quarta-feira, 30 de março de 2011

13 de março de 2025 - quinta-feira - 11:30 - Colégio Oculam

O sinal toca. Cristiny aliviada fecha os livros. Não aguentava mais a aula chata de história da professora Ualací. Ela tentava fazer a história de como Anita Forc conquistou a cidade se tornar um conto de fadas. Mas Cristiny sabia que nenhuma mulher era tão perfeita como Anita. Suzana e Cristiny na frente iam gritando:
-Vem logo Cristiny! Hoje eu que vou ter que fazer a comida.
- Vou adorar comer sua comida Suzana. - Fala Cristian beijando Suzana. 
Cristiny coloca tudo dentro da mochila e sai correndo para alcansalos. De longe ela vê Arthur e Sergio juntando com Suzana e Cristian e falando rindo.
- Vamos correr dela! - Fala Sergio brincando.
- A não gente. Para eu estou de salto. - Fala Cristiny tentando alcançalos se equilibrando nos enormes saltos que tinha escolhido.
De repente ela vira o pé quando atravessava o portão, ela cai sentada no chão. Cristian, Susana, Sergio e Arthur voltam preocupados.
-Cristiny você está bem? - Pergunta o irmão preocupado.
-Você machucou?- Fala Sergio assustado.
Cristiny tenta levantar e sente dor. Até que uma voz confortante aparece atrás de Cristiny. 



- O que aconteceu ai Cristiny?
Cristiny se vira. Renato sai de seu carro preocupado e ajuda Cristiny a se levantar. Ela olha para o olhar de Renato preocupado.
- Eu machuquei o pé. Não consigo pisar no chão.
- Será que quebrou?- Pergunta Arthur.
- Deixa eu ver? -Fala Renato se abaixando e tirando os saltos de Cristiny. Ela olha para Cristiny pela primeira vez. O saltos mostrava que Cristiny não era uma criança. Ele olha para o pé de Cristiny e se levanta constrangido. Seu coração batia forte ao ver aquelas belas pernas entrando naquela saia justa e descendo para aqueles saltos que faziam ela ficar mais bela e mais alta.
- Não está quebrado. - Fala ele rindo para disfarçar a timides.
- Como você sabe? - Pergunta Cristiny com um sorriso.
- Se tivesse quebrado você estaria sorrindo agora. - Fala ele com carinho. - Mas não é bom ela andar por agora. Eu posso te dar uma carona até em casa. Eu até daria carona para todos, mas meu carro está cheio de cadernos para corrigir.
- Tudo bem professor. Agente vai andando mesmo. Vai ser mais divertido. -Fala Cristiny trazendo Suzana mais perto dele e a beijando.
Eles vão andando e Renato para a surpresa de Cristiny a pega no colo.
- Ui professor não precisa disso.
- Precisa sim. Vou me sentir muito culpado se seu pé começar a inchar.
Ele a coloca no carro. Cristiny olha para o professor sentindo seus braços fortes a segurando. Renato sente o seu coração bater mais de pressa com aquela bela jovem tão perto, sentindo sua respiração doce contra o seu rosto.
Ele a coloca no banco do carona e dá a volta no carro e sai com o carro. E ao entrar se depara com o olhar romantico de Cristiny. Ela também sentia algo. Mas atrás de Cristiny através do vidro ele vê Manildy os olhando. Ele abre o vidro e fala rindo para a professora de português.
- A Cristiny torceu o pé. Estou levando ela para casa. Para a casa dela.
Manildy estranhando fala:
- Ok. Tchau professor.
- Tchau.
O carro sai e Renato olha para Cristiny com medo. Ela com olhar de malandra fala:
- Ficou com medo da professora Manildy achar que agente está juntos.
- Não fala isso nem brincando Cristiny. -Fala Renato rindo e tentando parecer o máximo que isso seria impossível. Mas percebe que sua resposta rude a machucou.
- Isso é tão ruim assim de acontecer?
Renato engole em seco e fala com calma:
- Não é ruim Cristiny. Quero dizer...Se alguma coisa fosse acontecer...mas que não vai... seria bonito... se acontecesse numa situação hipotética. Mas não seria olhado com bons olhos pelos outros.
Cristiny abaixa a cabeça rindo e de repente percebe que o pé tinha cortado por isso a dor.
- Droga. Parece que foi mais serio do que pensavamos.
Renato olha com calma para o pé da garota que estava sobre o banco do carro mostrando mais o que deveria da saia curta da garota.
- Não se preocupe. Só é um pouco de sangue. Tem primeiros socorros na minha casa. É virando essa esquina. Vamos fazer um curativo.
Cristiny abre um sorriso incontrolável. Ela o esconde com as mãos depois que percebe que Renato percebeu seu sorriso.
- Eu vou adorar conhecer sua casa.

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