Suzi Crof abre seus olhos. Ela se levanta correndo. E acaba batendo a perna na cara da sua irmã gêmea que estava dormindo virada ao cotrario de Suzi na mesma cama.
- Ai Suzi!
- Desculpe Suzam.
Suzi tenta se levantar de novo. E bate a outra perna na cara da outra irmã que também dormia na mesma cama.
- Ai Suzi.
- Ei Suzana. O que você está fazendo dormindo? Você deveria estar na escola!
Suzi levanta ela pelo braço acordando-a. Ela deixa a irmã se vestindo e em desespero corre para a cozinha atravessando a sala e pisando em seu irmão mais novo.
- Ai Suzi.
- Levanta Sergio! A escola! Estão atrasados para a escola. Eu estou atrasada. - Diz ela pegando leite na geladeira, um pão no armário. Colocando oito pedaços em cima da mesa, passa manteiga. E coloca o leite para ferver no fogão velho.
Uma linda mulher japonesa sai do quarto que usava como porta um lençol velho já rasgado.
- Desculpa filha. Ontem a dona Gisleny, me segurou até as duas da manhã. - Diz a mulher pegando dois pães e juntando os dois e colocando numa forma para assar.
- Tudo bem. Mas o Silvio vai ficar uma fera comigo. Vê se o Sergio e a Suzana estão se arrumando para a escola.
Yomiko, a mulher japonesa olha para o filha dormindo no colchonete velho do lado do sofá, com uma perna em cima do sofá e dormindo de bruços babando.
Yomiko tira o pão da forma e entrega para Suzi correndo.
- Tudo bem filha. Eu cuido de tudo. Vai pro seu serviço.
Suzi pega o pão beija a mãe e sai correndo só pegando a bolsa no sofá e pisando mais uma vez em Sergio.
- Ai Suzi.
Suzi sai em disparada correndo pela rua com o pão na boca, e tentando pegar algo dentro da bolsa. Ela para diante de um ônibus que começava a sair.
- Moço! Calma deixa eu pegar o passe de ônibus!- Diz Suzi com o pão na boca.
O motorista xinga e sai com o onibus em disparada. Suzi deixa o pão cair e a bolsa junto na lama, junto do
passe de ônibus. Ela triste olha para tudo molhado. Mas olha as horas no relógio e pega a bolsa molhada e sai correndo pela rua e quase é atropelada por um carro. Mas ela não para sai correndo e nem ouve a mulher xingando. A mulher era uma negra, alta de cabelos lisos e um grande óculos escuros e falava com a amiga no outro banco. Depois de xingar sai com seu carro do ultimo ano, com um sorriso no rosto.
- Então Juliana. Como eu estava te falando meu maridinho pode ser promovida a qualquer momento como ancora do jornal Oculam. Então pretendo fazer uma festinha para ele no final de semana.
- Mas Carol. Não é melhor esperar ver se essa promoção acontece. E você sabe que o Joe não gosta de festas.
Carol para o carro diante de um belo apartamento. Juliana desse do carro com alegria falando.
- Mais tarde você passa aqui pra gente ir para o shopping.
- Não sei. Vou ver. Estou com muito sono.
- Nossa Carol. O Joe é muito legal de deixar você ir para festas até de madrugada assim.
- É. Ele é muito legal.
Do mesmo apartamento sai um homem de terno e gravata com um grande sorriso.
- Carol. Estou indo para sua casa agora. Me dá uma carona?
Carol asselera o carro deixando o homem a pé. Ela vira a esquina e para diante de uma grande mansão, com um grande portão dourado e uma casinha de porteiro do lado. Carol fica parada impaciente. Até que ela solta um gritão:
- Acorda seu incompetente!
De dentro da casinha, ouve-se um tombo. E da janela se vê um rapaz, novo de cabelos encaracolados com cara de sono.
- Dona Carol. Me desculpe....
- Abre esse portão logo!
