sábado, 23 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 10:30 - Hospital Oculam



Suzi e Joel estão parados diante a porta do quarto de Carol. Recostados na paredes Joel não sabia o que falar naquela hora e não sabia falar quando entrasse naquele quarto. Suzi também estava na mesma. Mas seu coração falou por si.
- Olha Joe. Não interessa o que você vai escolher, eu vou entender se...
- Eu não tenho o que escolher Suzi. - Diz ele olhando fundo nos olhos azuis de Suzi. - Eu estou em duvida de como vou falar para a Carol que vou me separar dela. Não se vou.
Suzi beija Joe e deixa e sai pelo corredor. Joe tinha que fazer isso sozinho.
Ele se aproxima e abre a porta. Carol estava deitada na cama com o rosto enfaixado e Alceu, o médico estava do seu lado com uma prancheta nas mãos. Carol com um sorriso fala para Alceu.
- Doutor, por favor me deixe sozinha com meu marido.
- Claro. Mas qualquer coisa é só me chamar. - Diz ele saindo sem nem falar com Joel.
Joe se aproxima apos a porta se fechar atrás de si. Não sabia o que dizer, mas Carol começou por ele olhando para a parede e não para ele.
- Eu queria muito que quando você chegasse aqui eu pudesse dizer: Ei Joe, espero que você seja feliz perto ou longe de mim, espero apenas que me perdoe o que eu fiz. E você saisse por essa porta e vivessemos como grandes amigos só que eu...
- Carol eu quero a separação.
Carol se vira triste para Joe.
- Eu não quero que você fique com a Suzi. Eu quero que você fique comigo! - Carol não estava nervosa, estava implorando, implorando aos prantos. - Eu não quero que me deixe.
- Eu vou me casar com Suzi Carol...
- Você pode ficar com ela. Mas continue casado comigo! Por favor!
- Eu não vou ficar com você Carol. Você tem que viver sua vida e eu viver a minha.
- Você vai ficar pobre Joe! Larga de ser retardado!
- Eu não vou viver com você por causa do dinheiro Carol! - Diz Joe bravo. - Não seria justo com você. Não seria justo com a Suzi.
Carol se levanta da cama num impulso e ajoelha aos pés de Joe chorando.
- Eu não posso viver sem você. - Ela se levanta louca. - Eu me mato Joe! Eu juro que me mato se você me largar.
- Você não vai estragar mais minha vida Carol. Eu quero escolher pelo menos uma vez o meu destino.
- Droga! Droga! - Carol nervosa começa a andar de um lado para o outro. - Eu estraguei sua vida! E eu Joe? E eu? Você se casou comigo por pena não foi! E casando comigo você tirou as minhas chances de ser feliz. Eu casei com você pra você conseguir sua maldita herança de seu pai. Você me usou!
- Eu me arrependo por causa disso Carol. Mas não posso ficar vivendo minha vida me culpando por causa disso e nem você. - Ele se aproxima de Carol e fala mais calma. - Vamos passar uma borracha por sima disso tudo. Você vai achar outra pessoa e ser feliz. Podemos ser amigos...
- Cala a boca Joe! Eu não vou arrumar outra alguém. Eu não vou conseguir te esquecer! Você não entende isso! - Carol se senta chorando na cama.
- Eu vou mandar os papeis do divorcio. - Diz Joe se sentando também na cama. - Eu vou falar para o Arthur vir te ver...
- Eu não quero saber de Arthur! Eu não quero saber de Danielly! Eu quero que saia daqui! Saia daqui e fique com sua vadiazinha! Eu não me importo mais! Quero é sai daqui!
Joe sai nervoso da sala e nem percebe o medico no corredor até que ele fala chateado:
- Em alguns lugares do mundo. O que você fez é crime sabia?
Joel respira fundo e continua a caminhar. Até chegar na sala de espera onde Suzi e Arthur estavam. Arthur se levanta alegre e fala:
- Eu posso ir ver minha mãe?
- Não meu querido. - Diz Joe deprimido. - A mamãe tomou uns rémedios e está dormindo. Mas outro dia voltamos aqui. Agora vamos ir para o hotel que estou morto de cansasso.
- Ainda não Joe. - Diz Suzi sorrindo com vergonha. - Minha mãe ligou. Meu tio chegou dos Estados Unidos hoje com minha prima e ela conseguiu a guarda dos meus irmãos de novo. Vai ter uma festa lá em casa. Podemos almoçar lá.
Joe sorri e caminha até a saida dizendo.
- Tudo bem. Acho que aguento mais.
Eles saem deixando o médico vendo tudo. Ele com tristeza entra no quarto de Carol falando.
- Eu li nas pranchetas dos policias o que aconteceu. Não te julgo.
Carol nervosa grita.
- Eu não taquei fogo na mansão. Não fui eu!
- Então quem foi?
Carol com seu olhar vermelhor por tras dos panos brancos fala entre dentes.
- Eu não sei. Mas sei que tenho um aliado a solta por ai.

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