terça-feira, 17 de maio de 2011

Mariana toma a nave

Mariana sentada no chão de metal diante a Rafael, Ray e Priscila dentro de uma nave extraterrestre, presa numa sala que não tinha porta, apenas uma janela mostrando a terra se afastando pouquinho a pouquinho,  ela só via uma coisa. A raiva  que Rafael estava sentindo. Ray tentava o consolar, falando baixinho algo. Priscila com olhar triste se levanta e vai até Mariana que estava um pouco afastada. Priscila alisando seu cabelo fala:
- Como é que você está?
- Ele está com raiva de mim, não é? - Parece que Rafael por mais baixo que Mariana tenha falado ele escuta e se levanta nervoso.
- Como pode trazer esse povo para perto da gente.
- Eu pensava que iria ajudar! Que iria salvar a sua esposa. - Diz Mariana levantando e chorando gritando.
- Gente, tenham calma. E se os Etes se irritarem? - Fala Priscila com medo.
- Você estava com raiva da gente! Levou eles até nós!
- Rafael! Como ela pode ter feito isso? - Diz Ray segurando ele. - Ela estava desesperada e querendo ajudar. Você não viu.
- Como pode fazer isso comigo Rafael? Eu imaginei tanto para agente quando você voltasse. E você me traiu!
- Eu não tinha compromisso nenhum com você Mariana.
- Tinha sim! Você pode mentir para todos! Mas pra mim não! Você disse várias vezes que me amava! Não minta!
- Eu era jovem! Não sabia o que eu estava falando! - Diz Rafael esfregando a cabeça nervoso. - Encontrei o amor nos braços da Graziella. É ela que eu amo! E agora ela está nas mãos de Etes por sua culpa.
- Eu te amava! Eu imaginei agente se casando! Eu imaginei agente tendo filhos! Por que não deu uma ligação? Por que não falou: "Não sonha com agente Mariana! Eu estou com outra". Não. Você não queria isso. Você queria ver eu sofrendo por você quando chegasse. Você não suportava a idéia de que eu que tinha tirado daquela vida arruinada que você tinha. Tinha que mostrar pra mim que você cresceria mais sem minha ajuda.
Mariana falava séria. Tinha acertado em todos os pontos. Lido a mente dele e seus segredos mais sombrios. Rafael surpreso se senta mais uma vez. Mariana também se senta. Tinha se acalmado. Tinha falado tudo que estava sentindo. Tinha desabafado. Priscila se senta junto dela e tenta acalmar Mariana segurando sua mão. Mariana limpa as lágrimas e fala:
- Agora eu estou bem.
Priscila pela janela via a terra se afastando a cada segundo mais. Aonde iria? O que aguardaria nesse planeta de nome esquisito. Priscila suspira vendo a cena. E se levanta nervosa.
- Eu não vou ficar aqui!
- Filha, o que você pensa em fazer. - Pergunta Ray assustado e se levantando.
- Ninguém constrói algo que não dê para se abrir por dentro. De alguma forma isso se abre. - Fala ela olhando para os cantos da parede.
- Que tal a janela? - Pergunta Mariana se levantando e também decidida a sair dali.
- Se quebrar essa janela Mariana, todos nós estaremos mortos. - Fala Rafael sério para ela. Mariana engole o sapo. Ray nervoso fala:
- Filha você não sabe quem são eles. São perigosos. Não vamos poder lutar contra eles.
- Você fala de um jeito pai. Como se já conhecesse eles. - Fala Priscila desconfiada.
- Não filha. Que isso? Nunca vi eles. Eu falo é dos filmes que agente vê por ai.
Priscila percebe que não tinha nenhuma falha nas paredes de muito menos no teto. Como iria sair daquele lugar?
- Filha eles devem estar nos filmando! Devem estar vendo tudo que estamos fazendo.
- Eles estão? - Diz Priscila se virando com cara de quem teve uma idéia. E de repente cai no chão e começa a se contorcer toda e a babar.
- Filha! Você está bem! - Diz Ray assustado segurando a filha e a sacudindo.
- Ela está tendo uma epilepsia! - Diz Mariana assustada também.
Só Rafael que abre um sorriso sabendo da idéia de Priscila. Ele grita:
- Um médico! Rápido! Ela está morrendo! - Diz Rafael balançando os braços. Ele recosta a parede do lado da porta. E logo o esperado acontece. A porta se abre e dois homens entram e já se abaixam para ver o que Priscila tinha. Ela de repente se levanta e fala:
- Agora Rafael!
