Cristiny estava abraçada a Cecilia que estava no seu colo sentadas num dos sofás da sala da prefeitura. Milhares de pessoas estavam ali esperando notícias e também por não abrigo ou passar aquela interminável noite. Margarety dormia no chão. Só que Cristiny não conseguia dormir, muito menos Cecilia que estava com fome. Mas ela estava a muito tempo parada os olhinhos da menina já se fechavam. Em meio a multidão Cristiny vê Renato. Ela vai para levantar para falar com ele. Mas aparece uma linda mulher do lado dele, junto de uma menina de doze anos e outros de uns dezoito. Era a família dele. Ele como um bom pai preparava um lugar para os filhos e a esposa dormir. A mulher parecia ter se ferido na perna.
Como ela era linda. Não queria falar com ele. Mas Renato a vê quando ele recosta na parede se sentando do lado da família que dormia. Ele vai para levantar para falar com ela. Só que Cristiny triste balança a cabeça. Não queria enfrentar naquele momento um possível encontro com aquela linda mulher.
De repente Zida aparece com olhar preocupado.
- Um dos policiais disseram que enviaram tropas para trazerem comidas dos supermercados. Logo viram com comida e leite.
- Senta um pouco Zida. Você não para. - Diz Cristiny preocupada.
- Eu não dó conta Cristiny. Como que o governo deixa acontecer uma coisa dessa?
De repente uma barulheira na porta. Zida olha preocupada. Cristiny se levanta acordando Cecilia.
- Fica ai. - Diz Zida olhando com agonia. Gritaria e choro se ouve na porta. Gente vem da porta chorando de desespero. Todos que já estavam dormindo se levantam preocupados.
- O que aconteceu? - Pergunta Cristiny preocupada.
Gente não parava de chorar. De repente gente com a camisa banhada em sangue aparece na porta.
- Ai meu Deus. - Fala Cristiny preocupada.
- Calma Cristiny. - Diz Zida novamente. Zida vai até alguém que estava chorando e pergunta. Cristiny não ouve. Mas a cara que Zida faz apavora ela. Zida volta branca como um fantasma.
- O que aconteceu mulher? - Pergunta Margarety que estava acordada agora.
- Temos que arrumar um jeito de sair daqui! - Diz Zida assustada.
- Como assim Zida? O que aconteceu?- Pergunta Cristiny assustada.
- O hospital foi atacado. - Diz ela nervosa e chorando.
- Atacado? Como assim atacado? - Pergunta mais uma vez Cristiny.
- Temos que sair daqui. - Diz Zida se desesperando.
De repente a voz de Leonardo ouve novamente. No meio da multidão ele estava.
- Fiquem calmos. Nada vai acontecer com ninguém. Tem gente investigando o que aconteceu no hospital. Mas aqui vocês estão mais seguros. Tem policias vasculhando toda a cidade e protegendo a prefeitura. O pior já passou.
- O que foi que o povo tá falando Zida? - Pergunta Margarety nervosa.
- Disse que tinha um monstro no hospital. Que devorou todo mundo. Eu não vou ficar aqui.
- Temos que esperar o meu pai e o Joe! - Diz Cristiny chorando.
- Não podemos esperar! Seja o que atacou o hospital está procurando multidão. - Fala Zida. E Cristiny vê com desespero que um monte de gente começava a sair da prefeitura.
- Mas pra onde vamos? - Pergunta Margarety nervosa.
- Eu quero sair de Oculam. - Fala Zida. Cristny via aquilo tudo preocupada.
- Eu vou ficar aqui e esperar meu pai. - Cecilia via tudo caladinha e com medo.
- Então fica garota. Você não está entendendo? Aquele sangue na camisa desse povo é os famíliares de varias pessoas aqui.Todos devem estar mortos agora. Temos é que sobreviver.
- Eu não vou! - Diz Cristiny nervosa.
- Algum problema aqui? - Cristiny se vira para ver quem falava. Era Renato ao lado da esposa e dos filhos.
- Renato?
- Cristiny? O que foi que ouve que confusão é essa?
Zida nervosa sai. Margarety vai atrás dela. Cristiny chorando virasse para Renato.
- Elas estão indo embora. Diz que aqui também vai ser atacado.
- Também? O que foi atacado? - Pergunta a mulher.
- Como assim foi atacado? - Pergunta um dos filhos de Renato.
Cristiny nervosa se senta de novo ao sofá com Cecilia nos braços.
- Eu não sei. Eu só quero meu pai. Ir para casa.
- Fica calma Cristiny. Agente tá do seu lado. Vamos ficar aqui também. Vamos esperar seu pai.- Diz Renato corajoso.
Cristiny olha assustada para todos saindo e logo a prefeitura ficando vazia. Apenas Renato com a família, ela e Cecilia. Renato sentado no chão junto da família e agora do lado de Cristiny fala:
- Rosangela, Cristiny é uma das minhas alunas. Cristiny essa é minha esposa, Rosangela, meu filho Marcos e minha filha Marcela.
Cristiny com cara triste olha para a família dele. A mulher muito educada fala:
- Muito prazer mocinha. Não se preocupe tudo vai ficar bem.
Renato olha preocupado para Cristiny que não expressava nenhuma fala. Cristiny percebe que teria que ser uma boa atriz até naquela situação.
- Eu estou bem. Obrigada. Estou preocupada com a menina. Tem tempo que comeu.
- É sua filha? - Pergunta Marcos, filho de Renato.
- Larga de ser bobo Marcos. - Responde Marcela a menina com um sorriso. - Olha a idade dela.
- É filha do meu ex-patrão. Me deu para cuidar dela enquanto ele e meu pai procuram meu irmão.
De repente Leonardo aparece novamente a porta e fica surpreso com as poucas pessoas na sala:
- Venham gente. A comida chegou. Pensei que teria que dividir com uma multidão mas pelo jeito vai é sobrar muita.
Todos se encaminham para a sala do prefeito aonde apenas o Juiz e uma secretária estavam já comendo. Cecilia com um sorriso vai correndo pegar uma barra de chocolate dizendo:
- Hummm comida! - Todos riem da menininha.
Cristiny timida também come naquela sala escura iluminada apenas pelas velas.

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