domingo, 10 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 06:20 - Frente Barraco Durval, cemiterio e Igreja

Numa barraco velho do lado do cemitério de Oculam um jovem rapaz sai do lado do pai já chegando a velhice. O pai com a barba por fazer fala com um sorriso amarelo.
- Já vai mecher com os mortos Rafael?
- Mais respeito pai. Um dia eu e você também estaremos ali.
- Eu prefiro esperar a hora do que ficar lá que nem você fica.
- E graças ao cemiterio que nós conseguimos sobreviver pai. Não fale bobeira.
Rafael pega sua mochila e atravessando a rua vai até a igreja que ficava do lado do cemitério. E cumprimenta o padre da igreja.
- Bom dia Padre Bernar.
- Bom dia meu filho. Hoje chegou cedo.
- Meu pai seu Bernar. Saiu logo cedo para catar latinha de novo.
- Só Deus para cuidar do velho Durval. Se pelo menos ele não gastasse o dinheiro dessas latinhas indo para o bar beber de noite.
- Ontem chegou tarde.
- Mas você tem que cuidar de você. Sabe que esse salário não vai pagar a sua faculdade.
- Eu não quero fazer faculdade padre. Isso só serve para gastar dinheiro.
- As ofertas de nossos fieis não vai pagar para sempre seu sustento. Aqui em Oculam são cada vez menores.
- Isso eu me preocupo depois seu padre. Agora eu quero cuidar de meus amiguinhos.  - Diz ele pegando uma pá debaixo do banco e caminhando até o semiterio junto do padre.
- Você está intimo de mais desses mortos Rafael. As vezes quando você fala parece que você convive com os mortos de verdade. Isso me assusta.
- Temos que ter medo é dos vivos seu padre. Você não vê a bagunça que está Oculam. Parece que não tem nem policia.
- Vi. Que horror aquele caso do Shopping em.
- E o pior que foi tudo mulher. E o pior é que foi tudo liberada.
- Esse mundo está perdido.
De repente eles andando dão de frente para Mariana caida na frente do tumulo.

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