a figura pavorosa de um esqueleto no lugar do rosto.

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