Rafael segura o primeiro pelo pescoço num mata-leão. Priscila se levanta chutando a cara do segundo ele indo para na parede. Ele vai para pegar a arma e mira em Priscila, Ray sem pensar duas vezes chuta a arma fazendo a bala acertar a parede. Rafael pega a arma do que ele deu o mata-leão e atira contra o outro que já tinha dado um soco em Ray. O outro cai morto no chão. Priscila ajuda o pai a se levantar e Mariana pega a arma do segundo e  juntos saem pelo corredor branco da nave. Um corredor enorme.
- Vamos procurar uma saída! - Diz Priscila nervosa atirando no que parecia ser uma camêra.
- Não. Temos que achar a Grazi! - Fala Rafael nervoso.
Mas de repente o corredor é cercado. Dois homens de cada lado. Eles começam a atirar.  Priscila abraçada a seu pai corre para a primeira porta que vê. Rafael e Mariana não. Mariana lembrando da época de Carlos desvia dos tiros e atira em três. Rafael cai no chão desviando de uma bala e cai atirando no ultimo.
Priscila nervosa da sala fala:
- Vêem ver gente!
Mariana e Rafael entra na sala e vê varias naves pequenas. Como se fossem uma cama dentro de um casulo de borboleta gigante que cabia uma pessoa. Tinha três naves.
- Não vai dar para agente ir. - Fala Ray se recuperando do soco.
- Não daria também para se quer esses guardar irem. - Fala Priscila séria.
- Quem criaria uma nave só com três botes salva-vidas se tem vários soldados. - Pergunta Mariana histérica.
- Quem não quizesse salvar todos os saldados. Apenas os donos da nave. A mulher e seu marido.- Fala Ray concluindo.
- Mas e o terceiro? - Pergunta Rafael com agunia. Mas ao perguntar todos já sabiam a resposta. Era para o bebê ou Grazi. - Temos que encontra-la.
- Vocês fiquem aqui. - Diz Mariana levantando a arma. - Eu vou acha-la.
- Você não vai sozinha Mariana. - Fala Priscila preocupada.
- Eu vou com você. - Fala Rafael sério. - Vocês fiquem aqui. Caso eles voltem.
- Vamos ficar aqui e fazer o que? Gritar um, dois, três? - Fala Priscila fazendo piada para não chorar.
Rafael monstrando que não queria fazer isso entrega a arma a Ray.
- E como se usa isso.
- Mira e aperta o gatilho. - Responde Mariana.
Mariana e Rafael saem pela porta. E já são recebidos com mais tiros. Mariana sem pensar duas vezes dando cambalhotas no chão atira no homem que atirava a direita. E quando levanta atira no segundo. Rafael nunca tinha visto essa versão da Mariana e fala assustado sem nem sair do quarto.
- Você é boa nisso.
- Vamos. -Diz ela séria caminhando pelo corredor.

A alguns metros dali. Grazzi acorda. Olha em volta assustada. Lembrasse dos médicos. Do seu bebê sendo retirado de dentro dela. Mas nem se quer viu o bebê. Ela se levanta da cama com calma.
- Meu bebê. Meu bebê. - Repete ela se encaminhando para a porta. E com passos devagar sai da sala de cirurgia e vê Elizandra com um embrulho no braço, era seu bebê que ela tratava com tanto carinho em uma segunda sala. Ela ao ver Grazzi fala:
- Você deu a luz a um bela menina. Obrigada.
- Obrigada nada. Esse filho é meu!- Diz Grazi quase chorando e ainda tonta por causa da anestezia.
- Ai é que você se engana amorzinho. Eu vou criar ele. Se tiver sorte será alguma escrava de meus vizinhos. Assim poderá ve-lo crescer. Mas duvido muito. É muito fraca. Sem duvida será vendida a um daqueles nojentos do potó.
- Me dá meu filho!- Grita Grazi esticando o braço. E indo para sair quando. Na porta aparece Rafael e Mariana com a arma apontada para ela.
- Devolva o filho dela agora! - Fala Mariana com um olhar que Rafael nunca tinha visto antes.
Elizandra com o bebê no braço dá alguns passos para trás.
- Você não teria coragem de atirar em mim? - Diz  a mulher assustada. -Eu estou com o bebê no colo.