- Ou sim. - O grande portão se abre e ela entra no grande jardim sendo ajeitado pelo jardineiro. Um homem alto e de olhos verdes. Carol com o sorriso dele vira o rosto com o nariz empinado. Ela desse do carro na frente da casa com uma porta de vidro que se abre para um linda senhora passar.
- Senhora Carol.
Carol desse do carro luxuoso e entrega a chave a governanta.
- O Joe chegou?
- Não senhora.
- Ótimo. Adélia, achou o endereço da compania de babás falando que vou lá hoje?
- Sim senhora. Mandaram dizer que você pode ir lá agora de manhã.
- Perfeito. Fale para seu filho ficar mais alerta. Você sabe muito bem que ele só trabalha comigo porque sua família trabalha aqui desde a fundação de Oculam. Se não ele seria demitido imediatamente.
- Vou falar com o Cristian dona Carol. Não se preocupe.
Carol entra na mansão enorme. E vê uma jovem empregada de cabelos encaracolados colocando a mesa do lanche. Ela se assusta com Carol e deixa cair no chão o pacote de bolachas. Carol só vira os olhos e sobe as escadas. De repente uma menina de uns quinze anos, negra e de cabelo rastafári sai do quarto acompanhada de um garoto de dez anos branco de olhos azuis e cabelos encaracolados.
- Mamãe! Mãmãe! - Sai gritando os dois.
- Você não sabe o que o professor Lauro nos ensinou hoje. - Fala o menor com um grande sorriso.
Mas Carol seria fala nervosa.
- Falem baixo! Vocês querem acordar seu pai! Voltem para a cama que ainda é muito cedo.
Eles voltam triste para o quarto. E Carol abre a porta do seu quarto. E vê um homem, alto, loiro e vestido com um smoking entrando pela janela. E indo deitar-se na cama bem silenciosamente julgando que as almofadas debaixo das cobertas eram Carol.
- Joe!!! - Grita Carol nervosa.
- Carol? - Fala ele assustado. - Você está chegando agora?
- Eu estou chegando agora? De onde você está vindo? Você não ia ficar em casa para preparar o discurso da sua promoção?
Joe abaixa a cabeça triste e se senta na cama de costas para Carol.
- Carol você está vendo que isso não está dando certo.
Carol chorando em pé ainda diante da porta fala:
- O que não está dando certo?
- Nosso casamento Carol. Por que você não pede o divorcio logo? Um trai o outro e isso faz mau para as crianças.
- Eu nunca trai você! - Fala Carol aos berros. Ela se senta na cama nervosa. - Eu não vou abrir mão do dinheiro. Isso é tudo que eu tenho.
- Eu casei com você para te ajudar. Você tinha que ter a decência de deixar o dinheiro comigo.
- Seu pai era muito esperto. - Diz Carol rindo entre as lágrimas. - Ele sabia que nosso casamento era só fachada.
- Eu estava te protegendo do seu padrasto. Se você não se casasse ele ia ficar com sua guarda e poderia fazer todas as nojeiras que ele queria.
- Não vamos falar nisso por favor. Eu sou agradecida por isso. Mas seu pai não tinha nada que fazer esse contrato idiota.
- O que pedir o divorcio sai sem nada. - Fala Joe se lembrando do pai falando.
- Mas não se preocupe. As traições não vão mais acontecer perto do seus filhos. Eu vou contratar a babá dessa vez. E ela não vai ser nada atraente.
Joe sai nervoso do quarto e desse as escadas e vai até a cozinha.
- Cristiny aqui está o dinheiro para comprar pão. Por favor vai rápido. O Lauro deve estar quase chegando e não quero ver as crianças se atrasando para a aula.
Cristiny com um sorriso himilde fala:
- Senhor Joe. Você tem certeza que é melhor para as crianças estudar em casa do que juntos de outros meninos?
- Não acho Cristiny. Mas você sabe como é a Carol. Nunca opina nada sobre as crianças. Mas quando fala alguma coisa, só pode ser isso e pronto.
- Você está triste não está seu Joe.
- Lembrei-me da sua irmã.
- Hoje faz três anos que ela foi embora. - Fala Cristiny suspirando.
