A faixa é enrolada no pulso de Mariany. Alceu com cuidado gruda uma fita para prender. E Rafael olhava tudo com atenção.
- Eu nem sei o que falar moça. Me desculpe.
- Não se preocupe. - Diz Mariany se levantando. - Não foi sua culpa. Você fez foi salvar minha vida. Acho que se tivesse ficado mais algum tempo naquele cemitério não ia aguentar.
Alceu fala:
- Agora é só não movimentar muito o braço senhora Mariany. Tenha uma boa tarde.
Rafael e Mariany saem e ele diz:
- Você não me contou porque estava ali.
Mariany abaixa a cabeça triste.
- Minha irmã está enterrada ali. Estava em desespero.
- E porque não entrar em desespero em casa? - Diz Rafael.
- Eu não tinha aonde ir.
- Ou me desculpe. Eu nem sei... - Rafael cala a boca e olha para Mariany rindo.
- O que foi?
- É que eu estava pensando. Você precisa de uma casa. E acho que você viu que eu preciso de uma mulher para me ajudar com os serviços domesticos. Você não quer morar lá em casa e cuidar da casa?
Mariany rindo fala:
- Olha. Eu vou aceitar sim. Mas vou deixar uma coisa bem clara. Não vou ter nem um envolvimento com você.
- Está bem moça. Eu trabalho o dia inteiro. Você só vai me encontrar de noite. E tem um quartinho onde você vai poder dormir, e passar a chave.
Mariany ri e fala:
- Nossa. Obrigada. Eu vou aceitar sim.
Eles se encaminham para a rua do cemiterio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário