Jorge tinha terminado finalmente de arrumar o jardim do grande casarão de Ray. A grama estava aparada, as flores todas plantadas, os frutos das árvores só tinham no pé e nada no chão. Já começava a anoitecer e parecia que ele já podia ir embora e se arrumar para ir a inalguração do belo restaurante de Yomiko. Só que algo dentro de Jorge falava que ele não podia ir embora assim.
Ele olha para a mansão. Era aquilo que tinha que fazer. Com agunia se aproxima da mansão e aperta a campainha. Priscila logo abre a porta. Como ela estava bonita. Já estava quase pronta para ir a inalguração. O que ele estava pensando. Ela é sobrinha da Yomiko, é logico que ia a inalguração.
- O que foi Jorge?
Jorge sorrindo fala com humildade.
- Eu já terminei por hoje Priscila.
Priscila olha para o jardim.
- Ficou muito bonito mesmo. Obrigada. - Diz Priscila estranhamente fria. Mas Jorge não ia embora. O que mais ele queria? - O que foi?
- Bem Priscila. Sua tia está inalgurando o restaurante hoje...
- Eu sei. Meu pai ajudou a construi-lo. Lembra-se?
- Eu sei. Mas...
- Mas o que?
Jorge fecha os olhos irritado.
- Eu queria saber...
- Saber oque?
- Deixa eu falar por favor!
- Mas do que você está falando Jorge? Eu estou atrazada. Tenho que ir ao salão ainda. Paguei por uma maquiagem carissima.
- Droga Priscila estava querendo chamar você pra ser minha acompanhante na festa de inalguração. Mas você não me deixa falar.
Droga. Olha o jeito que eu falei! - Pensa Jorge com agunia. O que ela iria dizer? O que estava pensando?
Um sorriso nos labios? Isso é bom?
Não. Não era.
- Você tá querendo me acompanhar na inalguração da minha tia? Você tá louco? Você acha que eu deixar alguém me ver com você? O jardineiro da minha casa?
Priscila vira as costas e fecha a porta. Deixando Jorge paralisado diante aquela porta. O que aconteceu? Porque falou aquelas coisas. Porque as palavras sairam daquela forma da boca dele? Porque não dá tudo certo para ele como dá para todo mundo. Jorge não sabia e cabisbaicho vai embora da mansão de Ray e sua filha. Uma mulher que nunca ia ser dele. Ele era um mero jardineiro.
Mas dentro da casa. Priscila depois de ter fechado a porta se vira para o pai. Ele apertava a gravata nervoso.
- Eu não acredito que aquele babaca teve a ousadia de querer falar com você.
- Pai. Ele não sabia que você estava aqui escultando tudo. - Diz Priscila triste.
- E se solbesse poderia acompanhar você a festa. Tenha santa paciência Priscila.
- Não pai. Eu não falei isso.
Ray sobe as escadas nervoso.
- Eu só não demito ele. Porque ele fez um belo trabalho no nosso jardim. Só que não quero você perto dele na festa.
Priscila com tristesa recosta a porta. Seu coração estava apertado. Como pode fazer aquilo? Só para agradar o pai? Como pode machucar um homem tão bom e carinhoso?


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