Enquanto isso Suzi no restaurante se virava para anotar todos os pedidos. E Eduardo na cozinha preparava tudo.
-Eduardo, mais cinco sanduiches e dois refrigerantes. - Diz Suzi colocando o papel do pedido no balcão.
Mas Eduardo da cozinha grita.
- Liga pra distribuidora que os refrigerantes estão acabando.
Um grupo de jovens grita para Suzi.
- Ei! E o nosso sanduba?
- Eduardo! Não dá pra fazer isso? - Diz Suzi pegando mais três bandejas com cinco sanduiches cada e indo servir as mesas.
- Como que eu vou fazer isso? Eu tó fazendo trinta sanduiches de uma vez só. - Grita Eduardo da cozinha.
Suzi começa a se desesperar. Ela equilibrando as três bandejas na mão corre até a mesa da mulher que gritou quando uma bandeja está pra cair.
- Ai... ai... vai cair... - Quando a bandeja vai cair alguém a segura. Suzi se vira e sua irmã Suzam está ali com lindo sorriso.
- Eu posso te ajudar com isso?
- Suzam? - Diz surpresa e aliviada Suzi. Mas ela vê que a irmã está com um belo vestido negro e chique. - Ai não Suzam, você está tão arrumada.
- Eu não estou arrumada. - Diz Suzam pegando o ketchup e espirrando no vestido negro.
- Ai não Suzam. O que você fez?
- Agora eu posso te ajudar. Vai pegar o telefone e compre esses refrigerantes enquanto eu sirvo essa ...- Ela vira para a mulher. - CHATA ESNOBE QUE NÃO SABE TER PACIÊNCIA!
A mulher fica palida mas não sai do seu lugar. Suzi cansada e não querendo estragar a visita da sua irmã e a ajuda que ela estava querendo dar, tira o avental e entrega a Suzam. E pega o telefone e pergunta a Eduardo da cozinha:
- Em qual distriubuidora vocês compram Eduardo?
- Não sei. Seu tio que comprou. - Fala Eduardo rindo enquanto colocava mais olho na chapa.- Mas meia duzia de pacotes de batata saindo! - Grita ele para Suzam.
Suzi coloca o telefone no gancho e corre até a casa de sua mãe. Chegando lá ao entrar se depara com o quarto que era seu e deu suas irmãs que agora era de Barbara. Suzi de repente percebe que as irmã e o irmão estavam dormindo na sala em couchões fininhos. Iria falar sobre isso com Tio Ray quando tivesse tempo. Se tivesse tempo. Suzi corre até o telefone de casa e pega uma lista telefonica dentro da gaveta da estante da televisão. Lá procura o primeiro nome de Distribuidora e liga com pressa.
- Alô?
- Loja de bebidas Garcia, em que posso ajuda-la? - Era a voz de uma moça.
- Oi, gostaria de três caixas de refrigerante por favor.
- Qual marca você deseja?
- A melhor. Traga rapido por favor.
- Suzi!!! - Não era uma voz no telefone. Era de Eduardo no restaurante. Suzi se apressa.
- É aqui na rua Eliz no Restaurante.
- Que restaurante?
- O unico restaurante da rua. Agente ainda não definiu o nome.
Suzi desliga o telefone e corre até o restaurante. Suzam estava em cima da mesa agarrada ao pescoço da moça que ela teria que estar atendendo. E Eduardo a segurando pelo braço.
- Suzam!
Eduardo olha para Suzi que dá espaço para Suzam tentar se soltar e acertar o olho de Eduardo com o cutuvelo olho que ainda estava meio machucado da ultima briga. Suzam se solta e dá um soco no olho da mulher. Os amigos da moça a levam para fora. E varias pessoas assustadas saem do restaurante. Dando tempo de descanço para os três.
Logo Suzi coloca gelo no olho de Eduardo enquanto Suzam ao seu lado pede desculpas a irmã ambos sentados na cadeiras proximas ao balcão.
- Desculpa Suzi. A moça disse que iria contar a todos que me viu aqui servindo as mesas.
- Mas isso não era motivo para tentar arrancar o olho do Eduardo e o pescoço daquela moça.
- Você não entende o que isso representa pra mim Suzi. O Lauro vai ficar uma fera.
- Então por que foi servir as mesas? - Pergunta Eduardo gemendo de dor. E com o olho inchando mais ainda.
Suzi deixa o gelo com Eduardo.
- Segura o gelo. Eu vou cuidar da cozinha. - Ela vai para cozinha e começa a lavar as vasilhas sujas. Suzam vai atrás.
- Eu precisava disso Suzi. Minha vida está sendo um inferno.
Suzi ensaboando os pratos vira para a irmã.
- Nossa Suzi. Era era tão meigo. Não consigo imaginar que tipo de inferno pode ser esse. Você é rica, com um homem que te ama e pode te dar tudo que você quer. Você não ama o Lauro?
- Não é isso. Eu amo ele. Ele é maravilhoso. Ou era.
- Como assim era? - Pergunta Suzi largando as vasilhas e olhando firme para Suzam.
- Ele está diferente. Acho que o avô dele fez algo com ele.
- Algo como o que? Hipnoze?
- Não. Quando vamos para o quarto nos deitar ele é uma amor de pessoa, carinhoso e tenta ouvir meus problemas e me da conselhos para aguentar o chato do avô dele. Mas da porta pra fora ele vira outra pessoa. Parece que ele tem medo.
- Medo? Medo do que?
- Do avô.
- Porque ele teria medo daquele velho Suzam?
- Eu não sei.
- Então é isso que você vai ter que descobrir minha irmã. O Lauro é uma pessoa boa. Eu e o Joe podemos provar isso. Ele lutou pela educação daquelas crianças com tanto amor que eu nunca vi um professor ter.
Suzam pensa.
- Tenho que descobrir que tipo de empresa é essa que eles trabalham.
- Isso minha irmã. Usa aquelas garras que você mostrou ter tentando defender seu nome ameaçado pela aquela mulher para salvar seu casamento.
Suzam abraça a irmã e sai incentivada a se levantar e parar de ficar chorando.
Suzi sai da cozinha limpando a mão na saia. E olha para o Eduardo com olho muito inchado.
- Acho que você tem que ir ao hospital.
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