Um carro para diante a um elegante prédio no centro de Oculam. O motorista, Gabdy sai pela porta do banco do motorista e abre a porta de trás. Vetoh sai ajeitando a gravata e terno e se encaminha para a calçada a espera da filha que sai pela outra porta com auxilio da mão forte de Gabdy.
Juliana sorri e entra no grande prédio escrito Ateliê Saybe. Ao entrar se vê uma grande escultura no jardim de uma mulher sorrindo. Era Anita Forc, a fundadora de Oculam. Juliana lembrava bem daquela escultura, era uma replica exata da que ficava no túmulo daquela grande mulher. Juliana antes de entrar no Ateliê olha firme para Anita. Via nela um exemplo a seguir, mas que infelizmente não conseguia. Ela abaixa a cabeça triste. Estava longe de ser uma Anita Forc.
Ela entra no Ateliê. Uma mulher alta e com cabelos negros está atrás de uma mesa de recepção.
- Bom dia senhor Saybe. Juliana, quanto tempo não te vejo.
- Bom dia Stefany. Estava um pouco afastada.
Um grande corredor cheio de quadros formava um caracol que era o símbolo do Ateliê. Um elevador no meio desse corredor enorme levava até os três escritórios. Juliana e Vetoh caminha pelos quadros. A maioria era de um pintor famoso em Oculam que mostrava a historia de Oculam. Mais sobre Anita e sua guerra para ajudar os nativos em uma guerra contra outra tribo. Hoje em dia nem uma dessas tribos existe mais.
Juliana e Vetoh sobem de elevador até o escritório do pai. Ao chegar ele mostra com alegria a ultima reforma a filha.
- Essa é minha nova sala, querida. Eu contratei uma decoradora renomada como você me falava. Você lembra?
Juliana sorria para o pai. Ele tentava lhe agradar de todas as formas, mas não entendia que o ultimo lugar que Juliana queria estar naquele momento era ali. A sala era mesmo bem diferente da antiga. Agora os moveis eram estilosos e com um tom de novo século, diferente daquela sala mofada e cheia de coisas velhas que o pai tinha e ficava infurnado.
Juliana se senta numa das duas poltronas pretas de couro que tinha no espaçoso escritório sem falar nada, ou fazer nenhum comentário para a decepção de Vetoh, que disfarça organizando sua mesa. Vetoh ao terminar de arrumar a mesa se senta em sua cadeira e olha sorrindo para a filha.
- Não sabe como é bom ter você aqui comigo. Nesses dois anos eu me arrependi muito pela aquela briga nossa.
- Não vamos falar mais nisso pai, por favor.
- Tudo bem. Eu só queria te falar como foi idiota aquela discussão. Você viu que eu estava certo por disconfiar da Carol...
- Pai! Se você quer que eu continue aqui é melhor se manter de boca calada.
Vetoh abaixa a cabeça triste. Mas abri um grande sorriso ao entrar na sala um rapaz. Ele ao perceber que Vetoh estava na sala fica vermelho.
- Senhor Saybe. Não sabia que tinha chegado. - Ele percebe a presença de Juliana também e desconfia de quem seja. - Eu vim pegar o meu celular que esqueci ontem a noite aqui depois de nossa reunião.
Vetoh abraça o amigo falando.
- Fique tranquilo rapaz. Deixa eu te apresentar. Essa é minha filha Juliana. Veio morar comigo hoje de manhã.
Juliana apenas sorri para o rapaz segurando que segurava sua mão num aperto sensível.
- Muito prazer. Meu nome é Billy Fets Marcado.
Aquele rapaz bonito e com olhar meigo parecia muito bonzinho. Mas esse era o mesmo Billy que a algumas semanas atrás enganou Suzam Crof, fez ela roubar o dinheiro do pai dela e fugiram juntos, depois ele deixou Suzam sozinha para morrer nas mãos dos capangas de Carlos Tedesco. Mas agora ele estava rico e era:
- Ele é meu sócio Juliana. Em menos de uma semana ele salvou o Ateliê da falência e ajudou a reerguer as minhas economias. - Explica o pai com alegria.
Juliana sabia o que pai queria. E não estava gostando nada. Juliana sorrindo para os dois fala saindo as pressas:
-Eu vou tomar um pouco de ar fresco. Essa sala ainda é meio abafada.
Ela sai descendo pelo elevador. Vetoh abaixa a cabeça triste.
- Eu não entendo essa menina. Não entendo mesmo.
- Calma seu Vetoh. Ela só tem que se acostumar com idéia. Das coisas que você me fala dela, eu sei que ela vai gostar de trabalhar aqui.
- Você vai me ajudar, não vai Billy? Se aproxime dela. Faça ela ficar aqui. Por favor.
- Claro senhor Vetoh. Pode confiar em mim.
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