sábado, 16 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 08:50 - Juri da Guarda Civil Oculam

   Yomiko sempre imaginou que algum dia iria sentar no banco dos réus. Quando era bem jovem nunca foi uma garota modelo, e sempre fazia muita bagunça. Mas depois que passou dos trinta anos pensou que o tempo que isso poderia ter acontecido tinha acabado. Mas tinha chegado o dia. Estava ali. Sentada em frente a uma grande mutidão para tentar explicar para sete pessoas que ela nunca tinha visto na vida que era boa o bastante para cuidar de seus quatro filhos. Sentada na cadeira de acusador estava Emiliana com um corte na testa e um sorriso ofencivo para tal hora. Mas Yomiko sabia que ela iria bagar. Ao seu lado estava um forte e alto advogado. Mas Yomiko tinha do seu lado duas das melhores adivogadas. Riti e Alicinha. Não ia muito com a cara das duas, mas sabia que podia confiar nelas numa hora dessas. Eduardo também estava ali com Jim. Os seus dois melhores amigos que ela amava tanto. E para sua maior alegria. Suzam também estava lá. Tinha se tornado outra pessoa, alegre feliz e muito acolhedora. Mas o juiz. Um senhor gordo e baixo entra na sala e se senta em seu lugar falando com tamanha seriedade.
  - Vai começar a sessão do Julgamento de Yomiko Crof pela guarda de seus dois filhos menores, Suzana Crof e Sergio Crof.  O primeiro a falar será Emiliana Frontino. Que como todos já sabem e não tem porque esconder acusou Yomiko Crof por maus tratos a seus filhos.
 Emiliana sorrindo se senta do lado do juiz. E seu advogado se levanta e fala:
- Sou Orfeu Fernão. Promotor.  - Ele se apresenta a todos e vira-se para Emiliana. - Senhora Emiliana. Como começou a desconfiar sobre os maus tratos da acusada em seus filhos?
Ela com um sorriso esnobe fala:
- Bem. Eu sou diretora do Colegio Oculam, e a primeira coisa que vi forão os atrasos das crianças. Que até ai era bem normal. Mas vieram as noticias sobre as filhas mais velhas da senhora Yomiko. E resolvi investigar mais ao fundo. Vi nos historicos dela que ficou no colegio que ela também nunca tinha sido boa aluna. Notas muito baixas e falta de educação tremenda com os professores.
Yomiko nervosa se levanta.
- Mas isso é ridiculo. Era na minha mocidade... isso não tem nada a ver... - Alicinha segura Yomiko. E o juiz só olha com seriedade para as duas e elas se sentam.
- Continue senhora Emiliana. Quando que foi o ponto de impasse? Que viu que tinha que fazer algo?
- Foi numa visita que fiz aos meus dois alunos e vi ela dormindo as dez horas e as vasilhas todas sujas, sem contar que no quintal estava pessas de construção perigosicimas.
Yomiko se levanta novamente.
- Tenho dó juiz. Meus filhos tem dose e quinze anos. Não são mais bebês que correm o risco com qualquer coisinha.
- Silencio senhora Yomiko. - Reclama o juiz. - Você vai ter sua hora de falar também.
Yomiko se senta. E Emiliana continua.
- Perguntando a visinhos descobri que ela obrigava as crianças  a fazerem comida. E deixavam horas, sozinhos.
Yomiko nervosa se segura para não levantar. Mas tinha chegado a hora de Alicinha falar. Ela se levanta e vai até Emiliana.
- Sou Alice Canto. Sou advogada de Yomiko Crof. - Ela se aproxima de Emiliana e fala seria. - Você também tem uma filha não tem senhora Emiliana?
- O que isso tem a ver com a Yomiko? - Pergunta já ofendida Emiliana.
- Tem a ver que foi com ela que Suzana Crof brigou depois de colegio e foi uma das pautas que você assinou para declarar que Yomiko não cuidava bem de suas filhas. Mas sua filha também estava envolvida na briga não estava?
- Sim estava. Mas quem ...
- E você resolveu não sitar aqui na frente de todos quando o senhor Orfeu lhe perguntou os motivos de acusar Yomiko porque?
- Bem, achei que não tinha relevancia.
- Relevancia ou não você prometeu aqui no juri dizer a verdade e nada menos que a verdade. E seu advogado lhe perguntou os motivos e você omitiu esse. Isso já é um crime não é?
-Protesto meretissimo! - Diz Orfeu se levantando nervoso.
- Protesto consedido. - Diz o juiz também nervoso. - Concentre no caso Alice.
- Bem, e estou me consentrando no caso senhor juiz. Só estou mostrando aos senhores jurados que nossa acusadora não é de tão confiança.
- Senhor Juiz. Ela está caluniando minha cliente. - Diz Orfeu novamente.
- Está bem! - Diz Alicinha também nervosa. - Com quem você deixou sua filha que tem a mesma idade que Suzana Crof hoje ao sair de casa para vir para cá?
- Ela está no colegio.
- A deixou lá?
Emiliana olha com odio para Suzam que ria da cara dela do auditorio.
- Não. Mas ela...
- Deixou ela sozinha quando foi trabalhar senhora Emiliana.
- Isso é ridiculo. Estamos falando da Yomiko!
- Não senhora Emiliana. Estamos falando do fato de como devemos cuidar de nossos filhos. E do limite da liberdade e da negligencia. Você acha que você deixando sua filha ir sozinha no colégio senhora Emiliana é liberdade ou negligencia?
- Mas diferente de mim a Yomiko tem outro filho...
- Você não respondeu minha pergunta senhora Emiliana. Mas já que não quer responder, responda essa? Quem é senhor Oriel Tudoa?
Emiliana se levanta assustada e fala:
- O que é isso aqui?
Ela olha para o Juiz. Ele fala nervoso para Emiliana.
- Responda a pergunta senhora Emiliana.
- É o meu mecanico.
- Só o seu mecanico?
Ela fica muda por alguns instantes.
- É o meu namorado também?
- Namorado? E costuma deixar ele sozinho com sua filha de quinze anos?
- O que você está querendo dizer com isso sua vadia?
O juiz se levanta nervoso e grita para Emiliana.
- Senhora Emiliana você está presa por desacato a uma empregado do governo.
- O que?
Ela sai do juri algemada e aos berros. Alicinha só vira-se para a plateia e fala rindo:
- Acho que termei com ela. - E vai andando para Yomiko que feliz pula num abraço. Mas ela fala seria. - Ainda não terminou Yomiko. Calma.
O promotor se levanta nervoso e fala:
- Chamo para depor Yomiko Crof.

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