Suzi termina de lavar as varias vazilhas sendo ajudada por Tamara e Calina. Cristiana, uma menina linda de olhos verdes grandes, só que tristemente preparava o lanche junto de Fernanda. O resto das meninas arrumava a casa.
Suzi aos sussurros vira-se para Tamara e Calina e pergunta.
- O que tem essa menina? É tão triste.
- A Cristiana? - Pergunta Tamara olhando para a direção que Suzi olhava.- Ela é assim desde que a irmã dela desapareceu.
- Desapareceu? Mais uma vitima de Angélica? - Pergunta Suzi tristemente já sabendo da resposta.
- Sim, Suzi. - Diz Calina triste. - Foi numa manha. Nádia, sua irmã tinha acordado mas cedo que todas e tinha tentado achar algo para comer. Acabou quebrando uma vasilha de vidro. Angélica desceu aos berros. Foi apavorante. Ela desceu as escadas e já deu um soco em Nádia. E todas nos saimos de nossos quartos para ir olhar a cena. Não tinhamos coragem de falar nada. Se não seria nós a desaparecer também. E Cristiana também não fez nada. E enquanto Angelica levou Nádia para o lado de fora Cristiana não parava de chorar. Ela só parou de chorar quando Angelica voltou depois do almoço, sozinha e com o olhar em chamas.
- Meu Deus. É assustador o que algumas pessoas podem fazer sem um minimo de remorço. - Diz Suzi assustada.
Cristiana que não pode não ouvir a historia sua sendo contada olhou triste para Suzi. Suzi se aproximou da nova amiga e falou:
- Mas a Angelica vai pagar por todos os seus crimes Cristiana. Se não for na justiça dos homens será na justiça de Deus.
- Eu não quero vingança Suzi. - Diz Cristiana com seu olhar melancolico. - Isso não vai trazer a Nádia de volta.
Suzi respira fundo. Cristiana tem razão. Qualquer que fosse a pena de Angelica. Isso não apagaria as marcas que ela deixou nessas meninas.
-Você está certa minha querida. Mas quero que pense que Nádia está num lugar melhor agora. E que nos temos que juntas termos força para transformar esse orfanato num lugar feliz e cheio de lembranças boas. Você está comigo?
- Sim. - Diz Cristiana esboçando o primeiro sorriso.
Fernanda também abraça Cristiana rindo falando.
- E é um bom jeito começar nossas primeiras lembranças boas com esse belo lanche. Podemos chamar as meninas para o lanche Suzi?
- Deixa comigo Fernanda. Quero averiguar como ficou a limpeza.
Suzi sai da cozinha e passa pela sala toda limpa, com Raimunda no sofá como sempre. Suzi fala para ela com um sorriso demonstrando que não guardou magoa dela não ajudar.
- O lanche está pronto Raimunda. É para aguardar o almoço.
- Obrigada Suzi. Só vou terminar de ver a receita aqui da televisão e vou pegar o meu.
Suzi sobe as escadas e vê as meninas terminando de arrumar o dormitorio que era tudo junto. Começava a parecer um orfanato normal.
- Meninas, estão de pareabéns. Está melhor do que eu imaginava.
Margarida com um sorriso enorme fala:
- Que bom Suzi que você gostou. Deu o maior trabalho. Mas acho que conseguimos nosso objetivo.
Mas Suzi percebeu que estava faltando uma menina. Carolayne, uma branquinha de cabelos curtos, lisos e castanhos de olhos claros.
- Aonde está Carolayne? Não ajudou na limpesa?
- Está ajudando. - Diz Belina com um sorriso. - Ela disse que iria limpar as janelas pelo lado de fora.
- Muito bem. O lanche está pronto. Se vocês quiserem podem ir comer. Depois terminaremos tudo. Eu aviso a amiga de vocês.
Suzi desce as escadas e dá a volta na mansão a procura de Carolayne e encontra com surpresa atrás do orfanato ela aos beijos com ninguém menos que Trevor. Suzi chocada não se aproxima como da outra vez. Apenas olha a cena. Depois daquele longo beijo Carolayne sem folego fala:
- Vamos nos casar não vamos Trevor. Vai me tirar desse orfanato. Não vai?
- Vou querida. Mas tem que esperar. Estou tentando arrumar um emprego melhor. - Ele beija Carolayne mais uma vez e fala para ela. - É melhor eu ir embora antes que a nova monstra nos veja.
- Ela não é nova monstra. A Suzi é bem legal.
- Tudo bem meu amor. Mas tenho que ir do mesmo jeito.
Eles se beijam mais uma vez e saem cada um por um lado. E Trevor escolhe o lado errado para sair porque Suzi estava o esperando.
- Garoto! O que você pensa que está fazendo.
- Isso não é da sua conta. Não se meta. Está me ouvindo? - Diz ele tentando intimidar Suzi.
- Eu vou me meter sim. Elas são minhas amigas e não vou deixar que você as machuque. Está me ouvindo. - Diz Suzi mais nervosa ainda. E fazendo o rapaz recoar.
- Olha, não era minha intensão.
- Como não era sua intensão rapaz? Ninguém sai com duas meninas ao mesmo tempo sem querer.
- Eu sai dona. Eu amo as duas.
- As duas garotas de menor. Aposto que tem mais do que dezoito anos.
- Eu sei que é errado. Mas aconteceu. E não posso mais voltar atrás.
- Não só pode como vai. Não pode ficar enganando elas assim.
- Não quero magoar nenhuma das duas.
- Mas vai acabar magoando as duas se não desmanchar com uma. E isso vai acontecer agora.
- Agora eu não posso. - Diz Trevor apressado. - Não ouviu eu dizer a Carolayne que estou tentando arrumar um emprego. Tenho uma entrevista de emprego agora.
Suzi respirando fundo fala nervosa.
- Muito bem. Você tem até a segunda feira para contar para elas. Ou quando eu chegar de manha eu conto para elas. Agora a escolha é você contar ou eu.
O rapaz coçando a cabeça chateado fala:
- Acho que você não uma outra monstra como eu imaginava. Eu vou pensar e escolherei com qual das duas eu quero ficar e amanha de manha eu escolherei dona.
- E quando escolher eu quero que leve eu a garota que você escolher para conhecer sua família. Elas são meninas direitas. Não vai fazer o que der e entender com elas e depois chutalas. Agora tem alguém para defende-las.
- Está bem. Mas me deixe ir. Tenho muito o que fazer.
O garoto sai para dentro da Floresta Negra. E Suzi acha mais do que estranho ele morar por aquelas bandas. Ali tinha coisa.
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