quinta-feira, 31 de março de 2011

13 de março de 2025 - quinta-feira - 12:30 - Tribunal deOculam

- Eu era jovem e queria fazer ao maximo para sair do Orfanato Oculam. - Sakura sentada naquela fria cadeira de madeira contava na frente de todos toda sua história. - Jack apareceu como um principe para me tirar daquele lugar terrível. Eu o vi como um príncipe cega pelas tristezas daquele orfanato. E ele me apresentou a Carlos. Começou pedindo para vigiar o carro enquanto ele entrava em prédios. Nunca pedi para ele me contar o que fazia. Mas acho que já desconfiava. Sempre soube que não era coisa boa. Tive certeza que não era coisa boa quando tivemos que fugir da policia com vários pacotes de dinheiro. Foi horrível, muitos tiros...nunca tinha visto alguém morrer até aquele momento. Mas Carlos me ameaçou disse que se eu contasse para alguém iria me matar. Era ficar com ele ou morrer. Mas apesar das ameaças sempre foi muito gentil, nunca me machucou, ou me bateu. Pra mim que era ameaçada e torturada sempre em Oculam aquilo não era tão ruim. Ele me ajudou muito a ser uma pessoa mais confiante, menos preguiçosa, me ajudou a crescer. Nunca teve má intenções comigo e a unica ameaça que fez foi aquela. Se agente seguisse as regras dele nós eramos grandes amigos. Se não era morte na certa.
Alicinha fala:
- Quando você começou a participar dos crimes Sakura?
- Foi um dia depois do roubo. Ele me falou que precisava que eu fizesse algo pra ele. Eu tinha que seduzir o segurança da casa. Ele me deu uma arma e falou para mim que era pra minha segurança.
- E você precisou usar a arma?
Sakura abaixa a cabeça triste e limpa a lagrimas dos olhos.
- Eu precisei. Eu fiquei assustada.
Alicinha segura a mão de Sakura e fala com carinho.
- Conte para todos com detalhes o que aconteceu.
- Era uma mansão. Eu chegava de carro com o pneu furado e parava diante a mansão. Pedia ajuda para o segurança e ele iria me ajudar. Eu deveria tentar segura-lo o máximo de tempo possível. Ele me agarrou e tentou se aproveitar de mim. Eu fiquei com medo. Falei pra ele me largar, mas ele não me escutava. Até que ele achou a arma dentro do terno que eu usava. Ele perguntou o que era. Foi no susto. Eu atirei.
- Quando o Carlos chegou o que ele fez?
Sakura olhou para Carlos, pela primeira vez ele não estava com aquela cara de criminoso e sim um face calma e tranquilo. E Sakura olhou para ele com carinho.
- Ele foi um amor. Me ajudou a me recuperar do choque inicial. Me levou para o carro.
- Você poderia dizer que Carlos era um bandido com bom coração?
- Isso não existe. Mas posso afirmar que ele merece ser o primeiro a ter pena de morte. Tem gente muito pior em Oculam que merecia esse fim, mas que a policia nem aborda.
- Carlos para você merecia que pena Sakura?
- Por mim ele poderia ser solta. Porque eu sei que ele se arrependeu.
Alicinha olha para Carlos com calma. E pensa se aquele homem com aquele ódio nos olhos merecia ser solto. Alicinha só tinha duas certezas naquele momento. Uma é que Carlos não merecia ser solto. E outra é que Alicinha tinha se arrependido muito de ter pegado esse caso.

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