- Você entende que o que eu tive com ela foi mais do que um caso não é?
- Sei, senhor Joe. Você amava a minha irmã. Infelizmente você e a dona Carol são casados. E minha irmã queria mais do que ser apenas uma amante. - Ela abaixo os olhos e com um sorriso fala:- Deixe-me ir comprar o pão.
Cristiny sai da cozinha e indo até o jardineiro fala:
- Vou comprar pão para o café da manhã pai.
- Tome cuidado com essa bicicleta. - Diz o jardineiro indo até a esposa e beijando ela que tinha acabado de colocar o carro na garagem.
- Hoje faz três anos Adélia. - Fala o jardineiro abaixando a cabeça.
- Vamos voltar ao trabalho Jorge. - Diz ela seria. - A Carol disse ontem que as rosas precisam de mais água.
Jorge chateado liga a mangueira e começa a regar as rosas.
Cristiny pedala pela rua até o panificado com o grande nome na frente: "Padaria Silvio Silva." Ela vira-se para a atendente uma mulher gorda com cara feia.
- Por favor dez pães.
A mulher coloca na sacola os dez pães com muita raiva e joga para Cristiny que assusta com a mulher.
- Paga para o rapaz. Que eu tó apertada. - Ela sai deixando Cristiny com o dinheiro na mão e vai até uma portinha escrita em letras garrafais na frente: "Entupido, não entre". A mulher fecha a porta nervosa. Cristiny fica sem saber o que fazer até que da cozinha do armazém sai um rapaz jovem com um grande sorriso no rosto.
- Desculpe o mau jeito da mulher. É que já terminou o turno dela e a substituta não chegou ainda.
Cristiny paga o rapaz e sai. Pela porta entra correndo Suzi Crof sem folego. Ela recosta no balcão e fala para o rapaz.
- Eduardo... estou muito atrasada?
Eduardo faz um careta afirmando que sim.
- A dona Lucinda já foi embora?
Eduardo faz outra careta e dizendo que não. Suzi sente um cutucão nas costas. Ela se vira e era Lucinda.
- Olha aqui Suzi. Eu não vou mais ficar cobrindo você. Eu tenho muito mais o que fazer! Está me escutando! Eu já sou uma mulher de idade e não preciso ficar passando por isso.
- Me desculpe dona Lucinda! É que tive que dormir tarde ontem. Minha mãe demorou chegar...
- Eu não tenho nada a ver com sua mãe bebada não viu!
- Olha aqui! Minha mãe não é nenhuma bebada não. Ela batalhou muito para criar eu meus irmãos sozinha depois que meu pai abandonou agente. E trabalha noite e dia para cuidar da gente.
- Pois saiba que ela não vai trabalhar tanto assim mais não. A dona Gisleny passou aqui ontem e disse que sua mãe tinha sido demitida. E pode apostar que esse vai ser seu mesmo destino. O Silvio está louco para ter uma conversinha com você. - Lucinda sai tacando o avental na cara de Suzi. Ela vira-se desesperada para Eduardo.
- Suzi. Se eu pudesse fazer algo para te ajudar. Nós somos vizinhos desde a escola e sei como sua vida é complicada.
- Você sendo esse amigo já é o bastante Eduardo. Obrigada. Mas tenho que encarar a fera.
Suzi bate na porta do escritório. E uma voz groça fala:
- Entre.
Suzi entra timidamente.
- Queria falar comigo senhor Silvio?
- É claro que eu queria. Não foi isso que a Lucinda te falou? - Fala o senhor muito gordo que deixava todos castrofobicos de trás daquela mesa e pilhas de papeis de dois metros em varios cantos da sala.
- O que o senhor queria falar comigo?
- Eu não queria! Eu quero! Seus atrasos estam insuportaveis Suzi. Eu contratei a senhora Lucinda para seis horas de serviço e não sete horas. Você está trabalhando apenas cinco horas.
- Ou, me desculpe senhor Silvio. Mas você mais do que ninguém entende o que passo em minha casa. Faço o possivel para estar aqui no horario.
