O carro andava pela estrada. Sakura recostada a janela olhava as linhas no asfalto. Eriberto com um grande sorriso e atenção seguia pela estrada. Sakura com tristesa pensava que teria que enfrentar Terency mais uma vez. Isso fazia ela pensar em desistir, em fugir, não teria mais tanto problema. Mas porque Sakura queria fugir? Era um homem rico, bonito, que estava em sua mão. Porque? Sakura tentava entender quando percebe que chegou na empresa. Na porta um dos funcionarios, Guliver, esperava por eles. Ao sair do carro Eriberto estranhando cumprimenta o amigo e fala com seriedade.
- O chefe quer uma reunião com todos lá na fabrica.
Eriberto respira fundo. Tinha muito medo de demissão. Agora com mais duas pessoas em casa, sem contar Pureza que poderia ir morar com eles, as contas iriam almentar muito. Ele segura firme a mão da filha. Que tinha medo de outra coisa. Tinha medo do que iria acontecer. O que Terency poderia contar? O que o pai iria pensar?
Chegando mais perto todos estavam em cadeiras que costumavam ficar no escritorio, mas que agora estavam no meio da loja. Todos os funcionarios estavam sentados só esperando por Sakura e Eriberto. Na frente de todos estava Terency que abre um grande sorriso ao ver Sakura. Seu coração parece que para. Aquele olhos verdes olhando para ela queria dizer algo. Ele ira falar algo. Parecia que um buraco era cavado no peito de Sakura. Eriberto segurava firme as mãos frias da filha julgando que ela também estivesse com o mesmo medo dela.
- Bem gente. - Começa a dizer Terency com seu grande sorriso para a estranhesa de todos.
Sakura baixinho começa a dizer:
- Não... por favor... não.
- Estou aqui pra informar-lhes a todos e fazer um pedido.
Um pedido? Que pedido? Fala logo! - Pensa Sakura apavorada.
- Como todos sabem eu nunca fui de me apaixonar....
Ai meu Deus. Era dela mesmo. Não tinha saida. Sakura olha para o pai. Se tivesse algum momento na vida que pudessemos parar Sakura queria que fosse aquele. Parar para poder contar tudo ao pai e pedir perdão para ele. Mas não podia.
- Mas eu me apaixonei por alguém. Mas essa moça é de família.
Ele estava olhando para Sakura. Eriberto percebe o olhar para Sakura. Todos percebem. Sakura abre um sorriso sem jeito.
- E eu estou aqui. Pra pedir a mão dela publicamente...
"Como assim pedir a mão? Ai Meu Deus! É isso que eu estou pensando" O pavor é trocado por um sentimento de alegria. Uma alegria, um alivio.
- Senhor Eriberto, - Sakura olha para o pai. Ele estava sorrindo e chorando. Chorando de alegria. - Eu quero pedir aqui publicamente a mão de sua filha em casamento. Você aceita?
Sakura olha para o pai. Por um segundo uma voz vem em sua cabeça.
"Não aceita. Por favor fica nervoso. Faz isso parar! Me tira daqui"
Sakura se surpriende e deixa uma lagrima rolar de seu rosto em meio ao sorriso falso. O pai com um grande sorriso e em lagrimas corre até Terency e abraça o futuro genro. Sakura estava paralisado. Tinha um compromisso agora. Estava tudo se encaminhando como deveria ser. Mas porque estava tão triste.
- Vai lá Sakura! - Diz Saong, uma outra funcionaria, aplaudindo junto de todos e rindo.
Sakura pega suas forças e se levanta e corre para os braços de Terency dando um beijo aparentemente apaixonado. Todos aplaudem com alegria os dois noivos. Sakura sorria abraçada ao noivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário