Lauro está em sua casa lendo o jornal e vendo televisão quando seu avô entra apressado na casa falando ao celular.
- Não quero mais saber Isaque. Demita aquele infeliz agora!
Ele desliga o celular e percebe a presença do filho que o olha assustado.
- O que você está fazendo em casa uma hora dessas? - Diz Murillo nervoso.
- Pai. A casa dos meus alunos foi incendiada.
- Uai e onde eles estão? Não vai atrás deles feito um cachorrinho como sempre? - Lauro olha assustado para o avô. E ele vai ir para o corredor. E vê os pés de alguém saindo pela porta com um conchonete em baixo no chão. Murillo volta assustado para a sala:
- O que é aquilo Lauro! - Tomara que seja o pé de uma de suas namoradas.
Lauro larga o jornal no sofá e fala para o avô.
- Murillo, eles não tinham para onde ir.
- E você trouxe para minha casa?
- Para minha casa Murillo! - Diz ele nervoso e auto. Ele com raiva abaixa a voz percebendo que poderia ter acordado seus hospedes. - Minha casa. Não se esqueça disso.
Murillo nervoso fala:
- Você está muito longe de ser como seu pai. Não chega nem perto.
- Quem disse que quero ser como meu pai? Ou como você?
Murillo sai nervoso da casa. Deixando Lauro nervoso caido no sofá. Suzi aparece no corredor. Estava com uma cara muito triste.
- Me desculpe Lauro. Não sabiamos que iamos causar tantos problemas.
Lauro ri e fala:
- Não se preocupe. O problema não é com vocês. Ele usa minha amisade com o Joe como motivo, mas o que ele não suporta é o fato de eu não ser como meu pai e ele. Ser um grande empreendedor de Oculam. Vender aqueles carros nojentos. Mas as vezes Suzi,... - Diz Lauro com lagrimas nos olhos. - Eu queria... eu queria ser parecido com eles. Ter a mesma cobiça a mesma garra. Mas eu não consigo. Eu gosto de ensinar. Eu gosto de ser professor. Não vejo graça em ganhar dinheiro sem ver os rostinhos das crianças aprendendo uma coisa nova. É magico.
Suzi se senta do lado dele, no outro sofá e colocando a mão em seu braço fala:
- Você não precisa ser quem você não é Lauro. A magica do mundo está em cada um ter suas escolhas, seus desejos, seu modo de se vestir. Imagine se todos fossemos iguais? O mundo seria um mundo sem graça e todos não se aguentariam. Pois quem se parece muito conosco as vezes é nosso pior inimigo. E você não quer ter inimigos? Quer? O Arthur vai acordar logo. Eu vou comprar algo para o lanche. E depois do lanche. Vamos ter nossa aula. O que acha?
Lauro sorri e abraça Suzi.
- Muito obrigado Suzi. Você sabe falar a coisa certa na hora certa.
Suzi sai sorrindo. Mas Lauro grita por ela.
- Suzi. Você vai com pijama e sem dinheiro?
Suzi sorri. E fala batendo com a mão na cabeça.
- Nem percebi. E agora?
- Vou pegar umas roupas da minha mãe pra você. E te emprestar meu cartão de credito. Á e vou pedir que o Vitel leve você com a limuzine.
Suzi sorri e lembra-se aonde iria comprar o lanche da manha.
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