O sinal de ir embora finalmente bate. Arthur corre até Sergio que saia sem nem olhar para trás.
- Ei Sergio? O que deu em você?
- Me larga Arthur! - Diz ele se soltando do braço de Arthur e continuando a caminhar. Arthur o segue e pergunta nervoso.
- Porque deixou eu passar aquela vergonha na sala de aula?
- Cara, eu não podia contar para a Ana Paula que eu gosto dela!
- Você já contou. Só que agora ela pensa que sou eu que gosto dela.
- Eu não vou falar nada. Vai ser um mico pior ainda.
Arthur irritado fala:
- Que mico cara? A menina tá pensando que sou eu que gosto dela. E você vai deixar ela pensando isso? Eu acho que você não gosta dela é nada.
- Eu gosto sim!
Sakura de longe olhava a cena.
- Então vai lá.
- Eu não tenho que te provar nada Arthur! Sai da minha cola! - Sergio sai nervoso deixando Arthur chateado. Suzana, Cristian e Cristiny encontram Arthur triste.
- O que foi que ouve com o Sergio? - Pergunta Suzana chateada.
- Bobeira do Sergio. Depois eu converso com ele. - Fala Arthur arrumando a alça da mochila.
- Arthur, você pode ir para a casa. Agente tem mais uma aula. - Explica Suzana chateada.
- Cadê a minha irmã? - Pergunta Arthur não vendo Danielly ali.
- Tá na sala. Não quis sair. - Fala Cristian abraçado a Suzana.
O sinal toca de novo. E os três vam para a sala de aula enquanto Arthur vai para sair do colegio quando encontra Ana Paula.
Ana Paula sorrindo se aproxima. Arthur respira fundo. Teria que contar para ela.
- Oi Arthur.
- Oi Ana Paula.
- É verdade o que estava escrito naquela carta? - Pergunta timidamente a menina.
- Bem Ana. Para falar a verdade. Não.
- Não?
- Não.
- Você não gosta de mim? - Pergunta Ana Paula com cara de choro.
- Não é isso Ana Paula. Eu gosto de você...
- Gosta? - Diz ela abrindo um sorrisão.
- Mas é que?
-É que o que?
- Ana Paula! - Ana Paula e Arthur se viram. Era uma mulher chamando Ana Paula de dentro de um carro.
- É minha mãe. - Explica ela. - Porque não nos encontramos no parque hoje depois do almoço?
Arthur assustado fala:
- Tá bem. Então.
Ana Paula surpreendendo Arthur da um beijo em sua bochecha e sai correndo para o carro. Seu coração bate forte. Estava namorando? Será que isso era um namoro? Não sabia. Só sabia que seu coração estava achando que ele tinha corrido uma maratona.
Ele sai correndo feliz. E nem percebe Sergio o olhando de longe. E Sergio nem percebe Sakuia o olhando de longe. Ela se aproxima e fala para ele.
- Eu vi o que aconteceu.
- Viu é? - Pergunta ele sem paciência. - Que bom.
- Olha aqui garoto. Eu posso te ajudar. - Fala Sakuia insistente.
- Ajudar com o que?
- Não vê que seu amigo roubou-lhe a namorada.
- Ela não é minha namorada.
- Mas você queria que fosse. - Fala Sakuia nervosa. - Pois bem, eu vou te ajudar a conquistar ela.
- Em troca de que?
- De nada. Eu sou uma boa menina. - Fala Sakuia com um sorriso.
- Mas como vou fazer isso. - Pergunta Sergio coçando a cabeça.
- Pois bem. Vamos no parque também a essa hora. E você vê se seu amigo vai mesmo dizer a verdade sobre o bilhete ou não. Esse é o primeiro passo conhecer seus inimigos.
- O Arthur não é meu inimigo. E ele vai contar a verdade.
- Pois bem. Vamos ver.
- Fechado. Depois do almoço me encontre no parque.
Sergio sai caminhando para casa e Sakuia se senta para esperar a madrasta. Tinha conseguido um encontro com Sergio esse seria o primeiro passo para conseguir conquista-lo.

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