domingo, 15 de maio de 2011

A nave de Afentikó decola do planeta Terra

Dentro de uma cabana escura e sombria numa noite interminável. Uma mulher muito esquisita segurava seu bebê nos braços sentada em uma caixa de papelão. Dois homens a ameaçavam enquanto enquanto ela do lado do marido tentava arrumar algum jeito de se livrar daquela situação. Essa era a situação de Sakura.
Terency nervoso abraçado a Sakura que tentava se esquentar do frio da noite nos braços da amada olhava com agonia para aquelas terríveis pessoas que falavam que viam de outro planeta e aguardavam mais dois  capangas que traziam mais escravos para eles levarem para o mundo deles.
De repente os dois outros homens que tinham saido voltam trazendo dois outros homens. Um deles era Cleber e o outro um senhor de idade. O chefe pareceu não gostar nada do que estava vendo. Eles tentam explicar.
- Desculpe Afentikó. Mas não se acha outro em lugar nenhum. Esses monstros devoram tudo que vêem pela frente.
- Malditos monstros. - Diz Afentikó batendo o punho contra a parede e fazendo um barulho que não parecia ser madeira podre.
A mulher que carregava Warren se aproxima de Afentikó, o chefe e fala com carinho.
- Nos já pegamos o que queríamos Afentikó. Até mais. Vamos embora.
Afentikó olha para a esposa e para Sakura e Terency e virando-se para o grupo fala:
- Preparar para a partida Dexí.
Dexí, um dos homens que trouxe Cleber fala sério.
- Sim capitão.- E vai até a porta e aperta alguns botões. Derrepente a porta de madeira se transforma em uma grande porta de ferro. E todo o lugar se transforma em ferro puro. A cabana tinha virado uma nave. Cleber, Sakura, Terency e o outro homem assustados recuam em um canto.
- Ma cosa sta succedendo qui? - Pergunta Cleber apavorado.
Dois homens pegam os quatro e aos empurrões caminham pela escura nave até uma porta. Afentikó e a esposa entram em outra porta com Warren para o desespero de Sakura.
- Meu filho! Meu filho!- Terency segura a mulher e faz com que ela caminhe para dentro da sala sem que os outros dois precisassem fazer nada. A sala não passava de um quarto fechado sem movel nenhum, com o chão de metal frio e as paredes e teto do mesmo modo. Sem janelas. Um dos homens fala:
- Se vocês ficarem quietos e obedecerem poderão chegar com vida em Aiticidup.
A porta se fecha quando o rapaz sai. Uma porta do mesmo material que as paredes que fazia aquele quarto catastrófico parecer que não tinha porta nenhuma. Sakura chorando abraça Terency.
- O meu Deus. O que vamos fazer Terency?
- Fica calma Sakura.
Mas a calma parecia algo impossivel, ainda mais quando um grande barulho se ouve e um tremor no chão. Era a nave decolando.

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