Suzi caminha pela noite escura percorrendo o muro cheio de plantas que o escalavam. Ela sabia que esse muro deveria ser da primeira mansão da rua. E ao ver um grande portão dourado com uma casinha na frente com grandes vidraças é confirmada suas suspeitas. Um jovem rapaz de cabelos encaracolados estava dentro da cabine.
- Boa noite. Eu sou Suzi Crof. Vim para o trabalho de babá.
Cristian olha para a moça surpreso.
- Ou. Estávamos de esperando só amanhã de manhã. - Fala Cristian abrindo um grande sorriso.
- É que preferi vir mais cedo. Assim não perco a vaga. - Menti Suzi como Joe tinha-lhe falado.
- Tudo bem. Meu nome é Cristian. Eu sou o porteiro dos Meirelles. - Fala ele com alegria pegando o inter-fone. - Alô? Mãe? A babá está aqui!
Dentro da mansão Adélia estranha a vinda da babá tão cedo.
- Espere Cristian. Eu vou ver com a dona Carol.
Adélia se aproxima da mesa de jantar, onde todos comiam. Joe sentado na ponta da mesa olhava feliz para toda sua família. Carol do seu lado direito comia com delicadeza. E Arthur do lado esquerdo de Joe comia com rapidez e satifação. Do lado de Carol estava Danielly que tentava comer do mesmo modo que a mãe. Mas se atrapalhava com os talheres.
Cristiny em pé no canto da janela tinha que esperar os patrões terminarem de comer para ela retirar os pratos para depois ela e a mãe servirem a janta para o Jorge, o jardineiro e Cristian.
Adélia se aproxima de Carol e fala aos ouvidos dela.
- A babá está aqui. Mando entrar?
- Já? - Carol olha firme para Joe. Que abaixa o olhar fingindo não saber do que se tratava e concentrado em sua comida. - Mande entrar e esperar na sala.
Adélia volta para o inter-fone e fala algo. E Joe olha para Carol fingindo inocência.
- O que foi que ouve Carol?
- A babá resolveu vir mais cedo.
- Eu já disse que não preciso de babá. - Fala Arthur nervoso.
- Eu é que sei o que você precisa.- Fala nervosa Carol.
Lá fora o portão se abre e Suzi com um grande sorriso olha para a grande mansão. E entra. Ela caminha maravilhada com o chafariz, com o jardim, com os detalhes da porta. Suzi se aproxima da porta e vai para triscar na maçaneta da porta quando ela se abre. Adélia aparece a porta com uma cara severa. Suzi com um sorriso fala:
- Boa noite. Eu sou a babá enviada pela agência. Sou Suzi Crof.
Adélia continuava com aquele olhar paralisada diante a porta. E Suzi começa a ficar constrangida.
- Não vamos entrar? - Fala Suzi inocentimente.
- Desculpe. Mas acho que aconteceu um engano. - Fala Adélia seca. E com um olhar que mais parecia uma cobra pronta para dar um bote.
- Como assim um engano? Aqui não é a casa do Meirelles?
- Aqui é sim a mansão dos Meirelles. Mas você não foi o que agente pediu!
Suzi abre um sorriso triste. E ia tentar falar algo. Mas uma voz firme vem de dentro da mansão.
- Deixa entrar Adélia.
Adélia olha assustada para dentro da mansão. Um ar que Suzi jamais poderia imaginar ver na fronte daquela mulher firme feito uma estatua. Algo estranho. Um sentimento de medo.
- Mas senhora...
- Quero conhecer a moça.
Adélia se vira demonstrando estar abalado com Suzi Crof.
- Pode entrar.
Adélia deixa a passagem livre para Suzi e ela entra se deparando com uma linda mulher negra de cabelos longos e lisos sentada na poltrona diante da porta.
Carol também parece abalada. E Suzi não confusa não entende.
- Então a senhora veio por causa da agência?
Suzi não conseguia mentir para aquela figura na sua frente. Mas não poderia relatar Joe.
- Na verdade. Ouvi você e seu marido conversando na frente da agência hoje de manhã. E pensei em arriscar.
Carol olha para Joe que ainda jantava.
- Que esperiência você tem com crianças?
- Muita. - Diz Suzi com um sorriso. - Praticamente fui eu que criei meus irmãos. Três, duas moças e um rapaz.
- E você acha que isso é experiência com crianças?
- Se passar vinte horas cuidando de meus irmãos não é experiência como uma boa babá eu não sei o que é.
Carol olha triste para Joe. E olha para Suzi novamente.
- Você terá uma semana de experiência.
Carol sobe as escadas e vai para o quarto. Deixando Suzi sozinha na sala sem saber o que fazer. Será que isso queria dizer que estava contratada? Ela olha para Adélia na porta que parecia não ter gostado nada da idéia.
- Você vai ter que dormir aqui na mansão. A não ser que consiga como chegar aqui antes das seis horas. Mas duvido muito. Já que você sairá a meia noite daqui. Mas o salário é muito bom.
Suzi respira fundo. Não contava com o horário tão puxado. E muito menos em ter que dormir no emprego. Mas o salário deveria valer a pena. E isso era o que precisava naquele momento.
- Vou buscar minhas coisas.
- Esteja aqui antes da meia noite. Ou as portas estarão fechadas.
Adélia abre a porta. Por um segundo Suzi se vira para a sala de jantar e vê Joe na porta. Ele levanta a mão com um sorriso. Suzi sorri e levanta também a mão. E sai pela porta. Ela volta até o grande portão e Cristian com um sorriso pergunta:
- E ai? Conseguiu o emprego?
- Acho que sim. - Fala Suzi rindo.
- Então se prepare Suzi. Trabalhar aqui não é fácil. Mas olhando para você já sei que vai tirar de letra.
Suzi se despede de Cristian que abre o portão e a deixa sair. Suzi tinha que se preparar para o que iria vir.
Lá dentro Carol deitada em sua cama chorava. Chorava de ódio e raiva. Adélia entra nervosa e assustada.
- Senhora Carol. Como pode fazer isso? Não vê que ela é a cara da minha filha?
- Eu sei disso Adélia. Eu sei disso. Mas talvez o Joe ver ela de novo seja a forma de fazer ele perceber que eu sou melhor que a Judith.
- Mas aquela moça não é a Judith. Ela é Suzi Crof. E não conhecemos do que ela é capas.
- Se ela for que nem sua filha. Vamos fazer o mesmo que fizemos antes. Mas se não o Joe vai se arrepender por ter me traido. E ele será meu novamente. Como quando nos conhecemos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário