sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 14:10 - Colegio Oculam

- Senhor Cristian. Você não vai achar o sujeito das frases que estão no quadro na garganta da Suzana. - Diz Manildy, a professora de português olhando para o casalzinho que entrelaçados se beijavam sem nem notar a professora.
Suzana envergonhada empurra Cristian. Mas  o sinal toca e Suzana sai apressada na frente. Cristiny puxa o irmão falando.
- Eu te avisei.
- Porque não larga do meu pé menina.
Cristiny olha os materiais e vê que esqueceu o caderno. Ela corre até a sala sendo empurrada pelos outros na direção contraria. Mas ela consegue logo que os corredores esvaziam e corre até a sala. E lá encontra um homem. Uns quarenta anos, já calvo e com um olhar atento e serio.
- Bom tarde mocinha.
- Eu esqueci meu livro. - Diz Cristiny recuperando o folego e pegando seus materiais. E indo para sair.
- Eu sou o professor de Biologia. Renato Showen Daniells  - Ela se vira com um sorriso. - Só pra constar.
Cristiny respira fundo e fala:
- Meu nome é Cristiny. Serei sua aluna?
- Sim. - Diz ele se sentando na cadeira dos professores. Cristiny se aproxima envergonhada.
- Mas você não vai embora? Não está na hora?
Renato sorri e fala para ela.
- Tenho uma pilha de caderno para corrigir. E gosto dessa sala.
- Porque? - Ela pergunta se sentando em uma cadeira.
- Porque foi aqui que eu estudei quando criança. Nessa sala. Na verdade na cadeira em que você está sentando.
De repente Cristian aparece na porta com Suzana.
- Cristiny! Vamos!
Cristiny se levanta constrangida e se despede do professor.
- Tchau professor. Te vejo amanha?
- Talvez. - Diz ele rindo.
- Vamos logo menina. - Cristiny ri e sai com o casalzinho.
Cristiny estranha e pergunta:
- Vocês não viram cadê a Danielly?
- Não. Não vi. - Diz Cristian saindo do colegio.
Longe dali sentada na mureta do colegio Danielly esperava o maximo de tempo possivel para ir para casa. Tinha passado o dia todo na praça. Não queria mais ficar sozinha. Esperava algo algo acontecer. E aquele algo tinha acontecido.
A nova diretora do colegio arrastava um rapaz pelos braços até o carro nervosa.
- Paul! Vem logo!
- Mãe! Me larga. - Diz Paul puxando seu braço de volta. - Já disse que vou pra casa do meu pai.
- Amanha é terça-feira e dia de aula. Sei que do lado daquele traste você não vai vir pra escola amanha de jeito nenhum. Você vai pra sua casa.
- Me obriga então! - Diz ele saindo e deixando Raquilma nervosa no carro. Danielly segue ele com olhar e logo vai atrás dele. E o vê assendendo um sigarro enquanto caminha. Ela se aproxima.
- Eu queria saber aquilo com meu pai. - Diz ela tentando alcançar os grandes passos dele. Ele olha para Danielly assustado e diz:
- Se você contar pra alguém daquele colegio que me viu fumando eu te mato. Tá me ouvindo garota!
- Eu não vou contar pra ninguém. - Diz Danielly abrindo um sorriso ironico e disfarçando o medo. Paul gosta e oferece o sigarro para Danielly. Ela puxa a fumaça e se engasga com a fumaça.
Paul e se senta na calçanda em um canto mais escondido pelas folhas de uma arvore. Danielly também se senta.
- Você é nova no colegio não é?
- Sou. Primeiro dia.
- Bem vindo ao inferno. Estou louco pra sair daquela porcaria logo.
- Falta pouco. Você está na mesma turma que eu. Não falta dois anos.
- Eu vou sair é mês que vem. Só estou juntando um dinheiro e me mandando dessa cidade estupida.
- Pra onde vai?
- Pra Oledasep. A melhor cidade do mundo.
- Pode me levar? - Pergunta Danielly maliciosa. Paul depois de uma baforada olha firme para ela. Ele iria beija-la. Danielly se prepara, mas seu olhar é desviado.
- E ai rapaziada. Estava demorando.
Danielly se vira. E três rapazes se aproximam acompanhados de duas moças. Paul cumprimenta eles e puxa Danielly com um abraço.
- Gente. A mocinha ai quer entrar no nosso trampo.
- E ai? Qual é o nome dela?
- Não sei. Ela não me falou. - Paul vira-se para Danielly.
- Meu nome é Danielly.
Uma das mulheres a cumprimenta.
- E ai Dany? Eu sou Rarita.

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