quinta-feira, 18 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 12:40 - Central do Jornal Matinal Oculam

No Central do Jornalismo Matutino Oculam, um fedor maior se intensificava. E um rastro enorme de passos de cocô apareceu de repente para o desespero da Bonifácia, a faxineira do prédio. E no momento que ela avistou aquele enorme rastro Joel Meirelles entrou pela porta de Meg Hele bufando de raiva.
- Como você teve coragem de fazer uma coisa dessa comigo Meg! Depois de tanto anos de dedicação a esse jornal!
Meg se levanta mostrando sua altura extrema e também mostrando raiva mas seriedade fala:
- Espera lá rapaizinho! Você nunca se importou verdadeiramente com esse jornal. Sempre jogou na cara do meu marido que nunca precisou desse emprego! E como "você" tem coragem de chegar no meu escritorio nesse estado.
Joel ainda fubando fala:
- Foi desse estado que fiquei depois da entrevista que você me mandou fazer. Que ideia foi essa de me colocar num monte de cocô? E não adianta negar que o Acrísio me contou que foi sua ideia.
- Porque negaria? - Diz ela tapando o nariz e se sentando com um sorriso em sua cadeira. - Eu sou a chefe daqui senhor Joe. E se você não quiser fazer as coisas que eu mando, ninguém é escravo. Você pode ir embora.
Joe respira fundo e depois toce pelo cheiro horrivel. E aguniado pensa bem. Ela estava certa. Apesar de lutar contra o pai para poder estar naquele jornal, nunca deu o devido valor que o jornal merecia, sempre soube que poderia sair a hora que queria. Mas naquele momento não tinha essa escolha. Só tinha a faculdade de jornalismo e só tinha aquele jornal em Oculam. Se quisesse trabalhar em outro lugar seria mudando de Oculam. E isso era quase impossivel.
Joe desmancha seu olhar de nervoso e com respeito fala:
- Me desculpe Meg. Mas foi maldade o que você fez.
Meg com seu nariz empinado não se reduz. E fala com arrogancia.
- Você mereceu. Me deixou sozinha em horario nobre. Não sabe o que passei aquele dia. E não pense que esse pedido de desculpas seu me comoveu. Vou retirar do seu salario um bonus de dez por cento para a pobre Bonifacia. E quero você aqui no Jornal a hora em que eu ligar, não me importa se sua mansão está pegando fogo, ou sua mulher esteja pegando fogo.
Joel engole a seco. Precisava daquele emprego. Não desapontaria Suzi.
- Tudo bem.
- Agora saia. E vá tomar um banho. Que ninguém merece esse cheiro de catinga.
Joel sai cabisbacho se sentindo um lixo. Teria que aguentar isso por amor a Suzi e a seus filhos. Iria dar uma vida digna a eles nem que isso valesse sua honra. E sem contar que tudo isso era culpa dele mesmo. Se não tivesse casado com Carol. Nada disso teria acontecido. Mas teve o lado bom que era seus filhos. Tinha que arcar com as concequencias.
Ele se senta no sofázinho da sala de espera com uma tristesa só. Quando vem um cutucão no estomago. E era ninguém menos que Bonifácia.
- O senhor poderia dar lincenssa. Já não chega o que o senhor fez no corredor?

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