Walter desse de quarto de hotel até a entrada e encontra Roberta e Saul na entrada.
- E ai Walter? Passou bem a noite? - Pergunta Saul rindo.
- Não muito. Muito barulho. Parece que o povo aqui em Oledasep não dormem.
- Os bandidos aqui não dormem em Oledasep, por isso estamos saindo ao anoitecer. - Fala Roberta caminhando para o carro e sendo seguida pelos dois companheiros.
O carro logo para diante ao necrotério de Oledasep. Um prédio sujo e todo pixado como todos naquela cidade.
Enquanto caminham para uma das salas daquele enorme prédio Walter pergunta.
- Descobriram quem é aquele bandido que tentou nos matar? - Pergunta Walter com seriedade.
- Ele se chama Kenny Kenkiny Duarte. - Responde Roberta.
- E uma surprezinha Walter. - Fala Saul comediante.
- Kenny é médico em Oledasep. - Completa Roberta.
- Médico? Será que seu histórico na faculdade também tinha se queimado? - Fala Walter sabendo que sem duvida não deveria ter diploma.
Eles entram numa sala aonde o corpo do rapaz estava numa mesa de metal e uma mulher de jaleco branco examinava o corpo.
- Walter essa é nossa legista, Jandira Paz.
Walter sorri para a moça já que não dava para apertar a mão dela, porque estava segurando o coração do morto.
- Descobriu mais alguma coisa sobre nosso médico Jandira? - Pergunta Walter.
- Ele é casado, tem dois filhos senhor Walter. A mulher dele veio nos procurar hoje de manhã. Disse que era um cara que não tinha coragem de matar uma formiga. - Fala Jandira com calma.- Mas pelos meus exames pude ver que era um homem que bebia muito. E olhe só. - Diz ela mostrando um corte no pescoço e alguns roxos na pele. - Ele tem vestígios de uma briga recente.
- Podemos falar com a mulher dele? - Pergunta Walter a Roberta.
- Sim. Ela está nós esperando na sala de interrogação. - Fala ela já saindo da sala e virasse para Saul falando. - Saul fique na sala e veja o que você e Jandira consegue descobrir a mais.
Roberta e Walter se encaminham para outra sala onde uma mulher aflita estava a espera deles.
- Senhora Virginia, esse é policial Walter, e eu sou a policial Roberta. Estamos investigando o que ouve com seu marido.
- Então não foi suicidio. Eu sabia. O Kenny nunca faria isso. Ele amava a vida dele. Ele me amava e amava os filhos dele. - Diz ela com um sorriso no rosto entre as lagrimas.
- Senhora Virginia deixe eu terminar de falar. Seu marido suicidou sim. - O sorriso sai do rosto da mulher. - O que estamos investigando é o porque dele ter tentado me matar eu e meus parceiros. - Fala Roberta seria e direta.
- Ele tentou o que? Não é possível. - Fala a mulher se segurando firme na mesa para não cair. - Não deve ser o mesmo homem que estamos falando. O Kenny era um homem doce e amável.
- Senhora, seu marido tinha alguma ligação com esse homem?- Pergunta Walter mostrando a foto de Alceu para a mulher. Ela coloca a mão na boca assustada.
- O Dhu está envolvido nisso também? Não é possivel.
- Dhu? - Pergunta Walter nervoso.
- Sim, o padrinho dos meus filhos. Ele fez faculdade com meu marido. Meu marido foi vizita-lo esses dias.
- Esses dias quando? - Pergunta Walter nervoso.
- Semana passada. Alguém pode me explicar o que está acontecendo? - Pergunta a mulher soltando mais lagrimas nos olhos.
- Seu marido pode estar envolvido em um caso de diploma falsos. Seu marido pode nunca ter estudado medicina e junto de Dhu ter usado o caso do incêndio para afirmar que foram um dos estudantes sobreviventes.
- Não é possível. Meu marido é um médico excelente. E pra que ele faria isso? Ele praticamente não recebia nada pelo seu trabalho nos postos médicos. Seu salário atrasava todo mês. Ele trabalha porque ama ser médico.
- Eu sinto muito senhora Virginia. Preciso que passe o endereço aonde esse Dhu mora. - Diz Roberta se levantando da cadeira e saindo.
Os três saem do prédio. Walter estava feliz por Alceu estar sendo ligado diretamente a Kenny. Agora era fazer mais umas perguntas para Alceu e assim prende-los por identidade falsa. Ou de Dhu ou de Alceu.
- Vou pegar o meu carro e ir direto para Oculam verificar o endereço. - Fala Walter entrando no carro.
- Nós vamos investigar mais a fundo sobre o incêndio Walter.- Fala Roberta também entrando no banco do motorista.
- Acho que vai acabar que esses dois médicos fajuntos estão ligados ao incêndio também. - Fala Saul entrando no banco de trás do carro.
O carro sai pela estrada.
- Será? - Pergunta Roberta horrorizada. - O incêndio matou milhares de jovens e seus sonhos e talvez Oledasep fosse diferente se aqueles jovens daquela época estivessem trabalhando hoje.
De repente um carro em alta velocidade aparece na estrada. Os três olham pelo retrovisor. O carro se aproxima rápidamente. E uma pessoa encapuzada está dirigindo o carro. Roberta acelera seu carro. Mas o outro é mais veloz e bate contra a trazeira do outro. Roberta equilibra o carro. Eles estavam em uma avenida a mais movimentada de Oledasep.
- Que droga é essa!
O carro da pessoa de capuz se aproxima mais. Roberta apavorada tenta desviar dos outros carros da rua. Walter percebe que a pessoa que está encapuzada é uma mulher. De repente a mulher encapuzada tira uma arma e aponta para Roberta que consentrada em desviar dos carros não vê. Ouve se o tiro. Walter faz Roberta se abaixar o carro perde o controle e sai da estrada caindo ribeira a baixo capotando duas vezes entrando num matagal.
Walter sangrando sai do carro. A mulher encapuzada se aproxima. Ela dá dois tiros acertando dois no peito. Walter sangrando cai no chão, perdendo as forças de suas pernas. Mas ainda com os olhos abertos, ele vê a mulher encapuzada indo até Saul que tinha voado para fora do carro de bruços. A mulher sem dó nem piedade atira na nuca do rapaz. Ela vai até o carro e tira Roberta do carro pelo cabelo que sangrava e chorava. A mulher não dá chances e também atira no rosto de Roberta. Walter perde os sentidos.
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