quinta-feira, 24 de março de 2011

12 de março de 2025 - Quarta Feira - Hidrofobia

Mariana arrumava o grande casarão de Ray. E o vê triste na sala vendo televisão.
- Nossa Ray. Você me assustou. Aqui hoje sem fazer nada. Sente alguma coisa?
- Não Mariana. Quis apenas ficar em casa hoje.
Mariana triste continua a limpar a casa. Sabia muito bem o que tinha acontecido a ele. Mas não queria falar.
- Então, como anda o restaurante de sua irmã?
- Anda bem. - Fala ele se calando novamente.
- E a dona Juliana? Não vem hoje te ver?
- Ela não gostou do que fiz com a Priscila. E falei coisas que não devia.
- O que o senhor falou para ela? - Pergunta Mariana demonstrando atenção mesmo varrendo a sala.
- Eu disse que ela não tinha nada do que se meter na minha vida. A filha é minha.
- A Priscila não é mais nenhum bebê seu Ray.
- Eu sei disso Mariana. Mas eu me preocupo. O que esse Jorge vai ter para dar a minha filhinha? Ele não tem  aonde cair morto.
Mariana olha com cuidado aonde estava se metendo e percebe que poderia se atrever a se sentar no sofá e é isso que ela faz.
- Senhor Ray. O Jorge é um homem direito. E tem muitos homens ricos que não tem essa dignidade dele.
- Dignidade? Ele pegar minha filha no quintal da minha casa é dignidade?
- Eles se amam senhor Ray. Vai dizer que não sente a mesma coisa pela Juliana. Não queria ia para aquele labirinto com ela também?
Ray abre um sorriso.
- Você está certa. Eu vou falar com minha filha agora mesmo. E depois com a Juliana.
Ray sai correndo e sobe as escadas até o quarto de Priscila. Mas chegando lá encontra seu quarto vazio, um monte de lençois formando uma corda descendo pela janela. Ele nervoso sabia muito bem aonde a filha estava.

Priscila com alegria estava no restaurante de sua tia lanchando com Jorge e ambos rindo muito conversando com Cristian e Cristiny que aproveitavam a pouca movimentação para conhecer a madrasta.
- Então gente, meu pai pegou agente no labirinto. Foi horrivel. - Contava Priscila rindo.
- Mas seu pai é muito bravo Priscila? - Pergunta Cristiny rindo. Yomiko que ouvia a conversa se aproxima.
- Aquele lá minha filha. Não me deixava namorar de jeito nenhum. - Fala Yomiko rindo. - Ele acha que todas as mulheres deveriam ser freiras.
- Mas ele vai gostar de você Jorge. Você é muito gente boa. - Fala Suzana trazendo uma bandeja de refrigerante para todo mundo.
- Espero que sim Suzana. Mas enquanto isso não acontece. Eu preciso de outro emprego. A casa não vai se sustentar sozinha.
- Estamos precisando de cozinheiro Jorge. Sabe cozinhar? - Pergunta Yomiko tomando um pouco do refrigerante.
- Esse é meu ponto fraco Yomiko. Quem cozinhava lá em casa era a Adélia. - Responde Jorge deprimido.
- Ai Jorge. Então não tenho o que te oferecer aqui no meu restaurante. Me desculpe. - Fala Yomiko triste e decepcionada com sigo mesma.
-Não precisa Yomiko. Sempre tem um jardim precisando de um bom jardineiro para dar um jeitinho.
- Tia! Cadê a Suzi em? Ela não trabalhava aqui?
- Trabalha. Mas é que o Joe foi preso num hospício ontem por causa de uma daquelas reportagens doidas dele lá. Ai ela tá organizando uma manifestação para solta-lo.
- Só a Suzi mesmo para se envolver em uma dessas.

Eduardo e Suzi caminham engatinhando pelo túnel escuro. Não se podia ver nada além da escuridão naquele lugar apertado.
- Se eu morrer aqui por causa dessas reportagens do Joe. Eu juro que eu processo aquela emissora. - Fala Suzi nervosa.
- Suzi como você vai processar a emissora se estiver morta? - De repente um barulho esquisito.
- Que barulho é esse?- Pergunta Suzi assustada.
- Que barulho? - Pergunta Eduardo com agonia.
De repente jatos de água começam a sair pelo tuneo vindo subindo pelos cutuvelos e joelhos dos dois que estavam engatinhando.
- Ou Droga! Corre Suzi!
Fala Eduardo acelerando. Mas a força da água os fazem ser jogados para frente. Até cairem em outro comodo. Um comodo de vidro. A água começa a encher aquele comodo rápidamente. Suzi se levanta e olha para o lado. Do outro lado do vidro, dentro de outro vidro igual o que Eduardo e Suzi estavam, estava Joe, desacordado. O tanque já estava cheio até a cintura deles. Suzi corre até Joe e começa a gritar. Joe abre os olhos. Ele estava acorrentado cada braço por uma corrente que vinha cada uma de uma das laterais da jaula de vidro.
- Joe! Você está bem!
- Suzi! Seu tanque está enchendo de água.
Enquanto isso Eduardo tentava a todo custo quebrar o vidro. Mas nada funcionava. Suzi também tenta arrebentar o vidro. Mas nada fazia o vidro se quer se lascar. Até que Eduardo vendo uma das correntes de Joe que a ponta que predia na sela era grudada uma parte na parede que separava as duas selas.
- Joe! Tenta puxar essa corrente!
Joe vendo a água chegar no pescoço dos dois tenta em desespero puxar as correntes. Mas nada fazia. Eduardo e Suzi começam a nadar para não ficarem com a cabeça tapada pela água. Joe resolve ter outra estratégia. E tira os pés do chão fazendo o peso da corrente ficar maior. Mas isso não adianta. A água está quase chegando ao teto. Joe resolve com o impulso do pé no vidro se balançar. E isso finalmente começa a dar um efeito. Apenas o nariz de Suzi e Eduardo está do lado de fora. O vidro trinca. Até que o vidro se quebra fazendo a água se dividir nos dois tanques. Ficando na cintura deles novamente. Suzi abraça Joe com amor e o beija.
Mas Eduardo alerta.
- Gente o tanque ainda está enchendo.

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