Um grito horrivel. Sakura acorda apavorada. Já tinha ouvidos varios gritos durante a noite quando era pequena e nunca era coisa boa. Por um segundo quando acordou pensou quer era mais uma vez Angelica assustando as crianças do orfanato. Crianças que não eram crianças. Mas gritavam anoite.
Sakura respira fundo. Era a voz de Pureza. Ela tinha acordado e voltado a ser adulta de novo. Isso queria dizer tantas coisas. Tantas coisas que deveriam ser boas. Ela poderia voltar para Elizio. E eles iam ser felizes para sempre. Sakura teria que voltar para Terency. E o pior de tudo. Calina tinha morrido.
Ela abre a porta do seu quarto e de lá, atravessando o corredor e entrando no quarto de visitas aonde Raimunda e Eriberto e Elizio tinham colocado o rechonchudo bebê ali estava Pureza chorando em desespero e Elizio tentando acalma-la. Ele ali com todo o carinho e amor. Que Sakura queria para ela. Sakuia assustada via a cena. Sakura abraça ela. Eriberto chora abraçado por Raimunda. Ele também tinha visto o que tinha acontecido com Calina.
- Por mais que ela tenha feito isso com você Pureza e Elizio, eu só consigo ver é aquela pobre garotinha timida, mistériosa e cheia de medos. - Diz Eriberto já mais calmo e lanchando. - Não vejo aquela mulher naquele sofá segurando...
Elizio o enterrompe.
- Mas o importante é que tudo está bem. E que estamos com sua verdadeira filha, não é?
Pureza assustada fala:
- É muito estranho. Eu não me lembro de mais nada. Só vendo aquela menina se transformar naquela linda mulher. Ai eu apaguei.
De repente alguém bate na porta. Sakura que era a unica que não queria saber nada daquela conversa vai atender a porta. Era Walter branco como se tivesse visto um fantasma. Ele aperta os labios e fala com medo da resposta.
- Ela voltou ao normal não é?
Sakura insegura fala:
- Voltou sim Walter. Quando acordamos no lugar do bebê a Pureza estava lá.
- Sakura. Você viveu naquele orfanato por anos? Como nunca viu nada?
- Você vive em Oculam também a anos. E está branco como um fantasma por ver uma mulher se transformar num bebê e um bebê se transformar em um bebê. - Ela abaixa a cabeça nervosa. - Apesar da duresa das regras no orfanato. Quase nunca ficava lá. Fugia e ia passear de carro com o Jack. Voltava só de noite. Não tinha como eu ver nada. Eu sempre soube que ela sabia que eu fugia. Mas deixava. Nunca pude entender o porque.
- Vai ver ela se identificava com você.
- Não. Eu era o contrario dela. Ela sempre quis voltar a ser criança. E eu sempre quis crescer o mais rapido possivel.
- Esse é um bom motivo.
Eriberto sai para fora também.
- Olá Walter? E a Calina?
Walter abaixa a cabeça triste. Eriberto apenas segura firme a mão da filha. Ele se vira para Sakura.
- Vamos filha. As contas não param. Temos que ir trabalhar.
Sakura corre para pegar a bolsa e sai com o pai. Elizio sai para fora também abrassado a Pureza. Raimunda com Sakuia sai logo atrás.
- Mãe. Eu vou levar a Pureza para casa. Depois eu vou para a Faculdade.
Eles se deparam com Walter. Walter olha para Pureza. Como uma mulher linda daquelas pode ter passado por aquilo. Elizio abraçado a Pureza cumprimenta Walter.
- Walter? Como vai?
- A cabeça? Melhorou?
- Os médicos disse que estou muito bem pra quem foi atacado com uma paulada. Mas que qualquer coisa para eu ligar pra eles.
Pureza abaixa os olhos timida e traumatizada e entra no carro.
Raimunda abraçada a Sakuia cumprimenta Walter e entra para dentro. E olha para Sakuia com um sorriso.
Sakuia fala rindo.
- Quer uma ajuda para arrumar a casa? Uma casa sem dona de casa por dois dias já é muito.
Raimunda ri e fala:
- De jeito nenhum. Eu vou te levar para conhecer a escola. E vou te colocar lá hoje. Depois volto e cuido de tudo.
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