sábado, 8 de janeiro de 2011

9 de março de 2025 - domingo - 08:20 - Casa de Grazia Joabe

Suzi segurando firme o volante para o carro andar na rua esburacada. O endereço que Leonardo tinha dado para ela era um lugar isolado da cidade e que levava horas para chegar. Até que finalmente para o alivio de Suzi ela avista o número da casa.
Suzi sai do carro e bate  na porta. Uma mulher alta, morena, e nova abre a porta.
- O que deseja?
- Oi, eu estou procurando uma senhora. Não lembrei-me de pegar o nome dela, mas é mãe Angelica Joabe.
- Se a senhora for mais uma repórter, pode dizer para o seu chefe que já mandei um comunicado...
- Não sou nenhuma repórter senhora. Sou Suzi Crof, sou a auxiliar da nova dona do Orfanato Oculam. Estou investigando algumas coisas a pedido dela.
- Que tipo de coisas. - Diz a mulher morena com ar serio.
- Acho que tem algo de estranho com aquele orfanato. - Diz Suzi mais seria ainda. - Mas que não é com Angelica Joabe.
A mulher abre a porta estranhando e mostra a cadeira para se sentar.
- Sou Maria Elizabeth Kane. Sou  a policial enviada pelo delegado para proteger a senhora Joabe.
Suzi se senta na cadeira e fala:
- Gostaria de fazer algumas perguntas para ela sobre a Angelica. E se ela tem alguma ideia do que ela fez com aquelas meninas.
- A dona Grazia Joabe não vê a filha dela a mais de dez anos.
Suzi se levanta.
- Mesmo assim senhora Maria. Eu queria falar com ela.
Maria se levanta e fala seria para Suzi.
- Só te pesso para não contar nada para a dona Joabe sobre a filha dela. Ela está velha e não aguentaria saber a verdade.
- Pode deixar. Não contarei nada.
Barbara entra no quarto. E Suzi aproveita para olhar em volta. Ela se levanta e vai até uma estante onde tem varias fotos antigas. De varias crianças junto de uma mulher mais velha. Até que a Maria volta com a senhora Joabe. Uma senhora bem idosa e curvada. 
- Fale alto. - Diz Maria. - Ela é um pouco surda. Mas é muito boa do olho.
Suzi se aproxima da mulher. E grita para ela:
- Senhora Joabe. Sou Suzi Crof. Queria te fazer algumas perguntas sobre a sua filha!
Mas a velha olha bem para Suzi e fala seria.
- Pode falar baixo. Eu não sou surda.
- Desculpe senhora.
- O que você disse? - Falou a velha incomodada. Maria olha com um riso para Suzi.
- Tenha calma com ela.
- Eu queria saber dona Joabe se sua filha teve algum filho? - Diz Suzi com agunia e tentando ver se não falava muito alto.
A velhinha estranha e fala para Suzi.
- Mas minha filha não teve filha nenhuma.
Suzi estranha e abre a bolsa. E pega a foto dela.
- Mas como que não? Tenho a foto dela aqui, gravida.
Suzi entrega para Maria e ela entrega para a velhinha. A velhinha entrega a foto rapidamente para Suzi.
- Mas essa não é minha Angelica.
- Como que não dona Joabe?
Maria pega a foto e pergunta com calma para dona Joabe.
- Tem certeza senhora Grazia.
- É logico que tenho Maria. Acha que eu não vou reconhecer minha propria filha. - Diz a velhinha com raiva. Ela caminha sozinha até a estante e pega a foto de uma menina. E mostra para Suzi.
- Essa é minha filha. Veja. Nem se parecem as duas.
Suzi olha assustada para as duas fotos. A Angelica do orfanato era uma morena de olhos negros. A Angelica de dona Joabe era também negra mas com olhos verdes.
Suzi sai assustada da casa. Onde estaria a verdadeira Angelica Joabe? E a falsa? Quem era ela?

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