- Não é mais desculpa Suzi. Eu conheço a historia da sua mãe. Mas eu não tenho culpa do Tharly ter abandonado sua mãe. E muito menos a Lucinda. Não tenho culpa da sua irmã ser uma trombadinha ou de seus irmãos irem mau no colégio.
- Minha irmã não é trombadinha!
- Ela pichou o nosso muro.
- Nos já brigamos com ela.
- Duas vezes.
- Por favor senhor Silvio. Me de mais uma chance.
- Chega de chances Suzi. Está demitida.
Suzi sai triste do escritório e tira o avental e taca em cima do balcão do lado de Eduardo.
- Ou Eduardo. Fui demitida.
- Olha Suzi. Pode contar comigo. Para o que der e vier.
- Obrigado meu amigo.
Suzi vai para sair do panificadora quando ouve Silvio gritando também outro nome:
- Eduardo!!!
Eduardo olha aguniado para Suzi.
- Parece que alguns clientes encontraram cabelo no pão de queijo.
Suzi triste fala:
- Poderia ser da Lucinda.
- Era um loiro e outro preto. - Diz Eduardo esfregando o cabelos pretos com luzes loiras.
E ele entra para dentro de escritório e Suzi caminha triste para casa e imaginava como que a mãe ia sustentar a casa agora sem a ajuda que Suzi dava no final do mês. Mas quando Suzi chega perto de casa só ouve o grito de Yomiko.
- Suzana! Volta aqui! - Vindo de dentro de casa. Suzana corria atrás de Sergio. Yomiko com uma panela na mão sai para fora desesperada. - Minha filha. Vai atrás desses dois fazendo o favor. - Diz Yomiko para Suzi.
Suzi começa a correr atrás de Suzana que corria nervosa atrás do irmão menor. Até que ela vira a rua. E Suzi corre para alcança-los. E quando vira a esquina também. Vê uma multidão em volta de algo. Suzi coloca a mão no coração assustada. Ela vê Sergio do outro lado da multidão apavorado. E na calçada um carro luxuoso com um espelho quebrado. Suzi corre para o meio do povo e vê Suzana em cima de uma menina.
- Suzana o que você está fazendo?
Suzana se vira para Suzi e é o tempo de alguém pegar no braço dela e tira-la de cima da menina. A menina é Danielly, filha de Joe. E quem estava segurando Suzana era Joe. Suzi nervosa se aproxima.
- Larga minha irmã agora!
Uma linda mulher japonesa sai do quarto que usava como porta um lençol velho já rasgado.
- Desculpa filha. Ontem a dona Gisleny, me segurou até as duas da manhã. - Diz a mulher pegando dois pães e juntando os dois e colocando numa forma para assar.
- Tudo bem. Mas o Silvio vai ficar uma fera comigo. Vê se o Sergio e a Suzana estão se arrumando para a escola.
Yomiko, a mulher japonesa olha para o filha dormindo no colchonete velho do lado do sofá, com uma perna em cima do sofá e dormindo de bruços babando.
Yomiko tira o pão da forma e entrega para Suzi correndo.
- Tudo bem filha. Eu cuido de tudo. Vai pro seu serviço.
Suzi pega o pão beija a mãe e sai correndo só pegando a bolsa no sofá e pisando mais uma vez em Sergio.
- Ai Suzi.
Suzi sai em disparada correndo pela rua com o pão na boca, e tentando pegar algo dentro da bolsa. Ela para diante de um ônibus que começava a sair.
- Moço! Calma deixa eu pegar o passe de ônibus!- Diz Suzi com o pão na boca.
O motorista xinga e sai com o onibus em disparada. Suzi deixa o pão cair e a bolsa junto na lama, junto do
passe de ônibus. Ela triste olha para tudo molhado. Mas olha as horas no relógio e pega a bolsa molhada e sai correndo pela rua e quase é atropelada por um carro. Mas ela não para sai correndo e nem ouve a mulher xingando. A mulher era uma negra, alta de cabelos lisos e um grande óculos escuros e falava com a amiga no outro banco. Depois de xingar sai com seu carro do ultimo ano, com um sorriso no rosto.
