Eduardo continua a caminhar pela rua esburacada e carros engarrafados e vazios. A escuridão da noite era clareada apenas pela enquanto ele caminhava com apenas um pensamento na cabeça. Tinha que voltar e pegar seu filho e sua esposa que estavam na outra rua, mesmo eles indo para o mesmo caminho. Os gritos tinham parados, os meteoritos tinham parado de cair, o que o segurava, porque tinha que ir até aquela porcaria de lugar?
- Vamos voltar! - Diz Eduardo cansado e parando de andar de repente.
- Não podemos Eduardo. - Diz Alicinha pegando fôlego para continuar a andar. - É possível que o Jim e os outros já estão nesse tal lugar.
- Eu não aguento saber que estamos longe do meu filho. Preciso estar com ele em meu colo. Protege-lo. - Diz Eduardo nervoso.
Riti com carinho vai até Eduardo e beijando-o fala:
- Nos vamos reencontrar nosso filho Eduardo. Mas temos que continuar.
De repente um grito vindo de um dos prédios destruídos. Eduardo com coragem tira sua arma da cintura e corre até o prédio. Riti e Alicinha vão atrás.
- Espera Eduardo!
Eduardo ouve o choro de uma menina e sobe as escadas do prédio que parecia que tinha mais uns cinco andares mais tinha sido arrancados deixando apenas três. Eduardo segue o choro da menina subindo as escadas iluminados apenas pela lua pelos buracos. Eduardo para diante o corredor aonde vinha o choro e vira-se para Alicinha e Riti que estavam o seguindo o tempo todo.
- Fiquem aqui!
Eduardo caminha até a primeira porta dos apartamentos. Não era ali. O choro continuava. Eduardo com a arma apontada para a porta de onde vinha o choro se prepara para arrebentar a porta. Ele olha para Alicinha e Riti que assustadas olhavam para ele. Eduardo arrebenta a porta com uma pesada e aponta a arma para a unica coisa que ele via. Uma menininha chorando sentada no chão, com o rosto escondida no joelho chorando dentro da cozinha que era ligada a sala. Eduardo se aproxima da menina.
- Menina? Você está bem?
Eduardo vai até ela e se abaixa e ajoelha e segura o braço dela.
- Aonde está seus pais?
A menina levanta a cabeça olhando com terror para o teto atrás de Eduardo. Eduardo se vira para ver duas pessoas que em vez de pernas e braços tinham ossos em forma de patas de aranhas que estavam agarradas ao teto. A cabeça que só se podia ver a mandíbula destroncada caída sobre o cabelo enorme e sujo. Ele abre aquela boca enorme e deixando cair uma língua descomunal. Eles pulam contra Eduardo. Eduardo só dá tempo de se jogar contra a menina rolando para trás do balcão da cozinha que ficava no meio separando a sala da cozinha. O bicho que voou contra Eduardo cai sobre a geladeira. Eduardo tira a arma de novo da cintura e atira contra o primeiro. Ele apenas se desequilibra com os tiros. Mas se levanta. O outro pula em cima do balcão. Eduardo decide correr. Mas só dá tempo da menina correr pela porta de saída. Eduardo é agarrado pelas aquelas patas nojentas e tacado contra a parede da cozinha.
A meninha corre para Alicinha e Riti que vê com pavor um dos monstros correndo atrás da menininha vindo do apartamento.
- Que merda é essa?
As três correm pelo corredor.
Eduardo se levanta com as costas doendo e vê o mostro com aquela lingua enorme se aproximando. Ele olha a arma bem longe debaixo do sofá. O monstro como se fosse um tigre preparando para dar o bote caminha de lado olhando firme para Eduardo. O que ele poderia fazer.
Alicinha, Riti e a pobre menininha não tendo mais corredor para correr. Decidem entrar na única porta que tinham. Mas ao entrar elas se deparam com uma terrivel surpresa. Tinham entrado num ármario de vassouras que não passava de dois metros de angulo e largura. E antes que elas pudessem abrir a porta de novo. O mostro enfia suas patas pela porta atravessando, fazendo um buraco enorme. Ela tenta enfiar a boca pela porta, mas apenas sua lingua passa. Alicinha e Riti seguram a porta com nojo daquela lingua enorme.
Eduardo acuado pelo monstro olha novamente em volta. E vê apenas uma saida. Eduardo com cuidado estica sua mão e agarra a cortina da janela de vidro. Tinha duas grandes janelas uma iluminando a sala e outra a cozinha. Era da cozinha que ele segura a cortina. E quando o monstro vai para pular nele. Eduardo pula para trás para fora da janela e com impulso se joga pela outra janela entrando novamente no apartamento, dentro da sala e rolando consegue pegar sua arma e dando mais três tiros no monstro fazendo ele cair.
Eduardo recarrega a arma enquanto sai correndo para socorrer as três que gritavam. Eduardo vê com terror o monstro com a cara presa dentro da porta arrancada e Riti em cima da porta. O monstro jogava a porta para um lado e outro tentando se livrar e Riti segurando firme pela maçaneta da porta.
Eduardo retoma a coragem e dá dois tiros em cada pé do monstro. Ele cai no chão. Riti cai no chão rolando do outro lado da parede. O monstro olha para Eduardo mais volta contra Riti, a prendendo contra a parede tendo como proteção apenas a porta presa na cabeça quase quebrando. Riti gritava e Eduardo corre até o monstro e tenta atirar novamente mais a arma trava. Eduardo sem nem pensar tira uma faca de dentro do cinto e pula nas costas do monstro enfiando a faca na cabeça do monstro. O monstro tenta lutar se jogando contra a parede. Mas Eduardo com força segura firme pelo pescoço dele e enfia mais uma vez a faca na cabeça do monstro e de novo e de novo. Até que o monstro cai no chão.
Eduardo recuperando o fôlego olha para Riti que se levanta assustada do chão. Alicinha sai do armário de vassoura abraçada a menina.
- Vocês estão bem? - Pergunta Eduardo voltando a faca dentro do cinto e abraçando Riti. Eduardo olha para a menina e fala:
- Garotinha qual é o seu nome?
- Dilan. Porque meus pais viraram isso?
- Seus pais viraram isso? - Pergunta Alicinha assustada.
- Foi.
Eduardo olha para os monstro mais uma vez. E caminha até o apartamento de novo. E lá na frente estava um monte de pães no chão, alguns esmagados e outros molhados com o sangue do monstro. No meio dos miolos de pão o produto. Eduardo vira-se para a porta aonde a menina, Riti e Alicinha olhavam apavorados.
- O produto que o Fausto usava na padaria não era só para marcar as pessoas. Elas fazem todos que comeram pães com Fausto vão virar esses monstros.
- Ainda bem que a Yomiko abriu a padaria dela né? - Fala Riti assustada.

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