terça-feira, 25 de janeiro de 2011

9 de março de 2025 - domingo - 15:00 - Orfanato Oculam


Uma chuva fina começa, e acaba virando uma tempestade. Suzi dentro do carro estacionado a alguns metros do orfanato Oculam não podia se preocupar com a chuva. Ela vira-se para Tamara e fala com coragem.
- Eu vou entrar. Daqui a duas horas dirija o carro até a cidade.
- Suzi eu não sei dirigir. Tenho 12 anos de idade.
Suzi não tinha pensado nisso. E fala de novo para Tamara.
- Se abaixe e fique escondida aqui dentro. Tome meu celular. Ligue para a policia daqui a duas horas.
Suzi sai do carro na chuva e se aproxima da casa. A mala de Raimunda estava na porta. A lama deixa Suzi encharcada em segundos. Trovões e nuvens escurecem o céu. Suzi se aproxima do casarão cada vez mais.
Antes de chegar a porta de entrada Suzi tenta enchergar pelas janelas escuras. Moveis revirados, tudo quebrado. Suzi chega perto da porta e dá para ver mais bagunça pela casa. Mas ninguém. Suzi entra e logo a porta se fecha e se tranca. Suzi se vira para a porta tentando abri-la. Está trancada. Suzi bate na porta. E de repente atrás dela se ouve uma voz infantil, mas apavorante.
- Olá Suzi?
Suzi se vira para ver a dona da voz. Mas vê a terrivel cena das 10 garotas do orfanato agora todas crianças, menos Margarida. Mas o pior estava por vir. Margarida a unica que continuava a mesma estava a segurar pelo pescoço um senhor idoso. Suzi reconhece com pavor o velhinho. Era Eduardo.
- Meu Deus. Eu não queria acreditar! Mas é verdade!
Uma menina gordinha se aproxima com lança nas mãos.
- Verdade o que Suzi? Que não somos simples orfans ou que pegamos a juventude dos outros?
Margarida se aproxima deixando Eduardo ao chão tremendo.
- Estavamos jugando se iriamos fazer o mesmo com você. Ou se dessemos a chance de você se juntar a gente. E advinha! Tem a chance de ficar com agente. Já que a Angelica sumiu, precisamos de uma nova diretora do orfanato.
- Pra que querem ficar sempre crianças? Nunca quiseram aproveitar a vida. Serem adultas.
- Nos nunca tivemos infância Suzi! - Diz Vanessa que não passava de uma menininha de 8 anos mas com o mau no olhar. - Nunca tivemos o carinho de um pai de uma mãe. Tivemos que nos virar sozinhas. E cada vez que os anos iam passando, viamos nossas chances de ter esse carinho indo embora.
Mina, uma das trigêmeas e com a raiva no olhar fala:
- E quando eramos adotadas, nós já mais velhas não nos viamos como filhas, não tinham carinho de pais e sim com segundas atenções.
Suzi desesperada e se afastando cada vez mais tenta contradizer elas:
- Mas isso não é razão para vocês roubarem a juventude dos outros. Como puderam? Eles também tem direito a viver a vida deles.
- Isso é um não pra nossa proposta? Não quer voltar a ser criança e crescer varias e varias vezes nesse orfanato?
Suzi corajosa fala nervosa e corajosamente:
- Eu nunca vou me sujeitar a isso. Eu sou mulher! Eu sou adulta! E tem muitas coisas boas em ser adulta. Ser amada. Poder trabalhar! Poder ter suas realizações sem depender de outra pessoa. Porque não percebem isso?
- Não existe isso Suzi. No mundo dos adultos só existe traição e picuinhas.  - Diz Bianca também criança e chorando de odio.
- Vocês não podem viver para sempre assim? Fingindo que são orfans.
- Não vamos. - Fala Margarida com maldade nos olhos. - Daqui em diante vamos entrar na floresta negra e vamos viver sequestrando pessoas para sugar suas energias. E se você não quer seguir com agente, estou louca a voltar a ser criança.
Suzi tenta correr mas dá de cara com três das meninas. Ele tenta dar meia volta. Mas outras meninas a cercam. Ela é agarrada. E levada para cima da escada. Suzi desperada não pode fazer nada. Ouve a voz tremida de Eduardo idoso gritando:
- Suzi não!
Margarida se aproxima de Suzi e estica sua mão. Margarida tem odio em seu olhar. Sua mão gelada trisca no braço de Suzi. Um tipo de choque sai de suas mãos. Quando de repente o carro de  Suzi dirigido por Tamara entra dentro das portas do orfanato. Dando tempo de Suzi se soltar de Margarida e pulando pela janela.
Suzi cai nas moitas de rosas e do barro. Ela se levanta e sai correndo pela floresta. Logo atrás dela as meninas saem gritando e atirando as lanças. Suzi entra dentro da floresta e com desespero corre. A lama, o matagal e os galhos rasgavam-lhe a pele a roupa. As lanças e flexas iam atravez dela caindo em galhos perto dela. Suzi por um segundo olha para trás e vê com desespero varias meninas de oito anos com tochas na mãos. Como ia sair daquela? Como poderia se salvar e voltar para Joe? Para sua mãe?
De repente só vê uma saida. A cabana. Ela entra na cabana e fecha a porta e cai no chão chorando. Resava para que as meninas não a tivesse visto.
De repente outra voz que Suzi não prefiria ouvir aparece em meio a escuridão da cabana.
- Você deve ser Suzi Crof.

Nenhum comentário:

Postar um comentário