quinta-feira, 21 de outubro de 2010
07 de março de 2025 - 09:50 - cemitério Oculam
O caixão já estava debaixo da terra. Adelia agora só iria ficar na memoria. Jorge olhava triste para a terra fofa e percebia que não iria mais ter aquela mulher forte e corajosa em seus braços. Aquela mulher que arriscou sua alma para salvar a honra de sua família. Do jeito dela de fazer o bem. Não queria lembrar dela na imensidão de sua loucura tentando matar Suzi. Queria lembrar daquela mulher forte e acolhedora que conheceu e se casou, mesmo ela sendo mais velha e ele apenas um jovem tolo.
Cristiny olhando para aquele tumulo também não queria ver a mulher que enlouqueceu no fim da vida. Via sua amiga que lhe deu conselhos e principios que ela usaria pelo resto da vida. Mas não chorava lembrava a penas dela indo para luz na noite anterior. Ela não estava mais ali.
Cristian, não pensava daquela forma por sinal. Estava triste pela morte da mãe mas também por ela ter sido tão fria e prefirido a família de Joel a sua família. Ele olha com raiva para Joel abraçado a Suzi. O que ele estava pensando daquilo tudo. Tinha sido por culpa dele que tudo isso estava acontecendo. Tudo por culpa desse homem horrivel que não soube escolher a mulher certa. Não se lembrava muito de sua irmã Judith, mas saber da historia toda não tinha sido nada facil.
Joel chorava. Adelia tinha sido uma mãe para ele por muito tempo. E não era facil saber que Adelia matou ou pensou ter matado a propria filha para protegelo. E o pior é que tentou fazer isso duas vezes. Joel beija Suzi que também olhava triste para o tumulo de Adelia. Era uma mulher forte que lutou pela sua família e pela sua honra. Suzi apenas pensava se teria coragem de fazer isso que Adelia fez. Mas Suzi pensou em Suzam, que era como Judith e agora estava redimida. Judith poderia se redimir e se tornar uma pessoa boa? Qual era o limite? Matar quem amamos para proteger outra. Quando agente pode pensar que não tem mais volta? E será que temos esse direito?
A resposta estava naquele caixão, pensou Suzi. Ninguém tem direito de tirar a vida de outra pessoa. Mesmo que seja por amor.
Ela abraça Arthur que começa a entender pelos olhos dos outros o que era a morte. Não poder mais ver a pessoa, não poder pedir desculpas, não poder procura-la quando sente saudades. Ela simplesmente some por trás dos olhos. A luz some.
Lauro olhava de longe e esperava para voltar para casa.
Enquanto isso olhando de longe Rafael ainda sujo de terra e com a pá na mão acompanhado de Padre Bernar que fechava a biblia.
- É. Mais um para nosso clube. - Diz ele rindo.
- Tenha mais respeito Rafael. Essa nem esfriou direito.
- Eu quero é que esse povo vai embora logo para ver como está a moça. Já pensou se meu pai chega primeiro que nós o hauvorosso que ia ser.
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