quarta-feira, 20 de outubro de 2010

07 de março de 2025 - 09:30 - Orfanato Oculam

Sakura e Eriberto quando indo para o orfanato, com o pequeno e velho carro de seu pai apenas imaginavam como estava aquele lindo bebê rolisso e angelical que tinham deixado naquele orfanato a tanto tempo.
Como estaria Sakuia sua linda irmãzinha? Será que continuava com esse nome? E se fosse adotada? 
Não queriam pensar nisso. Sakura abraçada a seu pai, apenas planejava um belo futuro em família. Com sua madrasta como uma otima amiga.
Mas virando uma rua veio um arrepio em seu corpo. Ela aperta o braço do pai que dirigia abraçado a filha. Ele vira-se para a filha preocupado.
- O que foi que ouve Sakura? 
Sakura não respondeu porque lembrou se de algo que ela tinha esquecido. Guardado no fundo da memoria. Algo aterrador. 
Ela lembrou-se da primeira vez que chegou ao orfanato. Seus olhinhos assustados no meio da chuva segurando o pequeno bebê e o carro de seu pai saindo em disparada na rua. Aquele mesmo carro. - Ela aperta mais o braço do pai. 
- Filha.
Sakura com doze anos bate na porta do grande orfanato. E aquela mulher negra de cabelos encaracolados e com olhos claros abre a porta.
- Moça. Me ajude. Meu pai me deixou aqui e eu não sei o que fazer. 
A sua mão fria segura forte em seu braço. - Pareceu que ela voltava a sentir a mesma mão. Ela lembrava apenas do bebê chorando e ela sendo arrastada pelas escadas já sem o bebê e sendo jogada num quarto frio onde em meio a escuridão centenas de olhinhos assustados a olhavão. A porta se fecha. E de repente as crianças saem da escuridão se mostrando magras, sujas e famintas. 
- O meu Deus pai! - Diz Sakura vendo fachos que ninguém menos que Angelica batendo e rindo e louca tacando pratos na parede. 
- O que foi filha? O que foi?
De repente Sakura aponta para algo. Era o orfanato. Mas não era só o orfanato. Era na janela. Uma garota espendurada pela janela. Era Suzana. E prestes a cair.
- Corre pai!
Eriberto puxa o freio de mão e sai como um louco tropeçando, mas correndo...
Suzana pela janela escorrendo graças ao seu suor e chorando olha para seu irmão pela janela preso ao pé da mesa...
- Sergio! Eu vou cair!
- Suzana.
As mãos de Suzana escorregando ela tenta se equilibrar mais a outra mão escorrega junto de seu pé. E ela cai. Mas Eriberto consegue sigura-la antes de cair no chão. 
Sakura chega correndo e aos choros.
- Você está bem garota? 
Suzana chorando e se recuperando do susto se levanta e fala aos berros:
- Meu deus. Gente. Acode. Essa mulher é louca! Ela prendeu meu irmão no pé da mesa trancado na sala dela sem comida e agua a manha toda. E quando tentei salva-lo a Angelica me prendeu do lado de fora da janela.
- Quem meu Deus do céu?  - Pergunta Eriberto confuso e assustado.
Sakura abraça Suzana.
- A dona do orfanato pai. Ela tortura essas crianças a decadas. Ela é uma psicopata. 
- Vamos tirar meu irmão dali moça rapido.
Eles entram no orfanato e ouvem as meninas gritando. Eriberto abre a porta e ve o quarto todo sujo e fedido.
- Meu deus. Como ninguém viu isso? 
Calina abraça Suzana e diz:
- Eu fiquei com tanto medo de você não sobreviver.
- Vamos pegar meu irmão.
Sakura vira-se para o pai. 
- Liga para a policia pai. Rapido!
Logo a policia chegava ao orfanato e alguns minutos depois se encaminhavam para o Tribunal Oculam. 

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