segunda-feira, 28 de março de 2011

12 de março de 2011 - Quarta feira - Medos escondidos

Iti chega com tudo escuro. Ele sai do carro vermelho beijando Maria Elizabeth. Eles riem. 
- Porque você não entra? - Fala Iti rindo.
- Por dois motivos. Um porque eu não quero conhecer sua família. E dois, eu tenho que ir trabalhar. - Fala Maria Elizabeth dando mais beijos em Iti.
- É muito complicado ter uma mulher policial. - Fala ele agarrando Maria pela cintura e a prendendo contra o carro. Maria Elizabeth abre um sorriso e fala:
- Oculam está uma loucura. Um monte de gente desaparecendo. E a unica coisa que eu queria fazer era ficar aqui com você. 
- Eu não quero um monte de gente desaparecido na minha conciência. Então vai. - Diz Iti beijando ela mais uma vez e a liberando. 
Maria Elizabeth entra no carro e sai. Iti caminha para a porta de casa. E de repente vê Marcia, a empregada, da janela da cozinha, acenando para ele não entrar. Ela corre e abre a janela pra ele. 
Marcia fala baixinho:
- Sua mãe está na sala te esperando. Entra por aqui.
- O que minha mãe quer? - Diz Iti entrando pela janela. -
- Você sabe que ela não gosta dessa moça.
- Ela nem a conhece. - Fala Iti nervoso.
Ele vai sair pela porta da cozinha quando a mãe aparece feito um fantasma com cara nervosa.
- Eu a conheço pelo seu jeito de chegar em casa Iti. Entrando pela janela. Onde é que já se viu?
- Me desculpe dona Diana. - Fala a empregada com medo.
- Vai para seu quarto Marcia. Amanhã conversamos. - Fala Diana sem nem tirar o olho de Iti.
A empregada preocupada vai para o quarto. E Iti continua na cozinha com a luz apagada.
- Eu a amo mamãe.
- Ela está te enrolando. Ela é mais velha e só quer aproveitar de sua mocidade. Depois vai te meter o pé na bunda.
- Mãe, eu não sou nenhuma virgem inocente que tá sendo assediada por um homem mais velho. Eu sou o homem!
- Você é um menino! É meu menino!
- Não mãe! Chega! Eu não sou mais criança. E você já passou da hora de saber disso. Nós crescemos e você não quer aceitar isso.
- Eu vou te provar que você não sabe aonde está se metendo meu filho. E se eu provar você larga ela?
Iti nervoso sobe as escadas indo para seu quarto e Diana fala aos berros.
- Se duvidar essa mulher é até casada e você não sabe!
Iti bate a porta nervoso. Diana nervosa sai de casa. E olha para o lado de fora. Naquela mesma rua, um carro chique se aproxima da bela mansão de esquina a rua de Diana. E Danielly e Carol saem do carro. 
Carol entrega as chaves para o mordomo que ela tinha contratado naquele dia. Danielly olha maravilhada para a mansão. Iria voltar a vida de antes. Mas não era a mesma pessoa. Iria ajudar sua mãe a ser uma pessoa melhor a qualquer custo. Desde o caminho de volta não tinham trocado nem uma palavra. E agora Carol andando na frente como sempre mostrou para Danielly o que ela suspeitava. Era tudo uma farsa.
Ao entrar pela pela porta de madeira. Duas pessoas a estava esperando na sala de recepção. A mulher era uma mulher branca de olhos azuis e gestos meigos e o outro um homem alto, forte com um sorriso carinhoso.
- Danielly. - Diz Carol com calma. - Esse é meu médico. Dr. Alceu. e essa é a enfermeira dele, Alma. 
Danielly abre um sorriso para eles os cumprimentando também fazendo de conta que estava ali a velha Danielly. Mas para a surpresa da menina a mãe se aproxima de Alceu e fala seria.
- Se você vai marar aqui. É melhor você saber logo. Eu e o dr. Alceu estamos namorando. 
Alma se aproxima de Danielly com um sorriso.
- Eu tenho certeza que seremos grandes amigas.
Danielly ao olhar para os dois já desconfiava. Uma linda mulher naquela mansão que se parecia muito com a outra que ela morou. Só queria dizer uma coisa.
- Eu também tenho certeza disso Alma. 


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