Lauro abre os olhos assustados. O celular estava tocando. Ele com sono tenta agarrar o celular na mesinha de cabeceira, mas não consegue e estica o braço mais um pouco até que consegue agarrar o celular, mas caindo da cama fazendo um alto barulho.
Ele ainda no chão abre o celular e coloca nos ouvidos.
- Alô?
- Alô? Lauro?
Lauro não conseguia identificar quem era. Ele olha no celular. Era o celular do Joel.
- Quem está falando? - Pergunta Lauro assustado e olhando o relogio de cabeceira e vê que eram quase cinco horas da manha e ouve os passos na escada. O pai tinha ouvido o barulho isso não era bom.
- É o Cristian Lauro.
- Quem? - Pergunta Lauro sem se lembrar e vendo o avô abrir a porta nervoso e acendendo a luz do quarto.
- O empregado do Joe. Estamos com um problemão Lauro. Nem sei como te explicar.
- Maior problema do que a mansão ter pegado fogo?
- Você pode vir pegar o Arthur e eu? Por favor.
- Aonde vocês estão? Eu já estou indo. - Diz Lauro se levantando e já vestindo as calças.
- Estamos na frente do Hotel Suprise Oculam. Na praça. Por favor vem rapido.
- Aconteceu alguma coisa com o Joe? - Fala Lauro vendo a cara de Murillo ficando mais nervosa ainda.
- Vem rapido por favor.
- Estou indo. - Lauro desliga o celular e veste uma camisa e pega sua carteira.
- Mais uma vez esse Joe? - Fala Murilo nervoso.
- Eu não tenho tempo de falar Murillo. Aconteceu algo de muito grave.
- Mais uma coisa grave não é?
Lauro desce as escadas e Murillo o segue.
- Você parece um patinho na mão desse cara Murillo. Parece até que está apaixonado por ele.
- Para de falar bobeira Murillo! - Vira Lauro irritado. - Aquelas crianças confiam em mim. E não posso desaponta-los.
- O que aquelas crianças tem de tão especial Lauro...- Lauro sai correndo e entra dentro do carro.
Seu avô sempre foi frio e calculista. E mesmo na morte de seu pai ele nunca chorou. Queria apenas saber se Edgar Sullivan tinha outros filhos e se Ed tinha deixado algo para esses outros filhos. Mas os advogados só sabia de Lauro e isso foi o bastante. Murillo cuidou de Lauro apenas por causa do dinheiro e só por causa do dinheiro. Isso Lauro tinha certeza.
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