quarta-feira, 18 de maio de 2011

A nave de Ana Paula, Craly e Marcello decolam.

Como Ana Paula tinha falado antes, a casa deles agora estavam cheia de gente. O pai dela tinha trazido quase trinta pessoas. Todos agora estavam sendo amarrados e Ana Paula por mando do pai tinha amarrado seus amigos também de braços para trás presos numa das madeiras podres da casa que não era madeira podre e sim barras de ferro.
Ana Paula terminava de amarrar Sérgio que nervoso olhava para Ana Paula.
- Eu não consigo acreditar que você fez isso com agente Ana Paula.
Ana Paula olha esnobe para ele.
- Quantas vezes você vai repetir isso?
- Quantas vezes eu quiser.- Fala alto Sérgio em meio a gritaria dos outros prisioneiros.
- Você quer que eu corte a lingua dele filha? Vai ficar mais facíl levar assim. -Diz a mãe que terminava de amarrar o ultimo.E ela parecia ter falado muito sério. Sérgio arregaça o olho de susto.
- Não precisa não dona. Vou ficar caladinho.
Mas o pai que estava sentado no chão da casa se levanta e fala:
- Eu acho que é uma boa idéia vamos cortar a lingua de todos. Assim eles não fazem essa barulheira.
A barulheira aumenta. Ana Paula finalmente parece ficar assustada e fala.
- Pai que isso? Com lingua eles valem mais no mercado.
Sérgio, Sakuia, Arthur, Pedro, Paulo e Julieta respiram aliviados.
- A Ana Paula está certa. - Diz Craly rindo. - Não quero ter esse trabalho todo pra depois eles pagarem uma míseria pelos escravos.
Marcello fala rindo colocando a faca na bainha de novo.
- Tudo bem. - Diz ele indo até a mesa de comida e pegando uma maçã e mordendo. - Acho que já está bom não é? Podemos ir?
- Acho que podemos pai. - Diz Ana Paula demonstrando que estava preocupada.- Mal dá pra respirar aqui dentro.
O casal e a filha sobem para o segundo andar da casa. Sérgio vira-se para Arthur que estava ao seu lado e fala assustado.
- Temos que sair daqui.
- Mas como Sérgio? Eu mal consigo mexer meu braço. - Fala Arthur nervoso. - Temos é que rezar para que o nosso futuro seja melhor que agora.
- Eu não vou ser vendido como escravo Arthur! - Diz Sérgio nervoso.
- Fica quieto Sérgio! - Diz Sakura erguendo a cabeça do lado de Arthur e Pedro.- Quer que eles venham cortar nossas linguas.
Todos estavam acorrentados no chão. Tendo que ficar todos os trinta e seis sentados no chão do primeiro andar. Cada um tentava se soltar da forma mais conveniente mas nada adiantava. E quando as taboas podres da paredes se tornaram metal e o barulho da nave começando a decolar começou. Ai é que a gritaria de desespero começou.
Sakuia assustada começa a se desesperar também. Mas não para se soltar, mas sim por medo de ter a lingua arrancada por causa do barulho que os outros presos estavam fazendo.
- Fiquem quietos gente. Assim eles vão arrancar nossas linguas. Eu não quero ter minha lingua arrancada.
- Fica calma Sakuia. - Diz Pedro do seu lado. - Eles já estão acostumados com a gritaria. E não vão perder dinheiro.
Sakuia olhou sorrindo para Pedro. A confiança que ele tinha era animadora.
- Vamos ficar bem. Não se preocupe. - Diz ele com um sorriso calmo.
- Eu não quero morrer! - Grita Sérgio histérico.
- Ninguém vai morrer aqui não, ou! - Diz um sujeito que estava do lado dele que chegava a mão sangrar dele tentar se soltar das algemas presas no chão.
- Como é que você pode saber? Você é vidente por acaso?
- Pelo o que percebi é você e seus amigos que eram conhecidos dos Etes.
- Nós não eramos conhecidos de ninguém não. - Diz Sérgio com medo de ser linchado. Ele se vira para Arthur. - Nós temos que arrumar um jeito de sair daqui Arthur!
- Agora já é tarde Sérgio. Não está vendo que já estamos fora da Terra. - Diz ele apontando com o pé para a  porta que antes era da mesma madeira descascada e agora era de um metal firme com uma janelinha em cima, parecida com a de návios, redonda. E por ela se via o céu estrelado. O mesmo dava para ver pelas outras janelas que antes eram de aparência frageis, agora era de de metal com um vidro de aparência bem mais groça.
- Meu Deus! Estamos fora da Terra! Meu Deus! - Diz Sakuia ficando assustada e nervosa.
- Calma Sakuia. Não passamos nem da altura que um avião passa.  - Fala Arthur se virando para Sakuia.
Mas a nave com seu zumbido alto dava para sentir que eles subiam cada vez mais em alta velocidade.
Ana Paula desse as escadas com cara preocupada.
- Fiquem calados! Que essa gritaria está atrapalhando meu pai a dirigir. Vocês querem que agente bata e todos esplodam em milhõe de pedacinhos?
Não. Ninguém queria. Por isso todos os trinta e seis pessoas ficaram caladas olhando assustadas para Ana Paula que abre um sorriso subindo as escadas. Sakuia respirava fundo para tentar se acalmar e olha com calma para Pedro.
- Obrigada por me ajudar.
- Que isso? Você me ajudou muito mais com meu irmão.
Arthur olha a cena.
Logo o barulho da nave tinha parado. O céu estrelado agora era calmo e tranquilo. Somente as estrelas se viam junto de alguns planetas. Agora todos viam que estavam muito longe de casa. E cada um se perguntava qual seria seu futuro nesse novo planeta.

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