- Então Juliana. Como eu estava te falando meu maridinho pode ser promovida a qualquer momento como ancora do jornal Oculam. Então pretendo fazer uma festinha para ele no final de semana.
- Mas Carol. Não é melhor esperar ver se essa promoção acontece. E você sabe que o Joe não gosta de festas.
Carol para o carro diante de um belo apartamento. Juliana desse do carro com alegria falando.
- Mais tarde você passa aqui pra gente ir para o shopping.
- Não sei. Vou ver. Estou com muito sono.
- Nossa Carol. O Joe é muito legal de deixar você ir para festas até de madrugada assim.
- É. Ele é muito legal.
Do mesmo apartamento sai um homem de terno e gravata com um grande sorriso.
- Carol. Estou indo para sua casa agora. Me dá uma carona?
Carol asselera o carro deixando o homem a pé. Ela vira a esquina e para diante de uma grande mansão, com um grande portão dourado e uma casinha de porteiro do lado. Carol fica parada impaciente. Até que ela solta um gritão:
- Acorda seu incompetente!
De dentro da casinha, ouve-se um tombo. E da janela se vê um rapaz, novo de cabelos encaracolados com cara de sono.
- Dona Carol. Me desculpe....
- Abre esse portão logo!
- Ou sim. - O grande portão se abre e ela entra no grande jardim sendo ajeitado pelo jardineiro. Um homem alto e de olhos verdes. Carol com o sorriso dele vira o rosto com o nariz empinado. Ela desse do carro na frente da casa com uma porta de vidro que se abre para um linda senhora passar.
- Senhora Carol.
Carol desse do carro luxuoso e entrega a chave a governanta.
- O Joe chegou?
- Não senhora.
- Ótimo. Adélia, achou o endereço da compania de babás falando que vou lá hoje?
- Sim senhora. Mandaram dizer que você pode ir lá agora de manhã.
- Perfeito. Fale para seu filho ficar mais alerta. Você sabe muito bem que ele só trabalha comigo porque sua família trabalha aqui desde a fundação de Oculam. Se não ele seria demitido imediatamente.
- Vou falar com o Cristian dona Carol. Não se preocupe.
Carol entra na mansão enorme. E vê uma jovem empregada de cabelos encaracolados colocando a mesa do lanche. Ela se assusta com Carol e deixa cair no chão o pacote de bolachas. Carol só vira os olhos e sobe as escadas. De repente uma menina de uns quinze anos, negra e de cabelo rastafári sai do quarto acompanhada de um garoto de dez anos branco de olhos azuis e cabelos encaracolados.
- Mamãe! Mãmãe! - Sai gritando os dois.
- Você não sabe o que o professor Lauro nos ensinou hoje. - Fala o menor com um grande sorriso.
Mas Carol seria fala nervosa.
- Falem baixo! Vocês querem acordar seu pai! Voltem para a cama que ainda é muito cedo.
Eles voltam triste para o quarto. E Carol abre a porta do seu quarto. E vê um homem, alto, loiro e vestido com um smoking entrando pela janela. E indo deitar-se na cama bem silenciosamente julgando que as almofadas debaixo das cobertas eram Carol.
- Joe!!! - Grita Carol nervosa.
- Carol? - Fala ele assustado. - Você está chegando agora?
- Eu estou chegando agora? De onde você está vindo? Você não ia ficar em casa para preparar o discurso da sua promoção?
Joe abaixa a cabeça triste e se senta na cama de costas para Carol.
- Carol você está vendo que isso não está dando certo.
Carol chorando em pé ainda diante da porta fala:
- O que não está dando certo?
- Nosso casamento Carol. Por que você não pede o divorcio logo? Um trai o outro e isso faz mau para as crianças.
- Eu nunca trai você! - Fala Carol aos berros. Ela se senta na cama nervosa. - Eu não vou abrir mão do dinheiro. Isso é tudo que eu tenho.
