quinta-feira, 18 de novembro de 2010

08 de março de 2025 – sabado - 12:35 - Orfanato Oculam

Suzi e Eduardo seguem as duas meninas com segurança pela trilha à dentro da floresta negra. Calina e Tamara pareciam andar no quintal de casa e nem parecia ser a tão temerosa Floresta Negra da cidade de Oculam. Isso deixava Suzi preocupada, mas confiava nas duas meninas. E fala com agunia:
- Meninas? Vocês sabem aonde estão indo não sabem?
- Sim Suzi. É claro. - Diz Tamara rindo e praticamente pulando na frente - Viamos aqui quase todos os dias.
- Eu nem sei porque aqui se chama Floresta Negra. Para mim é clara com o quintal do orfanato.
- É porque quando os exploradores chegaram em Oculam, simplesmente todos que tentaram cruzar aquela cerca nunca mais voltavam. - Diz Eduardo declarando que também estava bastante preocupado.
- Então quer dizer que somo mais esperto que um monte de exploradores idiotas.- Afirma Tamara rindo.
- Não sejam bobas meninas. - Briga Suzi. - Não é certo falar assim dos mortos.
Tamara e Calina percebem o erro. E param de sairem pulando na frente e em certo momento preferem caminharem do lado de Eduardo e Suzi. Um frio vento vem da mata assustando a todos. Eduardo tentava ver algo atraves das arvores e tira sua arma. Suzi também tenta olhar, mas não encherga nada de estranho a não ser o forte vento. E virando-se para as meninas fala:
- É melhor voltarmos. Não foi uma boa ideia trazer vocês aqui.
Tamara percebendo que Suzi queria larga da mão dela e fala corajosa.
- Larga de ser boba Suzi. O Trevor namorado da Carolayne mora no meio da Floresta Negra e nunca nada aconteceu com ele.
- Bem, então cadê essa casa na árvore que não chega logo. - Fala Eduardo com medo.
- Está ali. - Aponta Calina.
Suzi se vira e vê não uma casa na árvore comum. Mas uma casa em cima da árvore com aparentemente dois comodos, de madeira. Com uma ponte levando para outro lado onde tinha mais um comodo em outra árvore. A madeira chamuscada de preto nada tinha que tinha sido queimada.
- Meu Deus gente. Essa é a casa na árvore de vocês?- Pergunta Suzi assustada.
- Sim. É ela. É grande não é? - Fala Tamara animada.
-Mas vocês que construiram? - Estranha Eduardo.
- Logico que não. Quando chegamos aqui, ela já estava ai, vasia.
- Muito bem Suzi. Fique aqui. Eu vou verificar o local. - Fala Eduardo tirando a arma e subindo na escada na árvore.
Enquanto isso no chão Suzi pergunta para Calina e Tamara.
- A Angelica tacou fogo na casa na árvore com vocês dentro?
- Sim. Foi horrivel.- Fala Calina com olhar triste.
- Enquanto eu lavava vasilha quebrei uma vasilha e isso para Angelica era uma das piores coisas que se podia fazer. Fugi dela e corri para cá. Calina também veio comigo. E ela veio atrás. Nos trancou aqui dentro. E jogou gazolina do carro dela na árvore e acendeu o fogo. Foi horrivel. - Conta Tamara com tom de brincadeira.
- Mas ela não contava que tivesse uma segunda porta do outro lado da árvore. - Fala Calina com medo.
Suzi suspirou aliviada. E tenta ouvir o que Eduardo estava fazendo lá dentro.
Eduardo com agonia entra na casa na árvore. As cinzas misturado  com poeira e barro tinha formado uma camada grossa no chão da cabana não dificultando a abertura da porta. Ao entrar Eduardo percebe que uma neblina percorria o alto da floresta negra. E finalmente  Eduardo percebe o porque o nome de Floresta Negra. Por mais que ele tivesse a uns dez metros de altura, olhando pela janela ele percebe existia árvores mais altas ainda que deixavam a floresta escura e sombria. Plantas nasciam da camada de terra no chão e se misturavam as cortinas meio queimadas e mesas  e joguinho de chás.
