O portão da penitenciaria masculina se abre. Bárbara roda sua cadeira pelo corredor até encontrar Mizzi, a diretora do policial na frente de sua sala.
- Você sabe que não é horário ou dia de visita senhorita Tedesco. Mas sua situação é diferente.
Bárbara olha firme para Mizzi com amargura.
- Não precisamos disso tia Mizzi. Me leve logo para ver meu pai.
- Eu não deveria. Seu pai humilhou minha irmã o máximo que pode. Não merecia te ver.
As duas caminham pelo corredor.
- Se serve de conforto tia Mizzi ele não vai dormir muito bem hoje.
- Porque não vem morar comigo? Sabe que tenho dar toda ajuda para você voltar a andar.
- Ainda não titia. Tenho algo para fazer ainda.
Bárbara e Mizzi param diante uma das portas.
- Ele está te esperando ansioso.
Bárbara entra na sala fria. E vê seu pai do outro lado do vidro. Ela se aproxima. Carlos chora vendo a filha rolando a cadeira de rodas. Bárbara apenas tinha amargura no rosto. E isso se via de longe. Ao pegar o telefone ela abre um sorriso demoniaco. Que faz Carlos estranhar.
- É tão bom te ver ai. Você merece papai.
- O que está falando Bárbara.
- Preso igual a mim. Igual minha mãe ficou por tanto tempo. - O sorriso de Bárbara era de dar medo e Carlos soube naquela hora que aquela visita não iria ser para matar a saudade.
- O que você quer?
- Eu quero que você apodreça na prisão!
- O que eu fiz pra você? Porque está falando isso?
- Eu quero que você sofra papai. Eu quero que você sofra muito!
- Bárbara! O que é isso?
- Você vai ser arrepender de tudo que fez com a minha mãe. Fez ela enlouquecer. E morrer de desgosto quando você largou ela. E queria fazer a mesma coisa comigo. Mas ai chegou as suas filhinhas. Aquelas nojentas. E aquela estupida da Yomiko.
- Não fala assim delas! Cala a boca Bárbara.
- Você a defende? - Diz Bárbara sinica. - Você mau sabe como ela está feliz lá fora enquanto você está aqui apodrecendo.
- O que você quer dizer com isso Bárbara? Fala logo!
- Ela inaugurou um restaurante. Sabia disso? Inaugurou com o amante dela.
Carlos se levanta e esmurra a janela.
- Isso é mentira Bárbara! Isso é mentira!
- Ela beija ele na minha frente e na frente de todos. E diz assim enquanto enfia a lingua na boca dele: Deixe aquele idiota lá com os colegas de sela dele enquanto eu estou aqui com o Eduardo.
- Eu não acredito em você sua cobra!
Bárbara ri chorando e diz babando de ódio.
- Tenho provas se você quiser. Vou entregar ao delegado! É um videozinho da inauguração no qual ele beija a sua princesa na frente de todo mundo. Espero que você se divirta muito assistindo tudo isso.
- Saia daqui sua monstra! Saia e não me apareça mais! Eu deveria ter te matado enquanto tive chance sua praga nojenta!
Bárbara rindo e chorando sai. Enquanto Carlos bate contra o vidro chorando e berrando. Os policias entram e tentam tirar ele dali. Bárbara sai e encontra a tia do lado de fora. Mizzi olha triste para a sobrinha.
- Você não é bem vinda em minha casa. E nunca mais apareça aqui está me ouvindo. Não quero que nem toque o meu nome. Você me ouviu Bárbara.
- Sim tia Mizzi. - Fala Bárbara limpando as lágrimas.
- Eu não sou sua tia.
Bárbara abaixa a cabeça triste e roda sua cadeira pelo corredor.


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