Yomiko olha para o publico ao seu redor. Um promotor que queria lhe tirar seus filhos. Suas advogadas e suas novas amigas, Riti e Alicinha. Seus visinhos e melhores amigos, Jim e Eduardo, sua filha mais velha Suzam Crof. o Juiz . E uma pergunta:
- Qual seu envolvimento com Carlos Tedesco?
Yomiko deveria contar toda sua historia contar para sua filha mais velha que não tinha sido uma boa pessoa.
- Ele foi meu visinho, quando moravamos na região rural de Oculam. Ele e o irmão dele. Tharly Tedesco.
- E Tharly Tedesco...
- Ele é pai de Sergio Crof e Suzana Crof, mas gostaria que você não me interrompesse senhor promotor.
Eramos crianças, eu e mais duas amigas. Sarah e Sabrina. Viviamos nos cinco naquele grande vastidão de floresta, rios e plantações de trigos. Nos cinco não. Nos seis com meu irmão.
Suzam se levanta assustada. Não sabia nada sobre irmão.
- Minha mãe criou eu e meu irmão com muito sufoco. Meu pai bebia e só chegava em casa para bater na gente ou ficar desmaiado no quarto o dia todo. E ela lavava roupa para a mãe de Carlos e Tharly. Viramos um grupo e tanto que fazia muita bagunça pela região rural de Oculam.
Mas a nossa adolência chegou e foi em bora a nossa inocência. Meu irmão Ray se envolveu com uma de nossas amigas Sarah. Mas formou entre o restante um complicado triangulo amoroso. Tharly me amava e nunca escondeu isso de mim. Sabrina amava Carlos e ela também nunca escondeu isso de Carlos também. Porém Carlos gostava de mim e nunca me contou. E eu ainda não tinha descobrido o significado verdadeiro da palavra gostar. Brincava com Tharly e com seus sentimentos. E nunca dei valor no seu amor. Porém numa de num acampamento que fizemos, depois de muita bebida. Carlos me contou o que sentia, enquanto Sabrina dormia em seus braços. Saimos da cabana e consumimos nosso ató de amor. Não dei valor nas minhas amisades e nem no amor que Tharly tinha em mim. Acabamos adormecendo no meio do mato como animais.
Na manha seguinte acordamos com todos nos olhando. Carlos louco de paixão assumiu seu amor e prometeu casar comigo. Sabrina ficou uma fera e foi embora aos prantos e Tharly aceitou com um sorriso. E começou a se envolver com outra mulher na manha seguinte.
Mudamos todos para a cidade grande de Oculam. Ray porem prefiriu viajar para os EUA, e fingir que não tinha uma irmã. Levou Sarah com ele. E não tive mais noticias. Eu e Carlos vivemos juntos e felizes numa casa por algum tempo. Até que um dia bateu em nossa porta Sabrina. Com uma barriga de nove meses. Mas Carlos não queria saber de filha nenhuma. Queria eu e só eu. Resolvi fazer meu pior erro. Fui a casa de Tharly que tinha tido uma briga feia com sua ex-namorada e o encantei novamente. E falei para Carlos que estava com seu irmão. E que ele deveria assumir o filho com Sabrina. Tharly casou-se comigo mas sabendo que não tinha amor por ele. E naqueles dias de alegria com Carlos eu tinha descoberto o verdadeiro amor. Mas os dias com Carlos não renderam só o amor que sinto por ele até hoje. Rendeu também Suzi e Suzam. Minhas duas filhas. Tharly ficou muito chateado mas aceitou cria-las com carinho e dedicação. Por mim. Passamos épocas muito felizes. E tivemos meus dois anjos. Só que nunca obriguei ele a ter nenhum compromisso. E um dia ele usou de seu direito de ir embora e não duvido que tenha sido pela mesma mulher que ele tinha brigado anos antes.
Fui abandonada e aprendi minha lição. E jurei que diferente de mim meus filhos teriam uma mãe para alerta-los sobre a vida lá fora. Errei sim. Muito. Mas quem nunca errou. Mas sei que jamais faria algo para prejudicar meus filhos. E é por isso que quero meus filhos de volta.
Orfeu sorrindo fala olhando para Yomiko:
-Obrigado pela linda historia Yomiko. Mas você não respondeu minha pergunta. Hoje: O que você tem com Carlos Tedesco? Assassino de Brad Solari, Tony Mello e mais três seguranças do shopping Oculam. E o mesmo homem que buscou garotas de família pobre para cometer esses crimes para ele.