Eduardo olha tudo com cuidado com a madeira velha que o sustentava de uma grande altura. Ele caminha um pouco com a madeira rangendo em seus pés e vê um armarinho que como porta apenas um pano xadrez acinzentado e todo furado, o que não deixava ver nada lá de dentro era apenas a escuridão. Eduardo vai para afastar o pano. Quando de repente uma mão frio com uma tatuagem de uma lua crescente segura seu pulso quase o congelando. Eduardo puxa para frente o braço para tentar se soltar mas vem é a dona da mão fria, uma garota com cabelos escorridos, pele branca como gelo e seus olhos eram como olhar para a lua cheia. A garota com começa a falar algo:
- Fujam daqui! Rapido! Enquanto é tempo!
Eduardo assustado puxa seu braço se soltando mas fazendo ele perder o equilibrio e caindo contra uma ripa de madeira que ficava no meio da casa. Ele abre os olhos esfregando a cabeça e não vê a garota. Ele se levanta ao gritos de Suzi:
- Eduardo? Aconteceu alguma coisa? - Diz ela preocupada por ouvir o tombo.
Eduardo olha para trás e vê que a ripa se quebrou e com assombro percebe para que ela servia. A casa começou a se desmanchar como cinzas ao vento. Ele corre em direção a ponte que levava a outra casa. Suzi apavorada via tudo juntos das meninas. Tamara pensando rapido fala:
- Suzi. A porta do outro lado é trancada por dentro! Temos que destrancar.
Assim as três começam uma corrida ao chão contra Eduardo que corria em desespero vendo cada madeirinha da monte se disolvendo em seus pés. Tamara que era acostumada a correr em meio aquele matagal consegue atravessar Eduardo, subir as escadas e ir para destrancar a porta. Só que ao abrir a porta não vê nada, nem ponte, nem a outra casa, nem Eduardo. De repente o grito de Eduardo se ouve. Suzi e Calina sobem as escadas com agunia e fala:
- Ele está na massaneta!
A porta que se abria pelo lado de fora estava Eduardo pendurado do lado de fora da casa na árvore. Suzi por uma janela ao lado grita:
- Segura Eduardo! - Suzi estica sua mão pela janela para Eduardo se segurar. Ele solta a maçaneta da porta que solta da porta logo após e Eduardo pula na mão de Suzi sendo aquela agora sua unica salvação para uma queda de uns dez metros de altura. A parede da janela se quebra se segurando apenas em poucos pregos seguros ao chão. Suzi com coragem não soltava Eduardo. Tamara e Calina assustadas ainda estavam a olhar toda cena da cabana. Suzi corajosamente vira-se para as duas e fala:
- Dessam daqui! Rapido! - E ela vira-se para Eduardo. Eduardo com coragem segurava a mão de Suzi e ele se lembra de algo. E olhando para Suzi fala:
- Suzi. Tem uma faca no meu bolso. Eu sei o que fazer.
Eduardo solta uma das mãos da de Suzi. Tira a faca do bolso. E enfinca na árvore com força na altura onde estava sua sintura. E logo ele pega impusso com um dos pés e coloca o outro contra o cabo da faca dando impusso para ele subir e cair ao chão da cabana em cima de Suzi.
Os dois por alguns segundos ficam ali parados tomando folego e logo se deparam com a situação constrangedora. Eduardo se levanta agoniado e fala:
- Vamos Suzi. Antes que essa caia também.
Ao descerem eles tranquilizam as meninas que estavam no chão preocupadas. Mas Tamara pergunta com segurança.
- E ai Eduardo esse perigo valeu a pena? Viu algo que vale a pena?
- Acho que é bom discutir isso com todos juntos. - Fala ele seguindo o caminho de volta ao orfanato.

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