sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

10 de março de 2025 – segunda-feira - 14:30 - Casarão Carol

Carol olha para o lado na cama. Alceu estava ali do seu lado dormindo. Tinha finalmente conseguido tudo que queria. Continuar rica, ter um bom homem do seu lado. Mas ainda lhe faltava algo. Ela se levanta da cama e se olha no espelho. Ainda tinha algo que consumia seu coração, algo que a sufocava, algo que... queria vingança.
Como poderia se vingar do mau que Joe fez? Que mau que ele fez? Estava sendo feliz longe dela. Porque? Porque depois de todo mau que ele fez para Carol ele podia ser feliz?
- Carol? Algum problema? - Pergunta Alceu da cama acordando.
Carol se vira rindo e pegando um vestido no guarda-roupa.
- Não. Nenhum. Estava só pensando, que vou pedir para Alma fazer algo especial para agente hoje.
Alceu se levanta da cama e abraça Carol.
- Você sabe que ela não é sua empregada. Ela é sua enfermeira. Mas se quiser vou procurar hoje uma boa cozinheira e uma faxineira.
Alceu beija Carol e a ajuda e fechar a blusa.
- Faça isso. Não sei como vou viver sem a Adelia aqui comigo. Ela era de muita confiança.
Ela sai deixando Alceu sozinho no quarto. Ele deita cama e logo Alma aparece. Ela o vê apenas com o lençol cobrindo parte das costas e pula nele o beijando.
- Você conseguiu Alceu. Você conseguiu. Ela é sua.
Alceu se vira assustado e falando.
- Você está louca. Ela acabou de sair daqui. Se voltar e pegar agente. Estamos perdidos.
- Larga de ser bobo. - Diz ela beijando ele. - Ela está lá em baixo preparando um lanche. Acho que ela nunca entrou numa cozinha.
- Então vai ajuda-la. Temos que ser sentrados nos nossos planos.
- Mas como vamos nos livrar dos filhos dela?
- Não se preocupe. Eu já tenho um plano. Agora vai.
Alma desse as escadas e encontra Carol  na cozinha.
- Precisa de ajuda senhora Carol?
Carol se vira rindo.
- Como faz para sair café dessa maquina idiota?
Alma corre até o armario apanha um pote e tira de lá uma xicara de pó de café.
- É porque não tem café ai ainda. Você precisa colocar o pó de café ai primeiro.
A campainha toca e Carol fala rindo para Alma.
- Você cuida disso. Eu vou atender a porta.
Ao abrir a porta uma surpresa. Walter está na porta.
- Bom dia Walter.
- Boa tarde não é? - Diz Walter rindo.- Eu tenho dois assuntos para tratar aqui senhora Carol. Um é sobre essa intimação para você ir ao juiz para declarar o que aconteceu a mansão naquele incendio.
- Oras, o que aconteceu? O que aconteceu foi minha empregada enlouqueceu, me prendeu no soton com alguns empregados e tacou fogo querendo nos matar. O que quase conseguiu.
- Veremos isso no tribunal senhora Carol. A segunda coisa é com o seu médico, Dr. Alceu. Ele está morando aqui agora não é?
- O que você quer com o Alceu? - Pergunta Carol olhando firme para Walter e abrindo mais a porta. Alceu aparece a porta também.
- O que o senhor deseja?
- Poderia conversar com o senhor a sos?
Carol olha para Alceu, e preocupado ele olha para Alma que estava na cozinha. Alceu sai para fora e fecha a porta.
- O que o senhor quer?
- Nunca existiu uma Faculdade Oledasep. Lá tem exite faculdade. Lá não existe nada. Onde o senhor fez faculdade de medicina Dr. Alceu.
- Na época que eu fiz tinha. Ouve um incêndio.
- Isso foi a vinte anos. Quantos anos o senhor tem? Não deve ter nem cara de trinta. - Fala Walter nervoso.
- Aqui está minha identidade. Tenho 45 anos. E obrigado por me achar com cara de tão novo. - Alceu mostra a identidade. E Walter olha nervoso. Sem duvida era um documento falso.
- Os documentos e historicos sem duvida se perderam no incêndio não é?
- Infelizmente a revolta dos estudantes um ano depois que eu sai não deixou muita coisa para o senhor olhar. Mas se quiser.
- Eu vou averiguar. Enquanto isso não saia de Oculam.
Walter sai nervoso e Alceu entra de novo no casarão.
- O que ele queria? - Pergunta Carol apavorada.
- Coisas do serviço. Infelizmente não temos o controle da vida e da morte, como muitos pensam. E quando uma pessoa morre. Seus parentes querem logo me prossessar.- Carol abraça Alceu aliviada. Mas Alma que terminava de passar o café não se sentia tão calma assim.

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