- Eu acabei de atirar em todo seu exercito, cada um com uma espingarda na mão. Eu atirar em você com um bebê no colo vai ser facil. - Diz Mariana com voz ameaçadora que até Grazzi e Rafael se assustam.
De repente um tiro. Rafael cai no chão. Mariana se vira assustada se desfazendo daquele perfil psicopatico e caindo em choro ao ver Rafael no chão. Grazi também chorando cai no chão preocupada com Rafael. Mariana levanta a cabeça e vê um homem que não estava com a roupa do exercito levando a mulher e o bebê pelo corredor. Mariana vira-se para Grazzi e fala:
- Cuide dele. Eu vou pegar o seu bebê.
Mariana sai correndo com a arma na mão atrás do casal e do bebê. Quando ela sai pelo corredor eles já tinham virado um. Ela segue. Quando ela vira ne outro, já tinham entrado por uma porta. Mariana não desiste. Mas ao ver a porta que eles entrou ela se desespera. A sala de Priscila e Ray estavam. Ray no chão caído, Priscila chorando pelo pai morto no chão. E Elizandra junto do marido entrando cada um em uma nave. Elizandra junto do bebê aperta um botão e as navem saem por um buraco se fechando após a partida.
Priscila no chão chorando fala:
- Pai fala comigo!
- Priscila. - Diz Ray falando suas ultimas palavras. - Me desculpe.
- Te desculpar pelo o que?
- Eu te trai. Eu trabalhei com Lauro Tedesco na invasão dos Etes.- Fala ele para a surpresa de todos.
- Isso não importa. - Diz Priscila.
Ray pega dentro do bolso um pendrive e entrega a Priscila.
- Desculpe também por Jorge. Agora que você vai estar sozinha eu sei o mau que te fiz.
- Pai! Não vou ficar sozinha! - Ray deixa sua cabeça cair para trás do braços da filha. Ray tinha morrido. - Pai!
Priscila olha chorando para Mariana que se abaixa e abraça a amiga.
- Priscila, temos que ir. Rafael também foi ferido. Deixe seu pai ai. Logo veremos o que vamos fazer. A nave está por nossa conta agora.
Priscila percebe que não era hora de luto. Sua sobrevivência estava por sua conta. Ela enxuga as lágrimas e corre pelo corredor até a sala médica aonde estava Rafael. Ele tinha levado um tiro e estava gemendo no chão de dor. Tinha acertado embaixo das costelas. Grazi olha para Mariana esperançosa, mas ao ver seus braços vazios fala:
- Me desculpe Grazi. Eles pegaram as naves e foram embora.
Ela se levanta colocando a mão na boca chocada.
Rafael estava colocando a mão em cima do ferimento. Mariana se abaixa para olhar e tirando a mão da frente de Rafael abre um sorriso em meio as lagrimas.
- Foi só de raspão. Só tem que costurar. - Mariana com a mão cheia do sangue de Rafael fala para Grazi.- Vê se vocês encontram linha e agulha. Deve ter por ai. Mariana seria continua a costurar enquanto Rafael mais controlado deitado em cima de uma das várias mesas da sala fala:
- Temos que ir atrás do meu filho.
Grazzi recuperando do choro compulsivo fala:
- É menina Rafael.
Rafael abre um sorriso e segura a mão da mulher. Mariana com tristeza termina a costura. E fala:
- Pronto. Está novinho.
- Ficou muito bem Mariana. Já foi enfermeira?- pergunta Priscila.
- Não. Quando trabalhava com Carlos. Era eu que tirava as balas.
- Como vamos fazer isso? Como vamos obrigar os pilotos a ir atrás da nossa filha? - Pergunta Grazi.
- Acho que essa nave não tem pilotos. Somos só nós Grazi. - Diz Priscila séria. - É grande demais para ter um piloto. Deve estar programada para chegar a Aiticidup.
- Pelo menos isso. Não é? - Fala Rafael nervoso.
- O problema é essa. - Diz Priscila séria. - Se está programada a chegar a algum lugar. Aquele casal de maniacos Etes vai estar nos esperando com uma tropa inteira.
- Então temos que achar a sala de pilotagem e programar para ir para outro lugar do planeta Aiticidup. - Fala Mariana nervosa.
- Como será esse planeta? - Pergunta Grazi assustada.
- Não temos tempo de pensar nisso.  A primeira coisa que quero é ver o que tem nesse pendrive que meu pai deu. - Fala Priscila levantando o Pendrive no ar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário