Sakura entra na sala de Walter. Ele a olhava serio. Sakura se senta constrangida.
- Nunca pensei que voltaria a me sentar nessa cadeira Walter.
- Não se preocupe Sakura. - Diz Walter com um sorriso tranquilizador. - O que veio fazer aqui é completamente diferente de antes. Agora você está do outro lado. Você é a mocinha.
Sakura sorri. E com agunia esfrega as mãos.
- Agora me conte do que se lembra no tempo que se passou no orfanato Oculam.
- Eu era muito pequena. Tinha doze anos e não me lembro de muitas coisas. Acho que acabei apagando as coisas ruins.
- Você ficou lá por quanto tempo?
- Eu fiquei até os meus dezoitos anos. Mas fiquei lá trabalhando de secretaria para Angelica.
- E você sabia das coisas que ela fazia?
- Não sabiamos que era um crime. Ela fazia agente acreditar que estava nos educando. Só hoje que consigo ver que era pura e simples maldade. Ela batia e torturava agente por qualquer razão.
- Algumas crianças que entrevistei falaram de algumas crianças que ela levava para a floresta negra.
- Sim. Lembro-me de algumas amigas que quando faziam algo de muito grave ela levava para as floresta.
- E que tipo de coisas graves que elas faziam Sakura?
- Tentavam contar para os adultos as coisas que ela fazia com agente. Eles não acreditavam. Angelica sempre foi uma mulher muito respeitada por todos aqui em Oculam.
- Jamais imaginariamos que ela pudesse fazer isso. Ela parecia ser tão doce com as crianças do orfanato. - Diz Walter decepcionado. - Mas e as crianças que eram adotadas? Que cresciam.
- Ela adotavam as crianças apenas para casais que viviam fora de Oculam. Ela conseguia manipular as pessoas muito bem. Fazia casais escolherem logo a criança que ela queria. A que estava preparada.
- E como era essa preparação?
- Ela levava para a sala dela e passava a noite inteira com a criança trancada dentro da sala.
- E o que ela fazia?
- Eu não sei. Eu nunca fui escolhida pela Angelica para ser adotada. Sei que as meninas saiam bem diferente das que entravam.
- Temos que descobrir quem eram essas crianças. E o que ela fazia com elas.
- Se vasculharmos a Floresta Negra, tenho certeza que encontrariamos os cor...
Sakura não conseguiu continuar a falar. Walter segura sua mão.
- Ela vai ficar na cadeia por muito tempo. Não se preocupe.
- Agora eu só queria saber uma coisa senhor Walter. Eu não fui sozinha para o orfanato. Meu pai me deixou no orfanato com um bebê. Minha irmã mais nova. Sakuia. Ela é uma das crianças.
- Eu não sei te falar Sakura. Ela tinha algo de especial? Alguma marca de nascença. Ou qualquer coisa assim?
- Não. Não me lembro. - Diz Sakura se levantando e falando. - Uma dessas crianças pode ser ela.
Ela sai no corredor e em meio a varias crianças brincando Sakura vê uma sentada e conversando com Eriberto seu pai. Seus cabelos ruivos e longos. Sakura sorri para o pai. Era Sakuia agora com o nome de Calina.
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