- Eu casei com você para te ajudar. Você tinha que ter a decência de deixar o dinheiro comigo.
- Seu pai era muito esperto. - Diz Carol rindo entre as lágrimas. - Ele sabia que nosso casamento era só fachada.
- Eu estava te protegendo do seu padrasto. Se você não se casasse ele ia ficar com sua guarda e poderia fazer todas as nojeiras que ele queria.
- Não vamos falar nisso por favor. Eu sou agradecida por isso. Mas seu pai não tinha nada que fazer esse contrato idiota.
- O que pedir o divorcio sai sem nada. - Fala Joe se lembrando do pai falando.
- Mas não se preocupe. As traições não vão mais acontecer perto do seus filhos. Eu vou contratar a babá dessa vez. E ela não vai ser nada atraente.
Joe sai nervoso do quarto e desse as escadas e vai até a cozinha.
- Cristiny aqui está o dinheiro para comprar pão. Por favor vai rápido. O Lauro deve estar quase chegando e não quero ver as crianças se atrasando para a aula.
Cristiny com um sorriso himilde fala:
- Senhor Joe. Você tem certeza que é melhor para as crianças estudar em casa do que juntos de outros meninos?
- Não acho Cristiny. Mas você sabe como é a Carol. Nunca opina nada sobre as crianças. Mas quando fala alguma coisa, só pode ser isso e pronto.
- Você está triste não está seu Joe.
- Lembrei-me da sua irmã.
- Hoje faz três anos que ela foi embora. - Fala Cristiny suspirando.
- Você entende que o que eu tive com ela foi mais do que um caso não é?
- Sei, senhor Joe. Você amava a minha irmã. Infelizmente você e a dona Carol são casados. E minha irmã queria mais do que ser apenas uma amante. - Ela abaixo os olhos e com um sorriso fala:- Deixe-me ir comprar o pão.
Cristiny sai da cozinha e indo até o jardineiro fala:
- Vou comprar pão para o café da manhã pai.
- Tome cuidado com essa bicicleta. - Diz o jardineiro indo até a esposa e beijando ela que tinha acabado de colocar o carro na garagem.
- Hoje faz três anos Adélia. - Fala o jardineiro abaixando a cabeça.
- Vamos voltar ao trabalho Jorge. - Diz ela seria. - A Carol disse ontem que as rosas precisam de mais água.
Jorge chateado liga a mangueira e começa a regar as rosas.
Cristiny pedala pela rua até o panificado com o grande nome na frente: "Padaria Silvio Silva." Ela vira-se para a atendente uma mulher gorda com cara feia.
- Por favor dez pães.
A mulher coloca na sacola os dez pães com muita raiva e joga para Cristiny que assusta com a mulher.
- Paga para o rapaz. Que eu tó apertada. - Ela sai deixando Cristiny com o dinheiro na mão e vai até uma portinha escrita em letras garrafais na frente: "Entupido, não entre". A mulher fecha a porta nervosa. Cristiny fica sem saber o que fazer até que da cozinha do armazém sai um rapaz jovem com um grande sorriso no rosto.
- Desculpe o mau jeito da mulher. É que já terminou o turno dela e a substituta não chegou ainda.
Cristiny paga o rapaz e sai. Pela porta entra correndo Suzi Crof sem folego. Ela recosta no balcão e fala para o rapaz.
- Eduardo... estou muito atrasada?
Eduardo faz um careta afirmando que sim.
- A dona Lucinda já foi embora?
Eduardo faz outra careta e dizendo que não. Suzi sente um cutucão nas costas. Ela se vira e era Lucinda.
- Olha aqui Suzi. Eu não vou mais ficar cobrindo você. Eu tenho muito mais o que fazer! Está me escutando! Eu já sou uma mulher de idade e não preciso ficar passando por isso.
- Me desculpe dona Lucinda! É que tive que dormir tarde ontem. Minha mãe demorou chegar...
- Eu não tenho nada a ver com sua mãe bebada não viu!
