segunda-feira, 2 de maio de 2011

As cobaias de Murillo

Yan entra na Faculdade ao lado de Renata e uns três policias. Sangue por toda a parte enquanto eles subiam as escadas. Corpos de seus policias estavam jogados nos cantos. Yan com sua pistola engatilhada caminha pelo meio do sangue. Ao entrar no corredor vê, a porta de metal que estava presa na unica sala aberta, agora a porta estava totalmente amassada e jogada num canto ao lado de três corpos de policias. Em silencio os cinco policias se encaminham para a sala. E Yan vê com terror o que era aquilo.
A sala era cheia de tanques de água. E dentro do tanque pessoas. Algumas sem braços, outras com deformação no rosto.
- Mas que merda é essa? - Pergunta Renata assustada com a cena.
De repente Yan percebe quem é uma das pessoas naquele tanque. A pessoa que parecia mais normal era Murillo. Estava morto mergulhado aquele tanque até a cabeça, nú e parecia já estar morto a horas.
- Me ajudem a tirar eles daqui. É Murillo.
Mas Renata percebe algo mais assustador. Que a faz ficar paralisada.
- Yan. São todos o Murillo.
Yan olha para os outros tanques. Era verdade. Cada pessoa daquele tanque era a cara de Murillo Cardoso.
Yan assustado anda para trás para junto de Renata. Um dos policias que estava vasculhando o papel fala:
- Yan, vem ver isso. É clonagem.
- Clonagem? - Yan vai até os papeis e vê com terror.

No corredor um dos policias protegia a saida do corredor. Quando de repente um casal aparece. Seus rostos estavam sorridentes e não pareciam estar andando em meio ao sangue. O policial mira a arma neles e fala:
- Parados ai! Não podem entrar aqui.

Yan de dentro da sala ouve. E olha para Renata. Renata levanta sua arma na mão e vai ver. E vê o policial no corredor mirando no casal e eles continuando a andar como se nada tivesse acontecido.
- Parados! Eu já falei! Eu vou atirar!
Eles continuam a caminhar e o policial não tem outra escolha. Ele atira. Mas para a surpresa de Renata que via a cena. Quando a mulher ergue a mão as balas param no ar. E quando ela abaixa a mão elas caem no chão. Ela olha firme para o policial e simplesmente ele levanta no ar. Renata se esconde antes deles perceberem que ela está lá e apenas ouve os gritos do policial. Yan olha assustado para Renata.
- O que está acontecendo?
Os passos continuam a vir do salto pesado da mulher.
Renata só vê uma saida, o ármario. Ela agarra Yan e o leva até o armário e fecha a porta. O outro policial que olhava os papeis não teve tempo de se esconder. A mulher e o homem entram no laboratório carregando o outro policial que para o alivio de Renata e Yan não estavam feridos.  O policial assustado aponta a arma para eles.
- Se afastem! Eu estou avisando eu atiro.
A mulher com um sorriso fala:
- Você não vai atirar. - Diz a mulher com um sorriso psicotico.
- Quem são vocês? O que vocês querem?
- Você tem duas escolhas rapazinho. - Diz o homem rindo. - Ou você dá arma e vem com agente. Ou você vai sentir muita dor como seu amiguinho aqui.
- Tem mais gente aqui! - Diz a mulher nervosa.
O policial com agonia fala:
- Não. Não tem não. - Ele joga a arma no chão e fala: - Eu vou com vocês.
Os três saem arrastando o outro policial. Quando Renata e Yan vêem que não corriam mais perigo saem do armário.
- O que são eles? - Pergunta Yan assustado.
- Será que foram eles que fizeram isso?- Pergunta Renata assustada.
Yan olha o que o policial estava lendo antes de ser pego na prancheta caída no chão.

"Relatório de pesquisas: As cobáias não deram certo. Todas morrem antes de completar a idade adulta. A única coisa que podemos fazer é esperar o que os Aiticidupam venham logo. E nos entregue a Terra de uma vez."
Yan olha assustado para Renata.
- A Terra?
- Temos que achar o Murillo e o neto dele. - Diz Renata séria.
- Mas aonde eles estão?- Pergunta Yan nervoso.
Logo os olhos deles em meio a papelada são levados até um catalógo. Como se fosse aqueles de compra de terreno mostrando a frente de um prédio conhecido de Yan.
- Eu já vi isso. É o Residencial Verde. É o prédio que estão construindo no centro Rural de Oculam.
- Eles só podem estar lá pra se protegerem disso tudo.
- Vamos para lá! - Diz Renata nervosa.
Mas quando eles estão saindo ouvem o barulho de vidro quebrando e água derramando. Ao se virarem vêem um dos corpos de Murillo no chão se mechendo. Gemia de dor. Algo em suas costas começava a se mecher. Algo não humano. Eles olham para os outros alguns vivos se debatiam contra a água e quebravam o vidro. Yan e Renata paralisados olhavam a cena. Mas de repente algo sai das costas daqueles corpos. Uma garra enorme que faz parecerem patas de aranhas, e que levanta o corpo do chão. Os outros três corpos acontecem a mesma coisa. E quando o corpo se levanta do chão um deles olham firmemente para Yan e Renata. A boca deles caem monstrando dentes enormes e afiados.
- Corre Renata! - Eles correm em desespero saindo pelo corredor. Um deles pula da parede formando um buraco enorme e parando na frente de Renata e Yan. Prendendo a saída. Yan e Renata tentam ir do outro lado. Mas os outros três monstros tinham saído já da sala fechando o caminho.
Yan só tinha uma coisa para fazer. Ele tira a arma do bolso e começa a atirar naqueles monstros terriveis. Eles parecendo nem sentir a bala começa a se aproximar deles. Renata com coragem também tira sua arma e atira nos monstro. Ela corre em direção aos três e quando chega proximo deles, quando eles vam para furar ela com aquelas garras enormes ela se abaixa e escorregando no sangue ela passa embaixo deles e atravessa o cerco. Ela larga a sua arma e pega uma metralhadora que estava do lado de outro corpo e começa a atirar.
- Vêm Yan!
Yan tenta também fazer o mesmo enquanto Renata atirava nos monstros com a metralhadora. Mas quando Yan vai para escorregar. Ele é agarrado pelas aquelas garras enormes e preso a parede. O mostro aproxima aquela boca enorme de Yan e abre ele de um tamanho enorme, pronto para devorar Yan por inteiro. Renata larga a metralhadora no chão e pega uma segunda arma do lado do corpo. Uma dose. Ela atira contra a pata do monstro que cai no chão junto de Yan.
Renata atira a segunda vez para afastar os monstros acertando o segundo no peito ainda humano bicho. Yan cambaleando corre para junto de Renata.
- Vamos sair daqui!
Cabaleando Yan vai na frente  da escada e Renata sai fechando a porta. Por mais que eles tivessem força não iam conseguir abrir uma porta ou passar pelo fino espaço que era a escada.
- Você está bem?
Yan não respondeu mas Renata vê ele apertando as costelas e sangue escorrendo de sua mão.
- Vamos até o hospital! - Diz Renata

- Vamos até a delegacia!- Responde Yan.- Pegar armas e salvar o policial.

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