- Sua tia já deve estar chegando. Porque não se arruma e vem para a sala.
Ela tira o foninho de ouvido e fala com ignorancia.
- Eu estou arrumada. - E desliga o notbook e vai para a sala de meia, com uma camiseta larga e se senta na sala. Alicinha balança a cabeça e vai para a sala também e vê a menina com os pés em cima do sofá chique. Ela se controla e fala seria:
- Sei que o nosso dia juntas foi meio complicado...
- "Meio" complicado? - Diz ela mastigando um chiclete tirado do bolso naquele momento.
Alicinha se controla mais uma vez.
- O que você queria que eu fizesse? Fiz tudo que eu podia...
- Eu não sou seu filho morto! - Grita ela nervosa.
- Eu fiz um favor pra você! - Grita Alicinha descontrolada.
- Eu não pedi que fizesse favor nenhum pra mim!
A campainha toca. As duas se controlam. Do lado de fora da casa Luma olha estranhando a casa do lado do marido.
- Eu não entendo porque trouxeram ela para a casa dessa mulher. - Diz Pacheco.
- Ela é a assistente social. Está cuidando da Miriam.
A porta se abre e Alicinha recebe-os com um sorriso.
- Boa tarde.
- Boa tarde moça. Eu sou Luma Frontino Ferreira Dular. Sou tia da Miriam.
Miriam aparece na porta com um lindo sorriso.
- Tia Luma! - Miriam abraça a tia, para o susto do casal que a anos não via a menina.
- Miriam. Dá ultima vez que eu a vi era apenas um bebê.
- Minha mãe falava muito de você. - Diz ela rindo.
Alicinha também chocada com a mudança de humor da menina fala seria.
- Podiam entrar para agente assinar os documentos legais. Sou Alice Canto. - Ela cumprimenta o casal e os dois entram na bela casa de Alicinha. E ela os guia para uma linda mesa de vidro. Onde uma pasta já residia.
Ela se senta e o casal junto de Miriam se senta também um em cada cadeira. Alicinha abre a pasta e vai falando:
- Como chegaram até mim? Foram direto na penitenciaria feminina, ou...
- Ainda não fomos ver a Emiliana. - Diz Luma com educação. - Logo que cheguei nos hospedamos num hotel e fui procurar um advogado. Por sorte a atendente do hotel tem um irmão advogado. Ele na mesma hora constatou o juiz Sebastian. E ele nos falou aonde ela estava.
Alicinha com calma e um pouco de medo fala:
- Espero que não tenham se zangado por eu ter trazido ela para minha casa. O Centro Infântil de Oculam está em projeto ainda e se não ela não tivesse vindo para minha casa teria que ficar na própria delegacia. E na minha opinião aquilo não é lugar de criança.
- Tem toda razão senhor Alice. - Diz Pacheco apertando a mão da esposa.
Alicinha tira os papeis da pasta e continua.
- Preciso dos seus documentos e que assinem aqui por favor.
Luma tirou a identidade da bolsa e entregou a Alicinha, Pacheco tirou da carteira e fez o mesmo. Alicinha olhou-as, e foi até o computador que estava ligado. Colocou na escaneadora e os documentos logo apareceram na tela. Alicinha correu até a mesa e entregou a folha para os dois e uma caneta. Voltou ao computador e enviou por Email para o Juiz Sebastian. E voltou a mesa para pegar as folhas assinadas e entregar a identidade.
- Vocês terão que ficar em Oculam por uma semana que é o tempo do jugamento da guarda de Miriam acontecer. E por mais duas semanas para poder ter o acompanhamento comigo. Eu irei na sua casa por três finais de semanas. Nesse domingo, antes do julgamento e nos dois próximos. - Os dois pareciam não gostar disso. Mais Pacheco do que Luma.
- Mas não tem como ser mais rápido? - Diz Pacheco aparentemente mais nervoso. - Deixamos na nossa cidade nossas vidas, nosso trabalho...
- Me desculpem. - Diz Alicinha tendo que dar essa difícil noticia para eles. - O melhor seria se vocês se mudassem para Oculam de vez. Porque assim eu teria o acompanhamento por mais tempo. Mas podemos segurar vocês só por esse tempo.
- Segurar? Porque quer nos segurar? - Diz Pacheco abalado.
- Pacheco! - Grita Luma seria. Ele se senta na cadeira de novo e fala ainda nervoso.
- Vamos te ligar quando decidirmos.
- Como assim decidirmos Pacheco? - Fala Luma seria. - Vamos decidir o que? Se vamos ficar aqui com a Miriam, ou se vamos embora e deixamos ela na rua? Está louco? É claro que vamos ficar! - Pacheco não gosta e sai da casa batendo a porta. Luma vira-se para a Alicinha com um sorriso triste. - Muito obrigada senhora Alice, e desculpe atrapalhar você.
- É o meu trabalho. - Diz Alicinha com um grande sorriso.
Ela sai carregando as malas de Miriam que estava na porta. E Miriam sai carregando o notbook debaixo de uma capa escondendo-o de uma chuvinha que começava fraga e vira uma tempestade. Elas entram no carro. E lá dentro está Pacheco no banco do motorista. Luma apenas olha para ele serio. E ele liga o carro e dirige.
Alicinha olha a menina no carro debaixo da chuva indo embora. Sabia que aquele caso não seria nada fácil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário