Walter está em sua casa. Um barraco apertado nos fundos de uma senhora de idade. Morou lá desde que chegou em Oculam e nunca quis sair. Ele fazia as malas com alegria quando Yan entra na casa com um sorriso.
- Walter tudo certo com o ricão suicida. Ele já desistiu ao ver o seu funcionário chegar.
- Rico é tudo doido mesmo, não é? Imagina se eu tivesse o dinheiro dele se iria tentar me matar. Ele pode resolver qualquer coisa com o dinheiro que tem.
- Você acha mesmo que vale a pena ir até Oledasep para investigar a faculdade que aquele doutor estudou? Lá é barra pesada.
- Eu sei disso. E estou indo precavido. - Diz ele colocando uma pistola dentro da mala. Fechando a mala e levando para dentro do carro do lado de fora. Yan se vira para ele e fala:
- Toma cuidado lá patrão. A coisa é bem complicado e você sabe que é como um pai para mim e meu irmão.
- Vou tomar cuidado. E enquanto eu estiver fora você é o delegado. Cuida do novato.
Walter entra no carro e sai pela estrada. Logo se aproxima da cidade, onde onde a placa pichada e cheia de lixos em volta dizia: "Bem vindo a Oledasep". Logo a aparência da famosa cidade se mostrava cheia de traficantes ao ar livre vendendo drogas ao ar livre com prostitutas e jogos de azar. Prédios quase destruídos e pixados. Ele para diante a delegacia de policia onde se via varios policiais e presos presos a postes enquanto policiais bebiam serveja ao ar livre. Walter sai do carro chocado com aquilo tudo.
E de repente um homem gordo e velho sai da delegacia rindo e dando tchau para alguém que tinha ficado dentro do hotel. Walter reconheceu a voz do velho e falou para ele:
- Senhor, sou Walter Moniz. E sou o delegado de Oculam.
O delegado velho aperta a mão de Walter com um sorriso amarelo.
- Então você é o delegadinho que quer ver o incêndio? Vamos rapaz. Meu nome é Pessanha e eu sou o delegado de Oledasep. - Diz Pessanha indo para dentro da delegacia infurnada de gente, mulheres com crianças esperando em filas enormes para registrar queixas, bandidos presos em cadeiras enferrujadas, prostitutas com saias curticimas eperando para dar depoimento sobre os cafetões. E Walter olhava tudo aquilo apavorado. Até que eles entram em uma sala onde um homem magro e baixo estava digitando algo no computador e uma linda mulher negra o olhava atenciosa o que estava escrito enquanto mordiscava o canto dos óculos de grau.
- Roberta esse é o delegado que você vai levar ao incêndio.
Ela o olha com um sorriso e estica o braço para Walter. Walter aperta sua mão com um alivio por não ser aquele delegado que o levaria até lá.
- Boa tarde senhor Walter. Andei fazendo umas pesquisas com meu parceiro sobre a faculdade e o incêndio. Os documentos que sobraram do incêndio estão do Cartório de Oledasep. Muitas fraudes tem acontecido graças a esse incêndio. Mas acho que podemos descobrir algo lá. Gostaria de dar uma olhada?
- Adoraria.
A noite reinava. Walter chega ao cártorio com Roberta e Saul, parceiro de Roberta. E auxiliados por uma mulher magra e baixa de oculós. Vão até uma sala onde o cheiro de queimado e mofo ainda se sentia. Noticias de jornais são achados e varios documentos de alunos. Mas nada sobre o aluno Alceu Fagundes Caixias.
- Mas isso é muito complicado Walter. - Diz Saul com varias pastas nas mãos. - Não podemos ter certeza que ele fez parte ou não da faculdade. Já que vários documentos foram queimados.
- Mas o que eu queria era ter alguma esperança que ele estudou aqui mesmo. Mas pelo jeito... - Diz Walter com agonia.
De repente a porta se fecha. Roberta se levanta estranhando.
- Senhora Gislenyana?
As luzes se apagam. Walter e Saul se levantam e tiram a arma da cintura.
- Calma gente. Pode ser apenas uma queda de energia. - Roberta sobe as escadas até a recepcão e vê com terror o corpo da pobre senhora estirado no chão. Alguém engatilha uma arma. Mas antes de atirar em Roberta, Walter pula sobre ela. E atira contra o vulto que estava atrás da janela. Era um homem encapuzado. Saul corre até ele pelo lado de fora do prédio. Walter e Roberta ao se recuperarem do susto correm atrás dele também.
O homem encapuzado dá a volta e pula uma grade que fechava os fundos do cartório. Saul rapidamente também pula e desvia dos tiros do bandido. E se esconde atrás de um poste. Já que o bandido estava cercado.
- Aqui é a policia. Você está preso! Maus para o alto e largue a arma!
Walter e Roberta aparecem e se esconde atrás do poste.
- Aonde ele está?
- Está acuado. Não tem como escapar.
De repente se ouve um outro tiro. Mas não era para atingir eles. Os três policias olham na direção do homem encapuzado. E seu corpo estava atirado no chão com uma mancha enorme atrás do muro. Ela tinha suicidado.
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