segunda-feira, 15 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 10:30 - Orfanato Oculam

Enquanto todas as meninas comiam os sanduiches no orfanato Oculam, Suzi percebeu que Raimunda que não comia e continuava a ficar na televisão olhava de rabo de olho para todas comendo. Suzi com um sorriso fala para Raimunda que parecia emburrada:
- Porque não vem comer os sanduiches Raimunda?
- Não obrigada. Isso engorda. - Diz Raimunda fazendo careta.
- Quer que eu prepare algo para você?
- Não Suzi, obrigada! - Diz ela olhando para Suzi com ar esnobe.
Suzi desiste de fazer amizade e continua a comer o sanduiche vingindo que não se importava com aquela mulher que ficava ali no sofá sem fazer nada. Mas Suzi se importava.
Depois de todas comerem elas sobem até o grande dormitorio onde elas queriam apresentar a Suzi. Suzi sobe com um alegria e paciência. Mas ao perceber que o quarto não estava tão arrumado assim, fala para as meninas.
- Gente. Que tal vocês esticar esses lençois direito enquanto eu tento fazer a dona Raimunda comer algo?
- A Suzi. Fala serio? Qual é o problema do jeito que esticamos o nosso lençol? - Diz Bianca nervosa.
- Não estou querendo repreender vocês. Estou só falando que talvez você não estão acostumados com algo arrumado. Mas tudo bem, eu arrumo.  - Diz Suzi com calma e pegando um dos lençois e esticando com calma. Jogando para cima e deixando cair pela cama já esticado. - Não é tão dificil assim? É?
- A Suzi está certa gente. - Diz Tamara apoiando Suzi. - Podemos fazer melhor.
E todas começam a esticar a cama novamente e Suzi fala:
- Eu vou conversar um pouco com a Raimunda, ver se ela se solta um pouco e se junta ao grupo.
Suzi desce as escadas e vê que Raimunda continuava a ver televisão. Suzi com educação se senta no sofá do lado de Raimunda e olhando com carinho para Raimunda pergunta:
- O que você tem Raimunda? Não gostou do trabalho?
Raimunda olha para Suzi. Ela não tinha culpa e se sentando no sofá normalmente fala para Suzi.
- Me desculpe moça. Mas eu não me sinto avontade para conversar com essas moças. Você tem pouca diferença de idade com elas, por isso que é tão amigas delas. Mas nunca fui muito bem como professora e nunca tive filhas. Não pensei que fosse assim.
- Não acho que seja isso Raimunda. Você já chegou emburrada.
Raimunda abaixa a cabeça. Não dava para esconder nada daquela simpatica garota loira.
- Meu marido chegar com duas mulheres em casa não é algo facil de aceitar.
- Você está falando de Sakura e Calina não é?
- Sei que são filhas do Eriberto. Mas não estou com ciumes delas como mulheres. Estou dizendo que perdi espaço naquela casa. Principalmente com Sakura. E meu  marido me jogar aqui parece que...
Suzi segura a mão de Raimunda e fala com carinho:
- Sei que está passando por um momento dificil. Você deveria ter conversado com seu marido antes Raimunda, agora já é tarde. Já deu sua palavra a essas meninas. Agora deve cumprir. Elas dependem de mim e de você. Elas sofreram um mal terrivel e é nosso trabalho ajudar. Você pode me ajudar a cuidar delas?
Raimunda olha firme para Suzi. Era verdade, tinha que ajudar essas meninas. Uma delas era sua enteada e apesar de as duas terem pegado seu lugar tinha se afeiçoado muito as duas. Mas como iria pegar amizade aquelas meninas? De repente a resposta veio....
Enquanto Suzi conversava com Raimunda, dentro do quarto as meninas arrumava animadamente os quartos. Até que Tina fala:
- Gente, e o quarto de Angelica?
- Que que tem o quarto de Angelica Tina? - Pergunta sua irmã mais velha, Mina.
- Vamos ter que arrumar o quarto dela também. - Diz Tina com seriedade.
- Eu não entro naquele quarto nem morta. - Diz a terceira irmã Lina.
- Mas a Suzi vai brigar se não arrumarmos todos os quartos.
- Se você quizer menina. Vai lá arrumar. - Fala Belina sem paciência.
- Gente, larga de bobeira. - Fala Fernanda indo para o corredor e abrindo o quarto. Todas olham do corredor assustadas. Ninguém nunca tinha entrado no quarto de Angelica desde que ela foi embora, e poucas tinham entrado antes dela ter sido presa.
Fernada acende a luz e olha a cama desarrumada. Vanessa pergunta assustada:
- Está tudo bem ai Fernanda?
Fernanda com jeitinho caminha até a cama e ajeita uma das pontas do lençol. E vai até a outra ponta. E ajeita a outra ponta. Mas de repente, um morro começa a crescer de debaixo dos lençois da cama. Fernanda assustada se afasta um pouco e com terror vê o pequeno morro se transformar num corpo debaixo do lençol. E quando o corpo se levanta duma vez esticando suas mãos grandes para Fernanda. Ela sai gritando do quarto. Suzi e Raimunda sobem as escadas com coragem e afastando as outras meninas encontra Fernanda aos choros.
- Tem alguém no quarto da Angelica!  - Diz ela tremendo apontando para o quarto com a porta entre aberta. Suzi com coragem vai se aproximando e abre a porta. E não vê nada ali. E fala com calma para Fernanda.
- Está tudo bem Fernanda. Não tem nada ali.
- Eu vi Suzi. Eu juro que eu vi. Era uma pessoa debaixo dos lençois.
- Ai meu Deus, só me faltava essa. O orfanato estar assombrado. - Fala Bianca sem paciência em não acreditando.
- Não tem fantasma nenhum aqui. - Diz Calorayne segura do que falava. - Pra que um fantasma iria assombrar agente agora. Tinha que assombrar antes quando a Angelica estava naquele quarto.
- Vai que é ela. Que morreu na cadeia e voltou para nos assombrar. - Diz Belina maldosamente.
- Isso não é verdade gente. Ela está vivinha da Silva e presa. Isso eu tenho certeza. - Fala Raimunda recebendo a amizade das meninas naquele momento. - Porque não vão lá para fora. Que eu mesma limpo o quarto de Angelica. Vai ver era alguns travesseiros e você se enganou Fernanda.
- Eu juro o que eu vi Suzi. Você acredita em mim. Não acredita? - Pergunta a menina abraçada a Suzi.
Suzi com jeito fala:
- É claro que eu acredito. E acho uma boa ideia o que a Raimunda falou. Vamos lá para fora. E ela cuida do quarto. Sei que se tiver algo ela vai saber se defender. Não é Raimunda. - Diz Suzi piscando para Raimunda. Raimunda jugando que era apenas loucura da menina aceita a proposta. E assim Raimunda vai arrumar o quarto de Angelica enquanto as meninas ficam do lado de fora.

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