sábado, 27 de novembro de 2010
8 de março de 2025 - Sabado - 18:00 - Hospital para Idosos Oculam
Diana olha pelo retrovisor de seu carro um grande prédio com as palavras. Hospital para idosos Oculam. Diana com grandes oculos negros tapava os olhos inchados. E com a mão tremendo se preparava para fazer a coisa mais dificil que achava no mundo. Se desculpar e perdoar.
Ela sai do carro mostrando um vestido fino e florido, usava um salto alto que almentava seu pequeno tamanho.
Mas Diana enquanto caminhava até a entrada do asilo ela só se perguntava. Porque tinha sido tão rude com a mãe? Porque não aceitou que Jane tivesse fugido com o camioneiro? Porque agiu da mesma forma com Riti? Porque Diana tinha um coração muito grande. E sempre teve medo de ficar sozinha.
Ela e a irmã eram muito ligadas. Diana era a mais nova e seguia os passos da irmã três ano mais velha aonde quer que ela fosse. De família rica sempre pode ir em bailes da auta sociedade em Oculam. Viajava para conhecer países longínquos. Mas Diana só fazia isso porque Jane fazia também. Até que numa tarde um caminhão parou na casa vizinha. E tudo mudou. Diana se lembrava até a manha que viu o caminhão. Comia ovos fritos com pão. E Jane ao acordar e olhar pela janela logo viu o dono sair da casa. E Diana viu os olhos da irmã brilharem pela primeira vez. Três dias depois eles estavam namorando. Ele era forte e musculoso e Diana com seus quinze anos só fazia era ter medo dele. Mas Jane se entregara ao amor. Mas Diana achava um absurdo era a mãe não fazer nada. Como ela podia? Quando ia falar com Hera, ela sempre dizia a filha mais nova:
- Se nós proibirmos Diana, ai que ela vai querer ficar com ele. Acredite em mim, foi experiência própria.
Mas foi um choque para toda família quando Oricemo Sulamite Trevizan foi embora com seu caminhão de Oculam Jane tinha com ele. Diana ficou chocada e xingou a mãe de todo nome possível. Nunca a perdoou. Quando casou não deixou que a mãe entrasse na igreja. Quando o pai dela morreu internou a mãe no asilo e nunca foi visita-la. Agora se encaminhando para recepção uma dor de arrependimento veio-lhe a cabeça. E se Riti fizesse o mesmo?
Uma jovem moça estava na recepção com um sorriso recebeu Diana.
- Bom dia? O que deseja?
- Sou Diana Ursino Brigida Frias. Sou filha de Hera Brigida Libanio Ursino.
A jovem moça olha com um susto para Diana. Quase chorava. Ela abre um sorriso e fala:
- Espere nessa sala ao lado. - Diz ela meio gaguejando. - Eu vou chamar a dona Hera. Ela vai adorar recebe-la.
Diana suspira ao ver a secretaria corre pelo corredor e abrir uma das portas e dizer:
- Dona Hera. Adivinha?
Diana não queria ver assim a mãe e se encaminha para a sala que a secretaria lhe informou.
Com um suspiro entra e vê uma sala pequena com dois sofás brancos e uma mesinha de centro. Era uma sala para reencontros mesmo. Ela se senta com frio graças ao ar condicionado e o inicio da noite. E de repente ouve alguém se aproximando da porta. A pessoa parece parar na porta. Diana suspira fundo e segura as lagrimas que já teimavam em cair.
A porta se abre. E uma figura velha de cabelos brancos e varias rugas na face e para seu choque de cadeira de rodas aparece. Não era mais a dona Hera que a criou. Ela não olhava emocionava. Olhava com o orgulho na face como Diana conhecia. Mas atraves do orgulho se via o carinho materno e choque do reencontro. Diana se levanta deixando algumas lagrimas cair. Ela limpa rapidamente. Ela engole o choro e se aproxima. Hera fala primeiro com sua voz firme.
- Como vai Diana?
Diana se ajoelha e perto da mão solta seu choro no colo da mãe. E sente aliviada ao sentir as mãos da mãe passar pelos cabelos a confortando. Também ouve soluços da mãe. Ela se levanta e fala:
- Eu preciso de você! Eu sempre precisei mãe.
- Eu também precisei de você minha filha. - Diz ela limpando as lagrimas. Mesmo chorando ela não demonstrava ser fraca. - Precisei muito. Mas tive paciência. Eu sabia que você um dia iria vir.
- Hoje eu entendo o que você passou com Jane. Como eu pude ser tão egoista?
- Você era uma menina Diana. Não sabia como lidar com o que sua irmã fez.
- Eu ainda não sei lidar com isso mãe. - Diz Diana caindo de novo no colo da mãe em prantos.
- Eu vou te ajudar querida. Eu juro.
- Eu vou te levar para casa. Eu vou cuidar de você mãe.
- Não. - Diana se levanta estranhando. - Aqui é minha casa agora Diana. Aqui estão meus amigos. Amigos que conviveu comigos por vinte e nove anos. E vou morrer aqui filha.
- Você não vai morrer. E muito menos aqui.
Hera solta uma risada e fala:
- Não seja boba querida. É claro que eu vou morrer. - E olhando Diana com carinho fala:- Só queria que você me trouxesse meus netos para eu ver.
Como iria trazer Riti para cá. Riti a odiava. Mas agora. Graças a essa promessa a mãe. Tinha que se desculpar com Riti e iria trazer ela aqui.
- Eu juro mãe. Eu vou trazer seus netos para te ver.
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