Yomiko com lagrimas nos olhos responde seria:
- Ele é pai de duas das minhas filhas. E o homem que eu amo. E se ele for jugado culpado. Coisa que ainda não foi. Eu visitarei ele todas as sextas feiras levando da melhor comida possivel. Pois ele errou e vai pagar por seus erros como homem.
Mas Orfeu não parou por ai e diz com seriedade.
- E a senhora acha certo que seus filhos convivam com uma visão de que sua mãe namora um assassino, um presidiario?
- Em primeiro lugar senhor Orfeu eu não vou "namorar" com Carlos. Ele é sempre foi meu marido. Nos casamos e não no separamos. E prefiro que eles convivam com esse pai do que um que poderia beber e bater neles, coisa que aconteceu comigo quando era criança e coisa que acontece com muitas crianças por ai, e vocês não cuidam disso.
Mas Orfeu não se abala:
- A senhora Yomiko acha certo deixar sua filha mechendo com fogo correndo o risco de se queimar ou acontecer coisa pior?
- Minha filha é uma garota de quinze anos. Muitas garotas de quinze anos já estam casadas e cuidam de sua propria casa....
- Essa não foi minha pergunta senhora Yomiko!
Mas Yomiko nervosa se levanta e grita com raiva.
- Mas eu estou respondendo sem você me perguntar senhor Orfeu! Minha mãe com dezesseis anos me criou e cuidou do meu irmão. Não me deixou triscar numa panela. Quando casei com Carlos passei por muita dificudade por causa disso. E antes que você diga qualquer coisa. Não estou criando minha filha para ser dona de casa só não. Quero que ela estude e seja uma mulher que possa se sustentar sozinha.
- Já que você levou para esse lado senhora Yomiko. O que levou Suzana Crof e Sergio Crof a chegarem atrazados no colegio?
Essa era a pergunta que Yomiko tinha medo. Ela respira fundo e fala triste.
- Esses ultimos dias foram bem dificeis para todos nós. Como todos já sabem e não pude ser tão presente assim para meus dois mais novos. Mas tinha sempre bons amigos para me ajudar.
- Dois homens solteiros e desempregados? Esses são seus bons amigos?
Yomiko se levanta nervosa novamente.
- Se o senhor está se referindo a Eduardo e Jim, dois homens serios e educados, meus futuros socios na minha lanchonete que estou montando em minha casa...que é a resposta para as "muntueras" de coisas que a senhor Emiliana quis dizer.
- A senhora vai montar uma lanchonete?
- Sim. Senhor Orfeu.
- Na sua casa?
- Não exatamente na minha casa. No quintal da minha casa.
- E quem vai trabalhar na sua lanchonete?
- Colocarei um anuncio no jornal assim que a lanchonete estiver pronta. Se você quiz incinuar se meus filhos iriam trabalhar lá. As duas de maior sim. Os mais novos não.
Orfeu olha nervoso para o juiz. E diz serio e derrotado:
- Sem mais perguntas senhor meretissimo.
De repente se levanta Alicinha com seu sorriso calmo e tranquilo que faz Yomiko ficar aliviada.
- Senhora Yomiko Crof. Você contou toda a sua historia. Mas não contou o que foi nessessariamente o nascimento de seus filhos. O que representou para você a chegada de cada filho seu senhora Yomiko?
Yomiko abre um sorriso e finalmente deixa algumas lagrimas cairem.
- Bem. Cada um veio num momento diferente da minha vida. Logico. Suzam e Suzi vieram no mesmo momento. Foram as primeiras e chegaram num momento dificil da minha vida. Tinha acabado de me mudar para casa de Tharly. Tinha ainda o cheiro da outra mulher dele. E maldosamente tinha me aproveitado da fragilidade de Tharly. Mas comecei a sentir aqueles dois coraçõezinhos batendo dentro de mim, e vi que finalmente algo de bom estava vindo de tanta... Elas nasceram trazendo a alegria para um ambiente de mentiras. E transformou eu e o Tharly num pai e numa mãe. Crianças fazem isso com agente. Parece que volta a inocencia para a casa. Sabe? E elas foram isso. A paz chegando em casa. E para cada briga que tinhamos um dos filhos foi a lembrança de uma linda reconsilhação. Então pelas contas tivemos apenas duas brigas. Eles são minha alegria, e se tornaram meu motivo para continuar vivendo. E eles precisam de mim. Eu não tive tanto tempo para cada um. Mas sei que cada momento que passo com cada um é preciso. E se eu não passar isso com eles... Eu não sei o que pode acontecer.
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