- Olha aqui! Minha mãe não é nenhuma bebada não. Ela batalhou muito para criar eu meus irmãos sozinha depois que meu pai abandonou agente. E trabalha noite e dia para cuidar da gente.
- Pois saiba que ela não vai trabalhar tanto assim mais não. A dona Gisleny passou aqui ontem e disse que sua mãe tinha sido demitida. E pode apostar que esse vai ser seu mesmo destino. O Silvio está louco para ter uma conversinha com você. - Lucinda sai tacando o avental na cara de Suzi. Ela vira-se desesperada para Eduardo.
- Suzi. Se eu pudesse fazer algo para te ajudar. Nós somos vizinhos desde a escola e sei como sua vida é complicada.
- Você sendo esse amigo já é o bastante Eduardo. Obrigada. Mas tenho que encarar a fera.
Suzi bate na porta do escritório. E uma voz groça fala:
- Entre.
Suzi entra timidamente.
- Queria falar comigo senhor Silvio?
- É claro que eu queria. Não foi isso que a Lucinda te falou? - Fala o senhor muito gordo que deixava todos castrofobicos de trás daquela mesa e pilhas de papeis de dois metros em varios cantos da sala.
- O que o senhor queria falar comigo?
- Eu não queria! Eu quero! Seus atrasos estam insuportaveis Suzi. Eu contratei a senhora Lucinda para seis horas de serviço e não sete horas. Você está trabalhando apenas cinco horas.
- Ou, me desculpe senhor Silvio. Mas você mais do que ninguém entende o que passo em minha casa. Faço o possivel para estar aqui no horario.
- Não é mais desculpa Suzi. Eu conheço a historia da sua mãe. Mas eu não tenho culpa do Tharly ter abandonado sua mãe. E muito menos a Lucinda. Não tenho culpa da sua irmã ser uma trombadinha ou de seus irmãos irem mau no colégio.
- Minha irmã não é trombadinha!
- Ela pichou o nosso muro.
- Nos já brigamos com ela.
- Duas vezes.
- Por favor senhor Silvio. Me de mais uma chance.
- Chega de chances Suzi. Está demitida.
Suzi sai triste do escritório e tira o avental e taca em cima do balcão do lado de Eduardo.
- Ou Eduardo. Fui demitida.
- Olha Suzi. Pode contar comigo. Para o que der e vier.
- Obrigado meu amigo.
Suzi vai para sair do panificadora quando ouve Silvio gritando também outro nome:
- Eduardo!!!
Eduardo olha aguniado para Suzi.
- Parece que alguns clientes encontraram cabelo no pão de queijo.
Suzi triste fala:
- Poderia ser da Lucinda.
- Era um loiro e outro preto. - Diz Eduardo esfregando o cabelos pretos com luzes loiras.
E ele entra para dentro de escritório e Suzi caminha triste para casa e imaginava como que a mãe ia sustentar a casa agora sem a ajuda que Suzi dava no final do mês. Mas quando Suzi chega perto de casa só ouve o grito de Yomiko.
- Suzana! Volta aqui! - Vindo de dentro de casa. Suzana corria atrás de Sergio. Yomiko com uma panela na mão sai para fora desesperada. - Minha filha. Vai atrás desses dois fazendo o favor. - Diz Yomiko para Suzi.
Suzi começa a correr atrás de Suzana que corria nervosa atrás do irmão menor. Até que ela vira a rua. E Suzi corre para alcança-los. E quando vira a esquina também. Vê uma multidão em volta de algo. Suzi coloca a mão no coração assustada. Ela vê Sergio do outro lado da multidão apavorado. E na calçada um carro luxuoso com um espelho quebrado. Suzi corre para o meio do povo e vê Suzana em cima de uma menina.
- Suzana o que você está fazendo?
Suzana se vira para Suzi e é o tempo de alguém pegar no braço dela e tira-la de cima da menina. A menina é Danielly, filha de Joe. E quem estava segurando Suzana era Joe. Suzi nervosa se aproxima.
- Larga minha irmã agora!
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