Joe e Jorge andam pela ruas de Oculam. Que eram desertas quando vêem um bicicleteiro carregando a esposa e a filha se aproximando. Ele estava todo sujo e com cara de nervoso. Ao cruzarem o caminho de Joe e Jorge ele pergunta.
- Rapaz? Porque não está na prefeitura?
- Eu é que não fico lá. Atacaram o hospital de Oculam porque tinham muita gente amontoada. Eu vou é pro centro rural de Oculam. - Diz ele sem parar a bicicleta. Joe olha para Jorge estranhando.
- Temos que voltar logo para a prefeitura Jorge.
- A casa da Luisa é aqui. Vamos pega-lo e leva-los para lá. A Cristiny sabendo que vamos voltar para lá não vai sair da prefeitura. E não vai largar a Cecilia por nada nesse mundo.
Jorge entra pelo portãozinho que não dava um metro de altura, pelo muro baixo e um belo jardim cercando uma estradinha para a pequena cazinha de dois andares porem estreita. Joe vê o quintal e a casa não tinham praticamente nenhum estrago pelos meteoros. Jorge para diante a porta e bate.
- Cristian? Você está ai? Luisa?
- Eles devem estar... - Tenta dizer Joe só que Jorge aponta o dedo diante a boca para Joe fazer silencio. Ele ouve um murmurio, como se um grito tivesse sido afogado por uma mão. Jorge sem pensar entra na casa. E dá de cara com um pistola apontada para seu rosto. Dentro da casa, alguns homem vestidos com terno e gravata pretas e coturnos, fazia de refém uma linda garota negra de cabelos lisos e olhos escuros, Cristian, uma senhora de cadeiras de rodas e outra garota um pouco mais jovem que a outra.
- Se você não quiser levar um tiro na sua cabeça é melhor você entrar e ficar quietinho.
Joe que estava atrás de Jorge e atrás da porta só percebe o que aconteceu e percebe que só tinham percebido que Jorge estava lá.
- Feche a porta.
Jorge com cuidado fecha a porta na frente de Joe que ajoelhado se esconde e olha pela janela delicada da casa.
Jorge e levado para junto do filho e da nora a velha e outra garata ameaçados pela arma e ficam no canto da parede.
- O que vocês querem? Quem são vocês?- Pergunta Jorge assustado.
- Pai. Eles não são o que você pensam! - Diz Cristian assustado.
- Fiquem calados!
Joe assustado rodeia a casa pelos fundos ainda ouvindo o barulho de dentro da casa. Um dos homens que apontava a arma para Jorge fala nervoso para outro.
- Pegamos muito pouco. Temos que ter mais tempo.
- O toque de recolher vai ser dado em poucas horas. Não dá tempo.
Jorge ao lado do filho assustado pergunta.
- Quem são eles meu filho.
- São Etes seu Jorge. - Fala Luisa assustado.
Joe ouvindo tudo pelo outra janela agora grudada com os outro pensa com orgulho. Que ele sabia que era isso.
Do outro lado os bandidões fala para dois dos bandidos.
- Vão procurar mais humanos. Eu fico aqui vigiando esses.
Eles saem pela porta. Joe olha surpreso. Era agora a chance de salva-los. Mais como? Não tinha tempo de pensar. Joe pula janela quebrando o vidro. O homem tenta atirar em Joe, mas ele que caiu rolando era impossivel. Jorge, Cristian, Luisa, a menina e a velha de cadeira de rodas se escondem atrás do sofá. Jorge segura a velha e a deixa cair no chão para se proteger melhor dos tiros disparados. Joe caindo no chão em meio aos tiros se levanta e corre para o quarto da menina fechando a porta. E só nessa hora que pensa que bobeira que tinha feito.
- Se você não sair daqui em atiro no seus amigos.
Joe de novo não pensando, chuta a porta de uma vez do quarto e surpreendendo o homem ele pula na cadeira de rodas que roda para cima do cara. Joe pula no chão e a cadeira acerta o extraterrestre fazendo aquela arma dele voar longe. Joe pula no cara que ia para tentar agarrar a arma de novo. Ele com força joga Joe contra a porta de entrada fazendo ele cair no jardim. O homem de preto vira-se para tentar pegar a arma de novo. Mas ela já estava na mão de Jorge mirando na cabeça dele. Mas o homem sem medo pula contra a arma fazendo ele e Jorge rolarem pelo chão lutando pela arma. Joe também pula e agarra o homem por trás que lutava e se debatia. Jorge mira a arma no rapaz que não parava de se debater. Joe segurando os braços dele caido no chão olha para Jorge e fala assustado.
- Atira Jorge!
- Pai atira!
Jorge fecha os olhos e atira bem na cabeça. O corpo do Ete cai desfalecendo no braços de Joe. Joe se levanta esfregando as mãos como se aquilo pudesse limpar o sangue que manchara sua camisa.
- Vamos sair daqui! - Diz a outra menina assustada.
Joe vai para sair pela porta de entrada. Mas vê os dois outros homens de terno e gravata se aproximando. Joe fecha a porta antes deles perceberem o que aconteceu. E olha para eles.
- Por aqui não dá!
- Pelo meu quarto! Rápido!- Diz Luisa apavorada.
Eles entram no quarto dela, cheio de bichinhos de pelúcia. Joe ia carregando a senhora que sua cadeira estava toda quebrada na sala. A menina abre a janela que dava para o fundo do quintal, e que por uma fresta na grade que separava do vizinho dava para passar. Luisa, Cristian e a outra menina atravessam a janela. E Joe fala para Jorge sério.
- Atravessa que eu vou te entregar a senhora.
Mas para a surpresa de todos a velhinha fala:
- Não. Vão sem mim. Eu só vou atrasar vocês.
- Não. De jeito nenhum. A senhora vai com agente.- Diz Joe decidido.
- Não senhor. Vocês vão demorar horas para me atravessar naquela grade. E não vão conseguir a tempo daqueles dois perceberem que estão fugindo. Vão.
Jorge olha para Luisa e a outra menina. Jorge pula a janela e começa a levar as meninas para grade que gritavam.
- Não! Vovó! Não!
Joe olha sério para ela e fala:
- Eu vou voltar para te buscar senhora.
- Você sabe que eles vão me matar. Me prometa que vai cuidar das minhas netas.
- Eu vou.
Joe pula a janela também. Deixando a velhinha escorada na cama. Com dificuldade as meninas pulam a grade, logo depois Cristian pula, e por ultimo Joe e Jorge. A velhinha vê tudo e ouve da sala os dois chegando e gritando.
- Mas que merda foi essa?
- Capitão! Você está me ouvindo.
- Ele está morto seu imbecil.
Logo a velhinha ouve os passos dos homens se aproximando. Ela respirando com dificuldade olha a porta se abrindo. Os dois olham a velhinha de olho estatalado.
- Ela também está morta.
- Acabou de morrer.
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